A vida é uma maravilha. É mesmo, de verdade! E é por ser assim, tão preciosa e única que é tão fugaz. Nós por aqui somos 5 e somos muitos diferentes! 5 mais um cão e adoramos viver e todos os dias fazemos mais qualquer coisa para sermos mesmo felizes!
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quinta-feira, 15 de março de 2012
segunda-feira, 12 de março de 2012
E se o Borda d'Água estiver certo?
Há pouco, na esplanada onde costumo invariavelmente lanchar com a filharada, sempre que posso, duas amigas conversavam na mesa ao lado da minha, sobre tudo e mais alguma coisa. E, claro, foram parar ao tempo quente e à falta de chuva. Até que uma disse:
- Eu estive a ler no Borda d'Água, e apenas dão chuviscos para o dia 2 de Agosto e chuva a sério, só em Outubro.
E a amiga incrédula dizia: mas e Abril (Águas Mil)? e este mês? e Maio?
E se o Borda d'Água estiver certo? pergunto eu...
Dá medo.
- Eu estive a ler no Borda d'Água, e apenas dão chuviscos para o dia 2 de Agosto e chuva a sério, só em Outubro.
E a amiga incrédula dizia: mas e Abril (Águas Mil)? e este mês? e Maio?
E se o Borda d'Água estiver certo? pergunto eu...
Dá medo.
quinta-feira, 8 de março de 2012
Dia da Mulher
Hoje: eram 6h30 da manhã e já estava a tirar a roupa da máquina. Tomei banho e arranjei os meus três filhos: caras lavadas e pequenos almoços tomados. Levei-os à escola. Fui fazer uma reportagem. Trabalho até às 17h e pelo meio ainda tenho que fazer umas compras para a casa. Vou buscar a filharada mais maravilhosa à escola, vamos lanchar. Seguem-se os banhos, as sopas, o jantar, arrumar a cozinha e lavar os dentes a cada um deles. Hora de dormir, mas antes ainda há que passar pela escolha da história e a leitura em voz alta, para os fazer sonhar. Beijinhos e abraços e a contemplação do soninho dos justos. Regresso à cozinha e preparo nova máquina de roupa... Hoje, ontem, há uma semana, há duas, o meu dia é assim. E sou grata por isso. Sou feliz por ser mulher e apenas queria que todas as mulheres do mundo sentissem este orgulho que eu sinto, de trabalhar, de cuidar da casa, dos filhos. Ter uma família feliz que me ama e que eu amo incondicionalmente. Quero acreditar que sim e que no futuro já não seja preciso falar-se neste dia. Feliz Dia da Mulher!
quinta-feira, 1 de março de 2012
Turismo
Num espaço de poucas horas fico a saber que a Cidadela de Cascais vai abrir a meio deste mês de Março como pousada. Já vi fotografias e acredito que vai ser mais um lugar de encantar, nesta costa. E no Terreiro do Paço, as antigas instalações do Ministério da Administração Interna vão dar lugar a uma Pousa de Portugal. Deixo aqui o meu grande, grande aplauso, pela iniciativa. Há anos que vejo como única saída para este país o investimento no turismo. E temos coisas tão boas, mas tão boas mesmo para oferecer: a comida, a paisagem, o clima, o afecto... E é quando leio notícias destas que acredito que sim, que Portugal vai conseguir dar a volta a esta crise. Nós somos capazes, somos empreendedores, guerreiros. Nós vamos lá.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Há alguém a precisar de alugar uma casa?
Não é minha, mas de uma amiga que está na disposição de vender ou de alugar. Fica em São Marcos. Podem espreitar e passar a palavra...
http://casa.sapo.pt/Apartamento-T6-ou-superior-Venda-Aluguer-Sintra-6e34459c-89c7-4384-a6c4-ea7da72c44cd.html
http://casa.sapo.pt/Apartamento-T6-ou-superior-Venda-Aluguer-Sintra-6e34459c-89c7-4384-a6c4-ea7da72c44cd.html
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Porque a ocasião faz o ladrão
Acabo de chegar de uma sessão de esclarecimento sobre a passagem para a TDT - Televisão Digital Terrestre. Fui em reportagem, para saber o que as pessoas pensam, se está a ser difícil entender, etc etc. E então o que fiquei eu saber? Que há empresas a tocar às portas e a dizer às pessoas, sobretudo às mais velhas e sozinhas, que são obrigadas a subscrever uma TV por Cabo, senão ficam sem televisão. E isso é enganar e até roubar. Que há mesmo ladrões que tocam às campainhas a dizer que são técnicos da TDT e vão ali instalar o descodificador e depois da pessoa abrir a porta, apenas procedem ao belo do assalto. E que houve uma região do país onde se viam carrinhas ambulantes a vender televisões, alegando que as antigas não serviam para a nova era. Ora, isto também é enganar e roubar. Fica o alerta, para quem como eu tem ainda uma avó, felizmente, independente, mas que pode ser facilmente ludibriada... É mesmo caso para dizer que a ocasião faz o ladrão e para percebermos mesmo como o nosso país está carente de bons valores...
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
A Crise... no centro de saúde
Fui obrigada a voltar ao médico mais cedo que o previsto por estar outra vez feita num oito, com mais uma constipação. Acabei o antibiótico contra a pneumonia na sexta-feira passada e ontem fui brindada com uma nova e bela constipação. Mas isto só para dizer que na semana do Natal, paguei 2,25 euros por uma consulta com o meu médico de família. Hoje, para uma consulta em tudo igual paguei 5 euros. Mais do dobro. Mas, há que dizer, nem tudo são aumentos: na farmácia os medicamentos estão mais baratuxos, estão sim senhor. Paguei menos pelo brufen 50 cêntimos. Já deu para o café!!! Ah, é verdade, e quem pensa que com este aumento de mais de 100 por cento nas taxas moderadoras, os centros de saúde ficam menos congestionados, desengane-se. Estava cheio, cheio, como sempre.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
O estado do nosso país (3 em 1)
No início desta semana, o meu marido regressa a casa depois de mais uma visita à mãe, que continua internada, já há duas semanas, e diz: Afinal, parece que a minha mãe não tem nenhuma vertebra partida? Oi? Então a senhora passa o Natal imobilizada, no Hospital e agora vêm dizer que afinal foi um engano. Hum??? Dá medo. Quero acreditar que há uma boa razão nisto tudo.
Hoje, pouco passavam das oito da manhã e liga-me o meu marido a avisar de um radar numa "espécie" de via rápida aqui de Mafra. Tem duas faixas, é uma recta sem qualquer passadeira, não tem sinais e deveria servir para se andar um pouco mais depressa. Mas não. Hoje estavam a multar com 300 euros quem ultrapassasse os 50 km/h. O meu marido foi, pois claro, um dos escolhidos para ajudar o país nesta altura má. Quando desligo o telefone, a minha filha mais crescida que estava atenta à conversa diz: Os polícias se andassem atrás dos ladrões em vez de multar, não faziam melhor? Pois é, parece que uma mente de 5 anos é mais esperta que muitas de 50.
Entretanto, eu hoje passei a manhã inteira na Emel, na Pinheiro Chagas, para NADA. Por causa de uma multa de Abril de 2010 em que eu tinha pago parquímetro. Quem me atendeu ficou de boca aberta. Foi falar com a colega que também ficou. E andamos todos assim, com cara de parvos, a ver o tempo a passar. Às tantas e depois da senhora me ter dito que tinha que enviar nova carta registada para a morada XPTO, eu pergunto: Mas o que fazem vocês aqui se não podem resolver isto? Aqui só estamos para cobrar multas. Muito bem. Muito bem, mesmo.
É o país que temos.
Hoje, pouco passavam das oito da manhã e liga-me o meu marido a avisar de um radar numa "espécie" de via rápida aqui de Mafra. Tem duas faixas, é uma recta sem qualquer passadeira, não tem sinais e deveria servir para se andar um pouco mais depressa. Mas não. Hoje estavam a multar com 300 euros quem ultrapassasse os 50 km/h. O meu marido foi, pois claro, um dos escolhidos para ajudar o país nesta altura má. Quando desligo o telefone, a minha filha mais crescida que estava atenta à conversa diz: Os polícias se andassem atrás dos ladrões em vez de multar, não faziam melhor? Pois é, parece que uma mente de 5 anos é mais esperta que muitas de 50.
Entretanto, eu hoje passei a manhã inteira na Emel, na Pinheiro Chagas, para NADA. Por causa de uma multa de Abril de 2010 em que eu tinha pago parquímetro. Quem me atendeu ficou de boca aberta. Foi falar com a colega que também ficou. E andamos todos assim, com cara de parvos, a ver o tempo a passar. Às tantas e depois da senhora me ter dito que tinha que enviar nova carta registada para a morada XPTO, eu pergunto: Mas o que fazem vocês aqui se não podem resolver isto? Aqui só estamos para cobrar multas. Muito bem. Muito bem, mesmo.
É o país que temos.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Então, foi assim...
Na sexta-feira, o nosso jantar à luz das velas correu muito melhor do que o esperado. Eram 20h15 e como previsto estava tudo desligado. Tudo mesmo, microndas e tv incluídos. Assim que acendi a primeira vela, o F começou a cantar os parabéns e a M acompanhou-o logo a bater palmas. A C radiante e histérica com a descoberta de mais e mais velas e nós os quatro ali na sala, felizes e contentes por fazer algo de diferente. Quando o pai chegou já eles tinham a sopa comida e deviamos ir na terceira ou quarta canção. Os miúdos estavam tão contentes que em vez de cinco minutos com tudo apagado, jantámos assim e contabilizámos uma hora e um quarto de poupança de energia. Ficou a promessa de repetirmos "o jogo" todas as semanas. Sei que vai ser impossível manter o interesse deles o inverno todo, mas enquanto conseguir vou fazê-lo. Não causa qualquer dano aos empresários da eléctricidade, mas pode ser que reduza a minha conta ao final do mês. Vamos tentar...
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Hoje: Jantar à luz das Velas
Está marcado um protesto para hoje contra o aumento da electricidade e eu quero participar. A ideia é que pelas 20h15 se desliguem todas as luzes durante cinco minutos. É uma hora um tanto ou quanto caótica em minha casa: se não tenho os miúdos a comer, estou pelo menos a fazer o jantar. Há muitos dias em que por essa hora ainda só estamos os quatro, sem o pai, e se hoje for um dia assim vai ser dificil manter os miúdos obedientes com tudo apagado. Estou para aqui a engendrar uma solução de colocar velas em pontos estratégicos, de forma a que nenhum vá mexer nelas, e fazer uma refeição, assim, como dizer: romântica, mas a cinco!!! Vou experimentar. Se, não conseguir passar cinco minutos com as luzes apagadas, pelo menos que consiga dois ou três. Também ajuda, não?
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Acerca do Voluntariado
Já o disse aqui muitas vezes que gostaria de ser voluntária, de forma oficial, junto de uma entidade. Infelizmente nesta altura não me sobra mesmo tempo algum, como também sabem. Mas ajudo sempre no que posso e no que vou vendo à minha volta. Esta semana deliciei-me com uma entrevista que fiz à jornalista Fernanda Freitas, Presidente do Ano Europeu do Voluntariado. Ela tem uma máxima muito interessante que marcou a dada altura a entrevista e que é esta "Não devemos perguntar o que o estado pode fazer por nós, mas o que nós podemos fazer pelo estado". O voluntário não serve nem pode servir para substituir o trabalho pago. Não. O voluntáriado deve servir para colmatar falhas. Portugal está a atravessar uma fase dura. Muito dura. Mas não podemos desanimar, já estando desanimados. Temos que responder com atitudes positivas. Aprender a viver com menos, mas da melhor forma. Eu quero acreditar que é nas alturas piores e mais complicadas que surgem as grandes e boas surpresas. Quero acreditar. E quero acreditar também que, se todos nos empenharmos, podemos fazer com que as coisas funcionem...
terça-feira, 20 de setembro de 2011
É vê-los sair
Hoje, quando fui levar a pequena mais crescida à escolinha, fiquei a saber que o pai do seu amiguinho predilecto vai trabalhar para o Qatar. No início do mês, o padrinho da mais pequenina foi para a Alemanha. Na mesma altura uma das auxiliares do F foi para França e antes do Verão, muitos e muitos outros conhecidos fecharam lojas, perderam os empregos e apanharam um avião para um país qualquer. Hoje de manhã, estive em reportagem e encontrei uma antiga colega, perguntei-lhe pela família e fiquei a saber que o marido, que esteve três anos em Angola, esteve cá um ano, mas como não conseguiu arranjar emprego, lá seguiu para África, outra vez, na semana passada. Impressão minha ou há uma debandada geral? Medo.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Miúdos e estradas: números que dão medo
Sabiam que em média 14 crianças por dia são vítimas de acidentes de viação? E que dentro desse universo, a grande maioria são rapazes e com idades dos 10 aos 14 anos? Os acidentes ocorrem mais nos meios urbanos, mas Lisboa e Porto não são os distritos com mais acidentes. E há mais acidentes envolvendo crianças enquanto passageiros do que enquanto peões, mas os atropelamentos continuam a ser uma dura realidade, sobretudo quando as crianças decidem atravessar a estrada inesperadamente. Hoje, enquanto jornalista, estive no lançamento de mais uma campanha da Autoridade Nacional da Segurança Rodoviária, e como mãe de três filhos que sou, fiquei de olhos arregalados a olhar para os gráficos. É um medo enorme este que sinto, tanto quando viajo sozinha e penso que a qualquer momento pode sair uma craincinha disparada de qualquer lado, como quando ando na rua e vejo os meus filhos descontraídos no passeio. Sabe-se lá quando não correm atrás de uma bola, por exemplo? A campanha está muito engraçada visualmente, com desenhos giros de Pedro Morais. E porque nunca é de mais alertar: transportem os vosso filhos em segurança e zelem também pela vida dos filhos dos outros. Cintos de segurança apertados, olhos bem atentos e velocidades moderadas. Porque não?
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Cortes na língua II
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Recibos Verdes Electrónicos
Acabo de emitir o meu primeiro recibo verde electrónico e até ver pareceu-me uma operação bastante simples. A não ser que tenha alguma reclamação da entidade a quem passei o recibo, o processo parece-me todo ele bastante mais simplificado. Basta colocar o valor do recibo que aparece de imediato o valor do Iva a cobrar assim como da retenção na fonte, sem obrigar a fazer contas. A mim agradou-me.
(Mas, agora, se houver alguma reclamação porque não está assinado e deveria estar, aí, volto cá para dizer da minha justiça!)
(Mas, agora, se houver alguma reclamação porque não está assinado e deveria estar, aí, volto cá para dizer da minha justiça!)
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Cortes na língua
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Angélico Vieira
Andava a evitar escrever alguma coisa aqui sobre este assunto, sobretudo porque tento fugir ao mediatismo exagerado que encontro em alguns meios de comunicação. Às tantas, parecia uma corrida desenfreada para o jornal x ou a revista y darem em primeiro lugar a notícia que ninguém queria ouvir, mas que todos, pelo impacto, queriam dar. A mim choca-me imenso a morte do Angélico. Não era fã dele, mas não tinha nada contra o rapaz, pura e simplesmente apenas o conhecia da TV. Penso na estupidez que é morrer na estrada. Estradas onde todos nós andamos. Por onde passamos várias vezes e onde, num segundo, muda a vida para sempre, mesmo que não a leve. Penso muito nos pais do Angélico, mas também penso muitos nos pais do rapaz que teve morte imediata e nos pais da rapariga de 17 anos que continua com prognóstico reservado. Sinto dor e não os conheco, mas sou mãe e só de imaginar choro. O tempo não volta atrás, nunca, mas pelo menos que este caso sirva de exemplo para outras pessoas. Porque há uma lição a tirar: afinal de contas o quarto ocupante teve apenas ferimentos ligeiros e era o único a usar cinto de segurança. A verdade é que o cinto salva vidas, é para isso que existe e, sejamos sinceros: em que é que o cinto de segurança nos incomoda? Porquê não usar? Não há esquecimento. Hoje em dia, qualquer carro dá sinal se algum dos passageiros não leva cinto. Sou uma pessoa extremamente positiva, crente, eu acho. Acredito sempre que as coisas vão acabar bem. E acreditei que ele ia conseguir sair deste acidente com vida. Não saiu e isso dói. Fica o alerta não só para hoje que todos falam do assunto, para sempre: temos que usar cinto de segurança.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Mulher no poder
Não sou propriamente feminista. Não acho que os homens tenham que abrir a porta do carro às mulheres, nem afastar as cadeiras. Mas gosto que se dêem as mesmas oportunidades aos homens e às mulheres. Os cargos, políticos, sociais, profissionais sejam eles de que área forem, devem ser entregues a quem tem capacidade para os desempenhar, independetemente do sexo. E é por isso que ontem fiquei particularmente contente com a eleição de Assunção Esteves como a primeira mulher presidente do nosso Parlamento. Não conheço o curriculum da senhora, apenas o que a comunicação veiculou ontem nos noticiários e pelo que ouvi parece-me uma mulher forte. E isso é que importa.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Diálogo surreal na Segurança Social (Medo, muito medo)
- Bom dia. Eu recebi esta carta em casa e gostava de perceber que valor é este que tenho de restituir ao estado...
- Deixe cá ver... Ora isto é um subsídio monoparental. Decidiu agora juntar-se com o pai do seu filho, foi?
- Como? Não. Sou casada...
- Pois, mas foi mãe solteira, certo? E agora é que se casou com o pai do seu filho.
- Não. Sou casada vai para sete anos, temos três filhos... a primeira filha nasceu há cinco anos, depois do casamento...
- Que estranho. Mas isto é um monoparental. Mas estão todos no mesmo agregado familiar? Vivem juntos?
- Siiim.
- É que podiam ser ainda casados e estar separados de facto.
- Hum? Então, mas o BI ou Cartão do Cidadão não diz que somos casados?
- Sim, mas quer dizer, podiam ter-se casado, divorciado e já serem casados com outras pessoas...
Passando à frente o resto do diálogo que parecia uma conversa de surdos. Parece que me foi pago um subsídio monoparental, enquanto mãe solteira e agora o estado descobriu que sou casada com o pai dos meus filhos. Provavelmente terei que pedir desculpas a alguém por ter uma família normal. A verdade é que nunca requeri tal subsídio, a própria funcionária admitiu que provavelmente houve um engano, mas agora tenho que pagar 45 euros ao estado porque durante 4 meses me depositaram 11 euros e tal... Pois se me pagaram indevidamente, apesar de eu não ter nada a ver com isso, eu devolvo. Quando peço para pagar diz-me a senhora. "Olhe, eu não posso receber. A minha colega da tesouraria não está, foi a um consulta no médico, tem que cá voltar noutro dia."
E é este o país que temos.
Sem palavras. A não ser: medo, muito medo de ir à segurança social.
- Deixe cá ver... Ora isto é um subsídio monoparental. Decidiu agora juntar-se com o pai do seu filho, foi?
- Como? Não. Sou casada...
- Pois, mas foi mãe solteira, certo? E agora é que se casou com o pai do seu filho.
- Não. Sou casada vai para sete anos, temos três filhos... a primeira filha nasceu há cinco anos, depois do casamento...
- Que estranho. Mas isto é um monoparental. Mas estão todos no mesmo agregado familiar? Vivem juntos?
- Siiim.
- É que podiam ser ainda casados e estar separados de facto.
- Hum? Então, mas o BI ou Cartão do Cidadão não diz que somos casados?
- Sim, mas quer dizer, podiam ter-se casado, divorciado e já serem casados com outras pessoas...
Passando à frente o resto do diálogo que parecia uma conversa de surdos. Parece que me foi pago um subsídio monoparental, enquanto mãe solteira e agora o estado descobriu que sou casada com o pai dos meus filhos. Provavelmente terei que pedir desculpas a alguém por ter uma família normal. A verdade é que nunca requeri tal subsídio, a própria funcionária admitiu que provavelmente houve um engano, mas agora tenho que pagar 45 euros ao estado porque durante 4 meses me depositaram 11 euros e tal... Pois se me pagaram indevidamente, apesar de eu não ter nada a ver com isso, eu devolvo. Quando peço para pagar diz-me a senhora. "Olhe, eu não posso receber. A minha colega da tesouraria não está, foi a um consulta no médico, tem que cá voltar noutro dia."
E é este o país que temos.
Sem palavras. A não ser: medo, muito medo de ir à segurança social.
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