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sábado, 28 de abril de 2012

A Travessa, na Travessa do Rio


Os últimos dias têm sido demasiado preenchidos, no trabalho e em casa, ao ponto de eu deixar para trás coisas que merecem a pena ser partilhadas. Como esta que vos trago agora. Este ano, a minha mãe escolheu fazer o jantar de aniversário na “Travessa”, um espaço muito próprio, genuíno, caseiro e acolhedor, em Benfica. Fica situado precisamente na Travessa do Rio, uma travessa pequenina entre a Estrada de Benfica e a Avenida Gomes Pereira. Não é um restaurante de luxo, mas um sítio em que facilmente vamos querer voltar, sobretudo quando a intenção é ter uma refeição de boa qualidade, como as que as nossas avós e mães sempre conseguiram habituar-nos. O serviço é muito simpático, a garrafeira bem apetrechada e as escolhas de menu difíceis de fazer. Uma das especialidades é filetes de bacalhau fresco com arroz de gambas. Foi o que escolhi e gostei bastante. Mas antes disso, passou-me pelo estreito muitas e muitas entradas que agora já nem sei precisar. Lembro-me dos tradicionais e sempre apetecíveis rissóis e croquetes, morcela assada, salada de polvo, queijo fresco, torresmos soltos (e quentes), paios e chouriços, paté de sapateira e outros que tais. Uma delicia. Um atentado à dieta. Curioso é o facto do restaurante se chamar “A Travessa”, por alusão à morada que tem, mas não permitir que nenhuma travessa venha para a mesa. Ficam sempre em mesas ao lado, onde o empregado faz questão de empreitar sob o olhar de cada um. Como era jantar de aniversário e íamos ter bolo logo de seguida recusei-me a aceitar a carta das sobremesas, mas nas constantes idas ao WC com as minhas crias fui sempre espreitando a vitrina, para encontrar verdadeiros pecados, como encharcada de ovos, por exemplo. Os meus pais já lá tinham estado mais do que uma vez e há muito que me andavam a dizer que devia experimentar, porque era de certo um restaurante que ia gostar. É bom saber que os pais nos conhecem assim tão bem, às escuras, de olhos fechados, de trás para a frente. Ainda bem. Não tinha como não gostar.

Encerra às segundas-feiras. E se quiserem tomar nota, para o caso de morarem para aqueles lados, fica o contacto: 21 716 05 43.

(escusam de falar de mim ou deste blogue, que os senhores não me conhecem de parte alguma…)

terça-feira, 3 de abril de 2012

Darwin's Café – tão bom!




Há mais ou menos dois meses li uma critica sobre este restaurante construído da Fundação Champalimaud, à Beira Tejo, encostado a Belém. Uma critica maravilhosa que me fez querer ir até lá de imediato. Depois li outra e mais outra e já andava em pulgas para me enfiar lá a ceder ao pecado da gula. E hoje, liga-me o meu marido a perguntar se eu quero almoçar com ele. Se eu quero almoçar com ele? Pois claro que quero, quase nunca podemos, tal a distância dos nossos empregos. E onde vamos? Vamos ali. E o ali era pois o Darwin's Café. Não, rectifico: o ali era pois o maravilhoso Darwin's Café. Que espaço absolutamente fenomenal. Muito, muito bonito, muito amplo, arejado, claro, mas ao mesmo tempo quente, confortável, reconfortante, acolhedor, simpático. Quando se entra parece mesmo que estamos a invadir a sala de estar de alguém. Um alguém abastado, mas a sua sala de estar, não um restaurante aberto a todos. Não um restaurante com tantos lugares (116 lugares no interior e 56 na esplanada). A parede que parece forrada a livros devolve-nos para a ideia de biblioteca, mas do lado oposto peixes e borboletas quase nos hipnotizam. Seguimos uns passos e logo nos recebem de braços abertos para nos levar à mesa. Um atendimento irrepreensível. Muitas pessoas a trabalhar e muitas pessoas a trabalhar bem. A vista, para lá das grandes vidraças é o nosso monumental Tejo e a carismática Torre de Belém. É bom gostarmos e deixar-nos encantar com o que é nosso. O menu difícil de escolher. Fiquei dividida entre Spaghetti preto com frango, cogumelos e molho de natas com alho, Risotto d'alheira com ovo mexido, Risotto de polvo, camarão, coentro e tomate seco e Brás de camarão com pancetta e coentro. Optei pela última hipótese. Ele escolheu Risotto de açafrão com frango, pato confitado e pesto de mangericão. Não sei quem fez a melhor escolha. Estavam os dois maravilhosos. Terminámos com com um Brownie de cheesecake com groselhas. Mais palavras para quê? Dizer só que o restaurante tem três horários: Almoço das 12h30 às 15h30, Lanche das 16h30 às 18h30 e Jantar das 19h30 às 23 horas.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Sushi Café Avenida – uma maravilha




Há restaurantes que são bons, outros há que são muitos bons e há ainda alguns, muito poucos, que são mais do que isso: são extraordinários, únicos e por isso valem muito a pena conhecer. São, no fundo, uma verdadeira experiência. Na saga do meu aniversário de arriscar entre ir jantar fora e levar a reboque os meus três filhos ou ficar em casa, decidi ir jantar fora um sítio que há muito queria conhecer: o Sushi Café Avenida. Não jantar com eles no meu dia de aniversário estava completamente fora de questão. São o melhor do meu mundo e merecem estar comigo no meu dia de anos e eu quero sempre estar com eles, aqui ou na China. Liguei para lá a marcar e quando me perguntaram quantos éramos disse: “somos quatro adultos, mas tenho três crianças que...” Fui logo interrompida e do outro lado do telefone disseram logo: “são sete portanto”. “Exacto, somos sete, mas três são crianças, não há problema...” e de novo interrompida fazendo-me feliz por não levantarem qualquer obstáculo. Sabia à partida que aquele é um restaurante sempre cheio, que sushi não é propriamente comida para gente tão pequena como a minha e por isso não queria estar a levar os miúdos se isso fosse só para ficarmos todos constrangidos, sobretudo pelo barulho. Só pelo atendimento ao telefone, o Sushi Café Avenida ficou logo no meu coração, de tão à vontade que me deixou. Mais, quando marquei a mesa não me disseram que tinha que lá estar à hora X. Depois de tudo esclarecido, perguntaram-me por fim a que horas estávamos a pensar chegar e isso também me alegrou. Detesto quando tento marcar um restaurante e me dizem coisas do tipo: sim, mas tem que estar cá às 20h ou então, só depois das 22h. Detesto. Ali não, tudo tranquilo, tudo maravilha. Chegámos à hora marcada e os miúdos ficaram de olhos colocados ao DJ que dava música à sala, mesmo em frente do balcão onde se preparavam os pratos. Entrámos e ficámos colados à hipnotizante parede de luz rosa e “às ondinhas”, como diziam eles, completamente maravilhados com o espaço. Eles e eu. O Sushi Café Avenida faz parte dos restaurantes mais bonitos em que já jantei. É completamente diferente do banal, do já visto, do bonito, mas igual. Ali tudo é diferente. E, essa diferença, chega também em forma de prato. Se a decoração é a rigor, a cozinha é de excelência. O melhor sushi que comi em toda a minha vida, e já levo uns tantos restaurantes de referência na minha história, foi no Sushi Café Avenida. Para isso também contribuiu e muito o atendimento: irrepreensível. Mais do que uma vez vieram à mesa, apenas perguntar se estávamos a gostar e até nos trouxeram uma entrada especial para provar. Explicaram-nos de onde vinham os seus peixes e falámos até da casa-mãe do restaurante, nascido há seis anos nas Amoreiras. No final, parecia que éramos clientes habituais. Juro que quero lá voltar. Se fosse critica gastronómica, que não só, mas gostava de ser, dava nota máxima ao Sushi Café Avenida. Maravilhoso. (E não, não é caro, sobretudo tendo em conta a excelência da comida).

domingo, 22 de janeiro de 2012

Yo! Sushi

Já quase todos conhecem este restaurante, não que já esteja em Portugal há muito e largos anos, nada disso, foi no ano passado que abriram os únidos dois restaurantes que existem em território nacional (no Forum Sintra e no Colombo), mas porque muitos já escreveram a dizer que era bom. Que vale a pena. Que tem um tapete rolante (Kaiten) com mais de 80 pratos (frios, quentes e sobremesas). Que as pessoas se sentam à volta do balcão, torneando o tapete, e vão retirando os pratos que lhe apetecem. Que os pratos são às cores e que cada cor corresponde a um preço, de 1,50 a 5 euros. O Yo! Sushi é uma cadeira britânica de restaurantes de sushi e segundo parece estão todos situados em lugares emblemáticos do Reino Unido. É carismática por lá. Já ganhou adeptos por cá. Pois já tudo isto se escreveu e há que assinar por baixo. Eu, apenas quero acrescentar que adorei experimentar este restaurante de sushi. Que já fui a alguns, já, sim senhora, mas nunca tinha gostado tanto de comer sushi. Normalmente gosto, mas não me apaixono. Não tenho vontade de comer sushi nos próximos tempos. Mas ontem o jantar foi para lá de bom. A-do-rei! E a prova disso é que podia lá voltar hoje que devorava tudo e mais alguma coisa já, a esta hora da manhã! Dizer só que tenho pena que não haja este restaurante fora de centros comerciais, nada contra, mas dá-lhe assim um ar de comida rápida, não sei. Porque cheira-me que vou caminhar para ali muitas e muitas vezes, e por isso gostava que tivesse janelas para a rua, e já agora para uma rua bonita da nossa Lisboa. Uma maravilha. Foi desta que fiquei apaixonada!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Uma boa surpresa de nome “Mãe d'Água”






Se eu não soubesse para onde ia. Se eu não soubesse onde estava. Se eu tivesse adormecido mal entrei no carro, que nem uma criança. Se de repente sem esperar abrisse os olhos e estivesse dentro do Mãe d'Água sem saber nem como nem porquê, iria jurar que estava num bonito e requintado restaurante de Lisboa. Sem estar a contar, ontem fui conhecer um dos restaurantes que entrou definitivamente para a lista dos melhores em que já estive. Sem pensar duas vezes. O Mãe d'Água abriu há sete anos, ocupou um edifício centenário (antigamente servia para arrefecer o cal e mais recentemente era armazém de fruta). O restaurante tem três pisos, mas está tão bem conseguido que nos esquecemos disso, porque não há mesas por cima de mesas. Os pisos são desnivelados, desencontrados, e apesar de serem patamares diferentes, sente-se que é uma sala única. Em baixo são apenas as casas de banho, cuidadas, e uma pequena fonte de água onde encontramos tartarugas. O ambiente é o mais acolhedor possível, decoração simples, mas atenta, serviço muito simpático, e, claro o mais importante, uma cozinha irrepreensível. Escolhemos um prato de peixe e um de carne: Medalhões de Garoupa e Entrecote de Vaca ao Amendoim. E agora? Como dizer-vos qual deles o melhor? Maravilhoso. O prato de carne é talvez mais banal, é um bife de vaca ultra-tenro com molho de natas, acompanhado por esparregado, salada e batata frita. A diferença está no amendoim, que dá gosto ao molho e aparece disposto em cima do bife. Já os Medalhões de Garoupa traduzem-se por ser filetes de Garoupa com uma cebolada por cima que contém passas e pinhões. A acompanhar legumes, de onde salta a vista meia courgette gratinada. As sobremesas, as entradas e até a sopas, também de levar o dedo à orelha. A comida não é apenas disposta em pratos, mas compõem quase obras de arte. A quantidade é boa, nem de mais, nem de menos. Quanto ao preço, o justo. Um casal pode comer com direito a tudo (vinho, entradas, sobremesas e café) por 50 euros. Muito, muito bom. O Mãe d'Água fecha ao domingo à noite e segunda-feira todo o dia e pode ser contactado pelo 262 605 408.
Vão por mim, se estão a pensar ir para aquelas bandas, não deixem de passar no Mãe d'Água.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Se nós não vamos a Marrocos, vem Marrocos até nós





Há anos que andamos a sonhar com uma escapadela até Marrocos. Há anos mesmo. E este teria sido o fim-de-semana ideal para isso: fazendo a ponte tínhamos 4 dias para ir até outro mundo que, acredito, deve ser totalmente diferente. Tenho curiosidade sobretudo pelos cheios, pelas cores, pelos condimentos, texturas, tecidos e especiarias. Quero muito ir. Mas, a verdade é que a vida não está para pequenos luxos e decidimos ficar por casa e nem tão pouco fazer ponte, que a coisa pode complicar-se mais do que o previsto e nós não queremos. Para falar a verdade ando um bocado em pânico com o que o próximo ano pode trazer. Acho que é a responsabilidade de ter três filhos. Mas enfim, também não podemos renunciar a tudo, até porque é tudo (desculpem a redundância) uma bola de neve. E vai daí que, para festejar o nosso aniversário de casamento, fomos os dois até ao Bairro Alto jantar no Ali-a-papa, segundo alguns “o melhor restaurante marroquino de Lisboa”. Não sei se é se não é, porque não tenho termo de comparação, mas que é fantástico, isso é. Logo na marcação por telefone, fiquei rendida pela simpatia de quem atendeu, a mesma simpatia com que fomos recebidos. A comida é irrepreensivelmente boa. Para entrada, o próprio restaurante ofereceu-nos uma Pasta de Legumes para colocar no pão marroquino, maravilhosa. Fica assim, uma espécie de crepe de legumes. Depois, pedimos um Tagine Kafta (carne de vaca com especiarias), um prato que tem tanto de sabor forte como de delicioso, e o Cuscuz Royal, que junta carne de borrego, galinha, vegetais e grão numa cama de cuscuz. Tão bom... Para terminar e por sugestão de quem nos estava a atender, experimentámos o Jabane, uma sobremesa feita de iogurte, leite condensado e limão. Incrível, com o sabor rico e fresco para acalmar a língua! O espaço é muito, muito pequeno, e as luzes, a decoração nas paredes, a loiça, confere-lhe um ambiente muito acolhedor. Fiquei fã, completamente.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

La Gastronomia



Foi a surpresa deste Verão. Em Aljezur há um restaurante italiano maravilhoso, junto à Igreja Nova. Já abriu há um tempo, mas por uma razão outra, nós que passamos sempre lá parte das férias, ainda não tínhamos experimentado. Tinham-nos dito que o serviço era demorado e isso acaba por dificultar a vida a quem está com crianças que ficam logo impacientes. Mas, a verdade, é que, ou tivemos sorte, ou essa faceta menos boa da demora mudou. Foi, aliás, bastante rápido. O La Gastronomia é de facto muito bom, pizas maravilhosas, que fogem ao tradicional (a minha com rúcula e pesto estava simplesmente divina) e massas também não muito comuns. Não há menus para crianças e nem tão pouco a tradicional pasta Bolonhesa faz parte do cardapio, mas seguimos a sugestão dos canelonis e estavam de facto no ponto, para nós, adultos, mas também para elas, crianças. O atendimento é também simpático e o espaço muito agradável, envolvendo-nos na atmosfera de uma mercearia/garrafeira gourmet. Há um balcão com frescos para comprar e as paredes estão forradas de muitas sugestões vinículas. Há mesas na esplanada e aconselho a uma reserva prévia. Nós chegámos cedo (fomos directos da praia para o restaurante sem passar pelo duche, numa daquelas noites de calor até às oito da noite!) e ainda conseguimos mesa, mas quem chegou logo depois já não teve tanta sorte porque estava tudo com reservas e reservas reais, que chegaram logo a seguir. Gostei mesmo muito. É sem dúvida um lugar para voltar.
Deixo o telefone para quem estiver interessado: 282 102 108. Vale a pena.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Celebrar o Inverno Com a Sopa da Pedra


Vive a cultura Ribatejana, de gosto pela Tourada e de pratos quentes e fortes para combater o frio. Almeirim fica a oito quilómetros de Santarém e a cerca de uma hora de distância de Lisboa. É lá que se vive a tradição da Sopa da Pedra. Uma sopa forte. Uma sopa belíssima. Uma sopa que bem podia ser chamada de feijoada. Uma feijoada maladrinha, como o arroz, com muito mais caldo! Feijão, carne de porco, batata e enchidos fazem as honras da iguaria servida numa terrina, onde religiosamente é sempre colocada uma pedra, para regalo dos miúdos, mas também dos graúdos que gostam do significado da tradição. De paredes pintadas por fora, com bonecos coloridos, mas com um interior cheio de salas diferentes do mais clássico, não chic, ao mais descontraído, de bancos de madeira e não cadeiras, o Toucinho é um dos restaurantes mais conhecidos da região e tem a chaminé sempre a fumegar com o pão feito à vista de toda a gente. Foi por lá que passei há dias e é dele que posso dizer que se come realmente bem. Só não concordo muito com o facto da sopa ter um preço diferente caso seja só ela a refeição ou se for apenas primeiro prato, já que é servida na mesma quantidade, com a mesma guarnição e da mesma forma. Não me parece justo, porque em qualquer restaurante a pessoa deve apenas comer aquilo que lhe apetece e não ser penalizada por isso. Além de que a sopa serve na perfeição de refeição enquanto todo e não parte. E a questão de estar a ocupar uma mesa por pouca despesa também não é justificação, porque o que não faltam são lugares no restaurante.
Da lista, para além da sopa da pedra há também canja, para a criançada que não gosta de paladares fortes. Os pratos elegem sobretudo a carne de porco, mas há vitela e até borrego para escolher.
No fim, sugiro que dispensem o café, não por ser mau. Longe disso, é um café como outro qualquer, ou seja, que sabe sempre bem para rematar uma refeição, mas neste almoço sugiro que o vão tomar à rua, para ajudar a digerir até tão forte comezaina. Mas não saiam sem antes beber um sorvete digestivo de limão sem álcool. Maravilhoso. Fresco. Espesso. Melhor do que o já banal tira-sabor que nas cerimónias e banquetes de festa é servido entre o prato de peixe e o de carne. Existem três tamanhos e três preços a condizer.
Uma refeição para dois, com sopa, prato de carne, vinho e sobremesa, fica longe dos 30 euros e é esta a minha sugestão para este fim-de-semana de Janeiro.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Scala

Se eu acabei de fazer 31, o Scala anda à volta dos 34 ou 35 anos. Sempre no mesmo espaço, bem por baixo da casa dos meus pais. Lembro-me de ir lá em criança pequenina e trazer uma pastilha na boca que a minha mãe me obrigava a deitar fora mal punha os pesinhos em casa. Lembro-me de comer um barquinho de doce de ovos (igual aos ovos moles de Aveiro) enquanto os meus pais bebiam café. Lembro-me de pedir croquetes para o pequeno almço. Depois foram palmieres recheados, parras, merendas, croissants. Enfim, para mim são 31 anos de vida sempre recheados com o sabor daquele lugar, a que posso chamar de boca cheia: uma das melhores pastelarias que conheço, um fabrico próprio de excelência. E agora, o Scala abriu o seu segundo balcão em Benfica, mesmo em frente aos correios. A qualidade é a mesma, tudo é feito pelo mesmo pasteleiro, e por isso a qualidade é a de sempre. O espaço é mais aberto, mais moderno. Gosto de lá ir, mas não o vou trocar pelo primeiro, se bem que abriu há uma semana e eu já lá fui três vezes! Quem andar por estas bandas vá até lá, porque merece a pena, não só para beber café ou tomar o pequeno-almoço, mas também para almoçar. Por fazer parte da minha vida, isto era o mínimo que podia fazer pelo novo Scala: o alerta para provarem o que por ali se faz!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

No lugar encantado de Pedralva…







No lugar encantado de Pedralva há um restaurante onde se comem as melhores pizzas do país. Esta podia ser uma composição de uma criança, para um qualquer exercício de linga portuguesa, mas é o mais puro desabafo de quem ano após ano regressa a Pedralva para comer no Pizza Pazza. A Pizaria fica a meio caminho de quem vai de Aljezur para Vila do Bispo, numa povoação até aqui deserta de nome Pedralva. A maior parte das casas estava em ruínas e a rede de telemóvel um luxo impensável. No entanto, e apesar da escuridão do caminho, sem qualquer iluminação ao longo de quilómetros, não era pequeno o amontoado de gente à porta para comer uma pizza perfeita, de massa fininha, como só os italianos sabem fazer. De tal forma era o corrupio que Pedralva, hoje em dia, está em perfeita expansão, com muitas casas reconstruídas, caminhos de sentido obrigatório para escoar o trânsito e muitas luzes a adivinhar casas de férias para famílias vindas dos mais diferentes pontos do mundo. A juntar a uma carta magnífica de pizzas, com ingredientes não muito comerciais, como salmão, rúcula, beringela, queijo azul ou outros que só experimentando para acreditar que ficam bem numa pizza, há agora muitas e boas sugestões de saladas e, para finalizar, gelados puramente artesanais. Cada pizza ronda os 7 euros e um jantar para toda a família fica muito em conta e, mais do que qualquer dinheiro pode pagar: muito agradável. Enquanto as pizzas não chegam, há jogos para descobrir em família ou folhas brancas de papel para serem preenchidos com os desenhos feitos a lápis de cera que a imaginação de cada um ditar. Para voltar sempre, de Verão ou Inverno.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

“Com Alma”… e gosto!


Não abriu há mais de três anos e depressa conquistou os turistas que passam por Aljezur, que não tem uma oferta gigantesca de restaurantes e, sobretudo, mesmo no Verão (leia-se Agosto), não tem cozinhas abertas até tarde. A meio da subida para a Igreja Nova, o “Com Alma Caffé” convida a uma paragem. Os tons frescos do verde alface prometem algum descanso do calor, enquanto se experimenta uma pizza ou uma pasta. Também há pratos de carne e nas bebidas os sentidos deliciam-se com caipirinhas ou mojitos, sempre tão apetecíveis nas férias de sol e praia. A sala é ampla e arejada, com música ambiente baixinha para embalar bem as conversas, mas o calor faz-nos querer ver a esplanada: um pátio nas traseiras muito simpático. Maravilha das maravilhas, para quem tem gente de palmo e meio em casa: entre a sala principal e o pátio fechado das traseiras (que faz lembrar o quintal da casa dos nossos avós), há uma sala para a pequenada, cheia de brinquedos. Os miúdos ficam em segurança e melhor que tudo, muito contentes e satisfeitos por poderem brincar com outros, que depressa passam de desconhecidos a amigos, enquanto engolem um esparguete à bolonhesa. E os pais podem comer sem gritos ou birras e deixar-se levar pelo bom tempo do sudoeste algarvio. Quem não gosta? Mais um recanto a ter em conta numa passagem a sul.
Tel: 91 855 11 74
(na foto vê-se uma mesa à espera de seis vozes conversadoras na esplanada)

terça-feira, 23 de junho de 2009

Recantos que valem a pena



Para que não haja equivocos com publicidades e mesmo porque quando frequento a maior parte dos espaços que falo aqui é enquanto público em geral e não em reportagem ou a convite, a partir de agora tudo o que tiver a ver com restaurantes, turismos ou outros espaços de âmbito mais comercial, passam a entrar nesta rubrica “Recantos que valem a pena”. Com a chegada do bom tempo e porque para alguns os dias já são mesmo sinónimo de férias, os “recantos” de hoje dizem respeito ao muito conhecido e badalado Restaurante “Trinca Espinhas”, em Sines. Com uma vista privilegiada para o mar, como se pode ver na foto, o “Trinca Espinhas” é um sítio onde apetece prolonar os almoços. Há peixe fresco para grelhar na altura, mas o Vida Maravilha optou por experimentar uma Massinha de Peixe e ficou rendido. Com serviço interior e uma esplanada muito acolhedora, onde dificilmente se apanha vento, o restaurante tem boa comida e um bom serviço, mesmo apesar das típicas enchentes de clientela quando o bom tempo chega. Fica a sugestão para quem for para aquelas bandas, ou mesmo mais para sul, mas no caminho passar por ali. Encerra à quinta-feira.
Deixo o telefone: 269 63 63 79.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Saldos à mesa

Pela crise ou simplesmente porque sim, a partir de hoje e até ao final do mês, há saldos nos restaurantes de luxo de Lisboa. A iniciativa já percorreu outras cidades do mundo e sempre com a nota 'êxito' anexada. A Lisboa Restaurant Week conta com a participação de 26 chefs de cozinha, os melhores entre os melhores, de restaurantes tão conhecidos como Eleven, Comida de Santo, Gemelli, XL, Cop?3, Olivier e Mezzaluna. Os menus low-cost têm o preço final de 20 euros e na maior parte dos casos não incluem bebidas. De referir que 20 euros costuma ser o preço médio de uma sobremesa nesses mesmos restaurantes e que um jantar para dois não é raro chegar aos 200 euros. Caso tenha curiosidade em experimentar alguns destes sítios considerados proibitivos para a maioria das pessoas, é de aproveitar esta época de saldos. Fica esta nota de curiosidade.

terça-feira, 10 de março de 2009

O Bife que faltava no Casino



Abriu há algumas semanas e diga-se de passagem, fazia uma falta imensa. O Café de S. Bento, famoso para alguns lisboetas está agora também no Casino Estoril e, tal como alguns defendem, tem um bife maravilhoso. Quando aqui recebi a informação da abertura, como o “melhor bife de Lisboa”, fiquei curiosa, porque confesso não conheço o restaurante mãe, ali para os lados do Parlamento. Em conversas paralelas, sei que é muito conhecido, mas como raramente caminho para aqueles lados... justifico a falha. Digo falha, porque efectivamente, se o Café de S. Bento não tem o melhor bife de Lisboa anda lá muito perto. Por ocasião da peça que está agora em cena no Auditório do Casino Estoril, que dei conta na mensagem anterior, e para não correr o risco de chegar atrasada, porque entre sair do trabalho durante a semana e chegar-se a algum lado a horas é um grande feito, quanto mais jantar, resolvi juntar a curiosidade à pratica e comer por lá. Fiquei muito agradada. Não é um restaurante económico, mas para a qualidade que tem e estando ele inserido no meio em que está não o considero proibitivo. Fica pois a sugestão aqui, para ninguém stressar quando tem que estar num espectáculo para aquelas bandas!

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

A Adega do Avô – como comer em casa

Não é definitivamente a melhor altura para ir a um restaurante assim, quando todos andamos enfartados com as misturas e excessos das festas, mas A Adega da Avô é um nome a fixar para um próximo almoço em família. É muito bom e muito farto. Fica a cerca de uma hora de Lisboa, para os lados do Cartaxo, num terra de nome Casais da Amendoeira. É uma terra pequenina, mas depois de comer tanto podemos mesmo passear dentro do espaço do restaurante que tem um mini picadeiro com cavalos e póneis que fazem as delícias dos pequenotes que podem mesmo dar uma volta nos pequenos e sempre tão apreciados bichos. Também tem dois baloiços, o que é óptimo também para entreter os petizes, já que por norma e tendo eu recomendado o espaço para almoços de família, quando muita gente se junta a uma mesa tão farta de comida, o mais certo é o almoço demorar horas. Há pratos da casa como o Galo em Vinho Tinto, as Bochechas e o Cabrito, mas para além disso há um menu abrangente para todos os gostos, com especial incidência nos grelhados (peixe e carne) para quem quiser desenjoar. As doses são grandes e por isso há meias-doses, até porque antes de decidir o que comer do almoço, quem por ali passa é brindado com um sem-número de entradas como: salada de polvo, salada de orelha, rabo de porco, alheira, chouriço e morcela assada, queijo fresco, queijo de ovelha, queijo da Serra, requeijão com doce de abóbora, melão, pataniscas (excelentes, por sinal), peixinhos da horta, pão, broa, salada de grão com bacalhau, feijão frade com atum, farinheira com ovos, enfim todos os petiscos possíveis e imaginados. É natural que quando chegue a altura de pedir o prato já a maioria das pessoas queira passar à carta das sobremesas, mas o Galo vale bem a pena. Nos doces, o maior destaque recai sobre as farófias, mas há a tradicional mousse de chocolate, pudim de ovos e sericaia, entre outros. A acompanhar tudo sempre o jarro de vinho e no final com o café vem também para a mesa copinhos para licor ou aguardente. Ou seja, como se em casa do nosso avô realmente estivéssemos e não lá fossemos há tanto tempo que, por isso, ele quer a todo o custo dar-nos tudo a que temos direito. O preço ronda os 25 euros por pessoa. Fica a dica para a próxima reunião familiar. Marcações pelo telefone 243 790 745. Para quem quer saber mais pode sempre passar pelo site www.adegadoavo.com.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Café 5 muda de roupa e ementa



Há três anos aberto no piso superior da Marina de Cascais, o Café 5 Restaurante/Bar lounge, voltou a mudar a decoração e a trocar pratos do menu, para surpreender de novo os clientes. Agora com uma aposta clara nos dourados e tons mais outonais, o Café 5 apresenta como principais estrelas na ementa de Outono Inverno os Bifes com molho de Enchidos ou com molho de Chocolate. Sabores fortes e arrojados, saídos da mente de Diogo Simões o responsável do espaço que acredita que assim há sempre motivo para voltar àquele simpático espaço. Na lista de entradas, para além do Queijo Cabra gratinado, que já não é novidade, há também um prato de enchidos sortido e nas variantes de peixe, encontramos um fabuloso Risotto de Mar e os Filetes de Peixe com Banana no Forno, para além do já conhecido Bacalhau com Natas. Com sala no interior, o Café 5 não desperdiça a esplanada durante o Inverno, já que esta é totalmente fechada. É ali que encontramos, por exemplo, um convidativo sofá de verga cheio de almofadas, para beber descontraidamente um Chocolate Quente, uma das apostas grandes da casa. Para que o conforto seja completo, mesmo ao lado desse tal sofá, que dá perfeitamente para duas pessoas, encontra-se um cesto cheio de mantas, prontas a saltarem para as pernas dos clientes, não vá o frio apertar. Para almoçar, jantar, ou para um snack, o que não faltam são boas propostas. Fica a sugestão.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

“Quinta dos Frades” ou Santos Sabores no Lumiar

Dos últimos dias trago a herança de bons paladares, na Quinta dos Frades, no Lumiar. Numa zona de fácil acesso e com muito estacionamento junto à porta, o restaurante Quinta dos Frades é uma óptima sugestão para um jantar a dois, mais recatado, mas também uma boa ideia para um encontro de amigos. Por fora é extremamente elegante e distinto, e quase passa despercebido, lá dentro somos recebidos como se estivéssemos em casa. As mesas estão distantes umas das outras o que permite conversar à vontade. A decoração é extremamente bem cuidada e consegue fazer recantos para todas as mesas, não havendo um único espaço menos confortável. Tem um espaço reservado para quem fuma, e tem mesas mais escondidas e outras mais visíveis, por exemplo, colocadas junto à parede e com o conforto de muitas almofadas a amparar. Cada mesa tem um candeeiro pequenino que dá aquele ambiente acolhedor. Estive lá como anónima, sem dizer que sou jornalista e muito menos sem fazer alarido sobre este meu espaço, e fiquei cliente. Acho que se formos assim, anónimos, e sobretudo sem grandes referências para não estarmos à espera nem do bom nem do mau, conseguimos avaliar melhor as coisas. Entrei sem grandes expectativas, embora o aspecto me fizesse logo querer entrar e saí de lá com vontade de voltar. A cozinha alia a tradição à sofisticação. É moderno, mas serve em boas quantidades. Experimentei as Costeletinhas de Borrego com Batata Doce e gostei muito. Para sobremesa, a escolha não pode ser outra, embora haja muito por onde degustar: tarte três chocolates, acompanhada por bola de gelado de framboesa. Uma pequena maravilha. A terminar, a surpresa de encontrar ali a lista de cafés Nespresso, porque de facto cada um tem o seu gosto pessoal para o café... Recomendo.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

A minha experiência na Charcutaria Francesa


Desde que me conheço que tenho a mania das listas. É certo que algumas delas são mentais, mas grande parte delas existe mesmo em papel, escritas à mão, porque são ideias que me surgem, por vezes até a meio da noite e não vou andar a ligar o computador por tudo ou por nada. Gosto de escrever e gosto de listas. Tenho listas de tudo, e restaurantes não podia ser excepção. Há muito que a Charcutaria Francesa, junto à Praça das Flores, ali para os lados de S. Bento, figura na sub-categoria “experimentar a dois”! E, depois de ouvir muitos comentários de gente minha conhecida, lá me decidi e na semana passada dei corta aos sapatos e rumei ao centro de Lisboa. Se gostei, que é o que interessa, digo sim. Mas acho que não escolhi a melhor altura do ano para passar por lá. Gosto de andar por Lisboa à noite sobretudo no Verão e esta noite não foi excepção, mas a Charcutaria Francesa é um restaurante pequeno, muito acolhedor e fechado. E no Verão sabe bem comer na rua. Mas o importante, nesta coisa dos paladares, é precisamente a comida, a nisso tenho que ser justa e dizer que as recomendações foram certeiras e ali come-se, efectivamente, muito bem. Quando lá passarem, se uma das sugestões for Rojões com Migas de Coentros não hesitem: estava muito bom. Ponho a hipótese de haver ou não haver, porque o que realmente faz a diferença deste restaurante para os demais é que aqui não há ementas. Cada dia, cada refeição há três ou quatro sugestões de peixe e carne ou de comida vegetariana para escolher. Não há nada escrito. O dono do restaurante faz questão de ir a cada mesa e dizer o que há, explicar como é feito e até dizer se está no ponto ou não. Meio caminho andado para nos sentirmos em casa, num restaurante de novas tendências, mas com o melhor do regional e tradicional português ou de outras origens e influências, como até a comida marroquina. Se querem passear por Lisboa, aproveitem esta sugestão e experimentem a Charcutaria Francesa, ou então esperem pelo tempo mais fresco e refugiem-se por ali. Vale a pena conhecer.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

O Alpendre... para comer em Arraiolos



Com entradas variadas e de bradar aos céus, O Alpendre revelou-se o melhor restaurante que conheci no último fim-de-semana em Arraiolos. Com uma decoração muito própria que faz lembrar uma adega ou uma casa de fados de Lisboa, o restaurante aposta nas mesas redondas. As entradas também são servidas numa tábua redonda giratória para qualquer pessoa da mesa poder chegar a todas. E são elas: Salada de grão com bacalhau, salada de feijão frade, cogumelos salteados, ovinhos de codorniz, ovos mexidos com espargos, presunto, e demais iguarias tipicamente alentejanas. Nos pratos principais, a nota máxima vai para as migas de bacalhau, e também para os grelhados de carne de porco acompanhados com migas de espargos. Delicioso. Os pratos são muito bem servidos e muito apresentáveis. No fim, somos convidados a visitar a montra dos doces que é uma autentica perdição. É, sem dúvida, um sitio para lá voltar.

terça-feira, 27 de maio de 2008

“Sabor & Arte” no Páteo da Bagatela



Foi uma das melhores descobertas a nível de restaurantes de Lisboa que fiz nos últimos tempos. O “Sabor & Arte” logo à entrada do Páteo da Bagatela, tem um ambiente descontraído, mas cuidado, oferece óptima comida, tanto de peixe sempre fresco, como carne que é confeccionada no ponto certo, e tem sala para fumadores e outra para não fumadores. Cá fora tem ainda uma esplanada convidativa para os dias quentes que se espera estejam a chegar com o Verão. A carta de vinhos também merece destaque já que ali encontramos os nomes mais reputados da garrafeira nacional. O serviço é óptimo, não só eficiente como simpático, o que já é algo raro de encontrar. Lá dentro saltam à vista as paredes decoradas com quadros que estão à venda para qualquer consumidor que se deixe embalar pelo bom ambiente que se vive ali. Os preços não são proibitivos, sobretudo se tivermos em conta a elevada qualidade da comida. De referir ainda as excelentes torradinhas com manteiga que servem como aperitivo. Simplesmente deliciosas! Eu experimentei filetes com açorda de ovas e fiquei cliente. No entanto, a posta de carne que também veio para a minha mesa ficou-me na memória não só pelo tamanho (é para duas pessoas, mas dá e sobra para três!) mas também porque parecia manteiga ao cortar! Deixo o telefone, 21 386 53 90. Encerra ao domingo.