terça-feira, 22 de maio de 2007

Bons filmes: “Atrás das Nuvens”… em português


Assisti hoje de manhã ao visionamento de “Atrás das Nuvens”. Finalmente! É caso para dizer, já que tinha sempre outras agendas nos dias em que a Lusomundo e as Filmes do Tejo mostravam o filme à imprensa. Hoje não escapou e ainda bem. É tão bom ver o que nós andamos a fazer. E bem. Nicolau Breyner está soberbo na pele do amargurado mas tão humano avô Miguel. Passado num Monte Alentejano, onde seguramente o actor se sente em casa, entre os campos a perder de vista e os cavalos bem tratados, o filme é um hino à redenção dos laços de família. Entre a dureza da realidade e o poder dos sonhos, o filme faz-nos sentir bem. Saímos do cinema satisfeitos e a acreditar que tudo, mesmo aquilo que em principio já não tem remédio, tem sempre uma saída feliz. Tal como o pequeno Paulo (excelentemente interpretado por Ruben Leonardo) diz a determinada altura da história, se calhar o importante mesmo “é queremos muito” uma coisa. Muito humano, embora sempre através do fantástico, pelas deliciosas viagens no antigo Citroen, o filme tem verdadeiros conselhos chave para conseguirmos ultrapassar os problemas. Um deles é saber utilizar e dar valor às palavras. A assinatura do filme é de Jorge Queiroga. A estreia está marcada para dia 31 deste mês.

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Boas experiências: “Chill Factory” para renascer


Abriu há pouco mais de um mês, em Oeiras, e desde essa altura que tinha prometido a mim, e a eles também, que ia passar lá para fazer aquilo a que chamam uma “Experiência Chill Factory”. Da responsabilidade de Renato Luís, “Chill Factory” está situado junto à Biblioteca Municipal de Oeiras e mais do que um cabeleireiro é um espaço de estética e beleza que extravasa os tratamentos mais comuns. Ali há por exemplo Chocoterapia, para além da cada vez mais “normal” depilação a laser, e têm a vantagem de vender cheques oferta para aqueles presentes mais originais. Depois de alguns adiamentos, eis que consegui passar por lá hoje. Saí de lá rendida. Não é convencional e não tem nada de cabeleireiro de bairro. Com atendimento personalizado, o “Chill Factory” tem na mulher bem sucedida profissionalmente a sua cliente tipo e em troca oferece um tratamento personalizado. Não falta nada. Para além de massagens deliciosas proporcionadas pela cadeira onde nos sentamos para lavar a cabeça, é uma constante oferecerem-nos um café ou uma água enquanto esperamos. Fui lá para cortar o cabelo. Não levei nenhuma ideia pré-concebida. Deixei ao critério de Renato Luís e a verdade é que não podia ter saído de lá mais satisfeita com o resultado. Eu recomendo.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Boas iguarias: “Cerveirenses” ao estilo dos bons travesseiros


No último fim de semana que passei em Viana do Castelo, aproveitei para conhecer Vila Nova de Cerveira. Uma povoação muito, muito simpática, que me proporcionou um final de tarde muito agradável. Um passeio a beira rio, uma boa conversa numa esplanada e uma surpresa: os Cerveirenses. São um bolo muito ao jeito dos deliciosos travesseiros de Sintra, ou da Pólo Norte, ali em Mafra. Muito bons. Acompanhados de um café e ainda por cima, num final de dia de calor, só podiam ficar num bom lugar da minha memória! Muito agradável. Com muito movimento, já que é costume dos espanhóis irem até ali passear e fazer compras, Vila Nova de Cerveira é sem dúvida um sítio para voltar. Quem quiser experimentar os Cerveirenses, num próximo fim de semana rumo a norte, sugiro a pastelaria S. Pedro. Foi lá que os encontrei.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Bons livros: Diário das minhas viagens, de Angelina Jolie


Na semana passada a Casa das Letras, editora parceira da Oficina do Livro, mandou-me o “Diário das Minhas Viagens”, um livro onde Angelina Jolie conta as suas visitas humanitárias em África, Camboja, Paquistão e Equador. Ainda não o li todo, mas pelas 93 páginas que já conheço, de um total de duzentas e poucas, já deu para perceber, que é daqueles livros que apaixonam quem se interessa pelo voluntariado. Embaixadora da Boa Vontade da ONU, há muito que Angelina Jolie demonstra uma grande preocupação pela constante violação dos direitos humanos em muitos países do mundo. Todos sabemos que já adoptou três crianças, de países diferentes, que estavam condenados ao sofrimento e até quem sabe à morte, se ela não os levasse para casa. É essa sensibilidade que ficamos a conhecer um pouco melhor neste relato. A escrita não é nada elaborada. A actriz não escreveu isto para mostrar a sua apetência para a escrita, nem tão pouco quer fazer das suas palavras uma tese de mestrado ou algo do género. Aqui temos acesso ao que ela viu, nas suas missões, mas também a histórias macabras que os próprios refugiados lhe vão contando em primeira mão. Mais que não seja um testemunho precioso, para quem se interessa pelo assunto, claro, este livro tem ainda a mais valia de também ele contribuir para ajudar aqueles povos, já que os direitos de autor revertem a favor do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados. Além do testemunho escrito, o livro conta ainda com algumas fotografias.

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Bons filmes: Jogos de infidelidade


Há muito tempo que não me divertia tanto a ver um filme, como ontem, no visionamento de “Jogos de Infidelidade”. Com estreia marcada para o próximo dia 17, este é daqueles filmes que não se deve perder. A história não é muito elaborada, enquadra-se nas chamadas comédias românticas, mas vai direitinha a nós. Eu identifiquei-me com uma mão cheia de situações. Não com todas, felizmente, mas com muitas. E tenho a certeza que a maior parte das pessoas, sobretudo casadas, com papel ou sem ele, vão encontrar ali o próprio reflexo. Com Juliane Moore, magnifica como sempre, ao lado de David Duchovny, Maggie Gyllenhall e Eva Mendes, o filme é de ir às lágrimas, mas sem cair na armadilha fácil da palhaçada. Muito bom. Tomem nota.

terça-feira, 8 de maio de 2007

Com a pequenada: concertos para eles!


No próximo fim de semana há “Música para Bebés” no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra. Eu fui ao último, em Março e, claro, levei a minha mais que tudo. Gostei. Sempre ouvi dizer que a música faz bem ao bebé e todos nós sabemos que mal há um ritmozinho é vê-los abanar as costas, braços e cabeça, todos contentes. Eu adoro este tipo de iniciativas para a criançada. Faz-me sentir mais perto da minha bebé. Mesmo antes de engravidar tinha jurado a mim própria que a levaria aos concertos do Paulo Lameiro, ali no Olga Cadaval, e cumpri. Sentados no chão, com o apoio de grandes e coloridas almofadas, os bebés estão sempre acompanhados por um adulto. As músicas que Paulo Lameiro e amigos tocam e cantam nada têm a ver com aquelas que nós costumamos cantar em casa. A ideia é mesmo oferecer às crianças novos sons. Fazê-los descobrir outros ritmos. Como o próprio musicólogo diz antes de começar cada concerto, ali não se quer que as crianças batam palminhas, nem dancem, nem façam as habituais gracinhas. Aliás, quem ficar mais quieto e atento, melhor, é sinal que está a absorver mais sons. A descortiná-los. A ouvi-los e a explorá-los. As crianças não estão presas e é vê-las libertarem-se dos braços dos pais, para tentarem agarrar os diferentes instrumentos que os músicos levam até eles. Muito giro. Toda a família pode assistir, com cadeiras distribuídas à volta das tais almofadas e puffs convidativos. Próximas sessões, domingo, dia 13 de Maio, às 15h e 16h30.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Exposições: o corpo visto por dentro


Está a chegar a Portugal uma das exposições que mais polémica tem causado em todo o mundo. “Bodies – The Exhibition”, adaptada em português como “O Corpo Humano como nunca o viu”, abre ao público no próximo sábado, dia 5 de Maio, e fica patente, no Palácio Condes do Restelo, no Príncipe Real (Rua da Escola Politécnica, nº 42) até ao final de Setembro. Eu já vi. Não é propriamente uma exposição que se possa apelidar de bela, mas, efectivamente, considero que é algo que não se deve deixar de ver. Não é chocante ao ponto de ferir susceptibilidades. E olhem que eu não sou muito adepta deste tipo de assuntos. Consegue-se ver do princípio ao fim, mesmo sabendo que tudo o que ali está é real. São corpos e órgãos humanos, de gente que morreu no hospital, e que agora servem para mostrar o nosso interior. Conservados por técnicas muitíssimo especiais, nomeadamente através de silicone líquida, as peças ali apresentadas têm um aspecto aborrachado e por isso mesmo dão a ideia de ser bonecos. Talvez a parte que incomode mais é a que respeita ao desenvolvimento fetal, com a presença de embriões e fetos que não vingaram no ventre materno, mas quem não quiser passar por essa galeria pode seguir caminho por outro lado, devidamente indicado, sem perder mais nada. Os responsáveis desta exposição acreditam que ela venha a produzir efeitos pedagógicos e por isso mesmo, ao lado de um pulmão completamente calcinado pelo tabaco existe um depósito para os visitantes deixarem os seus maços de cigarros. A ideia é sair dali com vontade de fazer uma vida mais saudável, mas, contudo, não é uma exposição massacrante.