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domingo, 9 de abril de 2017

Festivais Gastronómicos da Ericeira



A Ericeira está cada vez mais na moda e com iniciativas super giras que nos fazem ter cada vez mais orgulho de viver aqui. Custa muito ter que ir todos o dias trabalhar para Lisboa, cada vez custa mais, na verdade, mas também, cada vez me sinto mais feliz em regressar a casa. Esta semana a vila andou nas bocas do país por ter sido uma pastelaria daqui que venceu o prémio de Melhor Pastel de Nata de Lisboa (um assunto para outro post), mas quem veio de propósito Lisboa até cá, pôde ainda deliciar-se com mais um Fim de Semana de Festivais Gastronómicos.
No mercado da Ericeira, cozinham-se iguarias do mar e dão-se a provar a quem estiver disposto a isso, através de séries de Show Cooking. Participam vários e conhecidos chefs, o ambiente é super descontraídos e pode-se experimentar muito sem gastar nada! Não há desculpa para não ir!
Começou com dois fins-de-semana dedicados ao Ouriço do mar e continua com a Mostra da Raia (dias 22 e 23 de Abril), do Polvo (dias 13 e 14 de Maio), do Mexilhão (dias 27 e 28 de Maio), da Cavala (10 e 11 de Junho) e dos Percebes (dias 24 e 25 de Junho). Quero ir a todos, em especial ao da Raia, Polvo e Percebes.  Fui ao do Ouriço sobretudo pela curiosidade de experimentar Ouriços do Mar. Nunca tinha comido, apesar de estar a viver na Ericeira há 13 anos. Experimentei no sábado, ao natural. Não fiquei fã, mas fiquei feliz por ter experimentado, finalmente! Têm um sabor muitíssimo intenso e uma textura esponjosa, para um paladar como o meu.
Continuo a achá-los muito engraçados... no mar, não no prato!


quinta-feira, 19 de março de 2015

Neste dia do pai

Não sou de comprar presentes só porque é dia do pai. Mais facilmente entro numa loja com vontade de fazer uma surpresa ao meu pai ou ao pai dos meus filhos num dia qualquer, que neste dia só porque sim! Mas isso não implica que o dia seja passado em branco. Não é. Gosto sempre de assinalar o dia com algo especial e hoje o que o dia teve de especial foi este jantar. A quinta-feira é um dos dias mais complicados de gerir cá em casa. É dia de futebol e de ginástica e como já estamos a chegar ao final da semana, é um dia de já muito cansaço. Praticamente os três adormecem à mesa e hoje não foi excepção. Foi por isso que resolvi fazer algo prático, divertido e diferente para o jantar. Para quebrar a rotina dos dias e ficar na nossa memória.
Já conhecem os novos Bagels da marca Thomas? Eu não conhecia, confesso, mas fiquei fã. Gostei muito da massa. Depois de torrada revela-se fofa, mas estaladiça ao mesmo tempo e é muito, muito saborosa. Uma óptima solução para um jantar, um lanche ou um pequeno-almoço. Como a massa é neutra, tanto podemos juntar um recheio doce como salgado que resulta na perfeição. Eu optei por fazer com queijo creme de ervas, alface, salmão e ovo ralado. Adoro ralar ovo!!! E acho que ficou maravilhoso.
À chegada a casa e depois de partilhar com a minha filha mais pequena que precisávamos de preparar um jantar especial para o pai surgiu a ideia de fazer-se um bolo, o que deixou aquele cheirinho bom de bolo quente pela casa toda. Juntou-se um prato de fruta, óptimo para refrescar, e queijo de cabra em pão de sementes com noz e mel...
Quanto a prendas, bastam os trabalhos deliciosos que eles fazem na escola e os muitos beijos e abraços partilhados a cinco!!!
Para mim o menos é mais e é nas ideias simples que nos encontramos realmente.

terça-feira, 3 de março de 2015

Detox - Dia 1!

Porque o prometido é devido, aqui fica a foto que tirei ao sumo detox encarnado que fiz a partir do livro "Cozinhar com o Coração", de Rita Sambado.

A frescura do gengibre e do pepino, aliada à beterraba e às maçãs, que por sinal eram muito doces, faz de facto uma mistura explosiva. Posso dizer que foi o melhor sumo detox que alguma vez bebi.
Acho que não podia ter acertado mais nesta primeira receita de muitas que vou seguir à risca!

segunda-feira, 2 de março de 2015

Livros para transformar a nossa vida

Há uns tempos para cá comecei a interessar-me mais pela boa alimentação. Mudei alguns hábitos: prefiro pão escuro a pão branco, bebo mais chá e água, substituo facilmente uma bolacha por um queijinho ou ovo cozido, evito carnes vermelhas. Mas tenho um longo, longo caminho pela frente para ter cada vez mais uma alimentação saudável. Foi por isso que, quando vi este livro fiquei com uma vontade enorme de o agarrar e ler de uma ponta a outra de um fôlego só. "Cozinhar com o Coração", de Rita Sambado é um livro que nos inspira a mudar, a melhorar, a aprender mais e ser melhor. É um livro inspirador que me levou a comprar num ápice montes de ingredientes para, num dia de cada vez, comer sempre melhor. Mais do que querer emagrecer, que sim, quero, quero ter um corpo mais saudável, uma cara sem borbulhas e um cabelo cheio de vida. É no que se come que se define tudo!
Da intenção de ler o livro a querer fazer uma entrevista à autora foi um segundo. E sorte a minha, a autora, super disponível não só respondeu, como me deu uma óptima receita para fazer nesta casa de cinco elementos que tanto gostam de andar às voltas pela cozinha!
 
Ora vejam:
 
 
Que alimentos nunca podem faltar numa casa?Do meu ponto de vista e olhando para a minha própria casa, o que nunca falta são os legumes da época, sobretudo os de folha verde pela elevada concentração de vitaminas e minerais e as leguminosas pelas maravilhosas proteínas. Também não consigo passar sem algumas especiarias como sejam o gengibre e a canela. O limão é assim outro alimento que não consigo dispensar. Julgo que isto será o mínimo, a que consigo chegar;).
Como mudar os hábitos das crianças e convencê-los a comer mais "verdes" à refeição?Aqui posso apenas partilhar a minha experiência. O primeiro conselho é envolver as crianças na alimentação; seja na compra dos alimentos, na preparação ou mesmo na cozinha. É uma forma de as integrar e de lentamente ir explicando a forma de escolher os alimentos, os seus benefícios, etc. O segundo conselho que daria é o de evitar grandes imposições. Sugiro sempre a experimentação de tudo o que está à mesa, deixando a liberdade sobre a quantidade de um dos pratos. Evito também os rótulos de vegetariano, lacto, etc...o que têm à mesa é natural, e não tem que ter etiquetas ou nomes.


A Rita Sambado acredita na velha máxima oriental "Somos o que comemos"?Não somos apenas o que comemos, somos também o resultado dos nossos pensamentos, crenças, etc...
A alimentação desempenha um papel fundamental também. É sobretudo um espelho da nossa consciência; ou seja se sabemos o que nos faz bem, chamamos a nós a responsabilidade de não ingerir alimentos que sabemos à partida nada nos acrescentam. Ou seja, a alimentação é para mim uma aposta consciente em nós próprios.

Como e porquê decidiu ser vegetariana? Com a prática de yoga eliminei o consumo de carne. Comecei a perceber que determinadas posturas se tornavam quase impossíveis com a ingestão de alguns alimentos. Anos mais tarde numa das minhas idas à India pela homeopatia, aprendi com os indianos a importância da preservação energética do que ingerimos. Ou seja, ao não consumir animais, estamos a não deixar entrar no nosso organismo todo o sofrimento que está por trás da criação e morte dos animais. E foi assim, que optei por uma alimentação de base vegetariana.

E que alterações encontrou no seu comportamento do dia-a-dia: maior rentabilidade, melhor humor, mais resistência a grites e maleitas...?As alterações que experienciei no meu organismo aconteceram imediatamente pelo abandono da carne: maior energia, melhores digestões, maior luz na pele, maior serenidade, melhor funcionamento intestinal, etc...foram mesmo muitos os benefícios.
 
Por último: uma receita simples e ultra rápida (cheia de nutrientes) para uma família de cinco pessoas que passa a semana a correr entre escola/trabalho e actividades extra curriculares. Recomendaria a pizza com base de bróculos. Super divertida para os miúdos, permite que todos colaborem e tem a afinidade imediata do conceito;)
PizZa com base de brócolosIngredientesPara a base2 mãos-cheias de raminhos de bróculos
1 dente de alho
2 ovos inteiros
Sal q.b.
1 mão-cheia de amêndoas raladas
Modo de preparaçãoDesfaça primeiro os raminhos e o alho no processador. Tempere com sal e junte as amêndoas raladas. Adicione depois os ovos e amasse. Coloque numa base e estenda. Vai ao forno até começar a corar.
Tire e coloque por cima o recheio que entender. Desde o mais básico de tomate com manjericão e mozarela, até folhas de beterraba com azeitonas e queijo de cabra, ou pera com funcho e requeijão.
Uma ótima alternativa que promete divertir as crianças. Para a versão vegan substitui-se os ovos por sementes de chia demolhadas em água por cinco minutos.

Obrigada!
Fica a promessa de no fim-de-semana deitar mãos à massa, mas enquanto o fim-de-semana não chega, experimento amanhã um sumo detox de beterraba, maçã e gengibre que tem assim o ar mais convidativo que um sumo vermelho tem para oferecer!

Edição Casa das Letras.



 
 
 
 

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Para ti que gostas de cozinhar...

Já sabes que o Kiss the Cook está a recrutar? Verdade, verdadinha. O espaço que é um dos meus preferidos há muito, muito tempo, e que está inserido na LX Factory, quer encontrar alguém apaixonado pela cozinha e com a boa onda da casa. Ou seja, gostar de cozinhar, arriscar e comunicar! Eu já fui mais do que uma vez aos Kiss de Cook e adoro, já o disse várias vezes aqui, e se pudesse não perdia esta oportunidade, mesmo não percebendo muito de cozinhados! Diz o anúncio: O Kiss the Cook é um conceito inovador, e especialista em proporcionar verdadeiras experiências culinárias aos seus clientes, onde todos “metem as mãos na massa”, guiados pela nossa equipa de formadores. Valorizamos o espírito de equipa e incentivamos os nossos colaboradores a contribuírem com novas ideias para que todos possam crescer com o Kiss the Cook. Para reforçar a nossa equipa procuramos pessoas com as seguintes características profissionais: •Formação na área de hotelaria; •Conhecimentos sólidos de HACCP, menu engineering e controlo de custos; •Conhecimentos de informática na óptica do utilizador; •Fluência em inglês. A pessoa a recrutar deverá ter também as seguintes características pessoais: •gosto e capacidade de comunicar; •capacidade de organização e pro-actividade; •criatividade; •capacidade de trabalhar em equipa com altos níveis de energia. A sério: estão à espera de quê? Respostas e candidaturas para: work@kissthecook.pt
Esta oportunidade vale ouro. Vale ouro!

terça-feira, 25 de março de 2014

Strudel

Há umas semanas, uma série de amigos fez like na página Strudel. Curiosa como sou (não é defeito, é feitio!), fui espreitar. Uau! Que sítio giro, pensei eu assim que abri a página do facebook, e tratei logo de escrever na minha agenda, na página dos "sítios onde quero ir". Eu não moro em Lisboa, nem todos os dias (nem todas as semanas, na verdade) vou a Lisboa, e por isso a ideia foi ficando apenas no papel... literalmente! Mas hoje estive numa conferência de imprensa ali para aqueles lados e claro, assim que saí apontei baterias para a Av. Miguel Bombarda. E ainda bem que fui. Ainda bem que os meus amigos fizeram o tal like há umas semanas. A Strudel é talvez um dos sítios mais bonitos para saborear Lisboa. E quando digo saborear tanto pode ser na forma de café da manhã, almoço, lanche, um ou mais um café em qualquer parte do dia, ao mesmo tempo que se aprecia o reboliço da cidade. Eu adoro Lisboa e ter trabalhado durante mais de seis meses na Avenida da Liberdade (ainda que isso implicasse começar a trabalhar às cinco da manhã!!!), foi das melhores coisas que me aconteceu. Quando às oito e meia ou nove saía para tomar o meu pequeno almoço a sério ficava fascinada sempre com as pessoas que via. Adoro estar num sítio e ver gente, verdade! Sou atenta a pormenores, a estilos, a maneiras de estar! Hoje também consumi tudo o que pude da maravilhosa atmosfera da Strudel (café, restaurante e padaria). Acho que é mesmo para isso que têm aquele balcão junto à montra: para nos perdermos a ver os outros aos mesmo tempo de comemos e bem! Com pratos do dia, todos os dias, com sopa, saladas giras e hambúrgueres bem parecidos, para além de uma enorme variedade de pão e pastelaria de fabrico próprio, a Strudel trouxe outro brilho a Lisboa, mostrando que, apesar de tudo (das enormes e gigantescas dificuldades por que Portugal passa) ainda há gente empreendedora e capaz de fazer coisas e abrir lugares que nos enchem de orgulho!
Se ainda não conhecem podem sempre ver do que estou a falar aqui  https://www.facebook.com/strudel.lisboa

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Hum... que maldade à hora de almoço!

Ando farta, fartinha, de todos os dias cozinhar a mesma coisa: peixe e batata, carne e arroz, frango e massa... Já não há pachorra!!! É verdade que é aquilo que os miúdos mais gostam, mas eu começo a não ver tão bem esta repetição de sabores. Como faço muita sopa e comemos todos (os cinco) sopa todos os dias, ando numa de procurar coisas mais simples e leves para acompanhar. A eles posso continuar a fazer hamburguers e bolonhesas e etc e tal, que eles agradecem, mas para nós os dois, está na hora de inovar! Encontrei esta ideia que me parece tentadora: uma Frittata (ou omelete mais encorpada, vamos lá!), mas em formas de queques (ou empadas), com o fiambre a fazer a própria forma. Acho que vou experimentar... Até porque junto com o ovo pode seguir o que eu quiser e tiver aqui à mão: cogumelos, queijo, tomate...
Até já e bom almoço!

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Café na Fábrica

Ontem, ainda antes de se levantar a tempestade, fomos até à LX Factory e lanchámos no Café na Fábrica. Eu adoro andar pela LX Factory, descubro sempre alguma coisa nova e diferente. Queríamos ir à Ler Devagar, a nossa livraria favorita, comprar o novo livro "O meu avô", mas estava tão cheia que decidimos dar uma volta extra por todo o espaço (depois voltámos lá e comprámos o livro, sem qualquer stress)! E, na verdade, não foi um contratempo, nem um "fazer tempo" desnecessário, resultou antes num belo achado!!!
Decidimos entrar pela primeira vez no Café na Fábrica. Estava frio lá fora e apetecia mesmo estar num lugar como aquele, tão acolhedor. Os miúdos, que estavam super calminhos neste domingo (tinham dormido mais de manhã, depois de se terem deitado mais tarde com uma jantarada de amigos cá por casa, em que miúdos pequenos eram SEIS!!!) sentaram-se sem birras nem correrias, o que nos permitiu ficar um pouco mais descansados. Detesto estar num sitio fechado a repreender por tudo e por nada, não é para mim, nem para ninguém que esteja à volta! Mas a tarde correu surpreendentemente bem! É para isto que servem os domingos, não é? Para parar e aproveitar ao máximo, a família e os espaços novos que gostamos de conhecer! A acompanhar os nossos cafés veio para a mesa um bolo de chocolate maravilhoso, com m&m por cima, o que lhes rasgou imediatamente grandes sorrisos! O espaço é pequenino e talvez por isso tão encantador. Está cheio de pormenores de bom gosto, mensagens boas (que eu verdadeiramente adoro!) e objectos antigos que facilmente identificamos da casa dos nossos avós!  
Ficámos com vontade de lá voltarmos, num outro domingo, e experimentar o brunch.
E vocês já conhecem este espaço?
Ficam algumas fotografias tiradas na tarde de ontem.




quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Este não é um blog de cozinha!

 
E por isso não vos vou dar uma receita!
Serve apenas este post para mostrar como há momentos que fazem toda a diferença na nossa vida. O chef Pedro Soudo, Chef do Refúgio da Vila Hotel Rural, que tive oportunidade de conhecer no fim-de-semana, contou-me na aula de cozinha de sábado que a gastronomia alentejana prima pelo exagero: muito azeite, muitos coentros, muito tempero. E, como já vos disse no post que falei sobre ele, na cozinha deve seguir-se a intuição e improvisar. Acho que o chef nunca pensou como as palavras dele iriam ter, de facto, influência em mim! Eu pelo menos, não imaginava que sairia dali tão inspirada!
Hoje, para o jantar estou a preparar salmão, mas para fugir ao básico, grelhado, segui a minha intuição, improvisei e exagerei! Daqui a pouco, terei
pronto um salmão no formo com coentros e alho.
Vai uma aposta como vai ficar bom?!
Este não é um blog de cozinha, mas se não tinham ideias para o jantar, sirvam-se à vontade desta ideia!

Comidas do Mundo

Vem aí um evento que eu não quero perder nem por nada!
Já ouviram falar no Comidas do Mundo?
Prometem ser quatro dias fantásticos no Campo Pequeno, com 10 dos melhores chefs que conhecemos.
Espreitem aqui!
https://www.facebook.com/comidasdomundo1?notif_t=fbpage_fan_invite
Eu quero ir!

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

(N)As mãos do Chef Pedro Soudo!

 
Esta não foi a primeira vez (nem a segunda!!!) que participei numa aula de cozinha e por isso acordei no sábado de manhã com a energia toda e as expectativas lá no alto. Gosto cada vez mais de cozinhar (tal como gosto cada vez mais de comer bem!) e adoro toda esta dinâmica de um workshop à volta do fogão. O vinho que se bebe, enquanto se cozinha, as conversas que se cruzam, as confidências que se fazem, o riso que se torna fácil. Esta não foi a primeira vez que participei numa aula de cozinha, mas foi talvez uma das mais proveitosas experiências que tive. Em primeiro lugar porque aprendi a fazer Sericaia que é só a minha sobremesa alentejana preferida. Adoro. E sempre que estou no Alentejo é esta a sobremesa que escolho. Não é exageradamente doce, é leve, mas sacia, e tem aquele ar de ser complicada de se fazer. Achava eu... afinal é tão simples quanto boa! O Chef Pedro Soudo, o chef da cozinha do Refúgio da Vila Hotel Rural é das pessoas mais simples e descomplicadas que conheci, de trato fácil e com aquela máxima que nós adoramos ouvir: Improvisem! Contou-nos ele que a maior parte dos turistas estrangeiros que por ali passa, segue tudo muito à risca. As receitas são todas "by the book" e caso falte alguma coisa na despensa, como um dente de alho ou a folha de louro, já nada se faz. Pois, segundo o chef, o grande truque da cozinha passa mesmo por improvisar e a particularidade da cozinha alentejana passa por exagerar nos condimentos. Se a receita diz, duas ou três folhas de coentros, pica-se 50. Se diz um fio de azeite, tempera-se com muito. A cozinha alentejana é forte nos sabores, nas ervas aromáticas, e é nesse exagero que está o grande truque de tornar tudo mais saboroso, sem medo! Enquanto os meus filhos faziam lá fora bolachas, pão e salame de chocolate (por sinal divinais) e se riam a valer entre outras tantas crianças, todas de avental e rolo da massa na mão, eu e o pai, experimentávamos queijo de cabra fresco com mel e um bom vinho branco e mais tarde outro copo de tinto, já a acompanhar a carne de alguidar e as migas alentejanas. Adoro migas... a-do-ro! Picámos cebola a medo e aprendemos como um chefe o deve fazer, com os dedos para dentro para não haver acidentes! Fizemos salada de grão com bacalhau, esmagámos alhos, experimentámos molhar o pão no azeite de Portel. Cortámos queijo fresco aos cubinhos e, imagine-se... fizemos panados, como podem ver na foto (a primeira a seguir ao texto)! Uma entrada sofisticada, mas que resulta muito bem numa sobremesa: queijo de cabra fresco, cortado aos cubos, passado por farinha, ovo e pão ralado e, depois de frito, polvilhado com canela e mel... hum que delicia! Cada coisa que fizemos, cada coisa que comemos. O Chef não esteve ali a cozinhar para nós, mas a convidar-nos mesmo a participar, a cortar, a mexer, a temperar, tudo sempre de forma livre: cada um tempera como gosta...! Ali não havia colheres de degustação nem mini taças transparentes, ao melhor estilo gourmet. Ali havia tigelas de barro, boas tijelas de barro, frigideiras grandes e com histórias para contar. Ali havia alma alentejana!
E depois de uma hora e meia assim, com a mais pura satisfação no rosto e com o estômago já bem acarinhado, foi tempo de sentar à mesa e desfrutar. Porque a cozinha serve mesmo para isto: desfrutar!
Ficam algumas fotos! E o meu muito obrigada ao Chef Pedro Soudo por toda a disponibilidade!

 



quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Lanches saudáveis com a Vaca que Ri!


Por vezes fazer o lanche para as crianças levarem para a escola torna-se numa autêntica dor de cabeça para os pais. Eu tento variar ao máximo, mas a verdade é que nem sempre consigo, ou por falta de tempo ou mesmo porque falha alguma coisa na despensa, mas muitas vezes também por falta de ideias. É claro que é muito mais fácil pegar em pacotes individuais de bolachas e mandar dentro da lancheira, mas uma coisa é isso acontecer um dia por semana, que não vem mal ao mundo, mas outra coisa é fazer disso sistema e hábito. E convinhamos: não podemos querer que eles adquiram bons hábitos alimentares quando estão connosco ao jantar e ao fim-de-semana, se durante a semana permitimos tudo no lanche da escola. E a verdade é que é mesmo possível organizarmos lanches saudáveis para levar para a escola, sem perder muito tempo, na correria doida que são sempre as manhãs dos dias de trabalho. Os nossos últimos dias, para não falar em semanas, não têm sido muito fáceis. Nada fáceis. E, por isso, confesso que tenho dado pouca atenção ao que ponho na lancheira, mas hoje foi diferente. Hoje tivemos o empurrão saudável dos queijinhos da Vaca que Ri e foi ver a alegria estampada no rosto da Carolina, verdadeira fã, e que me perguntou automaticamente: “podes pôr dois em vez de um só mãe?”. Qual anúncio, qual quê, disse logo que sim e deitei logo mãos à massa para fazer o resto.

Se há coisa que cá em casa se come às colheradas cheias é romã. Muitas vezes quando chega a hora do jantar já nem há um bago para amostra, tal a gula dos meus pequenos devoradores de fruta. Nunca lhes ponho açúcar, não experimentaram com nada mesmo, sem ser apenas ao natural. E é ao natural que faz bem, por isso, estamos felizes assim! E se em vez de deixar um sumo na lancheira, porque não enviar uma caixinha gira com romã. As meninas então, são umas vaidosas com as caixinhas do lanche! Decidi também fazer um bolo de noz para juntar ao queijinho. Se podia pôr apenas uma fatia de pão? Podia. Se podia agarrar num pacote de quatro ou cinco bolachas de água e sal? Também podia, mas não era a mesma coisa. Não o faço muitas vezes, mas este bolo de noz é muito, muito bom, e não muito doce. A receita original só fica completa quando coberto com caramelo, mas isso é uma verdadeira bomba calórica, apenas permitida em alguns dias de festa. Aqui fiz apenas o bolo, muito nutritivo, pelas nozes que fazem tão bem, mas também porque leva dois iogurtes naturais. Juntei por cima um queijinho e deitei um pouco de mel. Resulta sempre tão bem o queijo com o mel… hum… Delícia. Que diga a pequena Matilde que adora comer a massa ainda crua do bolo!!!
 
 
 
 


Deixo a receita do bolo.
Bolo de noz
300g de açúcar
150g de miolo de noz
80g margarina
200g de farinha
1 colher sopa de fermento
2 iogurtes naturais
3 ovos
Triturar bem as nozes e juntar à farinha e fermento. Reservar. Bater as claras em castelo e reservar também.
Juntar o açúcar às gemas e à margarina. Bater bem, até fazer um creme fofo. Juntar os iogurtes. Bater mais um pouco e juntar a mistura da farinha e das nozes. Envolver, por fim as claras em castelo. Levar ao forno, a 180ºc por 40 minutos.
Deixar arrefecer, juntar um queijinho da Vaca que Ri a cada fatia cortada e deitar um pouco de mel…

E um bom lanche para vocês!
(e não se preocupem com os 300g de açúcar que o bolo leva. Cá em casa, este bolo divide-se em mais de 12 fatias... por isso vejam bem com que açúcar fica cada pedaço!)

 
E estejam atentos… daqui a nada lanço-vos um desafio. Quem gosta da Vaca que Ri?

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Quem gosta de tascas e tasquinhas não pode perder


Depois da bem sucedida estreia do ano passado, o Jardim do Cerco, em Mafra, volta a receber este fim-de-semana o Festival do Pão. Hum, coisas muito boas, podem crer! O festival que presta homenagem ao tradicional Pão de Mafra, um dos mais prestigiados do país inteiro, junta música e dança, tasquinhas, artesanato, animação histórica, feira saloia e jogos lúdicos. O tempo por estas bandas não está do melhor, com alguns chuviscos, mas sem frio, mas já no ano passado apanhei chuva por lá e não me importei nada, deu até para refrescar! No ano passado fomos só os dois, com os miúdos de férias com os avós, mas este ano vamos todos, porque já sabemos que eles vão mesmo adorar e encontrar os amiguinhos da escola de quem já certamente têm saudades. Quem gosta de petiscos e está na disposição de ir até Mafra não deve mesmo perder e deixar-se tentar pelas mais variadas opções gastronómicas: do tradicional pão com chouriço ao mais sofisticado pão de bacalhau! E os bolinhos das famosas pastelarias do concelho? Hum… tão bom! O Festival do Pão começa hoje, sexta-feira e anima Mafra até domingo à noite. Fica o programa!


terça-feira, 11 de junho de 2013

Pedralva







E pensar que conheci a Aldeia de Pedralva vai para dez anos, absolutamente fantasma. Ruas sem luz, casas vazias e abandonadas, só um ponto de vida, de muita vida: a Pizzaria Pizza Pazza. Já cheguei a esperar horas a fio por uma mesa. Já jantei ali à meia noite, já me sentei à mesa às sete da tarde, logo depois da praia. Já lá fui de inverno, com muito frio, e de verão, com muito calor. Hoje a Aldeia da Pedralva é um spot da moda do Algarve e tudo porque um dia alguém, "muita maluco" decidiu abrir ali uma das melhores pizarias que Portugal tem! Está de facto linda, a Aldeia da Pedralva! E cheia de Vida.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Quinta do Gradil




A nossa Páscoa já começou hoje... e cheia de charme. Muito bonito o restaurante da Quinta do Gradil, em Vilar, a chegar ao Cadaval. Confesso que não morri de amores pelos "Jaquinzinhos" com molho de chocolate, mas o Cação em Arroz de Coentrada estava muito, muito bom. E o vinho... hum, tão bom!

segunda-feira, 11 de março de 2013

A preparar a Primavera


É verdade que não parece. É verdade que a cada pancada de água que cai, mais pensamos em mantas, chá quente e lareira acesa, mas a Primavera está aí daqui a poucos dias e é a altura ideal para meter as mãos na terra! E este ano estou empenhada em fazer finalmente uma mini horta cá em casa. A tarefa é mais complicada que se julga. Já há uns anos tive manjericão, salsa, hortelã e coentros e em dois tempos murchou tudo, sem aproveitar um galho que fosse. São plantas de rua e por isso é na rua que têm que estar. Quando decidi compras as plantas da outra vez insisti em deixá-las na cozinha, onde aliás tenho várias plantas que se dão lindamente, mas estas não. Coentros, salsa, hortelã, manjericão, orégãos, cebolinho, morangueiros, tudo isso, tem que estar na rua. Como já não passo tantas horas fora de casa como passava, acho que desta vez vou dar conta do recado: rua, sol e água, muita água. O que convinhamos que neste últimos dias, não tem sido uma alínea difícil!
Por todo o lado se ouvem histórias de gente desempregada que decidiu ir viver para as casas “da terra”, desocupadas, mas que agora viraram verdadeiros refúgios para quem já tudo perdeu. Há gente nova a empenhar-se no papel de agricultor, porque assim, mesmo que falte o dinheiro não falta a comida. Eu não espero reduzir a conta de supermercado com isto, pelo menos para já, mas agrada-me saber que posso abrir a porta da varanda e tirar folhas de manjericão para fazer um pesto, apenas porque me apetece e sem precisar de ir às compras. Agrada-me pensar que em qualquer cozinhado, chegou ali e tiro dois ou três pés de coentros e faço logo de um prato normal, um prato de sabor bem português.
Gostava de ter tomate e alface e pimentos e pepino, mas acho que isso já é querer demais para alguém que como eu nunca plantou nada. Se morasse numa vivenda teria com certeza árvores de fruto, ou se calhar só limões, mas teria alguma coisa, só pelo prazer de ir lá fora apanhar e preparar alguma coisa para os meus filhos, sabendo exactamente de onde vem. As hortas comunitárias estão cada vez a crescer mais, e acredito que são cada vez mais os que pensam e querem ter apenas um palmo de terra para cultivar.
Para além de tudo o resto, das razões económicas, do conhecimento do que é colocado na terra e do consequente cuidado com a alimentação, acho que é sempre engraçado fazer jardinagem com os miúdos. É sempre bom mostrar-lhes de onde vêm os frutos que por norma só conhecem já arranjados quando vão para a mesa.
Estas pequenas plantas que comprei, e ainda me faltam muitas, chamam-se, por norma, “cheiros”, precisamente pelo forte aroma que deitam e dão a qualquer prato. Cada vaso custa à volta de um euro e qualquer coisa e cada pé de alface, por exemplo, há a sete cêntimos, num viveiro aqui junta a minha casa. Se as coisas correrem bem, claro que é um bom investimento financeiro, mas mesmo que daqui a umas semanas já pouco ou nada reste de cada vaso, sempre serviu para envolver os miúdos com a natureza. E isso, para mim, já é um ganho.

terça-feira, 5 de março de 2013

Já conhecem os Brigadeiros da Meg?


Sabem aquelas pessoas bem resolvidas com a vida? Sabem aquelas pessoas super batalhadoras, empreendedoras, que não desistem, por mais que a vida pregue alguns contratempos? A Margareth é assim. É brasileira e por isso fazer brigadeiros era-lhe tão natural como qualquer uma de nós fazer arroz doce. É uma coisa que sempre soube fazer e bem, muito bem. Mas nunca pensou em fazer daí a sua profissão. Fazia para a família, para as festas de casa. Mas depois de muitos elogios e com voltas e reviravoltas no campo profissional, arregaçou as mangas, literalmente, e criou os melhores brigadeiros do mundo: os Brigadeiros da Meg. Acreditem: estes não são uns brigadeiros quaisquer. A Margareth, ou se quiserem, a Meg, inovou, deu a volta às receitas da avó, inventou, experimentou e acertou. Para além dos mais tradicionais, que são sempre de comer e chorar por mais, a Margareth apresenta outras variedades, tão interessantes como: Cachaça com pimenta rosa, pistacho com mel e limão, brigadeiro com chocolate branco, chocolate preto, com cereja no topo, beijinho de coco, cajuzinho e brigadeiro de chocolate com amendoim à volta, olho da sogra (com ameixa preta), de menta, de licor beirão, de gengibre com amendoim à volta e raspas de chocolate preto por cima. E mais uma: de café! Há sabor mais brasileiro e português que doces de café?!!  
Para além de muito bons, os Brigadeiros da Meg vêm sempre acompanhados de bonitas caixinhas, porque os olhos também comem.  Ou seja, não há mesmo como resistir!
A Margareth faz brigadeiros para as mais variadas ocasiões, e está habituada a enviar para os mais variados pontos do país, basta encomendar através da página do facebook Brigadeiros da Meg.
E sabem um segredo? Ela até dá algumas receitas…
Vão lá espreitar!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Alandroal volta a mostrar festival do Peixe do Rio


Quando há dois anos me fizeram o convite para comparecer na Mostra Gastronómica do Peixe do Rio, no Alandroal, pensei: “Hum, e agora? Eu cá não sou muito fã de peixe do rio, mas gosto tanto do Alentejo”. E se assim pensei, logo disse: “Sim, claro que vou”. Pelo sim, pelo não, espetei com umas bolachinhas na mala da roupa, sobretudo porque íamos todos cá de casa e já sabemos que os miúdos torcem um bocado o nariz ao que não conhecem. Pois que as bolachas foram e vieram intactas, porque não só foi um fim-de-semana muito bem passado, com paisagens muito bonitas, com uma estadia encantadora no Nave Terra, como se comeu muito bem. Conheci o restaurante “A Maria” onde se come divinamente e vi que há muito boas maneiras de cozinhar peixe do rio, sobretudo pela mão de vários chefes conceituados que foram convidados a estar no local e a “convencer” os jornalistas!
Tudo isto para vos dizer que a IV Mostra Gastronómica do Peixe do Rio, no Alandroal, começa esta sexta-feira, dia 1 de Março, e estende-se até ao próximo dia 10. São dez dias para realizar workshops de culinária, momentos de degustação de produtos e animação associada à cultura local.  
Roteiros Gastronómicos pelos estabelecimentos aderentes, “A Hora do Petisco”, a inauguração de um novo Percurso Pedestre “Nas Margens do Alqueva”, a realização de Mercados de Produtos Regionais aos sábados, um Concurso de Pesca e um Concurso de Poesia Popular, com o Peixe do Rio como mote, são outros motivos de interesse para passar pelo Concelho de Alandroal ao longo do festival.
Luis Mourão, Chef Executivo da cozinha do restaurante “Divinus”, do Convento do Espinheiro, é convidado nesta edição a trazer ao Alandroal a sua interpretação do Peixe do Rio. A merecer destaque está também a realização da tradicional “Caldeta para Todos”, que este ano se realiza junto à aldeia de Rosário, nas margens de Alqueva, e irá encerrar esta IV Mostra do Peixe do Rio do Concelho de Alandroal.
Se ainda não conhecem esta bonita zona alentejana, acho este festival um bom ponto de partida. Quem alinha numa escapada até ao Alentejo banhado pelo Alqueva?

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

De Portalegre, com muita energia positiva


Esta semana tive a sorte de poder ser a jornalista convidada a dar a voz (voz off) para a apresentação de um programa governamental de apoio a pequenas empresas. O Programa chama-se “Valorizar - criar valor com o território” e tenta dar resposta às parcas oportunidades que surgem além dos grandes centros urbanos. Eu adorei conhecer e saí de lá com a certeza que temos, enquanto país, gente muito credível, muito capaz, que vai conseguir dar a volta à crise e, mais do que isso, mostrar ao mundo o nosso valor empresarial.  A apresentação foi em Portalegre, terra do norte Alentejo que não conheço nada bem e que também no dia desta apresentação não tive oportunidade de conhecer, mas que me deixou bastante curiosa para uma eventual visita num dia destes em família. Tem universidade, tem gente simpática, tem um céu maravilhoso e tem muita energia positiva! No final do dia trouxe para casa estes maravilhosos rebuçados de ovo. Já os conhecia, curiosamente, de um outro evento jornalístico por terras alentejanas, e voltei a comprovar que é um doce conventual de se comer e chorar por mais. Há à venda também em Lisboa, nas melhores lojas gourmet, e por isso, se não conhecem e não fazem planos para ir ao Alentejo nos próximos tempos, procurem por cá que encontram e vale muito a pena. Vão ver que são uma óptima sobremesa para surpreender a família. Eu apoio tudo o que é nosso e bom. Não basta ser português, tem que ser bom, muito bom. E os rebuçados de ovo de Portalegre são tudo isso e muito mais!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

A Cultura do Pão


Um dia destes uma amiga dizia-me: “Olha, passei num sitio e lembrei-me que podia ser teu. Um café (ou pastelaria, já nem me lembro bem o termo) que se chamava maravilha e era ao mesmo tempo galeria.”
Suspirei, ao partilhar que não me importava nada de ter um espaço assim, mas de seguida disse: “mas o que eu gostava mesmo era de um café-livraria” e lembrei-me do quanto gosto de tomar o pequeno almoço na Bulhosa, por exemplo. Estar ali, no meu dos livros com um bom café e um croissant quentinho é do melhor!!!
E este fim-de-semana, quando regressei a Lisboa, na volta que dei para os lados de Leiria, parei num espaço que era a minha cara. “A cultura do Pão” fica a estrada nacional, a chegar à Benedita. Verdade: o facto de estar à beira da nacional, não me agrada muito, mas assim que se entra lá dentro, tudo muda. Adorei e se um dia tiver um espaço meu, que conjugue café e leitura gostava de ter uma parede como ali encontrei. Com uma pintura que lembrava uma página de um livro manuscrito, um móvel embutido carregadinho de livros. Olhávamos para um lado e tínhamos uma biblioteca, de livros de lombada grossa, mas também delicias para os mais pequenos, olhávamos para o outro e tinhamos o mais acolhedor forno e tabuleiros de pão quente e bolos acabados de fazer. Ao meio a moldura que vos mostro. Tudo muito bom. Quem resiste a um pastel de nata fumegante? E em trazer para casa pão com chouriço. Infelizmente já não havia (ou ainda não havia naquela altura porque está sempre tudo a sair a qualquer momento) pão com bacalhau, que deveria ser uma delícia!

Agora que todos nós evitamos gastar dinheiro nas auto-estradas e começamos a regressar às estradas nacionais, fica a dica para quem passar por ali: parar na cultura do pão e trazer um saco de bolos quentes!