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sexta-feira, 18 de abril de 2008

Só há uma palavra para o Cirque du Soleil: ESPECTACULAR



A partir de hoje e durante as próximas seis semanas, Lisboa tem o privilégio de receber o espectacular Cirque du Soleil, a companhia mais famosa do mundo proveniente do Canadá, mas que congrega artistas de 40 nacionalidades diferentes. E sabem uma coisa? A acompanhá-los estão também 40 cozinheiros diferentes, para que cada um possa comer a sua gastronomia tradicional. Assisti ontem ao espectáculo, em antestreia, e garanto-vos: não tem nada a ver com aquilo que ao longo dos anos nos fomos habituando como circo. Podem ir para lá a esperar muito, que as expectativas não saem goradas. Muito bom mesmo. O espectáculo dura duas horas e há ainda um intervalo de meia hora, logo é bom saber que quem for até ao Passeio Marítimo de Algés, não sai de lá antes da meia noite, sobretudo porque mesmo depois de finalizado o espectáculo são muitas as palmas que eles merecem receber. Alegre, divertido e absolutamente inovador, o Cirque du Soleil, traz-nos números ímpares. Não tem animais, como é sabido, e centra-se sobretudo em acrobacias arrojadas e números de equilibrismo. Entre cada número há um separador com personagens divertidas que entretém o público como eu nunca vi. A banda sonora de todo o espectáculo também é completamente brilhante e é tocada ao vivo. Atenção, que qualquer um de nós pode também subir ao palco e participar na festa, porque é muito interactivo. O bilhetes custam entre os 30 e 95 euros. Vale a pena. Para ver de terça-feira a sábado, às 21h30, sábados, também às 17h30, e domingos, às 16h30 e 20h30. Não percam a oportunidade de ver em Lisboa “Quidam” do Cirque du Soleil, que finalmente passa por Lisboa, depois de fazer sucesso em praticamente todo o mundo.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Sensualidade e ousadia dos Momix


É absolutamente extraordinário o espectáculo que os Momix estrearam ontem no Auditório dos Oceanos em Lisboa. “Opus Cactus” vai ficar em cena até dia 16 de Março e tem quadros verdadeiramente incríveis que saltitam entre a dança vanguardista e jogos de luzes e sombras. A começar pela banda sonora de todo o espectáculo que, confidencio-vos, se o Casino Lisboa, tivesse ali uma banca com os CD’s, no final da apresentação, eu seria daqueles que sem qualquer dúvida teria comprado um, tudo ali parece escolhido a dedo. Mas o mais notável, é que tudo parece perfeitamente natural e sem exigir qualquer esforço. Mas como é que isso pode ser possível quando, por exemplo, as bailarinas (ou serão acrobatas?!!) conseguem equilibrar-se com os joelhos apoiados nas mãos dos seus pares enquanto estes deslizam em skates muito lentamente (o que convínhamos é muito mais difícil, certo?). Elas parecem que andam no ar. Quando saltam parecem que têm molas nos pés e conseguem até ficar suspensas muito mais tempo do que o normal. O primeiro número é absolutamente encantador, o que se mostrou numa promessa de um óptimo espectáculo. Ali encontramos uma menina/mulher a rebolar e a saltar de uma cama de rede para o chão. Até a nós nos apetece ir para ali. Há ainda números que nos lembram outras paisagens, como países islâmicos ou árabes, mas também danças tribais ou um cheirinho de oriente com um número de leques gigantes. O deserto também marca presença, com um desfile de criaturas de várias pernas e braços conseguidas com a sobreposição dos diferentes bailarinos. São momentos muito intensos, muito diferentes do que até aqui foi feito. O espectáculo está em cena de terça-feira a sábado, às 22 horas, e sábados e domingos também às 17 horas. Bilhetes entre os 30 e 35 euros.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Tap Dogs – Com música nos pés


Estreia daqui a poucas horas (duas se tanto!) e é um dos espectáculos referência deste início de ano. Os Tap Dogs estão em Portugal, para uma curta estadia no Auditório dos Oceanos do Casino Lisboa. São “90 minutos de sapateado reinventado para os dias de hoje”, diz a produção, mas o espectáculo é muito mais do que isso. São verdadeiros 90 minutos electrizantes que nos fazem querer sair da cadeira e bater com os pés, mesmo sabendo que não temos a mínima hipótese de nos equipararmos àqueles seis homens australianos que, mais do que dançar, são actores de um grandioso espectáculo. Com um som extraordinário, conseguido com os muitos microfones espalhados pelo chão, mas também acompanhados por instrumentos de percussão à vista desarmada do público, como que fazendo parte do cenário simples e despido do Auditório dos Oceanos, todo o espectáculo tem um ritmo alucinante. Eles sobem, descem, saltam e rodopiam sempre sem esquecer de bater o pé na altura certa. Estão todos sincronizados, cronometrados ao segundo e de quando em vez há um grito de comando ou um assobio que faz de pontapé de saída ou de fecho de um número. Sim, porque o espectáculo é dividido em números, porque eles merecem parar, ainda que por breves instantes. As gotas de suor são reais, não servem só para dar brilho aos músculos que eles propositadamente deixam à vista, e até nos perguntamos como aguentam aquelas pernas aquele ritmo frenético. Nas caras vemos sorrisos, como se tudo aquilo não exigisse esforço e não passasse de uma brincadeira de recreio. Muitas vezes dá a sensação que têm uns patins calçados, de tal maneira é a velocidade dos movimentos que nem vemos os pés a baterem no chão. Nos adereços podem contar com calções, t’hirts e camisolas de alças camufladas por camisas aos quadrados vestidas por cima e deixadas abertas. É sem dúvida um espectáculo nada convencional que merece ser visto ao vivo. Eu estive hoje no ensaio de imprensa e recomendo. Para ver até dia 24 deste mês, de terça-feira a domingo, às 22 horas, e sábados e domingos também às 17 horas. Bilhetes entre os 30 e 35 euros.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

As ‘máquinas diabólicas’ de Terry Jones


Dizer que é completamente surreal a peça que o fundador dos Monty Phyton tem em estreia mundial no Teatro Municipal São Luiz é o mesmo que dizer que a chuva é molhada. Efectivamente, quando entramos naquela sala já estamos à espera de entrar num outro mundo, mas o que é facto é que o poder de sonhar e pensar no mais improvável que Terry Jones tem ultrapassa qualquer expectativa. A peça, intitulada “Evil Machines”está em cena só até ao próximo dia 3 de Fevereiro e merece ser vista. Sem dúvida. É diferente de tudo. Com figurinos verdadeiramente espectaculares, assinados pela figurista premiada Vin Burnham, autora dos fatos de Batman e Catwoman, só para referir alguns, a peça resulta numa produção aquém e além fronteiras, já que é criada em parceria com o nosso músico Luís Tinoco. A música é ao vivo, de orquestra, e as vozes dos actores são apenas e só extraordinárias. Por momentos pensei estar na ópera, mas numa ópera ‘muito à frente’. Com um elenco inteiramente português, a peça é falada num inglês muito britânico e ninguém adivinha as nacionalidades de quem está em palco. Descansem os menos acostumados a ver e ouvir peças em língua estrangeira, que a produção tem legendagem em português. Os actores não são conhecidos e ali vestem a pele de máquinas tão nossas conhecidas, como aspiradores, uma batedeira, um telefone, um relógio despertador, carros, motos e aviões. Com um mal-intencionado robot, eles querem acabar com a raça humana, mas a tarefa pode não ser assim tão simples. A ideia é, entre outras coisas, criticar o nosso consumismo exacerbado que nos leva a trocar constantemente de máquinas em nome das novas invenções tecnológicas, mesmo quando as que temos nos servem perfeitamente. Muito bom. Com preços de 15 e 30 euros, a peça pode ser vista às terças, quartas, sextas e sábados, às 21h30, e domingos, às 17h30.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

“Os Melhores Sketches dos Monty Phyton” Já viram? O que estão à espera?


Depois de muitos adiamentos, ou pela agenda profissional lotada, ou pela vida pessoal agitada, eis que, finalmente, consegui ontem assistir aos “Melhores Sketches dos Monty Phyton”, no Casino Lisboa. Com tradução e adaptação de Nuno Markl, a peça cativa logo no cartaz com a presença de nomes tão fortes como António Feio, José Pedro Gomes, Miguel Guilherme, Bruno Nogueira e Jorge Mourato e, de facto, não só não desilude, como nos comprova que na comédia não podia ter sido escolhido melhor elenco. Está magnífica a peça. Soberba. Do princípio ao fim, as gargalhadas, bem altas, não param e há assuntos para todos os gostos. Mas talvez melhor que o texto é mesmo a expressividade que cada um dos actores dá ao que conta. Muito coeso, todo o elenco surpreende, mas abono da verdade, deve dizer-se que Miguel Guilherme e José Pedro Gomes conseguem brilhar ainda mais um bocadinho. O quadro do Papa, logo um dos primeiros, foi dos meus preferidos. A peça está em cena até dia 27 de Janeiro no Auditório dos Oceanos, no Casino, mas depois segue para o Coliseu do Porto, de 19 a 23 de Fevereiro. Quem ainda não teve oportunidade de ver, fica o conselho: não se deve perder. Os bilhetes vão dos 18 aos 20 euros e as sessões acontecem, de terça a sábado, às 22 horas, e domingos, às 17 horas. Atenção que se querem uma sexta ou sábado, o melhor é reservar com antecedência, porque a sala tem estado sempre esgotada. Quem avisa… amigo é!!!

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Cirque du Soleil: definitivamente maior!

Estive ontem na apresentação do espectáculo “Quidam” que o famoso e irreverente Cirque Du Soleil traz a Lisboa, em Abril do próximo ano. Depois de muita espera, Portugal acaba por receber a companhia canadiana em dose dupla, já que, ainda que com um espectáculo diferente, o Cirque du Soleil estreia no final deste mês no Pavilhão Atlântico. Os bilhetes para esta curta estadia (de 28 de Novembro a 2 de Dezembro) esgotaram assim que foram colocados à venda, mas para o projecto “Quidam” há mais hipótese de não ficar de fora. A companhia vai instalar-se com a sua tenda, no Passeio Marítimo de Algés, em Abril de 2008, mas sem data concreta definida. Vão ser quatro a cinco semanas de espectáculos contínuos, onde os arrojados e mesmo arriscados números de acrobacia são a principal atracção. Pelo que vi ontem, posso dizer-vos que é, realmente, um espectáculo magnífico. Quebram-se todas as barreiras do esperado e o risco é uma constante. Deixo-vos só esta frase de um acrobata da companhia, para verem qual o espírito daqueles senhores que parecem ser de borracha. “Se um acrobata acordar de manhã e não tiver dores, deve estar morto”. As mazelas são muitas, mas nós só vemos o lado mágico da produção, onde cada artista parece ter asas num corpo sem ossos, só com o sonho no horizonte. Com números muito diferentes dos que são habitualmente feitos, esta Companhia conta com membros de 40 nacionalidades diferentes e é à cultura de cada um deles que vai buscar inspiração para nos surpreender. Os bilhetes para o espectáculo da próxima Primavera vão variar entre os 25 e 95 euros e deverão estar à venda daqui a poucas semanas. Estejam em alerta.