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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

A nascente do Liz e o Sr. Rogério


No sábado, depois de um bom almoço, num restaurante simpático e farto e, de facto, de bom gosto, impunha-se um passeio a pé. Podia ser apenas uns minutinhos sem importância, mas voltar logo depois da comezaina para Lisboa estava fora de questão. Perguntámos ao Sr. Luís, o dono do restaurante “O Maneta”, muito recomendável para quem não souber onde comer ali para os lados de Leiria, e ele disse prontamente para irmos ver a nascente do Liz, que era logo ali a 2 quilómetros. Mas que dica maravilhosa. Que ar puro, que paisagem. Que gentes. Que maravilha! Não é todos os dias que podemos ver a nascente de um rio, a nesta altura de grandes chuvas, ver como sai a água bruta debaixo da terra é um privilégio. Um espectáculo que eu nunca tinha visto e que pude mostrar já aos meus filhos, que podem esquecer-se, mas que, pelo menos na mais crescida, pode ficar na ideia e contribuir melhor para conhecer a natureza. O passeio é curto, mas vale muito a pena. Logo à chegada, ainda no carro, a Carolina disse que queria ir apanhar laranjas. Eram particulares: em cada casa um quintal carregado de laranjeiras, mas a verdade é que havia tantas caídas no chão que com certeza se perguntasse a algum “vizinho”, deixavam a miúda arrancar uma. E assim fiz. Junto a um quintal carregado de tangerinas, um senhor perguntou aos meus filhos se queriam arrancar alguma coisa da árvore e antes de ter a resposta arrancou quatro de seguida. Os miúdos ficaram contentes e os adultos também. Já estávamos a entrar para o carro, quando um outro senhor nos diz: “Querem laranjas? Venham comigo que tenho ali muitas”. E, sem nos conhecer de qualquer parte, sem perspectivas de nos voltar a ver, o senhor Rogério levou-nos à sua casa, para nos dar laranjas. Não as vendia, dava-as simplesmente e até chegou a pedir desculpa por algumas estarem sujas, mas tinham caído das árvores e ele não tinha tido vagar de as limpar. Foi um momento delicioso, à conversa com um senhor simples, de bom coração e de bom vinho, que ainda nos deu a provar o vinho que produz. Contou-nos parte da sua vida. Disse-nos o seu nome e até ficámos com o número de telemóvel dele, para o caso de ali voltarmos e queremos comprar o seu vinho particular!
Dei-lhe os parabéns pela simpatia, pela simplicidade, pelo bom coração que com toda a certeza tem. E agradeci, muito mais do que as laranjas, mas a atitude tão nobre, de boas maneiras portuguesas mas de muito antigamente: de ter e dar e receber como ninguém!

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Olha, que boa notícia


Parece que a partir do dia 3 de Dezembro, próxima segunda-feira, e durante todo o mês do Natal, o 24Kitchen vai estar em sinal aberto para todos os clientes MEO que vão poder ver o canal em HD e SD nas posições 95 e 96, respectivamente.
Éuma boa nova para quem gosta de cozinhar, sobretudo nesta altura em que são precisas tantas e tantas ideias para mimar a família!

Fica a dica…

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

As Receitas de Bacalhau de Vítor Sobral



No sábado passado não consegui estar presente no lançamento do novo livro de Vítor Sobral “As Minhas Receitas de Bacalhau”. Fiquei piursa, mas até agora ainda não consigo estar em dois sítios ao mesmo tempo, por isso só me resta esperar pela boa leitura que este livro com toda a certeza traz! Mas apesar de não ter ainda tocado no livro, de não ter visto o chef a cozinhar à minha frente, tenho a certeza que este é um bom livro que qualquer pessoa que goste de cozinha gostava de receber no Natal. No Natal ou antes disso, já que as receitas são de Bacalhau convém aprender novas dicas para surpreender a família na consoada. O livro nasceu depois de uma viagem do chef à Noruega, a origem do melhor bacalhau, e conta tudo o que há a saber sobre o seu fiel amigo, desde receitas inéditas aos obrigatórios clássicos, com dicas de preparação e muita informação sobre o impacto do bacalhau na cultura e na vida dos portugueses. Todos nós dizemos à boca cheia que existem mil e uma maneiras de cozinhar bacalhau, mas eu acredito que estas 500 receitas que o chef Vítor Sobral agora dá a conhecer tenham aquele seu toque muito especial. A Edição é da Oficina do Livro. 

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Para o brinde desta semana

Eu não sei como conseguem nem se têm um dedo que adivinha, mas estes senhores do Tons de Duorum acertam sempre em cheio na hora de me enviar uma nova garrafa para eu experimentar. Eu já o conheço e sei que vai fazer do brinde de sexta-feira, um brinde bem delicioso! De tom vermelho forte, o sabor denuncia morango e framboesa... hum!
Obrigadaaaaa!

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Impossível não entrar

 
Há uma série delas espalhadas por toda a Lisboa e de facto quem passa não resiste a entrar. Isso mesmo comprovei eu hoje, quando acabei o trabalho e dei de caras com a Padaria Portuguesa no Largo Camões. Andava há muito tempo a prometer lá ir, desde que abriu a primeira, e por isso nem pensei duas vezes hoje, quando passei à porta. A desculpa era comprar pão para o jantar, mas lá trouxe o famoso Pão de Deus (que não destronou o do Pão da Vila da Ericeira, mesmo aqui ao lado, mas esteve muito, muito perto), um caracol de frutos secos (maravilha) e três bolas de berlim, tamanho mini, para os meus três amores bebés! E foi uma festa!
E porque os olhos também comem, nota máxima para a enorme variedade de pão, para as cores escolhidas para o toldo, para os azulejos e chão, e, claro, para a bicicleta com o já conhecido cesto de verga a dizer Padaria Portuguesa. Gosto, gosto, gosto!

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Entre o Halloween e o Pão por Deus

Aqui na Ericeira não há grande tradição do Dia das Bruxas. É uma tradição importada que aqui não pegou. Há um ou outro apontamento, mas as escolas (que são quem mais ordena, certo?!) não fazem nada. Em contrapartida há uma enorme tradição do Pão Por Deus. Aliás, eu menina da cidade, só conheci este hábito quando vim para cá morar. Os miúdos cá de casa ficam meio divididos entre as duas coisas. Para a escola não quiseram levar nada, mas ao chegar a casa e também muito contagiados pelos desenhos animados, etc, lá andaram de roda de máscaras, chapéus e abóboras. Por acaso tinha cá uma em casa e serviu perfeitamente para um belo centro de mesa. Digamos que ficou uma abóbora diabólica. Para sobremesa tinhamos as tradicionais broas do Pão Por Deus. Tinhamos. Tinhamos, caso a senhora dona minha filha mais pequena não as tivesse comido todas. É certo que foi ela que as fez na escola, estas mesmo que estão na foto, mas podia ter dado uma ao pai e à mãe, certo? Vá lá, vá lá que deu uma ao mano e à mana e mais não se pode pedir da criatura! Sorte que a escola deu, evidentemente, a receita. A ver se as faço amanhã, como é tradicional! Deixo-vos a receita, para o caso de também quererem aproveitar o feriado para testar dotes culinários.

Ora cá vai:
Broas de batata e mel
1kg de farinha com fermento
1kg de batata cozida
750g de açúcar
1c de sopa de mel
100g de manteira (temp. ambiente)
3 ovos
1c de chá de erva doce
1c de chá de canela
1c de chá de fermento em pó
raspa de limão

Modo de confecção:
Cozer as batatas descascadas
juntar todos os outros ingredientes num recipiente
juntar as batatas cozidas e passadas no passe-vite
pincelar com ovo
levar ao forno bem quentinho

São uma maravilha, ao final do dia com um chá, só vos digo!

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Porque hoje é o Dia Mundial da Alimentação


Não, eu não ignoro que há cada vez mais gente com fome, mas isso são notícias para os telejornais, não para aqui. Aqui, gosto de chamar a atenção para as coisas positivas que cada dia pode conter. E, a verdade, é que não se pode desperdiçar comida, mas pode-se brincar com ela se essa for uma forma de alimentar melhor as crianças. Porque hoje estive no lançamento da segunda edição dos "Heróis da Fruta" iniciativa impar no combate à obesidade infantil, promovida pela APCOI - Associação portuguesa contra a obesidade infantil, porque falei com mães que desesperam para pôr fruta na boca dos filhos (eu, felizmente tive a sorte de ter três filhos absolutamente fãs de fruta), apeteceu-me partilhar convosco esta imagem que tantas dicas dá para tornar a hora da refeição, e sobretudo, a hora de comer alimentos saudáveis, mais divertida. Pode não ser a descoberta da pólvora, mas pode muito bem dar uma ajuda, hum?
Vamos lá pôr os miúdos a comer coisas mais naturais e por isso, mais saudáveis também, boa?

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Para quem acredita que a saúde começa na alimentação

Não sou uma fanática incondicional da comida saudável, cometo até muitos pecados da gula, mas cada vez mais acredito que um dos segredos, truques, o que quiserem chamar, para ter uma boa saúde passa definitivamente pelo que comemos. Desde que li “Super Imunidade”, como vos falei há uns meses atrás, que estou mais atenta aos benefícios de cada alimento. Se é antioxidante, se tem mais ferro que outro, de tem mais vitaminas que os mais conhecidos. Por aí. Mas isso não chega, como diz o livro. Já é muito bom conhecer a qualidade daquilo que se come, as suas características, mas também muito importante é saber conjugar alimentos. E esta lenga-lenga, para vos dizer o quê? Para vos anunciar que o Museu do Oriente (espaço que aliás recomendo como mero passeio) vai organizar, nos dias 3, 10 e 17 de Novembro, das 10h às 13 horas, um workshop de cozinha ayurvédica, palavra sânscrita para a medicina tradicional indiana que, com mais de 5000 anos, defende que a sábia combinação de aromas, paladares e modos de confecção, ingredientes e atitude podem ser a chave da saúde, bem-estar e alegria. Com esta iniciativa pretende-se que os participantes identifiquem o seu biótipo (através de documentação e questionários) e descubram quais os condimentos e alimentos que os equilibram e protegem da doença, de foram a poder cozinhá-los. No final, é confeccionada uma refeição completa a ser partilhada por todos.

As nove horas de workshop (três horas por cada sábado) têm o custo total de 60 euros.
A acção está restrita a um máximo de 16 participantes.
Tentador, não?

domingo, 7 de outubro de 2012

Foi sapateira até enjoar...

Há 16 anos que Santa Cruz recebe o Festival da Sapateira e há coisa de dez anos, mais ano, menos ano, que um grupo de amigos nosso não dispensa um passeio até lá. Nós, ou porque não estavamos cá, ou porque eu estava grávida, ou porque um dos miúdos estava constipado, ou por isto ou por aquilo, nunca tinhamos ido. Até hoje. E foi comer sapateira até não poder mais. O Festival decorre apenas até amanhã, começou a 7 de Setembro, acontece em vários restaurantes daquela zona e paga-se 15,50 por pessoa só para comer até rebentar o dita sapateira. Podem vir três, podem vir quatro, ou dez para uma pessoa só. Paga sempre 15,50, mais bebidas, cafés e sobremesas à parte. Nós experimentámos o Restaurante Navio, da praia com o mesmo nome. Gostámos e achamos o local tão agradável e o atendimento tão atencioso que queremos lá voltar, num dia sem festival e quem sabe com a chuva a bater lá fora, nas ondas do mar. Parece-nos um sítio muito simpático. Pelo menos hoje foi. Agora, ando aqui às voltas com bariga cheia de marisco e pão torrado...

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Gelado... com elas!

Acabei de receber esta informação e não resisto em partilhar convosco. A Fragoleto vai fazer a Festa do gelado de chocolate, a partir desta sexta-feira, 28 de Setembro e até 28 de Outubro. E uma das estrelas é este gelado que vos mostro: Gelado de chocolate com licor de Ginjinha …com elas! Não faço ideia se é de chorar por mais ou não, como parece ser pela fotografia, mas sei perfeitamente que ia amar comer um pedaço!
Para quem não conhece, a loja da Fragoleto está na Rua da Prata, em Lisboa, mas também há um quiosque Fragoleto no Centro Comercial Monumental (Saldanha). Além do gelado de chocolate com Ginjinha, a marca apresenta o gelado de chocolate biológico, uma novidade a nível nacional, e surge na sequência da Fragoleto ter sido a primeira gelataria portuguesa a lançar gelados biológicos.
E pronto, vá uma pessoa pensar que o verão levou a loucura dos gelados. Temos muito para provar neste Outono, é o que é!

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

As pizzas já eram boas, agora ganharam outro charme



 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aqui há dias, no mês de Julho falei-vos aqui do Pizza Mobile, o patusco espaço que existia no Surf Camp de Ribeira d’Ilhas, lembram-se? Entretanto, como devem ter sabido, foi notícia em todo o lado, o Surf Camp foi encerrado no início de Agosto, mas as pizzas continuam por aqui e até ganharam um espaço muito mais charmoso. Aliás, atrevo-me a dizer que há males que vêm por bem e neste caso, o Pizza Mobile parece só ter ganho com a mudança. As pizzas estão agora no cimo da praia de S. Lourenço. Num espaço que já foi uma discoteca e restaurante de sushi. Agora é uma pizzaria que conjuga o melhor de vários mundos: extraordinária vista, decoração interior gira que se farta e a mesma qualidade impar de sempre das pizzas. E assim, em vez de ser apenas um sabor do meu verão, acredito que o Pizza Mobile me acompanhe pelo inverno fora, quando fora das rasgadas estiver a chover e lá dentro um cheirinho bom a forno e um ambiente do mais descontraído que possam imaginar.

Para celebrar os últimos dias de Verão


O correio trouxe-me há dias este novo vinho branco de João Portugal Ramos. Vila Santa é uma homenagem a Estremoz e também à Lenda do Milagre das Rosas.  Diz quem o conhece bem que das castas Arinto, Alvarinho e Sauvignon Blanc, Vila Santa Branco tem tudo para o surpreender: cor, frescura, um aroma citrino, frutos exóticos e notas de especiarias. É um vinho inconfundível, com uma elegância notável sendo muito versátil que acompanha qualquer tipo de peixe, carnes brancas e queijos de pasta mole.
A mim parece-me, acima de tudo que este é um bom pretexto para fazer um brinde a estes últimos dias de Verão que tanto nos têm encantado com finais de tarde maravilhosos. Tchim-tchim!

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Esta semana, fiz IV


Nesta semana de férias, temos feito muitos piqueniques e almoços leves que muitas vezes de confundem com lanches. É isso que vos deixo hoje, com algumas sugestões  para poder levar para um dia fora de casa, sem termos que recorrer ao mais básico, mas por vezes mais aborrecido, pão com queijo, fiambre e chouriço! Assim, nestes últimos dias tenho feito e levado comigo:

Crepes de atum;
Mini-folhadinhos de salsichas;
Cachorros quentes;
Queques simples;
Salada fria de massa, salmão e coentros;
Salada de cuscus com rúcula e tomate;
E quilos (literalmente) de fruta: morangos, melancia, pêssegos, ameixas e melão. Tudo muito fresco e que sabe bem levar e degustar na praia!
Além disso, tenho sempre mil e uma variedades de iogurtes líquidos, biscoitos e bolachinhas… e a vida torna-se tão simples!

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Fui ao “Guilty” e gostei

Mas achei exageradamente caro. Pronto tinha que começar assim: gostei, gostei mesmo da comida, do ambiente, da decoração, de tudo. Mas achei tão caro!


Em Março, quando fui ao Sushi Café Avenida (para mim o melhor restaurante de sushi em Lisboa), fiquei com curiosidade de conhecer o restaurante imediatamente ao lado, cheio de gente, com muito bom ar e muito animado. Aliás, para mim, a Av. Barata Salgueiro tem um sabor especial, foi lá que comprei o meu vestido de noiva há oito anos, muitas vezes estive ali na Columbia em trabalho, fui vezes sem conta à cinemateca e adoro dobrar a esquina e estar na Av. da Liberdade. Ou seja, espaço mais cosmopolita é capaz de ser difícil... mas seguindo com o Guilty:

Decidimos ir lá jantar na sexta-feira, antes de partir rumo ao fim-de-semana com miúdos cheios de saudades nossas e nós cheios de saudades deles. E gostei. Gostei mesmo. Achei o ambiente muito simpático, a decoração muito engraçada, a parede forrada a partes de caixas de madeira de vinhos com espelhos grandes e bem iluminados, encantou-me. O atendimento foi muito bom, rápido, eficaz e muito simpático. Cheguei às 21 horas sem marcação e tive lugar, o que é raro, num qualquer restaurante bom de Lisboa. A comida, que de facto é o que importa, é também muito boa, mas convenhamos que pagar 20 euros por um hambúrguer não é barato, nada barato. Tudo bem que não é um hambúrguer qualquer ou corriqueiro. A carne é muito boa, o hambúrguer é muito alto e tenro, e as combinações fogem ao mais tradicional e previsível. Escolhi o italiano e deliciei-me com os cogumelos e com a rúcula. Vem no pão, também ele diferente do habitual, mas é para comer com garfo e faca. As doses são generosas, mas não deixa de ser um hambúrguer, certo? E comer um hambúrguer por vinte euros parece-me exagerado. Tem também massas, saladas e pizzas e as que me passaram à frente dos olhos tinham todas muito bom ar...
O slogan do Guilty by Olivier diz “Casual food with a twist” e não podia estar mais acertado. Pena é não ser para todas as bolsas.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

A geladaria da Ericeira está mais bonita


 

















Em casa de ferreiro, espeto de pau! Todos nós sabemos que é assim, por melhores que sejam as coisas ao pé de casa, ou não vamos ou pouco ou nada falamos delas. Mas não escrever aqui que a geladaria antiga (e que com toda a certeza todos conhecem) da Ericeira, está mais bonita era uma injustiça. Os gelados são óptimos, dos melhores que conheço. Há muito que tenho esta impressão e ontem voltei a comprovar, neste gelado que aqui vêem de doce de leite com caramelo (crocante que só ele) e iogurte com frutos silvestres. Ma-ra-vi-lho-so. A geladaria, que antes se chamava qualquer coisa como “Mar Azul”, penso eu, hoje tem a designação “Blue Ice”. Esteve encerrada algumas semanas durante o Inverno/Primavera e reabriu no Verão completamente renovada e por isso muito mais apetecível. A decoração é assim ao estilo da Santini, em Cascais, mas substitui o vermelho, pelo azul turquesa. A fotografia a preto e branco também lá está em destaque, e os gelados, claro, isso é que importa realmente, ostentam os mais variados sabores, dos mais tradicionais, como chocolate e o morango, aos menos comuns, onde se percebe uma clara aposta nos frutos de verão. Há sempre fila à porta, mas a verdade é que o atendimento é muito rápido. Os gelados são muito cremosos e podem ser servidos em diferentes cones ou copos, mas sempre com bolas bastante generosas. Se estão a pensar passear pela Ericeira neste Verão, fica a dica para adoçar as férias!

quinta-feira, 19 de julho de 2012

E voltar a trabalhar, hum?

















O mal destes (tãos bons) almoços é que depois resta tão pouca vontade para trabalhar...

Fui ao Tô na Onda, no Porto de Recreio de Oeiras, onde as tostas são de facto muito boas, mas o atendimento deixou tanto, mas tanto desejar. Achei mesmo antipático... mas é assim, nem tudo pode ser bom!

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Mais logo, para um jantar tardio


Não costumo beber, com regularidade às refeições. Mas com as noites quentes que têm estado, com os miúdos entregues aos avós e com o tempo todo por nossa conta, hoje posso muito bem abrir uma excepção de acompanhar um belo de um jantar com este tinto alentejano, que há dias chegou à minha mesa de trabalhos e do qual até sou bastante apreciadora. De Estremoz, o Loios Tinto 2012 é o próximo vinho a ser lançado no mercado com a nova identidade que João Portugal Ramos escolheu para todas as marcas do Alentejo. Tem um aroma vivo, rico em frutos vermelhos e é bem capaz de fazer uma boa companhia para um jantar na varanda a ouvir aquele barulho bom da piscina e do mar ao fundo, e com uma luz trémula de uma vela qualquer! Parece-me bem...

terça-feira, 17 de julho de 2012

Fim de tarde perfeito


Tenho para mim que as melhores pizzas que se comem neste país são feitas na Aldeia de Pedralva, entre Aljezur e Vila do Bispo, no Algarve. (Sim, a pizzeria Casanova, junto a Santa Apolónia também é maravilhosa, sim senhora!! Adoro, adoro, adoro, mas as lá de baixo têm um sabor especial, se calhar a férias, talvez!) Conheci o Pizza Pazza ainda Pedralva era uma verdadeira aldeia fantasma, sem mais nada a não ser, precisamente, as pizzas. Sem electricidade na rua, sem rede de telemóvel, sem qualquer café ou viva-alma na rua. Casas abandonadas e um refúgio cheio de gente. Agora aquilo tem uma fama tal que quase é preciso sair da praia às cinco da tarde para conseguir uma mesa para as dez da noite, mas a qualidade continua a ser de topo. E há uns anitos, poucos, o mesmo estilo de pizza passou a existir no Surf Camp de Ribeira d’Ilhas, na Ericeira. Disseram-me até que tinha sido um elemento do Pizza Pazza que abriu este cantinho aqui. Não sei se foi, se não. Mas as pizzas são igualmente maravilhosas. Massa muito fininha e ingredientes muito, muito frescos. Eu, não resisto a nenhuma que leve rúcula. Não têm mais de oito variedades, em três tamanhos, e são simples, sem grandes invenções. Mas, lá está, as vezes, quase sempre, o menos é mais e a simplicidade vale ouro. E hoje, quando cheguei da minha massagem maravilhosa, que me deixou completamente KO (depois conto) fomos lá jantar. Estava um calor tremendo, tremendo sobretudo porque a Ericeira é sempre mais fresca no Verão e mesmo às 11h da noite andava-se bem sem nenhum casaco. O ambiente é bom, muito praia, surf, mar, gente da terra, mas também estrangeiros que ficam por aqui, duas ou três noites. A palavra de ordem é descontracção. O que poderia eu querer mais para terminar o dia?

Cheirinho a México


Soube mesmo bem o almoço no La Siesta, em Algés. Com um dia destes, veio mesmo a calhar, mas e agora trabalhar assim com a pança tão cheia? Mais logo vou fazer uma massagem de relaxamento. Um presente que o meu irmão me ofereceu no meu aniversário, mas que só agora vou usufruir por ter os miúdos entregues aos avós. Quando marquei a massagem, disseram-me do outro lado: tente chegar um quarto de hora mais cedo, para beber um chá e relaxar antes de começarmos. Ainda mais? Depois da marguerita do almoço, acho que é desta que adormeço numa massagem... acho, acho!

sábado, 14 de julho de 2012

Vai um pãozinho com bacalhau?



Durante este fim-de-semana, o Jardim do Cerco, mesmo pegado ao magnífico Palácio de Mafra, abraça o Festival do Pão. Há tasquinhas, artesanato, música, muito bom ambiente, um relvado óptimo para sentar numa das muitas mesas e apreciar os petiscos que muitos restaurantes da região têm para oferecer. Fui lá ontem à noite e posso dizer que foi muito, muito agradável. O pão de Mafra é rei e senhor do festival e à frente de todos são feitas as mais variadas tentações a partir do alimento base da nossa alimentação. Alguma vez falta pão na mesa de um português? Com fornos a lenha a funcionar no local, optámos por inovar a experimentar pão com bacalhau, mas não resistimos também ao tradicional pão com chouriço. Há bom vinho, há sopas, há doçaria regional e as melhores pastelarias de Mafra (mas a bem dizer: nacionais) estão todas lá, do Pólo Norte, à Doce Camélia. Comemos filhós acabadas de fritar, ali, sob o olhar de todos, deliciámo-nos com as brincadeiras dos ranchos, olhámos para a pequenada toda junta (o que não falta aqui é miudagem nas escolas, felizmente) a brincar livremente entre correrias no relvado. O Jardim do Cerco é, para mim, um dos espaços verdes mais bonitos da grande Lisboa. Tem um parque infantil óptimo, tem zona para lanchar (foi lá que fiz o piquenique dos meus anos), tem um espaço com animais, devidamente instalados e em segurança, tem um poço lindo, tem instalações sanitárias. Enfim, é um local a visitar com a família. E não, não se paga nada e também ninguém o vandaliza. Aproveitem a desculpa do festival do pão e sigam caminho até lá.

O Festival está aberto hoje, sábado, das 15h à 1h da manhã, e amanhã, domingo, das 15h às 23h. É de entrada livre e é muito agradável de visitar.