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sábado, 26 de maio de 2012

Banco Alimentar


Depois de almoço e antes de dar um pulo à praia com os miúdos passei no supermercado. À entrada fui abordada por uma senhora que me dirigiu um saco do Banco alimentar. Respondi educadamente que não. Não queria o saco. A senhora, olhou para mim, e questionou-me. Não? E eu voltei a dizer que não e segui caminho. Virando-se para o colega que estava com ela, a dita senhora diz: “Vês? Não são os pobres que não querem ajudar. Quem ajuda menos é quem tem dinheiro”. Ainda parei. O colega reparou que eu tinha ouvido o comentário. Hesitei entre seguir o meu caminho ou voltar atrás e pedir à senhora que me dissesse tudo na cara. Mas tinha pressa e segui. Segui mas não esqueci. Esta semana ouvi conversas de pessoas que sabem do que falam com comentários menos positivos sobre estas campanhas de entrega de alimentos. Ou porque os alimentos chegam aos destinatários já quase com o prazo a terminar, ou porque são recusados pedidos de ajuda só porque a pessoa tem uma boa casa. As pessoas esquecem-se que quem hoje fica desempregado, já teve uma vida normal? Enfim, comentários que me entristeceram. A mim que sou sempre a favor de ajudar. Aliás, quem me segue por aqui sabe que eu acredito que com um euro todos nós podemos mudar o mundo. Desde que estejamos unidos e empenhados. Ora, esta postura do Banco Alimentar, esta tarde, no Minipreço da Ericeira desapontou-me muito. O que sabe aquela senhora de mim, para fazer juízos de valor. Saberá ela por acaso que dinheiro tenho eu? Se tenho um, dois, três ou seis filhos? Se tenho emprego? Se o meu marido me deixou? Se é ele desempregado? Se estou a passar dificuldades para conseguir pagar as minhas despesas? Que eu saiba qualquer um é livre de ajudar e apoiar o Banco Alimentar. Não é obrigado, ou é? Só porque tenho bom aspecto significa que sou rica? Só porque não cheiro mal, não tenho os dentes podres, é sinal que tenho dinheiro a mais? Eu até já podia ter contribuído, num outro supermercado, por exemplo. Eu até podia ir com o dinheiro contado, para uma compra de última hora. Eu até podia dizer que não só porque não. O que não podia ter acontecido era aquele juízo de valor. E para mim foi como uma machadada. Eu que de todas as campanhas do banco alimentar participei sempre, ou quase sempre, porque não vou de propósito ao supermercado por causa do peditório, mas se calha em dia de fazer compras, pois que entrego um arroz, uma massa, uma conserva. Coisa que, sinceramente, fiquei sem vontade nenhuma de voltar a repetir.



(Muito provavelmente, a senhora que esta hoje no supermercado não vai ler este post, mas se de alguma forma chegar a ela algum comentário, espero que tire a lição de não voltar a julgar as pessoas pela aparência. Comigo só perdeu.)

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Sim, nós podemos mudar o mundo X

Depois de vos ter falado do Pirilampo, na semana passada, hoje mostro os pins que ontem trouxe para casa. Um foi direitinho para a mochila de natação da C, outro para o boné do F. Quanto é que custaram? Um euro cada um. Só um euro cada um. Ficam giros que só eles nas gangas e podem fazer a diferença numa instituição ligada aos cuidados com a população deficiente, tantas vezes injustamente marginalizada. E sim, com um euro (ou dois, se comprarem o Pirilampo) nós podemos mudar o mundo. E podemos mesmo.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Pelo Alzheimer

A Companhia Nacional de Bailado promove um espectáculo especial com vista a apoiar a Associação Alzheimer Portugal. Trata-se de um ensaio geral solidário, a acontecer dia 23 deste mês, quarta-feira da próxima semana, no Teatro Camões, Parque das Nações. O público pode assistir assim ao espectáculo “La Valse/A Sagração da Primavera”, a um preço especial e ainda assim contribuir para uma instituição de papel nobre na nossa sociedade. Acreditem em mim, que farto-me de ver ensaios para imprensa, que o Ensaio Geral nada difere de uma sessão normal. O rigor, a excelência, o trabalho, a sequência e alinhamento é em tudo igual. “La Valse” é uma curta-metragem assinada por João Botelho, e “A Sagração da Primavera” uma coreografia de Olga Roriz e sempre com a excelência dos Bailarinos da Companhia Nacional de Bailado. Porque a doença de Alzheimer existe e é um verdadeiro horror sobretudo para as famílias dos doentes, não custa muito apoiar esta causa. Para garantir lugar é necessário fazer um donativo a partir dos 10 euros através de transferência bancária para a Conta n.º 0259 000250 330 da Caixa Geral de Depósitos, através do NIB 003502590000025033008 ou Conta n.º 029.10.012048-3 do Montepio, através do NIB 003600299910012048352.


Fica o alerta: Teatro Camões, quarta-feira, 23 de Maio, pelas 21 horas. A partir de 10 euros.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Sim, nós podemos mudar o mundo IX

Já compraram o Pirilampo 2012? Eu já tenho o meu. É azul clarinho, giro como sempre. Tenho a colecção completa desde o primeiro ano e vou sempre apoiar esta causa. É um apoio fundamental para as Cercis de todo o país e para o trabalho de excelência que todos os dias desempenham.
Por 2 euros o pirilampo e 1 euro o pin, sim, nós podemos mudar o mundo!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Dia da Mãe nos Hotéis Real




Chegou-me há poucos minutos esta informação e não consigo ficar indiferente. Sobretudo por esta foto que também publico conjuntamente com o post. Para celebrar o Dia da Mãe, que acontece no primeiro domingo de Maio, dia 6, os Hotéis Real associaram-se às Aldeias de Crianças SOS. Numa tentativa de homenagear estas verdadeiras mães-coragem os Hóteis criaram menus especiais com o nome de quem dá amor gratuito naquela associação, em troca de nada, ou de apenas amor e um sorriso também. Existem vários menus à escolha, assim como massagens também, para oferecer às mães. Há menus a partir dos 20 euros e massagens a partir dos 25 e em cada compra a certeza de que mimamos as nossas mais-que-tudo, ao mesmo tempo que contribuímos com 5 euros para a nobre causa das Aldeias de Crianças SOS. Porque de facto custa pouco ajudar...




Têm aparecido muitas e muitas reportagens na nossa imprensa sobre mães que gostam assumidamente mais de um filho do que outro. A mim custa-me perceber isso. Tenho três filhos e amo-os todos mais do que tudo na vida, de igual forma. E eles, disso tenho a certeza, são completamente diferente entre si. Mas uma coisa é encaixarmo-nos melhor num feitio que outro, outra bem diferente é gostarmos mais de um que de outro. Felizmente não compreendo isso. Se escrevesse uma frase sobre a maternidade poderia ser esta da mãe Celina!


Mas, enfim, voltando ao assunto dos Hotéis Real (que existem em Lisboa, Cascais, Oeiras e Algarve, por exemplo), já sabem: se não sabiam como presentear a vossa mãe, têm aqui uma dica 2 em 1: mimam a vossa e ajudam as outras mães de vocação e coração aberto.



sábado, 24 de março de 2012

Do dia de hoje


Sim, valeu a pena. É verdade que o tempo não ajudou e a mim, ajudou ainda menos o facto de ter dois bebés. Mas a verdade é que fomos os cinco Limpar Portugal e gostámos. Valeu a pena sobretudo pelo espírito de pertença. Pertença a um grupo, a um lugar. Pelo sentimento de missão cumprida, de palavra honrada. E agora, no Verão, quando encontrar alguma coisa menos boa na areia vou poder refilar à vontade sim, porque quando fui chamada estava lá para ajudar a limpar. No meu caso foi mais ajudar a quem quis ajudar. O marido e a filha mais crescida, a verdadeira mobilizadora cá de casa, ajudaram a valer. Eu apanhei uns plásticos aqui, umas canas ali e acima de tudo estive de olho no F que quis levar a bola para a praia, e sempre a levantar a M da areia molhada que insistia em sentar-se para tocar e brincar. Saimos da praia de rastos, mas contentes por termos ido. E isso é que importa.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Sim, nós podemos mudar o mundo VIII




Hoje, troquei a minha hora de almoço normal por mais um mergulho na Fnac e vim de lá com este livro infantil de Valter Hugo Mãe. Um livro hiper barato, que saiu no final do ano passado e que tem um carácter nobre, já que a totalidade das receitas reverte a favor do Hospital de São João, no Porto. Eu já tive um filho internado e percebei que o hospital, nesses dias tristes, é a nossa casa e para uma criança isso implica cores alegres, brinquedos, livros, canções, novidades, distracção. Já é suficientemente mau estar ali, quanto mais sem conforto, sem calor, sem amor em forma objectos. A história centra-se numa mãe e três filhas, “quatro tesouros que valem mais que quaisquer sacos de ouro”, e eu acho que lá em casa vai ser muito bem acolhido.
E por 5 euros, eu hoje ajudei.
(Com assinatura de Valter Hugo Mãe e ilustrações de Patrícia Furtado, o livro tenta contribuir para a construção de uma nova ala pediátrica do Hospital de São João, no Porto)

quarta-feira, 21 de março de 2012

O voluntariado numa rede social




É hoje formalmente apresentado, ao final do dia, na Fundação Calouste Gulbenkian, o “My Social Project”. Uma rede que pretende juntar voluntários, empresas e movimentos/causas, estando disponível 24 horas por dia. Quantas pessoas querem ser voluntárias, mas não encontram um espaço, de acordo com a sua disponibilidade de tempo, profissional ou até geográfica? Com o “My Social Project” tudo se torna bem mais fácil e ágil. Cada um pode criar o seu perfil individual e encontrar ali, projectos, no fundo, à sua medida. Portugal é por tradição um país solidário e já demos mostras disso, sempre que fomos chamados a unir esforços para ajudar outros países, uma criança doente, uma área devastada por condições climáticas terríveis ou acidentes naturais. E, por outro lado, somos também um país que aderiu muito bem às redes sociais. Quem não está no Facebook? Ora, este projecto junta precisamente esses dois mundos, fazendo do voluntariado uma própria rede social. O “My Social Project” surge pela mão de Pedro Bártolo e Martins Vaz pinto, dois jovens de 28 e 26 anos, respectivamente, cheios de sentido social e com provas dadas no voluntariado.
Passem em http://mysocialproject.org/ para saber mais.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

“Papel por Alimentos”




(Porque não custa mesmo nada passar a palavra, aqui fica)




Os Bancos Alimentares Contra a Fome vão lançar, na próxima semana, uma nova campanha nacional com contornos ambientais e de solidariedade no âmbito da qual pretendem incentivar a população a trocar papel usado por alimentos.
Esta campanha “Papel por Alimentos” integra-se num ideal mais vasto de sensibilização para a importância do papel de cada pessoa na sociedade e para a possibilidade de recuperar e reutilizar coisas que parecem não ter valor.
Pretende envolver as Instituições que diariamente se abastecem nos Bancos Alimentares e os voluntários que colaboram, mas também todas as pessoas e entidades que se queiram associar, nomeadamente a administração pública e as autarquias.
A campanha permitirá ainda incentivar o voluntariado, desde logo porque todo o papel recolhido terá que ser depositado pelos doadores nas instalações do Banco Alimentar Contra Fome da sua região.
Esta acção vai ser desenvolvida em parceria com a Quima, empresa de recolha e recuperação de desperdícios, que por cada tonelada de papel recolhido vai entregar o equivalente a 100 euros em alimentos, indicados pela Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares.





Vá, vamos ajudar e juntar todos os jornais e revistas que já não têm uso lá por casa e entregá-los no Banco Alimentar Contra a Fome. Por pouco que seja, todos juntos fazemos a diferença.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Sim, nós podemos mudar o mundo VII


Cada um dos meus três filhotes teve no seu sapatinho um cachecol solidário. Eu fiquei contente e eles também. A Campanha da Cruz Vermelha é conhecida de todos, muito pelo excelente trabalho da Rádio Comercial, e depois da entrevista da responsável do projecto em que mostrava que às vezes era mesmo o nosso vizinho do lado, com quem nos cruzamos todos os dias dizendo apenas um simples "Bom dia", a precisar, acho que ninguém ficou indiferente. Cá em casa, pelo menos, todos ficámos a pensar no assunto. E, de facto, assim, não custa mesmo ajudar. Obrigada mãe por teres provacado sorrisos aqui dentro de casa e fora dela também!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Sim, nós podemos mudar o mundo VI


Hoje, antes de entrar no consultório do médico para avaliar a evolução da minha pneumonia, dei um salto ao IKEA. Fica tudo muito perto, por isso não fiz uma grande volta. Nem posso, que a ordem é para estar o mais resguardada possível. Mas, já que estava na rua, fui resolver alguns presentes de Natal. Estar com pneumonia é mau 365 dias num ano, mas nesta altura do Natal consegue ser ainda pior. Mas adiante, no IKEA fiz algumas compras de Natal e ao mesmo tempo ajudei crianças carenciadas no mundo. A loja, em parceria com a UNICEF tem em curso uma campanha em que por cada peluche vendido doa um euro para a educação dessas crainças fragilizadas. Mais do que isso, a IKEA sugere a compra de dois peluches para deixar um para ser entregue a crianças hospitalizadas. Eu comprei hoje dois. Garanto que só gastei quatro euros, em ambos. E vocês, quantos vão comprar?

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Sim, nós podemos mudar o Mundo V




Ontem, quando fiz parte das minhas compras de Natal tive a bela surpresa de conhecer alguns elementos da Associação Nova Dimensão. Até aqui, nunca tinha ouvido falar sobre esta associação, mas através da Joana e do Tiago, dois voluntários com uma forma extraordinária de expor o seu trabalho, fiquei a saber, por exemplo, que actuam em muitas frentes de norte a sul de Portugal e no estrangeiro. Todas as semanas oferecem refeições quentes aos sem-abrigo de Lisboa. Distribuem material escolar junto de crianças de famílias carenciadas. Aceitam roupa e distribuem por quem necessita. E onde é que os encontrei? A fazer embrulhos das compras efectuadas na “Toy'r'us”. Ou seja quem ali está, não é contratado pela loja. São voluntários da AND que ao mesmo tempo que fazem embrulhos e bem dão a conhecer o seu espírito de missão humanitária. Na bancada têm DVD's, CD-Rooms e livros para incentivar a um donativo. Gostei tanto deles e simpatizei tanto com este livro, que comprei. E gostei sobretudo porque não estavam ali a pedir nada, assim, daquela forma mais descarada, estavam realmente a trabalhar, de graça, só para passarem a palavra. E com 7 euros eu ajudei também! Eles permanecem ali até dia 24 de Dezembro, para o caso de algum de vocês querer ajudar também. (Quem quiser saber mais sobre a associação, pode ir aqui http://and-pt.org/)

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O Natal Diferente

Hoje, tomei conhecimento desta iniciativa e parece-me mesmo pertinente passar a palavra, sobretudo quando muitos dos que me rodeiam mostram vontade de fazer algum tipo de voluntariado, mas não tem tempo para se comprometer de forma regular. A Associação de Estudantes da Faculdade de Medicina de Lisboa tem vindo a organizar há uns anos para cá o “Natal Diferente” que consiste em distribuir presentes na manhã de 24 de Dezembro pelos doentes que estão internados. Começaram só pelo Hospital de Santa Maria, no ano passado alargaram a iniciativa ao Hospital Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra) e este ano vão mais longe e querem distribuir embrulhos e receber sorrisos no Hospital de Cascais, no Pulido Valente e no Hospital de Setúbal. Ora, como são muitos hospitais já, a Associação aceita que qualquer pessoa (até ao ano passado a distribuição era assegurada apenas pelos estudantes) se junte a eles para este acto. Não precisa de levar nada. Os presentes têm vindo a ser angariados ao longo do ano e através de patrocinadores (empresas). Quem quiser tem apenas que se inscrever, por uma questão de organização, e estar disponível para passar um tempo com quem está doente na manhã de dia 24 de Dezembro. Eu, pessoalmente, acho a iniciativa muito bonita e por isso nunca poderia guardar este segredo para mim! As inscrições podem ser feitas através do e-mail nataldiferente@aefml.pt
(Quem quiser saber um pouco mais pode sempre ler o Jornal da Região que é distribuído na próxima terça-feira, em Sintra!)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Sim, nós podemos mudar o mundo IV




O CD deste ano da Leopoldina já mora em minha casa, ou melhor no meu carro. Não fui eu que o comprei. Foram os meus pais que ofereceram aos meus filhotes, mas todos os anos é assim: eu compro, eles compram, todos compramos. No fundo, é um mimo simpático para os petizes, com um objectivo maior de solidariedade. A Missão Sorriso deste ano da Leopoldina não vai só apoiar as alas pediátricas dos hospitais, mas também alarga a sua esfera de influência aos idosos. Duas áreas que merecem uma atenção mesmo especial. Esta edição comporta um CD duplo: o primeiro interpretado por grandes nomes como Rui Veloso, Clã, GNR, Aurea, etc, etc; o segundo com a voz de crianças de várias escolas. Honestamente, gostei mais da edição do ano passado, também com grande nomes, como Ana Moura ou Xutos e Pontapés, mas este Leopoldina 2011 também é altamente recomendável!!! Por três euros, sim, nós podemos mudar o mundo!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Afinal, parece que o "Movimento Pijaminha" é falso

Odeio quando brincam com coisas sérias. Odeio. Porque no fundo, quando for a sério, já ninguém acredita. E neste caso, não percebo quem possa beneficiar com esta acção. Dizer que o IPO precisa de pijamas, quando é mentira, não traz felicidade a ninguém. Mas parece que afinal, tudo não passa de uma mentira. Uma amiga alertou-me e eu já estive no facebook do IPO, de onde retirei o comunicado. Ora leiam:
IPOLisboa
O Instituto Português de Oncologia de Lisboa, Francisco Gentil, E.P.E., tomou conhecimento que, mais uma vez, se encontra a ser divulgada uma acção de recolha de pijamas para os seus doentes da Pediatria, no que se apelida de “Movimento Pijaminha”. Perante este facto, esclarece-se que não foi realizada nenhuma solicitação pelo IPO de Lisboa e que a mesma representa um uso abusivo do seu nome. Com ...o objectivo de prevenir o eventual aproveitamento da situação por entidades que pretendam obter proveitos ilegítimos, solicita-se que se tenha em conta a presente informação. Esclarece-se, igualmente, que o IPO não efectuou qualquer pedido, nem tem capacidade para aceitar doações de vídeos DVD ou VHS. Solicita-se, por uma questão de precaução, que antes de publicitar ou aderir a qualquer iniciativa, que envolva o nome do IPO de Lisboa, seja confirmada a veracidade e legitimidade da mesma junto da Instituição, nomeadamente em www.ipolisboa.min-saude.pt, onde é disponibilizada informação sobre as iniciativas do Instituto ou através dos contactos ali indicados na área da Comunicação.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Movimento Pijaminha

Chegou-me este e-mail e eu acredito mesmo que seja algo que faça falta. Felizmente nunca tive nenhum filho no IPO, mas já tive um filho internado durante uma semana, na Estefânia, e a minha filha mais nova ficou três dias na neonatologia, quando nasceu, e em ambas as vezes percebi como é importante haver roupa e brinquedos disponíveis do próprio hospital. É por isso que não consigo ficar indiferente a esta campanha.
Que é esta:

São necessários (principalmente) pijamas para as crianças que estão no IPO a fazer tratamentos de quimioterapia. Após os tratamentos, os pijamas ficam muito sujos e gastam-se rapidamente. Esta ideia surgiu há dois anos e hoje já é chamada *Movimento Pijaminha* pelo sucesso que têm tido os esforços conseguidos! As necessidades existentes passam pela falta de pijamas, pantufas, chinelos, meias, robes e fatos de treino. Para todos, a vida não está fácil, mas dentro das possibilidades de cada um, há sempre espaço para participar, comprando ou obtendo junto de amigos e familiares agasalhos que já não sirvam às suas crianças. No ano passado foram entregues 76 pijama e o IPO ficou muito satisfeito com esta dádiva. Este ano vamos repetir a façanha e, se possível, ultrapassar este número. Se divulgarem já estão a ajudar!!!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Sim, nós podemos mudar o mundo III





Acabou de chegar e fez-me mais feliz. Aqui há dias encomendei a minha agenda para 2012, da Casa da Criança de Tires, uma instituição que toma conta de crianças cujas mães estão na prisão, ali ao lado. Aqui há uns anos fui lá fazer uma reportagem e fiquei esmagada com algumas situações. Conheci crianças que não tinham ninguém da família a viver livre na sociedade, ou seja, tanto o pai, como a mãe, como avós, tios, etc, eram presidiários. O que fazer a estas crianças? Se há quem não tenha culpa de nada são elas. Que culpa pode ter uma criança dos erros dos pais? Ainda que possamos herdar muitas qualidades e feitios de quem nos carrega no ventre, de quem nós somos feitos, a verdade é que a educação que nos dão é crucial para a nossa maneira de estar na vida e por isso acredito que se os miúdos cujos familiares têm comportamentos maus na sociedade, se tiverem amor, carinho, se forem acompanhados, se souberem o que é certo e o que não é, se tiverem uma casa, podem ser adultos maravilhosos. Esta agenda, que de certo me vai dar um jeitão (eu não consigo trabalhar sem agenda de papel) custa apenas 5 euros. E é tão, mas tão simpática... Custa tão pouco ajudar assim. (A agenda custa 5 euros e pode ser comprada na própria Casa da Criança de Tires, mas quem quiser pode pedir pelo correio e suporta, obviamente os portes de correio)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Joaquim Monchique em "Júlio de Matos"

Mais uma vez com o selo de qualidade da UAU, Joaquim Monchique vai estrear na próxima semana uma nova peça no Teatro Armando Cortez, na Casa do Artista. "Júlio de Matos" é um monólogo para rir, como é apanágio do actor, mas também para pensar. A peça resume-se essencialmente a um Homem, o Júlio de Matos que vive completamente só, tendo-se a ele próprio e só a ele como companhia. Ao ponto de ficar completamente farto dele. Deixa de falar consigo, e por isso decide procurar-se dentro de si próprio para que um outro eu interceda por ele. E assim, numa sociedade cada vez mais próxima, mas onde as pessoas estão cada vez mais fechadas em si, dentro do Júlio de Matos aparecem muitos eus. O problema, vai ser mantê-los em harmonia...
Como sempre, a UAU vai fazer um ensaio geral com o público, uma sessão, acreditem, igual a qualquer outra, em termos de rigor cénico. A grande diferença está no carácter nobre e no preço do bilhete. O ensaio geral com o público tem o preço de 5 euros por bilhete e reverte a favor da Associação Ser+, uma associação que presta apoio a pessoas infectadas com o virus VIH/SIDA. Apressem-se a comprar o bilhete, que normalmente esgota num piscar de olhos. O ensaio está marcado para terça-feira da próxima semana, dia 15 de Novembro, pelas 21h30.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Sim, nós podemos mudar o mundo II




Desde que me lembro de mim que todos os anos compro postais de Natal. Quando era miúda enviava às minhas amigas e normalmente comprava sempre da Unicef. Entendia que era também uma forma de ajudar. Hoje continuo a comprar postais e já tenho mais uma utilizadora em casa: a minha filha mais crescida escreve em forma de desenhos para os avós, tios, padrinhos e também para o Pai Natal, como não poderia deixar de ser. Eu também continuo a escrever, sobretudo nesta minha faceta de jornalista freelancer. Há entrevistados dos quais nunca me esqueço. E, muito honestamente, gosto mais de um postal em papel, na caixa de correio, que um e-mail que se envia de forma igual para todos. Há uns anos para cá, passei a comprar os postais que a Sociedade dos Artistas Deficientes Manuais, com sede nas Caldas da Rainha, envia para casa. Supostamente, a associação envia para casa das pessoas, e cabe a cada um pagar ou então devolver. Eu pago sempre e este ano já paguei também. A colecção de Natal deste ano é composta por seis postais com envelopes, 3 cartões de prendas, 1 calendário de bolso e 1 calendário de secretária. Custa 11,50 euros e eu quero acreditar que o meu pagamento no Multibanco permita à Associação continuar a subsistir. Se já é difícil para qualquer um de nós conseguir ter trabalho, e sobretudo, manter a auto-estima, com tantos problemas, no país, no mundo, para quem tem deficiência, ainda deverá ser mais. E a verdade é que os utentes desta associação fazem autênticas obras de arte com a boca e os pés. Essa é que é essa. E é por isso que, dentro dos minhas possibilidades, os apoio todos os anos. Sim, nós podemos mudar o mundo!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Sim, nós podemos mudar o mundo I

Desde que me lembro de mim, sempre quis ser voluntária, num hospital, numa associação, enfim, em qualquer parte que precisassem de mim e da minha ajuda. Mas a verdade é que nunca tive tempo, ou pelo menos nunca tive tempo de forma regular de modo a poder assumir um compromisso e não falhar. E ser voluntário obriga a respeito. Obriga a cumprir horários e não a ir quando dá. No entanto e porque há sempre tanto para fazer por quem está, muitas vezes, ao nosso lado, costumo aderir a muitas campanhas para ajudar, seja nas mais variadas áreas. Decidi, por isso, iniciar aqui, a rubrica "Sim, nós podemos mudar o mundo", não para vos dizer que sou "boazinha", mas para comprovar que, na grande maioria das vezes, ajudar custa muito, muito pouco.
Por exemplo, ainda a semana passada acedi ao pedido da AMIAMA - Associação dos Amigos dos Animais e Ambiente da Amadora que visitou a escola da minha filha mais crescida. O pedido era simples: oferecer um detergente ou outros materiais para limpeza. Comprei uma lixivia e gastei 59 cêntimos. Isso mesmo: 59 cêntimos. Às vezes bebo cafés mais caros. Falei com a associação, porque decidi fazer uma reportagem, que podem ler inclusivamente amanhã no Jornal da Região, e fiquei a saber que gastam 3 litros de detergente por dia, para manterem as instalações, dos animais que vão recolhendo na rua, limpas e cheirosas. Ao todo têm 82 animais. Eles sim ajudam, eu apenas não fechei os olhos. Se todos ajudarmos, por menos que seja, garanto: sim, nós podemos mudar o mundo!