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terça-feira, 27 de outubro de 2015

Nós somos Lego Fans!



Como fans de lego que somos não podíamos faltar à chamada. Assim que ouvimos na rádio o anúncio da exposição, que segundo parece é a maior da Peninsula Ibérica , marcámos o passeio às Caldas da Rainha na nossa agenda familiar!
No sábado, depois de uma passagem pelo Campeonato Mundial de Surf, em Peniche, que estava com um ambiente espectacular, fizemo-nos à estrada e lá fomos ver a "Caldas Fan Event for Lego Lovers". A expectativa era grande e, apesar de ao entrar no recinto de exposições ter um pouco a sensação de achar que afinal era uma exposição mais pequena do que pensaria inicialmente, a verdade é que a exposição é muito completa, está muito bem organizada e acima de tudo, mostrou-nos colecções que não conhecíamos. Nós gostámos e recomendamos!


Para além das apaixonantes colecções da Star Wars, que de facto tem naves extraordinárias, assim como todo o universo das meninas pelos conteúdos da Lego Friends, os meus miúdos ficarams agarrados às colecções inspiradas nos Simpsons e na saga do Harry Potter!. Eu perdi-me de amores pela repordução de cidades, com prédios inspirtados na nossa baixa pombalina e onde nem faltava um eléctrico 28! A reprodução de um parque de diverssões, com carrossel e carrinhos de choque sempre em movimento ficou-me atravessada e só me aptecia, também a mim, trazer legos para casa! E pais e mães deste país, podem preparar-se: há dentro da exposição pontos de venda para os mais fanáticos... e abonados também! Devo dizer que fiquei com uma carrinha Pão de Forma debaixo de olho e com muita vontade de a comprar para oferecer no Natal...
A exposição tem um caracter solidário e permanece aberta só até ao próximo fim-de-semana, encerrando no domingo, 1 de Novembro.
Crianças até aos 5 anos não pagam e dos 5 aos 12 pagam bilhete de 2 euros. Os adultos pagam 3 euros.   
  



sexta-feira, 21 de março de 2014

Neste fim-de-semana, queremos ir!

Integrada no programa do Dia Mundial da Poesia, é inaugurada amanhã a doce exposição de ilustração infantil "Como as Cerejas", no CCB - Centro Cultural de Belém. Eu não sei como é por aí, por esse lado, mas cá por casa adoramos os desenhos que acompanham um bela história... e também devoramos cerejas! Na verdade, há sempre espaço para mais: mais uma cereja e mais um bom livro cheio de boas ilustrações.
A exposição, que foi criada em 2012 no âmbito da participação de Portugal, enquanto país convidado, na Feira do Livro Infantil de Bolonha, o mais importante evento internacional desta área editorial dirigida aos mais novos, reúne o trabalho de 25 artistas portugueses. A ilustração portuguesa tem vindo a ganhar cada vez mais espaço e não há dúvida nenhuma que um bom desenho pode cativar de uma forma extraordinária o mais distraído leitor de palmo e meio! Aqui, nesta exposição, que fica patente até dia 20 de Abril, no CCB, podemos encontrar os melhores trabalhos da ilustração infantil contemporânea feita em Portugal.
Para além de verem, os mais novos podem ainda participar em jogos e em oficinas temáticas da exposição. E tudo, mas mesmo tudo, de forma gratuita.
Nos queremos ir, já neste fim-de-semana! E vocês?

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Conhecer o mundo através da World Press Photo



A grande vencedora deste ano é esta fotografia de Paul Hansen tirada em Gaza, em Novembro do ano passado
 
É para mim uma das exposições obrigatórias ao longo do ano e desde que chegou a Portugal que faço questão de não falhar nenhuma edição. A World Press Photo 13 é inaugurada hoje, no Museu da Electricidade e volta a cravar-nos a memória de grandes, gigantes, imagens da nossa, por vezes muito infeliz, contemporaneidade. O ambiente de guerra, as mortes, as explosões, o sangue, as lágrimas são o grande fio condutor desta edição. A faixa de Gaza, a Síria, o médio oriente, África e Ásia estão particularmente retratados, para que ninguém se esqueça que ali, naquele que pode ser o nosso “outro lado do mundo” há gente que não vive, apenas sofre. Há pais que choram a morte de filhos que nunca puderam ser crianças e que foram mortos em nome de uma religião, de um Deus, de uma Terra, de uma crença qualquer, de um fanatismo estúpido. A World Press Photo relembra-nos as notícias que todos os dias passam na TV, que são lidas nos jornais, nas revistas. As notícias que chocam, mas que nos ultrapassam pela distância territorial e de mentalidades. Tudo o que está ali é real, aconteceu, tal e qual. Não há efeitos secundários, não há montagens ou manipulações.

A contagiante fotografia do português Daniel Rodrigues
Na World Press Photo deste ano, que eu já tive oportunidade de visitar, temos o privilégio de encontrar um vencedor português. Daniel Rodrigues chegou à Guiné Bissau, em missão humanitária, há um ano, e não resistiu a juntar-se a um grupos de miúdos que jogavam à bola. Jogou com eles e fotografou-os numa imagem de alegria que contrabalança o ambiente pesado que à partida a exposição cria. Um ambiente pesado que choca, que nos alerta, porque é necessário recordar, é importante ninguém esquecer, é fundamental saber as histórias que fazem a nossa História.
Com mais categorias que nos outros anos, a World Press Photo junta realidade a arte e conta-nos por imagens grandes, gigantes, como é o nosso mundo, para o bem e para o mal.
A reter: Museu da Electricidade, de 3 a 26 de Maio, de terça a quinta-feira, das 10 às 18 horas, e se sexta-feira a domingo, das 10h às 24 horas. Entrada gratuita.

Não há razão nenhuma para não ver.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Private Lives


Há anos que sou fã do conceito “Private Lives”, a exposição de fotografia organizada pela Ser+ Associação Portuguesa para a Prevenção e Desafio à SIDA. Com 15 anos de terreno, a associação sedeada em Cascais presta apoio mensal a cerca de 300 doentes e todos os anos apresenta um conjunto de fotografias notável. São imagens que nos trazem rostos, olhares, sentimentos daqui e de outras partes do mundo. Com curadoria de Margarida Prieto, a exposição junta um número significativo de fotógrafos, todos pertencentes a países de língua oficial portuguesa. É assim que encontramos trabalhos vindos de Angola, Moçambique, S. Tomé e Príncipe e, claro, Portugal. Há anos que me prendo a estas “Private Lives” e acredito que a exposição deste ano seja igualmente forte. A inauguração é hoje, dia 11 de Abril, e permanece no Centro Cultural de Cascais até dia 26 de Maio, como sempre, com entrada gratuita. As obras expostas são para venda, com o valor angariado a reverter para a Associação Ser+.
O Centro Cultural de Cascais está aberto de terça-feira a domingo, das 10 às 18 horas e é sempre um espaço agradável de se visitar. Fica a dica se vos apetecer caminhar até lá!

Se quiserem conhecer melhor o trabalho da associação, ela está aqui: http://www.sermais.pt/

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O nosso mundo… por Graça Morais


Hoje de manhã, quando fui levar os miúdos à escola fiquei colada à rádio (Antena 1) a ouvir a entrevista da pintora Graça Morais acerca da nova exposição que inaugura na Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, nas Amoreiras, Lisboa. A mostra, que fica patente até Abril, chama-se “Os Desastres da Guerra” e através da pintura e desenho a autora revela aquilo que vai sentido ao ver as notícias no nosso dia-a-dia. Portugal não está em guerra, mas vive o desespero do desemprego, dos miúdos a seguirem caminho para a escola sem pequeno-almoço tomado, a regressarem a casa sem comida quente para a noite. Portugal não está em guerra, mas vive o desespero de quem não tem dinheiro e é obrigado a tirar idosos dos lares por não ter como os pagar e a deixá-los ao abandono em casa, sem ninguém a olhar por eles.
Portugal não está em guerra, mas cada vez mais é um país desfeito e isso faz-me muito medo.
Na sua página pessoal (http://gracamorais.blogspot.com/), Graça Morais revela “Estas pinturas e desenhos são o meu grito de alerta e revolta perante um mundo que apreendo através dos jornais, das televisões e dos media e que também sinto no olhar das pessoas com quem me cruzo no meu quotidiano, numa cumplicidade de olhares, cheios de dignidade mas também de muito sofrimento.”
E eu pergunto: poderá o mundo melhor se todos nós dermos o nosso grito de revolta? Eu acho que sim. Acho mesmo.
A exposição abre hoje, último dia de Janeiro, ao público e eu acredito que seja uma das melhores exposições a visitar nesta altura.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

A "música" de Gustavo Fernandes



Gosto mesmo do trabalho de Gustavo Fernandes. Em Janeiro deste ano mostrei-vos um trabalho da exposição “Na Ponta da Lingua” de Gustavo Fernandes, na altura patente no Palácio do Egipto, em Oeiras. Tinha muitas obras, mas aquela imagem de uma uva na ponta da língua fascinou-me, como podem ver aqui (http://vida-maravilha.blogspot.pt/2012/01/gustavo-fernandes.html). Agora o autor tem uma nova mostra, desta vez na Galeria de Arte do Casino Estoril, intitulada “Música no Coração” e voltou a conquistar-me. A mistura do que é perfeitamente real ao onírico encanta-me. Esta exposição, pode ser vista até dia 21 deste mês (todos os dias, das 15h às 24 horas) e, já que também tem entrada gratuita, sempre tão importante nos dias que passam, lembrei-me de deixar aqui como sugestão de passeata “indoor”! Eu acho que o talento de Gustavo Fernandes deve ser conhecido. Sério. Sou fã.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

É bonito, não é?


A Galeria de Arte do Casino Lisboa inaugura hoje a exposição "Royal Flush by ARTinPARK", onde nove artistas apresentam os seus trabalhos altamente criativos. Não faço ideia se a exposição é extraordinária ou não, imperdível ou um “must to go”, mas é de entrada gratuita, como sempre, e por isso mais que não seja é um convite a sair de casa e a arejar a mente, longe dos noticiários. Uma das peças que está em destaque é este sapato. Eu, pessoalmente, acho a peça bastante bonita. Qual a mulher que não aprecia um belo sapato, hum?

A ARTinPARK é uma associação cultural sem fins lucrativos e foi constituída com o objectivo de promover actividades para a valorização profissional de artistas e profissionais das indústrias criativas.
Numa altura em que andamos tão cinzentos do pessimismo que carregamos, lembrei-me de partilhar esta imagem convosco.
Para quem estiver interessado em ver toda a exposição, acrescentar apenas que fica patente até dia 8 de Outubro, de domingo a quinta-feira, das 15 às 3 horas da madrugada, e às sextas e sábado, das 16h às 4 horas da manhã!

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Para quem não vai a Versailles e gostava tanto de ir

(assim, como eu!)


A LeYa publica esta semana, em coedição com prestigiada editora francesa Flammarion, o catálogo da exposição VERSAILLES, da artista plástica portuguesa Joana Vasconcelos.
Com textos de Catherine Pégard, Jean-François Chougnet, Valter Hugo Mãe e uma entrevista conduzida por Rebecca Lamerche-Vadel, o catálogo reproduz um conjunto de peças em grande escala especialmente concebidas para esta exposição e que se integram no magnífico cenário do Palácio de Versalhes e dos seus jardins.
Depois do americano Jeff Koons, do japonês Takashi Murakami, dos franceses Xavier Vilhan e Bernar Venet, Joana Vasconcelos é a primeira mulher e a mais jovem artista a medir-se com a referência histórica absoluta que é Versalhes. Um orgulho para quem é português, sem dúvida!
A versão editada pela LeYa, de 244 páginas, é publicada com textos em português e inglês e estará disponível na generalidade das livrarias portuguesas a um preço de 44 Euros.
Não tem, com toda a certeza, o mesmo impacto de estar lá, ver de perto aqueles sapatos enormes de Cinderela, mas já é qualquer coisa!
Para quem pode apanhar um avião e partir rumo a França, dizer apenas, que a exposição fica patente até Setembro.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

“Ruin'Arte”

Há anos que gosto e aplaudo, enquanto jornalista, o projecto “Ruin'Arte” de Gastão de Brito e Silva. É impressionante como, a partir de edifícios abandonados e degradados, este autor consegue fazer arte. O projecto é uma forma de chamar a atenção para o abandono do património arquitectónico em Portugal e de facto, o que não falta por este país fora são monumentos, antigos palacetes, antigas escolas, fábricas, e sei lá mais o quê, entregues aos efeitos do tempo. E pensar que há tanta gente desempregada neste país que só queria ter a possibilidade de revitalizar um destes edifícios através do turismo ou do comércio ou da restauração, por exemplo. O que isso não iria trazer de benefícios para este país mergulhado cada vez mais no desespero de quem fica sem emprego? Gastão de Brito e Silva faz e bem a parte de denunciar o tanto património que temos por aí a cair aos bocados, literalmente. Consegue dar-lhe uma perspectiva tal que torna o feio em bonito. E estas que são almas penadas da arquitectura nacional passam a ser estrelas de fotografia. Ao menos que sirvam para isso... inspirar a fazer arte.


Para quem não conhece fica a dica de duas exposições que, curiosamente, estão a acontecer em simultâneo, no Centro Cultural de Cascais, mas também no Casino Lisboa, sobre o trabalho de Gastão de Brito e Silva. “Ruin'Arte – o lado romântico de cada ruína” é uma mostra de fotografia a ter em conta por quem gosta desta arte. No casino Lisboa, a exposição está patente até 18 de Junho, e no Centro Cultural de Cascais, até 8 de Julho. Ambas têm entrada gratuita. Bom, não é?

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Mergulhar em 3 milhões peças Lego


Para quem anda aflito com este tempo de chuva, que não deixa os miúdos gastar energias fora de casa, aqui fica esta dica, indoor, para os entreter no próximo fim-de-semana. O Campo Pequeno recebe de 28 de Abril a 1 de Maio a maior exposição de Lego alguma vez realizada em Lisboa. Ao todo são 3 milhões de peças Lego, expostas ali, entre monumentos do mundo inteiro, verdadeiras cidades, esculturas, comboios e tudo o mais que a imaginação permite. Os miúdos podem participar em workshops, com o escultor holandês Alex de Jong, ou entreter-se livremente em playzones. A exposição não tem entrada gratuita, mas também não tem um preço completamente proibitivo. O bilhete normal custa 5 euros, mas crianças menores de 11 anos, pagam 3 euros. A exposição pode ser vista no sábado, domingo e segunda-feira (28, 29 e 30 de Abril), entre as 10 e as 21 horas, e na terça-feira, feriado, 1 de Maio, das 10 às 19 horas. Não vale a pena ficar a desesperar com os miúdos em casa em dias de chuva... fica a dica!
(Obrigada Tiago, pela informação!!)

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Tão giroooo!



Enviaram-me agora esta fotografia acerca da exposição de fotografia que Teresa Huertas tem patente no Teatro Municipal de Almada. A mostra intitula-se "Journey's End" e só por esta fotografia já apetece voar até lá. Logo eu que adoro fotografia e viagens. É tão bom descobrir paragens novas. Deve ter sido tão bom fazer esta fotografia. Teresa Huertas nasceu na Figueira da Foz, mas vivee trabalha em Lisboa. A exposição pode visitar-se até 10 de Junho.

quarta-feira, 7 de março de 2012

“Humor” de Paula Rego




Quem me conhece sabe que eu sou completamente fã da Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais. Acho até que sou mais fã da Casa das Histórias do que da própria pintora, só pelos simples facto de não conhecer ao pormenor toda a obra da artista. Adoro o que conheço, mas não conheço tudo. Já a Casa das Histórias tive a oportunidade de visitar mais do que uma vez, mais do que duas ou três. Gosto mesmo de lá voltar. De estar por ali. E ontem fiquei mais uma vez rendida ao espaço. Depois da apresentação do “ERP Remember Cascais”, festival que vai trazer grandes estrelas dos anos 80 ao Hipódromo de Cascais, a 7 e 8 de Setembro, fiz uma visita guiada à exposição, inaugurada há pouco dias. E fazer visita guiada muda tudo. É completamente diferente. A belíssima Catarina, que acompanhou os jornalistas, sabia muito sobre a artista. Não estava só ali a debitar informação sobre a colecção agora apresentada. Não. Ela contou pormenores da vida de Paula Rego, da sua vida familiar, amorosa até. Ela interagiu connosco. Foi brilhante. A exposição “Humor” é extraordinária. Fiquei completamente apaixonada pela sala da Ópera, onde Paula Rego apresenta um conjunto de grandes telas que nos remetem para um mundo de fábulas maravilhosas. O traço de Paula Rego é inconfundível. Percebe-se logo que o trabalho é dela. A mulher é algo muito presente, mas também os bichos: o porco, o urso, o sapo... o fio condutor da mostra é o corpo enquanto veículo de estados de espírito. O desespero, a alegria, o conforto, a obediência. Está tudo lá.
A exposição está patente até 24 de Junho e pode ser vista todos os dias das 10 às 18 horas. Como já todos sabem a entrada é gratuita, por isso não há a desculpa de não ir lá, porque não se pode gastar dinheiro. Ainda assim, quem puder não deve deixar de ir à cafetaria da casa que é tão acolhedora. Tem uma esplanada fabulosa e lá dentro cheia sempre a bolinhos ou mesmo comida acabada de fazer. Muito, muito bom!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Gustavo Fernandes



Estava aqui no meu trabalho de agenda cultural e fiquei presa a este trabalho de Gustavo Fernandes "Na Ponta da Língua". Fabuloso, não é? O autor inaugura esta quinta-feira uma exposição no Palácio do Egipto, em Oeiras, a que deu o título "In Vino Veritas". E muito importante é saber também que a exposição acaba por ter um fim solidário, já que 15% da venda de qualquer obra reverte a favor da Casa do Gil.

A exposição fica até 18 de Março e pode ser vista de terça-feira a domingo, das 12h às 18 horas.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Já levaram os miúdos a ver os Dinossauros?




Quem é que ainda não reparou no dinossauro que está à porta da Cordoaria Nacional, hum? Ninguém, certo? É que o 'pequeno' do bicharoco não passa despercebido aos olhos de ninguém. É ele que faz o convite para visitar “O Mundo dos Dinossauros”, a maior exposição sobre estes famosos amigos do tempo jurássico, alguma vez feita em Portugal. A exposição é composta por documentários, uma parte de museu, onde encontramos réplicas de ossadas, e uma parte muito mais dinâmica, com réplicas animadas. Além disso, há também um Filme em 5D: as cadeiras mexem e o público leva com uns salpicos de água, mas isso implica um bilhete adicional. A mostra está muito bem conseguida e é impressionante pensar que aquilo pertence tudo a um só coleccionador, um português anónimo, que tinha tudo aquilo em casa. Isto é que é gostar de dinossauros!!! Eu já lá fui, em reportagem e gostei. Achei-a até um pouquinho assustadora, mas nada de mais. Acredito que os mais pequenos fiquem de olhos arregalados com os barulhos e movimentos de algumas réplicas, mas nada feito de forma gratuita ou exagerada. A exposição fica patente até dia 1 de Janeiro e custa 6 euros para adultos e 4 euros para crianças até 12 anos. Há ainda um bilhete família de 16 euros: dois adultos e duas crianças. Fica a sugestão para o caso de não saberem como aproveitar o dia feriado de amanhã!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

“Sem Pé” de Marta Burnay



Há exposições em que entramos e saimos e ficamos na mesma, não gostámos muito ou nem tão pouco percebemos o objectivo do autor. E depois há outras, como a da Marta Burnay em que nos apatece trazer tudo para casa. Intitulada “Sem Pé”, a mostra de esculturas pode ser visitada até ao final deste mês, na Galeria 9arte, mesmo ao lado do Museu das Comunicações, em Lisboa, e tem na água e no mar a sua principal inspiração. A Marta pegou nas ideias e transformou-as em esculturas muito, muito giras que partem sobretudo da resina, mas que integram objectos tão nossos conhecidos da vida quotidiana, como um pente, um saca-rolhas, colheres, passadores, tesouras, enfim, tudo e mais alguma coisa que possamos imaginar. Há trabalhos que são quadros, irreverentes, divertidos, e há uma peça, a peça central da exposição, que junta uma quantidade enorme de peixes, todos coloridos, todos diferentes, que estão presos a pedras enormes da praia e que nos faz mergulhar fundo no Verão. A Marta Burnay foi minha colega de escola e eu estou mesmo orgulhosa do trabalho dela. Vão ver que vale a pena.

sábado, 3 de abril de 2010

O doce trabalho da Joana


É uma exposição incontornável e a curiosidade é de tal ordem que há filas e filas para entrar no Museu Berardo, no Centro Cultural de Belém, para visitar a “Sem Rede” daquela que, logo a seguir a Paula Rego, é a artista portuguesa da actualidade que mais dá que falar lá por fora. Pela primeira vez, Joana Vasconcelos reúne numa só exposição o resultado dos seus 15 anos dedicados em exclusivo à arte e o impacto não podia ser maior. A acompanhar o imponente sapato feito de tachos e panelas, encontramos obras curiosas, desconhecidas para a maior das pessoas e que brincam com objectos do nosso dia a dia e que, muito provavelmente, muitos de nós pegariam neles e deitavam no lixo. A doce Joana não. Chamo-lhe doce porque sente-se um delicado manuseamento dos seus trabalhos pela mão artista da criativa. Fiquem descansados os pais de crianças pequenas que nunca sabem como convencê-los a ir com eles a uma exposição. Aqui, o difícil é convencê-los a sair. Os miúdos adoram saltar pelos seus trabalhos de lã “Contaminação” que parece uma lagarta de patchwork que nunca mais acaba, adoram o sapato (quem não adora?!), adoram os globos terrestres, o táxi cheio de farolins, a casinha de praia cheia de espelhos e, outra coisa não seria de esperar, a escultura de cães de loiça que vai girando e fazendo com os ditos bichos se vão partindo (com certeza uma piada ao bom gosto de ter cães de loiça em casa!), ali, pelo menos têm uma utilidade: partirem-se em cacos à frente de todos! Isto para além do imponente lustre feito de tampões, da bola dourada repleta de balas e dos corações gigantes à moda minhota, em vermelho, dourado e preto, expostos numa salinha intimista onde se ouve o fado de Amália. Os adultos saem de lá fascinados com a criação de Joana Vasconcelos e os mais pequenos ainda podem sonhar com as suas facetas de artistas e pegar em linhas e tecidos e experimentar dar asas à imaginação. Obrigatório ver até dia 15 de Maio. E, claro, não se paga.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

"Amália" há um mês a (reen)cantar Lisboa


É grandiosa a exposição como tão grandiosa foi a vida da cantora que para sempre levou os sentimentos lusos ao mundo inteiro. "Amália - Coração Independente" recorda a fadista, a voz, a imagem, a personalidade, a mulher e a vida toda ela de Amália Rodrigues. Patente no Museu da Electricidade e no Museu Colecção Berardo, a exposição abraça o Tejo, tal como Amália abraçou sempre o povo português. Composta por muitas e lindíssimas fotografias, capas de discos, vestidos, jóias, toda a exposição é acompanhada pelo som, pela voz inconfundível de Amália. Canções de ontem que ainda hoje fazem eco, até mesmo em gerações que provavelmente nunca viram Amália em palco. Talvez por estarem em movimento, as fotografias e os vestidos giram em plataformas circulares, talvez pela banda sonora obrigatoriamente presente, sentimo-nos ali junto a Amália, como se a pudessemos cumprimentar e finalmente conhecê-la, como qualquer um de nos gostaria de ter feito. Dos textos que acompanham a mostra, fala-se invariavelmente em "glamour", em "mulher misteriosa", em alma "mitica". Esta fotografia que publico tem tudo isso. Acho que só uma mulher assim, que gostava de ser quer era, que estava de bem com a vida e com ela própria, conseguia transportar toda aquela áurea. E "Coração Independente" é um nome que lhe fica tão bem...

Quer no Museu da Electricidade, quer do outro lado da estrada, no Museu Colecção Berardo, no CCB, a entrada é gratuita, logo não há desculpa para não passar por lá e não escolha só um dos espaços para visitar porque corre o risco de sair de lá com a sensação de que muito mais queria conhecer.

A exposição, inaugurada a 6 de Outubro, data em que se assinalou os 10 anos sobre a morte de Amália, está patente até Fevereiro do próximo ano. O Museu Berardo está aberto todos os dias, enquanto que o Museu da Electricidade descansa às segundas-feiras.
Agora que o Outono/Inverno está definitivamente instalado não fique em casa, com medo do frio. Há bons motivos para pôr o pé na rua, mesmo quando está a chover.

domingo, 18 de outubro de 2009

A bela “Casa das Histórias”




Foi inaugurada há precisamente um mês (18 de Setembro), chama-se Casa das Histórias, pretende revelar a obra da portuguesa Paula Rego, e é um dos novos e mais bonitos espaços culturais da grande Lisboa. Instalada junto ao Museu do Mar e ao Parque Marechal Carmona, em Cascais, a Casa das Histórias revela uma arquitectura singular que cativa logo quem passa do lado de fora a espreitar o que há lá dentro. Simples e arejado, este espaço expõe o trabalho de Paula Rego, a pintora portuguesa com mais renome internacional da actualidade, de forma cronológica e, para além da exposição permanente, apresenta um núcleo central onde são dadas a conhecer outras obras da pintora, residente há muito além fronteiras, através de trabalhos que pertencem a outras galerias. Paula Rego é desde largo tempo uma autora eleição do Vida Maravilha, e este espaço só vem confirmar todo o seu esplendor artístico. A Casa das Histórias tem ainda uma simpática cafetaria, com preços iguais aos de qualquer pastelaria, mas com uma esplanada como há poucas. Sabe tão bem ficar por ali… E quem não levar nenhum livro consigo pode sempre comprar um na loja do Museu que tem produtos do mais variado e inesperado que pode haver, sobretudo pela parceria criada com a loja “A Vida Portuguesa”, existente no Chiado e que recupera artigos de outros tempos. A Casa das Histórias está aberta todos os dias, sem excepções, das 10 às 22 horas e tem entrada gratuita. Não há desculpas para não passar por lá.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Serralves em Festa este fim-de-semana



40 horas sem parar, num fim-de-semana com um programa que atinge os 80 eventos e de entrada gratuita. É obra! Festeja a obra e abre espaço para mais obras. Serralves, museu e jardins estão em festa este fim-de-semana e, mais que não fosse, é um tentador convite a seguir até ao Porto. Esta é a sexta edição do Serralves em Festa, mas este ano tem a particularidade de estar revestida de números redondos: serve para assinalar 20 anos da Fundação e 10 do Museu. Considerado como um dos lugares mais bonitos da cidade, Serralves encerra em si uma multiplicidade de atracções: romãnticos jardins recortados, flores das mais variadas espécies, cascaatas de água, lagos e até uma pequena quinta que faz as delicias dos mais pequeninos e também dos crescidos que têm assim um cheirinho a campo, com ovelhas, vacas, cavalos e burros, em pleno centro urbano de sotaque nortenho. A partir das 8 horas da manhã de sábado até às 24 horas de domingo, há muito para ver e viver em Serralves. Exposições, dança, música e acima de tudo apresentação do que os artistas nacionais andam por aí a fazer. De todos os cantos de Portugal sairam autiores para revelar no norte os seus afazeres. O Vida Maravilha este há uma semana em Serralves e mesmo em dia normal, sem eventos comemorativos, saiu de lá com a justa vénia. Por isso mesmo, aqui fica um conselho a quem está lá por cima: vão a Serralves e aproveitem a oferta cultural! Programa completo dos eventos em http://www.serralves.pt/

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Criança não paga!!



Muitas são as iniciativas que assinalam na próxima segunda-feira o Dia Mundial da Criança. Inclusivamente, há lojas que nada têm a ver com os pequenotes, que têm campanhas de descontos em torno do dia 1 de Junho. Mas para além desse lado comercial e mais superficial, há boas iniciativas. Sobretudo para entreter os miúdos, diverti-los e ensiar algumas coisas. Um desses casos é a exposição “Titanic”, que o Vida Maravilha já visitou e deixou por aqui o testemunho, e que neste fim-de-semana, dias 30 e 31 de Maio, e segunda-feira, 1 de Junho, dia oficial da pequenada, não cobra bilhete a crianças até aos 12 anos. A exposição está 'ancorada' na Estação do Rossio e mostra objectos que eram transportados no famoso navio que se afundou nas águas gélidas. Não é um evento infantil, mas os pais dos petizes podem levá-los nestes três dias a ver a exposição sem pagar nada por isso... É apenas uma ideia.