quinta-feira, 28 de junho de 2007

A magistralidade da biblioteca do Convento


Está entre os finalistas da eleição das 7 Maravilhas de Portugal e desde sempre que fez parte do meu imaginário. Não só por estar habituada a olhá-lo cá de fora quando passava de carro nos passeios de fim-de-semana, como pelo incontornável “Memorial do Convento” de José Saramago. Só há poucas semanas é que conheci o Convento de Mafra por dentro, por ocasião de uma reportagem no próprio âmbito da eleição das sete maravilhas, e fiquei muito agradada com o que vi. Aliás, e apesar de estar realmente à espera que fosse uma visita que valesse a pena, a verdade é que até me surpreendeu. Sobretudo o Biblioteca. Sem dúvida um dos espaços mais bonitos que visitei. Tem mística. É especial. Devem visitar. Além disso também gostei muito dos aposentos da antiga ordem religiosa que ali viveu. Tudo tão simples e austero, mas ao mesmo tempo muito bonito. É sem dúvida um espaço a visitar. E, claro, quem for ao Convento de Mafra, aconselho vivamente a experimentar os deliciosos Travesseiro da “Pólo Norte”. A pastelaria fica na perpendicular mesmo em frente à porta principal do convento.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Soraia Chaves vai voltar ao cinema

Quem gostou de "O Crime do Padre Amaro", ou mais concretamente de ver Soraia Chaves no grande ecrã, pode tomar nota que a actriz está de volta ao cinema e de novo com um papel arrojado. "Call Girl" foi apresentado hoje à imprensa, mas só estreia no fim de Novembro. De António-Pedro Vasconcelos, o filme centra-se na história de três homens e uma mulher, sendo esta uma prostituta de luxo, interpretada pela Soraia Chaves. Produzido em parceria pela MGN Filmes, TVI e Lagoa Cultural (Brasil), o filme vai contar com a distribuição Lusomundo. Do elenco do filme fazem parte ainda Joaquim de Almeida, Nicolau Breyner e Ivo Canelas. A mim, que estive hoje na apresentação do filme, pareceu-me promissor.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Margarida Rebelo Pinto agora para crianças


Apelidada de escritora “light”, a que a própria prefere transformar em escritora “pop”, Margarida Rebelo Pinto lançou há dias o livro infantil “A rapariga que perdeu o coração”. Apresentado pela actriz Alexandra Lencastre, no dia 10 de Junho, Dia de Portugal, na Feira do Livro de Lisboa, o livro conta com uma ilustração muito curiosa, assinada por Carla Nazareth. Eu li-o num ápice (até porque é pequeno e tem muitas páginas recheadas com os magníficos desenhos, como convém na literatura infantil) e acho que as meninas, à volta dos dez anos vão gostar de certeza. O mais engraçado de tudo, é que mesmo num registo infantil, Margarida Rebelo Pinto não deixa de lado os temas que tão bem a caracterizam, como o fim dos casamentos e a busca da felicidade e do amor ao longo de toda a vida. Já alguém leu um livro da autora que não tenha divórcios, lágrimas e um novo amor à espreita? Aqui, a história parte do mesmo, ou não fosse este o reflexo da sociedade actual. No centro está Concha, uma menina que incapaz de superar a separação dos pais decide esconder o coração no fundo do mar. Quando chega a adulta decide seguir em acção humanitária para ver se consegue recuperar o calor dos sentimentos, que o buraco deixado no lugar do coração teima em não deixar vir à luz do dia. Quem será que vai encontrar o coração da, agora jovem Concha. Escrito de maneira muito simples, o livro está recheado de maneirismos modernos. Não tem direito a “bués”, mas a internet e os e-mail são aqui caracterizados como amigos de longa data! A edição é da Oficina do Livro.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Cinema: “No mundo das mulheres” cheio de conteúdo


Depois de “Cidade dos Anjos” que me habituei a rotular tudo o que entra Meg Ryan com a etiqueta “ver” e neste filme em particular tinha um sexto sentido de que valeria a pena. E não me enganei, muito pelo contrário. Foi talvez dos últimos filmes o que mais me tocou. Não é para rir e, sinceramente, até tem passagens que nos permite instalar um nó na garganta, mas sem dramas. É, isso sim, um filme cheio de conteúdo. Com gente real. Com problemas reais. Com fantasmas que nós também temos. Mais uma vez Meg Ryan está impecável. Os assuntos são muito bons. O filme fala-nos de amor, de medos e sonhos, mas de uma maneira muito própria. Faz-nos pensar e essa sensação é mesmo muito boa. A dada altura, parece que somos nós que estamos a ter aqueles problemas e quando isso acontece é porque a história nos envolveu por completo. O filme só tem data de estreia marcada em Portugal no dia 5 de Julho, mas eu tive o privilégio de conseguir vê-lo hoje. Longe do chamado circuito mais comercial do cinema, considero este filme “a não perder”.

Comentários desbloqueados

Depois de alguns protestos, de gente que não conseguia fazer comentários às mensagens aqui deixadas, porque obrigada a um registo e aí já se perdia muito tempo, aqui fica a boa nova: já não é preciso fazer qualquer registo. Ou seja, a partir de agora, qualquer pessoa pode fazer e deixar aqui os seus comentários, às sugestões que vos vou deixando. Eu, desde já, agradeço a todos os que me lêem e que querem, ou não, deixar uma mensagem. Obrigada!

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Bruce Willis regressa com terrorismo virtual


O Senhor do “Assalto ao Arranha-Céus” (que ainda recentemente foi considerado o melhor filme de acção da história do cinema, pela revista especializada norte-americana “Entertainment Weekly – EW”) está de regresso ao grande ecrã com o novo capitulo “Die Hard”. Igual a si próprio, em forma, com o sorriso que tão bem o caracteriza, Bruce Willis é o detective John McClane, em “Die Hard 4.0 Viver ou Morrer”. O filme estreia na próxima semana, dia 28, mas eu já o vi. Com efeitos espectaculares, de grandes explosões, grandes velocidades e grandes arranhões, é o típico filme de acção, com tiros, perseguições e feridos. A novidade é o facto de o filme nos perspectivar como o mundo está cada vez mais vulnerável desde que são os computadores e a tecnologia digital a comandar tudo e todos. Ainda fazendo alusão ao 11 de Setembro, o filme mostra-nos como à distância de um “clic” ou de um “enter” tudo pode mudar. Drástica e irremediavelmente. Eu gostei, ainda que muitas vezes tenha dito a mim mesma “isto é impossível, ele já tinha morrido”. Quem gosta de verdadeira acção não deve perder.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

De mochila às costas na Costa Rica


Agora que as férias estão cada vez mais próximas deixo uma sugestão de viagem: Costa Rica. É um destino espectacular e acima de tudo muito tranquilo em que se pode ir sem nada marcado, a não ser as passagens de ida e volta, e ir ficando onde nos apetecer. Foi, sem qualquer dúvida, uma das viagens que mais gostei de fazer. Extremamente rico naturalmente e com uma população franca e de braços abertos para nos receber, a Costa Rica é daqueles destinos que se pode estar mesmo à vontade. Não se pode dizer que as praias são paradisíacas de areia branca e água cristinalina. Não. A Costa Rica é muito mais selvagem. A areia é escura. O mar sim, é calmo, do lado do Caribe, porque do lado do Pacífico é completamente diferente, o que leva ali muitos amantes do surf. Mas o que vale mesmo é a paisagem. Tudo é verde. Em qualquer espaço de terra nasce vegetação. Há cascatas e ribeiras por todo o lado. Muito bonito. Come-se muito bem, sobretudo o famoso Galo Pinto, arroz com feijão logo ao pequeno-almoço, que primeiro estranha-se, mas que depois sabe tão bem...! assim como as panquecas de banana ou o bolo de banana. Quem anda a passear também não deve deixar de aceitar um saco de fatias de ananás que muitos vendedores oferecem na rua. É simplesmente maravilhoso. Eu estive na Costa Rica durante duas semanas e achei pouco. Não deu para conhecer tudo, especialmente porque em cada terrinha, aldeia, cidade ou praia que se visita apetece ficar sempre mais um bocadinho. Destaco fundamentalmente Cahuita, do lado do Caribe, e Dominical, do lado do Pacífico. No entanto, e como não podia deixar de ser, acrescento que é paragem obrigatória Tortuguero, que nos transporta de imediato para a ideia de selva amazónica, onde o verde entra dentro de água e onde o passeio de barco no Parque Natural é imperdível. Assim como, a excursão até à praia, à noite, na tentativa de observar uma tartaruga a pôr ovos. Eu tive sorte, vi duas, e nunca mais me hei-de esquecer. Tomem nota.