Há dois meses que está nas lojas, mas só ontem é que tive oportunidade de o ouvir na íntegra e completamente, do princípio ao fim. “Lado a Lado” de Mafalda Veiga e João Pedro Pais acaba de conquistar o Disco de Platina e eu fiquei muito agradada com o que ouvi. Não sou propriamente a fã número um de qualquer um dos dois, ainda que desde sempre tenha ficado com uma ou outra música deles na memória, mas o que é facto é que juntos funcionam muito bem. “Lado a Lado” mostra como os dois tiveram a capacidade, que eu considero difícil, de eles se reinventarem a eles próprios. Claro e obviamente, o meu maior aplauso vai para “Paciência” do brasileiro Lenine, mas gostei sinceramente da nova versão de “Ninguém é de Ninguém”. Para além das músicas de Mafalda Veiga e João Pedro Pais, os dois músicos trazem ainda para este disco uma de Fausto e outra de José Mário Branco, que são uma óptima surpresa. De registo calmo, acho o álbum uma boa companhia para as viagens de férias. A edição é da Som Livre.
A vida é uma maravilha. É mesmo, de verdade! E é por ser assim, tão preciosa que é tão fugaz. Nós por aqui adoramos viver e todos os dias fazemos mais qualquer coisa para sermos mesmo felizes!
sexta-feira, 6 de julho de 2007
quinta-feira, 5 de julho de 2007
“Bordertown” um filme obrigatório
Fui ao visionamento sem esperar nada e sai de lá completamente rendida a este novo “Bordertown”, traduzido, a meu ver de forma redutora para “Cidade Sob Ameaça”. Com um cartaz onde figuram os nomes de Jennifer Lopez, assumidamente mal-amada pelos críticos nacionais e internacionais, António Banderas e Sónia Braga, também eu não dava nada pelo filme. Não me dei ao trabalho de pesquisar sobre a história e como tinha tempo hoje de manhã, decidi ir e ver o que era. Bem dita a hora em que rumei ao visionamento. Eu sou completamente fã de histórias verídicas e este filme conseguiu mesmo chocar-me. Não tenho dúvidas que o mesmo vai acontecer com muita gente e sobretudo quem já esteve nalguma cidade da América Latina. Passada no México, a história conta como um mundo inteiro se está completamente nas tintas, desculpem-me a expressão, para um conjunto (de apenas 5 mil, mais coisa menos coisa) de mulheres que diariamente são violadas e estranguladas até à morte. Há quem não saiba e há quem não queira saber. Há cenas verdadeiramente arrepiantes. E pensar que tudo aquilo aconteceu na verdade… a história parece ter comovido a América e acredito também que muitos vão ser os críticos que desta vez vão aplaudir Jennifer Lopez. Está francamente bem, eu tão pouco me lembrei quem ela era na realidade, a estrela da música latina. Eu gostei mesmo muito. Recomendo. Atenção que a data de estreia, no próximo dia 12, próxima quinta-feira, coincide com a estreia do novo Harry Potter, o que o pode abafar! Bem dito sejas vida-maravilha
Passados três meses da abertura deste meu espaço, acho que é uma altura justa para dizer umas novas palavrinhas sobre o Vida Maravilha. Não que ligue assim tanto a estas coisas dos meses (só nos bebés!!!), mas a verdade é que apetece-me dizer um Obrigada por tudo aquilo que este meu refugio me tem permitido fazer e, como acabam de passar três meses, achei que seria ainda mais oportuno!
Desde que criei o Vida Maravilha que estou empenhada em viver mais, ver mais, ir mais, sentir mais… há três meses para cá que me obrigo a fazer mais reportagens, em sair mais para a rua. Estou mais motivada a escrever, nem que seja a escrever só para mim, ainda que saiba que tu Miguel, tu Filipa e tu Ana estão sempre aí à coca a ver as novidades. Desculpem se há mais fiéis na visita deste cantinho e eu não vos menciono. Gritem-me, que é como quem diz: deixem um comentário. Troquem impressões comigo.
Tenho aprendido muito, tenho conhecido mais gente, gente muito interessante. Percebi que tenho limitações que desconhecia e isso é tão salutar… só me faz querer evoluir mais e mais.
Muito obrigada Vida Maravilha.
Desde que criei o Vida Maravilha que estou empenhada em viver mais, ver mais, ir mais, sentir mais… há três meses para cá que me obrigo a fazer mais reportagens, em sair mais para a rua. Estou mais motivada a escrever, nem que seja a escrever só para mim, ainda que saiba que tu Miguel, tu Filipa e tu Ana estão sempre aí à coca a ver as novidades. Desculpem se há mais fiéis na visita deste cantinho e eu não vos menciono. Gritem-me, que é como quem diz: deixem um comentário. Troquem impressões comigo.
Tenho aprendido muito, tenho conhecido mais gente, gente muito interessante. Percebi que tenho limitações que desconhecia e isso é tão salutar… só me faz querer evoluir mais e mais.
Muito obrigada Vida Maravilha.
“Transformers” chega hoje aos cinemas
Com uma ampla estratégia de marketing, “Transformers” estreia hoje em Portugal. O filme baseado nos desenhos e nos populares brinquedos, dos anos 80, de carros e helicópteros que num ápice se transformam em poderosos robots, bons e maus (os que têm a função “proteger” e os que têm a função “destruir”), vai com certeza conquistar o publico mais jovem, agora em férias escolares. O início do filme é promissor para os adultos, mas depois rapidamente entramos naquele universos dos impossíveis, ali sempre possíveis. Dinâmico e com muitas explosões, perseguições e carros pelos ares, prédios destruídos e muitos gritos, o filme é direccionado sobretudo aos mais crescidos dos mais pequenos, que possivelmente ainda têm lá em casa escondidos alguns destes brinquedos. Ao jeito do ET, o filme tem ainda um lado humanizado dos extra-terrestres e desta vez há um que decide mesmo ficar com os humanos!
quarta-feira, 4 de julho de 2007
“Belle Toujours” de Manoel de Oliveira estreia amanhã
Tive ontem o privilégio de ser convidada para a antestreia, na Fundação Calouste Gulbenkian, do novo filme de Manoel de Oliveira “Belle Toujours”. O filme é passado em França, e resulta numa homenagem do mestre português a Luís Buñuel e a Jean Claude Carrière, já que recupera as duas enigmáticas personagens do filme «Belle de Jour», 38 anos depois. Tendo subjacente, a meu ver, o tema da falsa moral, o filme mostra o reencontro de dois amantes, mas não de forma apaixonada e sentida. Ele tem um segredo e ela só quer saber isso que ele tanto esconde. Mas parece que dali não consegue extrair nada. Nem ela, nem ninguém. O filme tem as marcas que caracterizam o mais velho realizador português, com planos muito demorados e uma luz sombria. A duração do filme não ultrapassa uma hora. A estreia nacional acontece amanhã.
Margarida Vila-Nova lança diário de bordo

Ainda que considere que a encadernação e as fotografias podiam ter tido melhor tratamento, não posso deixar de fazer referência neste meu espaço ao novo livro da Guerra&Paz. “Margarida na Austrália” foi lançado ontem ao final do dia, no El Corte Inglés e conta em discurso directo a viagem que a actriz Margarida Vila-Nova fez à Austrália. Não quero deixar de fazer referência ao livro por duas razões: a primeira é porque é mediático, já que parte da experiência de uma figura conhecida, a segundo, uma razão mais pessoal, porque eu adoro relatos de viagem e também eu tenho esse sonho de conhecer a Austrália. Com muitas fotografias, mas também mapas e até brincadeiras de banda desenhada, o livro permite-nos também viajar um bocadinho e perceber como é andar à descoberta de novos mundos, culturas, paisagens e pessoas, durante dois meses seguidos.
terça-feira, 3 de julho de 2007
“À Prova de Morte” mais um Ás de Tarantino

Acabei de chegar do visionamento de “À Prova de Morte” (“Death Proof” na versão original) de Quentin Tarantino. Soberbo. Aliás, como se esperava. Muito ao jeito de “Pulp Fiction”, filme que definitivamente marcou a carreira do realizador, esta volta a ser uma história cheia de charros e álcool, com personagens muito reais, credíveis, e uma banda sonora espectacular. Os planos apertados de Tarantino, que passa minutos centrado nuns pés, por exemplo, não fogem à sua marca e envolvem o público como só ele sabe fazer. Quase que entrei dentro da história. Quase que cheirei aquela “erva” toda. Quase que a mim, também, me deu vontade de matar aquele suposto duplo diabólico, interpretado por Kurt Russel. O filme estreia dia 19 deste mês, depois de ter estado em competição no Festival de Cannes e eu digo: não o devem perder. Está realmente tão bom que ainda esperei que no final dissesse algo do género “inspirado na história verídica de…”. Mas não, o argumento é de Tarantino, a realização também e a nós basta-nos aplaudir. Muito bom.
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