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quarta-feira, 1 de abril de 2009

Madagáscar 2 chega a DVD



Chega hoje ao formato DVD e Blu-ray um dos filmes de animação que mais animou os pequenos no ano passado. Para que a alegria seja ainda maior, há uma edição especial com os dois filmes, para rir a dobrar com os quatro animais do Jardim Zoológico mais aventureiros de sempre.
Fica a dica para, quem sabe, um presente de Páscoa.

sexta-feira, 27 de março de 2009

007 em DVD

Chega esta sexta-feira, dia 27, ao mercado de DVD a última aventura do agente secreto mais conhecido do mundo. “007 – Quantum of Solance” é protagonizado por Daniel Craig e mostra um 007 sofrido com a traição da mulher que sempre amou: Vesper. Para repor toda a verdade, infiltra-se na organização que chantageou Vesper e percebe que aquela organização é muito mais complexa que alguém poderia imaginar. Quando chegou ao cinema há alguns meses atrás, este novo episódio de 007 conquistou de imediato a criatica e fãs do agente secreto. Agora já é possível ver em casa.

sexta-feira, 20 de março de 2009

“Peter Pan” e “Pequena Sereia” saem do mercado

Seguindo a política de markting de suspender temporariamente os seus clássicos, a Disney prepara-se para guardar no baú os filmes “Peter Pan” e “A Pequena Sereia”. Os dois títulos deixam de ser distribuidos para comercialização no próximo dia 31 deste mês. Por isso quem é fã das duas histórias ou pensa que os filhos gostariam de conhecer aquelas personagens tem que apressar-se. Quando o cofre da Disney se fecha, os títulos ficam guardados no mínimo sete anos...

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

“Bella” - uma história de gente de corpo e alma



Venceu o Prémio do Público do último Festival de Toronto e é de uma humanidade incrivel. “Bella” é aquilo que se pode chamar de verdadeira história de amor. Não é romance. É Amor. Baseado em factos verídicos, o filme de Alejandro Gomez Monteverde transpira veracidade e rapidamente entramos pelo filme dentro fazendo-nos crer confidentes daquelas vidas. O ponto de partida da história é simples: um homem vê uma colega ser despedida sem ter tempo de explicar o atraso e ao chegar à fala com ela sabe que ela descobriu que está grávida. Antes disso sabemos que ele já teve outra vida, mas não sabemos a dimensão do seu passado nem a imaginamos o que uma gravidez de uma amiga pode mudar para sempre a sua própria vida. Porque há situações e pessoas que mudam completamente o rumo das nossas histórias. Porque há passados que deveriam ser esquecidos, mas que por não serem nos transformam por dentro como se fizessem nascer outros eus. É disso que trata este filme. Mostra-nos como todos sosmos pessoas, com fraquezas, com segredos, com lágrimas prontas a saltar cá para fora. Protagonizado por Eduardo Verástegui e Tammy Blanchard, “Bella” é de uma crueza atroz. Prova, como se dúvidas houvesse, que é à familia que vamos beber toda a nossa personalidade, quer queiramos quer não. Nós somos o que vivemos na infância, para o bem e para o mal, nem que seja para decidirmos por onde não ir. O filme é feito de constrastes, de pólos opostos, para falar de coragem e sobretudo Amor. O final é merecidamente justo... Estreia na próxima semana, a 5 de Março, e o Vida Maravilha recomenda com toda a força.
O melhor: a humanidade atroz das personagens
O pior: o filme em si não tem nada de menos bom, mas a sua distribuição pode ficar aquém do merecido... a ver vamos.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

E os Óscares foram para...



Na noite mais esperada de Hollywood, muitas foram as surpresas, a começar pela própria cerimónia que, segundo a voz dos críticos, voltou aos temos de maior glamour, sob o comando de Hugh Jackman, que para além de fazer rir, cantou e encantou toda a audiência.
O grande vencedor da noite foi sem dúvida “Quem quer ser Bilionário”, com 8 Óscares. O filme de Danny Boyle leva-nos até à Índia profunda para ver a miséria de algumas crianças, que apesar de tudo conseguem ser seres normais e até, imagine-se, passar de “Zés ninguém” a multimilionários! A história é fabulosa e conquistou o júri, arrecadando os prémios de Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Argumento Adaptado, Melhor Fotografia, Melhor Montagem, Melhor Banda Sonora Original, Melhor Canção Original e Melhores Efeitos Sonoros.
Os grandes prémios para actores foram entregues a Sean Penn, Óscar de Melhor Actor, pela sua incrivel prestação em “Milk” e Kate Winslet, Melhor Actriz, por “O Leitor”, acabando assim com uma sucessão de nomeações sem nunca dar frutos. O Óscar de Melhor Actor Secundário foi entregue a título póstumo a Heath Ledger, sem grandes surpresas, ao contrário do prémio feminino, de Melhor Actriz Secundária, que apesar de toda a concorrência feroz, foi para as mãos de Penélope Cruz.
“Wall.E” venceu o prémio de Melhor Filme de Animação e o japonês “Departures” foi eleito o Melhor Filme de Lingua Estrangeira.
O maior derrotado da noite foi “O Estranho Caso de Benjamin Button”, que apesar de liderar as nomeações com “Quem quer ser Bilio´nário”, apenas levou para casa três estatuetas, correspondentes a Melhor Direcção Artistica, Melhor Caracterização e Melhores Efeitos Visuais.
Noite infeliz também para as equipas de “Dúvida” e “O Wrestler” que continham excelentes interpretações e não viram o trabalho reconhecido...

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

“Hotel para cães” - um incentivo à adopção de rafeiros


Dois pré-adolescentes orfãos têm no cão de estimação, que a terrível família de acolhimento ignora, o seu maior apoio. Um dia, a fugir às autoridades por um mero mal-entendido os três acabam por se esconder num antigo hotel completamente abandonado e em degradação que aos poucos de vai transformando num refúgio para todos os rafeiros da cidade e acima de tudo para os dois irmãos que consegem assim construir uma verdadeira família. É esta a permissa do “Hotel para Cães”, filme que vai divertir os mais pequenos nestas férias de Carnaval. Aqui, os animais não falam, mas sujeitam-se às mais variadas invenções tecnológicas em prol do seu bem estar dentro de quatro paredes. Até à casa de banho conseguem ir, para além de se sentarem à mesa como se de verdadeiros principes e princesas se tratassem. O filme é puramente juvenil e tendo em conta o público alvo está muito bem conseguido, sobretudo porque aproveita as suas mais genuinas expressões para nos fazer perceber o que eles sentem. Não duvido que nos próximos dias cresçam as visitas a lojas de animais tentado comprar um cão. A história é ternurenta e quem a vê pouco ou nada quer saber se tudo aquilo alguma vez seria possivel de concretizar fora do grande ecrã. Estreia nesta quinta-feira, dia 19. Para gente miúda.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Mickey Rourke inquestionável em “The Wrestler”



Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Actor e é, ao lado de Brad Pitt (O Estranho Caso de Benjamin Button) e Sean Penn (Milk), o mais sério candidato ao Óscar para Melhor Actor, pelo enormíssimo desempenho em “The Wrestler”. Ele interpreta Randy “The Ram”, um nome maior da luta livre americana dos anos 80. Com uma soberba caracterização, mas sobretudo fundamentada com uma alma de gigante (a dada altura acreditamos que quem está ali naquele grande ecrã é mesmo Randy e não Rourke), o filme é muito forte. A história centra-se na vida daquele desportista, antiga glória que deu a vida pela Luta Livre e nunca se preocupou com mais nada, nem mesmo com uma filha que teve ainda no auge da sua carreia. Mas o tempo passa e ninguém fica no estrelato para sempre, por mais que tente. E ele tentou. Tentou tanto que acabou por ter um enfarte e por isso fica afastado dos ringues. É altura de pôr ordem à vida. Precisa de trabalhar mais no supermercado onde fazia umas horas, porque o dinheiro dos combates já não conta. Mas precisa de se entender e criar uma família. Esta apaixonado por uma striper, mas ele é seu cliente e apesar da atmosfera que se sente entre ambos, na altura critica sabemos que cliente é uma coisa, amigo ou namorado é outra. É hora de se aproximar de uma filha, que nem conhece e a quem nunca sequer desejou feliz aniversário, mas por melhores intenções que tenha, tudo acaba por correr mal. Os ringues são o seu mundo e apesar de serem a sua morte anunciada, ele sente que fora deles não vale nada. E quem gosta de viver para nada? A celebração dos 20 anos de um combate que ficou para a história leva-o de volta às luzes da ribalta, nem que seja pela última vez. Fala-se que Mickey Rourke não foi a primeira escolha de Darren Aronofsky para o papel, mas este "Wrestler" cai-lhe como uma luva...

O filme ganhou também o Globo de Ouro de Melhor Canção Original, escrita e interpretada por Bruce Springsteen, e com o mesmo nome do filme, mas para além da excelente banda sonora o filme tem uma envolvência sonora notável, próprias aliás dos espectáculos de Wrestler. Divertido é também saber os truques e combinações dos lutadores, porque por mais que pareça improviso, tudo ali está muito bem pensado, ainda que as dores, arranhões, corte e sangue sejam reais. Vale a pena ver. Estreia dia 26 deste mês.
O Melhor: A caracterização e interpretação de Mickey Rourke. Numa palavra: fabulosa.
O Pior: A luz do filme. É muito escuro por se passar essencilamente à noite e em ringues.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

“Gran Torino” - o injusto e grande ausente



É até agora o maior ausente dos Óscares deste ano. “Gran Torino” de Clint Eastwood é um filme simplesmente genial, com uma boa (muito boa) história e uma maravilhosa (mais uma) interpretação de Clint Eastwood. Quando achamos que já vimos tudo deste magnífico senhor de Hollywood, pois que continuamos enganados e bem podemos esperar por mais, porque com certeza há muito mais para ver. Há muito que os filmes de Clint Eastwood se tornaram em referência para quem gosta de bom cinema e “Gran Torino” vai facilmente conquistar o público, quando estrear em Portugal daqui a um mês. Quando um filme acaba e poucos são aqueles que se levantam de imediato é puro sinal que quem viu ficou rendido e continua ali a digerir o que acabou de ver. O filme é passado nos EUA, mas num bairro invadido por asiáticos, por efeitos da Guerra. Aquele que começa por ser um ódio de estimação, por assim dizer, passa a uma comovente amizade. Clint Eastwood é um velho viúvo pouco dado a modernices. Já passou por muito, já viveu o pesadelo de uma guerra, já matou, já deu vida e é profundamente amargo. Sente-se fora da família. Nunca conseguiu a aproximação desejada dos filhos e agora no final da vida isso parece irremediável. É destemido e faz frente a qualquer inimigo e num bairro entregue a tantos gangs, o que mais não faltam são inimigos. O final é absolutamente esmagador, como só os finais de Eastwood conseguem ser: autênticas lições de vida. O filme é notável e merece a nota máxima do Vida Maravilha. Imprescindível de ver. Estreia a 12 de Março. Não esquecer.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

“Coraline” - sob o génio da animação



É defintivamente uma das mais maravilhosas coisas que vi de animação em cinema. “Coraline e a Porta Secreta” tem a mão do grande mestre Henry Selick, o mesmo realizador de “O estranho Mundo de Jack” e parte do fabuloso livro Neil Gaiman. Em linhas gerais, quase se pode dizer que é um filme de animação, um excelente filme de animação, mas para gente adulta, ou pelo menos, para crianças já crescidas, porque os mais pequenitos vão assustar-se. No fundo, se houver esta categoria, denomino-o filme de terror infantil! Mas atenção, tem um final feliz, como o de o acordar de um pesadelo. A história é fabulosa, um verdadeiro esplendor de criatividade. Parece-nos muito naif quando começa: um pai e uma mãe completamente absorvidos pelo trabalho que mal têm tempo para conversar com a filha, a pequena Coraline. A família acabou de se mudar para um palacete com mais de 100 anos a ranger por tudo o que é canto. Tudo está desarrumado, porque os pais com tanto trabalham não podem para já cuidar da decoração. Os amigos ficaram longe, perto da anterior casa e Coraline sente que não há nada de interessante para fazer. Até descobrir uma pequena e curiosa porta secreta que depois de aberta apenas tem do outro lado uma parede de tijolo... ou não! O aparecimento de uma boneca igual a Coraline faz-nos perceber a nós e à própria menina também que qualquer coisa está mal e tudo acaba por revelar-se durante o sono. Aquele que parecia o melhor sonho para uma criança: encontrar um mundo perfeito onde o pai e mãe tinham tempo para ela e para as tarefas domésticas, vai-se transformar no pior pesadelo que algum de nós alguma vez imaginou. As personagens são fantásticas, os desenhos absolutamente extraordinários.
Há muito que se espera esta estreia e coube a Nuno Markl a ilustre tarefa de o adaptar para português. Aliás, nas nossas salas só vai estar a versão nacional, com vozes tão nossas queridas como Maria Rueff ou Ana Bola a interpretar deliciosas e excêntricas actrizes de luzes da ribalta já passadas. Esta adaptação também nos trás o prazer do 3D. Os óculos fantásticos que nos transportam para dentro da história e que nos permite ver as personagens em profundidade e a acreditar que elas estão quase a tocar no nosso nariz. A estreia é dia 19 de Fevereiro. Não se pode perder.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

O (magnífico) Casamento de Rachel



O título “O Casamento de Rachel” ou mesmo no original “Rachel Getting Married” faz-nos pensar à primeira vista numa comédia romântica, mas o facto de Anne Hathaway estar nomeada para o Óscar de Melhor Actriz alerta-nos para o facto que de o filme pode muito bem ser mais do que uma história engraçada e bom humorada de alguém que decide casar e enfrenta toda uma quantidade de peripécias e turbilhões de emoções. De facto, “O Casamento de Rachel” nada tem de comédia romântica. É um drama poderosíssimo que conta a história de uma família, mas em particular de uma jovem adulta apanhada nas malhas da droga e que, devido ao casamento da irmã, vai passar o fim-de-semana a casa, depois de 9 meses limpa. À partida seria suposto que só haveria motivos para celebrar: uma filha casa-se e outra está a recuperar de um mal maior. Mas o filme, muito intenso, leva-nos a conhecer o passado e as possíveis razões (se é que elas existem) para alguém seguir o caminho da toxicodependência. A prestação de Anne Hathaway é poderosa e merece estar ao lado de pesos tão pesados como Angelina Joli (“A Troca”) e Meryl Streep (“Dúvida”) para o maior prémio de interpretação feminina dos Óscares deste ano. O filme está realizado de modo a parecer um documentário, ou mais propriamente o olhar daquela menina mulher a quem a vida fugiu quando aos 16 anos e completamente pedrada teve um acidente de carro onde morreu o seu irmão ainda muito pequeno. A culpa vai acompanhar aquela cabeça para o resto da vida e parece que nada mais importa realmente se nada faz a vida andar para trás e trazer o menino de volta à família. Mas este “Casamento de Rachel” é riquíssimo a outros níveis. Mostra valores de família, mostra ódios e amores profundos. Não segue os caminhos mais fáceis para contar a história e tem verdadeiros momentos de ouro. Foi uma bela surpresa neste périplo pelos filmes nomeados e, por isso, o Vida Maravilha recomenda-o vivamente. Estreia na quinta-feira da próxima semana, dia 12.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

“Quem quer ser Bilionário?” ou o eterno paradigma “Amor e uma Cabana”



Se “Juno” foi a grande surpresa dos nomeados dos Óscares do ano passado, não tanto pela sua qualidade porque isso é indiscutível, mas porque não é o género de filme que a Academia costuma galardoar, este ano, parece-me que “Slumdog Millionaire” ou o pouco rico (a meu ver e aproveitando a onda do dinheiro) título português “Quem quer ser Bilionário?” pode mostrar a versatilidade de gostos de quem oferece as bem ditas estatuetas douradas de Hollywood. O filme é de facto extraordinário. Eu já o vi, entrei na sala a pensar alto e as minhas expectativas não saíram goradas. Mas de facto, para mim, o filme pouco tem a ver com os filmes normalmente eleitos como os melhores para os Óscares. É um filme passado fora dos EUA, com uma história enraizada na Índia do primeiro ao último minuto. A realização está espectacular e é justíssima a nomeação para o prémio de Melhor Realizador de Danny Boyle. É engraçado que, ainda que passado no outro lado do mundo encontremos tantos paralelismo com o mundo ocidental, a começar pelo concurso que dá nome ao filme, o “Quem quer ser milionário?” que em Portugal foi apresentado há pouco tempo por Jorge Gabriel, na RTP1. Jamal, a nossa personagem central, é um rapaz de 18 anos, criado na rua e sem qualquer instrução, mas que sentado naquela cadeira do concurso consegue acertar em todas as perguntas. Ele não quer o dinheiro, ele concorre porque acha que ir àquele concurso de televisão pode leva-lo a encontrar a mulher da sua vida, que o destino tem ajudado a afastar, mas sempre permitindo o reencontro. Como é que um miúdo de rua sem quaisquer estudos consegue acertar em tudo e transformar-se em milionário? É esta a pergunta central e é a partir dela que viajamos no tempo e conhecemos toda a vida daquele pobre rapaz. Afinal de contas, apenas lhe foram feitas as perguntas certas... “Slumdog Millionaire” é um filme com passagens dolorosas, mas com uma mensagem de crença sempre constante. É preciso acreditar, para chegar a qualquer sitio, é o que nos parece gritar. Logo a seguir a “O estranho Caso de Benjamin Button”, este é o filme mais bem cotado para fazer história nos Óscares 2009, com dez nomeações. O Júri dos Globos de Ouro elegeu-o como “Melhor Filme (Drama)”. Será o destino? Estreia em Portugal na próxima semana, dia 5 de Fevereiro.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

“Dúvida” na corrida aos Óscares



Tem cinco nomeações para os Óscares, tal como teve nos Globos de Ouro. Em causa as categorias: Melhor Actriz, com Merly Streep, Melhor Actor Secundário, com Philip Seymour Hoffman, Melhor Actriz Secundária, com as duas actrizes Viola Davis e Amy Adams, e Melhor Argumento Adaptado, com John Patrick Shanley. O filme “Dúvida”, baseado na peça vencedora do Prémio Pulitzer, tem um elenco de luxo onde pontuam Meryl Streep, Philip Seymour Hoffman e Amy Adams. Todos eles estão nomeados porque de facto têm uma prestação soberba. Todos eles e ainda Viola Davis, que embora apareça pouco tempo no filme, foi o suficiente para conquistar os júri das estatuetas douradas mais apetecíveis de Hollywood. A história, como já disse no post anterior, é bem conhecida e até já passou pelo palco do Teatro Maria Matos, em Lisboa. Apresenta-nos um padre disponível para acabar com a educação severa de um colégio católico. Pode haver disciplina e respeito com sorrisos e sem medo. Uma freira autoritária não pensa assim e logo desde o início abre guerra ao prior. Ele quer ter um relacionamento mais próximo com os alunos e a verdade é que escolhe um aluno negro, vitima de possível discriminação, como protegido. Nunca se percebe se o padre o quer apenas ajudar enquanto ser humano ou se existe mais alguma intenção. No ar sente-se o desconforto de possíveis abusos sexuais. Não é rigoroso. Mas para a freira, as suspeitas são certezas. Para nós, tudo são dúvidas. E a dúvida persiste até ao fim, acabando por alojar-se na freira como peso na consciência. Escusado será dizer que é justa a sua figuração nos nomeados para os Óscares, porque de facto tem níveis de interpretação difíceis de superar. Quem viu Meryl Streep há pouco tempo no tão bem sucedido “Mamma Mia”, não consegue acreditar que aqui no papel de “bruxa má”, ou “dragão esfomeado” como às tantas é referida no filme, está a mesma actriz. É simplesmente magnifica a sua postura em cena, as suas expressões. Visto Kate Winslet não estar nomeada para o Óscar de Melhor Actriz com “Revolutionay Road”, apenas por “The Reader”, em que foi distinguida como melhor actriz secundária pelos Globos de Ouro, não seria de espantar de Meryl Streep tantas vezes reconhecida pela Academia levasse o prémio para casa. Fica a “Dúvida”, sobretudo porque a concorrência é muitíssimo forte, também com a “Troca” de Angelina Jolie! O filme estreia a 5 de Fevereiro. O Vida Maravilha recomenda.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Candidatos que se podem ver em casa


Para quem quer aceitar o desafio de ver todos os filmes candidatos aos Óscares antes da grande gala que dita a decisão final, é bom saber que existem filmes que já estão em DVD e que por isso podem ser vistos em casa.
São eles:
“O Cavaleiro das Trevas”, filme que valeu a título póstumo o Globo de Ouro a Heath Ledger, pelo seu extraordinário desempenho de Joker e que pode fazer história na Academia pelas mesmas razões. Nomeado precisamente para o Prémio de Melhor Actor Secundário.
“Wall.E”, filme de animação que resulta numa soberba critica à humanidade, em particular à inércia que as máquinas nos foram habituando e à falta de civismo no que aos cuidados ecológicos diz respeito. Nomeado para Melhor Filme de Animação e principal favorito.
“Panda do Kung Fu”, filme também de animação que transporta o universo das artes marciais para o corpo de um desajeitado panda. É ou não verdade que o nosso poder está na mente? Nomeado para Melhor Filme de Animação.
“Em Bruges”, nomeado para Melhor Argumento Original, através de Martin McDonagh, este é um filme carregado de acção, passado numa cidade pouco usual para o cinema e que mistura assassinos, prostitutas e polícias, numa história de contornos surpreendentes.
“Tempestade Tropical”, só chegou este mês ao formato DVD e segundo os críticos é das melhores comédias dos últimos anos. Aqui está nomeado através do actor Robert Downey Jr. para a categoria de “Melhor Actor Secundário”.
Porque afinal de contas só podemos falar e criticar depois de ver, logo não há nada de como estar a par do que a Academia de Hollywood está a avaliar.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

E os Óscares podem ir para...


Eis que já são conhecidos os candidatos às mais apetecíveis estatuetas douradas do mundo: os Óscares de Hollywood. Surpresas? Nem por isso. O filme com mais nomeações é “O Estranho caso de Benjamin Button”, mas “Slumdog Millionaire” (“Quem quer ser bilionário”), “O Cavaleiro das Trevas” e “Milk” (filme aqui comentado) estão logo à perna. Em comparação aos Globos de Ouro destaca-se o facto de Kate Winslet, vencedora de dois como melhor actriz e melhor actriz secundária ter ficado apenas por uma nomeação, como melhor actriz, em “The Reader”.
Fica a lista completa com o desafio de ser verem todos (excepção feita a algum que estreie em Portugal depois da decisão) até dia 22 de Fevereiro, data da cerimónia.
Melhor Filme: “O Estranho caso de Benjamin Button”, “Milk”, Slumdog Millionaire”, “Frost/Nixon” e “The Reader”
Melhor Actor: Brad Pitt (“O Estranho Caso de Benjamim Button”), Sean Penn (“Milk”), Mickey Rourke (“The Wrestler”), Richard Jenkin (“The visitor”) e Frank Langella (“Frost/Nixon”)
Melhor Actriz: Angelina Jolie (“A Troca”), Meryl Streep (“Dúvida”), Anne Hathaway (“O casamento de Rachel”), Melissa Leo (“Frozen River”) e Kate Winslet (“The Reader”)
Melhor Actor Secundário: Heath Ledger (“O Cavaleiro das Trevas” - ver foto), Josh Brolin (“Milk”), Robert Downey Jr. (“Tempestade Tropical”), Philip Seymour Hoffman (“Dúvida”) e Michael Shannon (“Revolutionary Road”)
Melhor Actriz Secundária: Marisa Tomei (“The Wrestler”), Penélope Cruz (“Vicky Cristina Barcelona”), Taraji P. Henson (“O Estranho Caso de Benjamim Button”), Viola Davis e Amy Adams (ambos por “Dúvida”)
Melhor Realizador: Danny Boyle (“Slumdog Millionaire”), Stephen Daldry (“The Reader”), Ron Howard (“Frost/Nixon”), Gus Van Sant (“Milk”) e David Fincher (“O estranho caso de Benjamin Button”)
Melhor Filme Estrangeiro: “A Valsa com Bashir” (Israel), “A Turma” (França), “O Complexo de Baader Meinhof” (Alemanha), “Departures” (Japão) e “Revanche” (Áustria)
Melhor Filme de Animação: “Bolt”, “Wall.E” e o “Panda do Kung Fu”
Melhor Argumento Original: Mike Leigh (“Happy go Lucky”), Martin McDonagh (“Em Bruges”), Dustin Lance Black (“Milk”), Andrew Stanton e Jum Reardon (“Wall.W”) e Courtney Hunt (“Frozen River”)
Melhor Argumento Adaptado: “O estranho Caso de Benjamin Button” (Eric Roth), “Dúvida” (John Patrick Shanley), “Frost/Nixon” (Peter Morgan) e “The Reader” (David Hare) e “Slumdog Millionaire (Simon Beaufoy)

Vem aí o “Second Life”. De autor ou comercial?



Tive o privilégio de poder assistir à antestreia do filme português “Second Life” que vai estrear na próxima quinta-feira, dia 29. Numa palavra digo já: gostei. E mais: surpreendeu-me. Não que tivesse à espera de pouco, não que tivesse à espera de mais. Simplesmente, o facto do realizador Alexandre Valente e do próprio Nicolau Breyner, assim como outros actores que integram o elenco e que apresentaram por palavras suas, há uma semana, o filme à comunicação social, terem enfatizado que se trata de um filme comercial levou-me a crer conter uma história mais banal. No fundo, estava mesmo à espera de um filme comercial. Ao jeito, quem sabe de “O Crime do Padre Amaro”. A imprensa especulou muito sobre as cenas de carácter lésbico (ou homossexual, para ser politicamente correcto!) entre Sandra Cóias e Liliana Santos, mas tal como elas dizem, foram cenas preparadas e não chocam de maneira nenhuma. A história é muito interessante e até nos deixa a pensar se realmente, independentemente dos caminhos que escolhermos teremos sempre o mesmo destino... ou não! Quase que o filme tem 4 finais. Cabe-nos a nós decidir em qual acreditar. Está muito bem construído, mostra paisagens entre Portugal e Itália belíssimas e garanto que fiquei cheia de vontade de conhecer a Herdade da Malhadinha, no nosso Alentejo (e aqui fica prometido que quando lá for, aqui vou dar conta!). O filme é falado em inglés, já que a personagem central é um realizador de cinema estrangeiro que não sabe falar português e acaba morto na festa dos seus 40 anos, mas também em português, porque é passado cá, e em italiano, porque há um passado lá e um possível futuro. Do elenco fazem parte nomes tão surpreendentes como Luís Figo, a apresentadora Fátima Lopes ou José Carlos Malato. Qualquer um deles sem qualquer experiência na representação, mas nenhum compromete. Todos eles falam ora português, ora inglés e Cláudia Vieira, a musa e top model italiana, filha de Nicolau Breyner no filme, demonstra um à-vontade em italiano de se aplaudir de pé. O Vida Maravilha recomenda o “Second Life” porque é um filme português bem diferente. Não vai ao encontro de ideias 'baratas' tão associadas ao conceito comercial e que tantas discussões suscita entre os críticos de cinema. Se este é o nosso cinema comercial, pois que venha mais. A mim parece-me um filme charneiro, de anúncio de uma nova vaga “made in” Portugal. E espero, tal como Pêpê Rapazote disse na apresentação, que o público vá ao cinema e não pense se vai ver um filme português, americano ou francês. Aposte apenas nos bons filmes.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Viver como “Milk” e fazer a diferença...



No final deste mês chega às salas de cinema nacionais um filme forte e polémico (não tanto como seria há 30 anos atrás quando os acontecimentos aconteceram na realidade, mas ainda assim polémico, com certeza!), que vai surpreender e, de certeza, encantar. “Milk” de Gus Van Sant e com Sean Penn, numa belíssima interpretação, conta a história verídica de Harvey Milk um homem homossexual que um dia resolve “sair do armário”, como ele próprio diz e assumir-se perante a sociedade. Abdica do seu bem remunerado trabalho, porque sabe que ao contar que é “gay” é automaticamente despedido. Os homossexuais são vistos como doentes ou imorais, no mundo dos anos 70 e Milk sabe o que é viver escondido e com medo de tudo e todos. Resolve assumir-se. Vai para São Francisco com o namorado e desencadeia uma série de encontros entre a comunidade gay para lutar por direitos iguais. O filme mistura produção, com imagens reais, captadas nos anos 70 durante os desfiles gays da altura. Mostra seres preciosos, com a grande particularidade de terem uma orientação sexual diferente. Mostra como há atitudes feias em qualquer acto de discriminação, como o simples e patético acto de limpar a mão cada vez que um gay é cumprimentado. Naquela altura os homossexuais são perseguidos e assassinados. Logo desde o início sabemos que Harvey Milk também não vai escapar. Aliás não é preciso isso, o mundo inteiro sabe esta história de um dos mais persistentes líderes políticos: o primeiro assumidamente homossexual a ser eleito para um cargo político. O que começou por ser uma luta por direitos iguais transformou-se numa caminhada até à câmara de S. Francisco. É preciso gente assim, que lute pelos direitos dos mais oprimidos e é nessa atitude de Milk que reside a diferença. Ele não quer mais direitos para homens que gostam de homens ou mulheres que gostam de mulheres. Ele quer que ninguém viva com medo e fechado em casa por ser diferente. Só pela história extremamente forte, o filme vale a pena, mas a interpretação de Sean Penn é um cartão de visita e está irrepreensível, assim como a realização. Será ainda preciso dizer que o Vida Maravilha recomenda-o? Sente-se uma enorme expectativa no público face à estreia deste filme biográfico e a garantia é dada: as mais elevadas garantias não saem goradas. A estreia é dia 29 deste mês e este espaço dedicado ao melhor que se vai passando pelas nossas bandas alerta: vão ver.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

E os vencedores dos Globos de Ouro foram...



Naquela que é a antecâmara dos Óscares, a cerimónia dos Globos de Ouro 2009 aconteceu na madrugada desta segunda-feira, em Los Angeles, e tal qual as estatuetas douradas mais apetecíveis do mundo do espectáculo, teve direito a discursos emocionados e muitas lágrimas, principalmente de Kate Winslet, para sempre a heroina de “Titanic” que finalmente conseguiu ganhar, não só um, mas, porque não há fome que não dê em fartura, dois prémios! Outro momento alto foi a entrega a título póstumo do prémio de melhor actor secundário ao malogrado Heath Ledger.
Aqui fica a lista dos nomeados e vencedores no cinema, sublinhados a bold, porque há filmes que não ganharam mas que merecem definitivamente ser vistos!
Melhor Filme – Drama
O estranho Caso de Benjamin Button
Frost/Nixon
The Reader
Revolutionary Road
Slumdog Millionaire

Melhor Filme – musical ou comédia
Destruir depois de Ler
Happy-Go-Lucky
In Bruges
Mamma Mia!
Vicky Cristina Barcelona
Melhor Actriz – Drama
Anne Hathaway – Rachel Getting Married
Angelina Jolie – A Troca
Meryl Streep – Dúvida
Kristin Scott Thomas – I've loved you so long
Kate Winslet – Revolutionary Road (na foto)

Melhor Actor – Drama
Leonardo DiCaprio – Revolutionary Road
Frank Langella – Frost/Nixon
Sean Penn – Milk
Brad Pitt – O Estranho Caso de Benjamin Button
Mickey Rourke – The Wrestler

Melhor Actriz – musical ou comédia
Rebecca Hall – Vicky Cristina Barcelona
Sally Hawkin – Happy-go-lucky
Frances McDormand – Destruir depois de Ler
Meryl Streep – Mamma Mia!
Emma Thompson – Last chance Harvey
Melhor Actor – musical ou comédia
Javier Bardem – Vicky Cristina Barcelona
Collin Farrel – In Bruges
James Franco Pinneapple Express
Brendan Gleeson – In Bruges
Dustin Hoffman – Last Chance Harvey
Melhor Actriz Secundária
Amy Adams – Dúvida
Penélope Cruz – Vicky Cristina Barcelona
Viola Davis – Dúvida
Marisa Tomei – The Wrestler
Kate Winslet – The Reader
Melhor Actor Secundário
Tom Cruise – Tempestade Tropical
Robert Downew Jr. - Tempestade Tropical
Ralph Fiennes – A duquesa
Philip Seymour Hoffman – Dúvida
Heath Ledger – Batman – O Cavaleiro das Trevas
Melhor Realizador
Danny Boyle – Slumdog Millionaire
Stephen Daldry – The Reader
Davod Fincher – O Estranho Caso de Benjamin Button
Ron Howard – Frost/Nixon
Sam Mendes – Revolutionary Road
Melhor Argumento
Simon Beaufoy – Slumdog Millionaire
David Hare – The Reader
Peter Morgan – Frost/Nixon
Eric Roth – O Estranho Caso de Benjamin Button
John Patrick Shanley - Dúvida
Melhor Filme de Animação
Bolt
Panda do Kung Fu
Wall-E

Melhor Filme Estrangeiro
The Baader Meinhof Complex (Alemanha)
Everlasting Moments (Suécia/Dinamarca)
Gomorra (Itália)
I've loved you so long (França)
Waltz with Bashir (Israel)

Melhor Canção
Down to earth (Wall-E)
Gran Torino (Gran Torino)
I Thought I Lost You )Bolt)
Once in a Lifetime (Cadillac Records)
The Wrestler (The Wrestler)

No final Steven Spielberg recebeu em jeito de homenagem pela carreira, um prémio honorário. Os Óscares acontecem daqui a um mês e meio, no domingo, dia 22 de Fevereiro.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Frost/Nixon – duelo com Óscares à vista



Estreia a dia 22 deste mês e é tido como um forte candidato a nomeado para as célebres e tão apetecíveis estatuetas douradas de Hollywood. “Frost/Nixon”, assinado por Ron Howard retrata uma história verídica do passado recente dos Estados Unidos, quando um apresentador britânico de programas de puro entretenimento decide entrevistar o recém demitido presidente dos EUA. Nixon é acusado de corrupção e depois do escândalo do Watergate não vê outra alternativa senão pedir a demissão. Refugia-se na Califórnia, numa casa de praia com vista privilegiada, mas nunca admitiu ser corrupto nem tão pouco pediu desculpas ao povo americano pela desilusão. Frost acredita que pode fazer com que isso aconteça. Acredita que se o entrevistar consegue levá-lo a admitir que tem culpas no caso. Ninguém lhe dá credibilidade por ser um playboy bem humorado. Isso enfurece-o. Felizmente que isso o enfurece. Porque, como se de quatro combates se tratasse, o apresentador consegue entrevistar em quatro dias o ex-presidente e forçá-lo a dizer a verdade, quando já ninguém acredita nisso, numa espécie de julgamento que Nixon nunca teve. O filme é um retrato claro da nossa sociedade: ninguém pode mostrar os dentes que perde logo credibilidade. Quem faz rir os outros não tem capacidade para dirigir uma entrevista política deste calibre. Mas Frost dá uma lição de vida a todos, sobretudo pela sua determinação. Ao mesmo tempo também Nixon faz-se revelar como ser humano, como homem que é empurrado para o abismo e que escolhe caminhos errados. A certa altura até temos pena, acredite-se ou não. O filme tem interpretações extraordinárias de Michael Sheen e Frank Langella. O filme é envolvente e até nos sentimos dentro daquela sala de estar a ver e ouvir perguntas e respostas intercaladas com jogos de bastidores manhosos e muito bem pensados. Ali, nada acontece por acaso e tudo leva a um desfecho exemplar. Mesmo sem saber se está na corrida aos Óscares, este é um filme que o Vida Maravilha recomenda intensamente.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

A Quadrilha de Guy Ritchie


Chega hoje às salas nacionais o novo filme de Guy Ritchie, o mesmo criador de “Snatch – Porcos e Diamantes”. “RocknRolla – A Quadrilha” é um filme de acção muito ao jeito da trilogia “Ocean's Eleven”, “Twelve” e “Thirteen”. Aliás, embora não tendo a mesma qualidade e sobretudo o mesmo elenco, quase que me atrevo a dizer que quem gostou daqueles três filmes vai gostar desta história realizada pelo ex-marido de Madonna. O filme, sempre em torno do mundo do crime, do sexo e da droga, não traz grandes novidades ao grande ecrã, mas entretém quem gosta de filmes de acção e também tem um elenco considerável. Estreia neste primeiro dia de 2009.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

“Casamento em Dose dupla” a primeira comédia de 2009


O nome de Diane Keaton traz à lembrança um das comédias românticas mais bem sucedidas dos últimos anos, capaz inclusivamente de conquistar os mais acérrimos e exigentes críticos de cinema que normalmente não são fãs de filmes cómicos. Falo de “Alguém tem que ceder”, onde a actriz brilhou ao lado de Jack Nicholson. Agora, Diane Keaton está de volta ao grande ecrã e com um papel de mãe tonta e atabalhoada que não mede distâncias e mete-se em tudo e, sobretudo, na vida do filho. “Casamento em dose dupla” conta com o bom desempenho desta actriz, que chega mesmo a aborrecer de tão inconveniente e neurótica, mas não tem um argumento de tal maneira forte que faça dele uma excelente comédia. É acima de tudo um filme para ver em DVD, em casa. Não tem grandes efeitos, nem uma história empolgante o quanto baste para valer a ida ao cinema. No centro da história está um jovem rapaz na casa dos 30 que ao mesmo tempo que perde o emprego, vê a sua vida ser invadida pela mãe que se muda com cães e malas para a sua casa depois de uma discussão com o marido. Como se isso não fosse suficiente, a mulher quer a todo o custo engravidar e, entre calendários de fertilidade não há romantismo que aguente. A estreia é dia 1 de Janeiro.