Com um papel que deixa de lado o seu ar de galã, Kevin Costner está de regresso ao cinema com um filme estranho, perturbador. “A Face oculta de Mr. Brooks”, de Bruce A. Evans, junta Costner e Demi Moore e assenta na base de que há pessoas que têm prazer em fazer mal. Aquele mal gratuito, sem qualquer trauma de infância, nem violência sofrida adormecida. Não, aqui, o que se trata é de mostrar que fazer mal sabe bem e isso é muito constrangedor. Kevin Costner está muito bem aqui. Apaga todo o seu potencial de homem bonito, recatado, mas pronto a arrebatar corações. Aqui não há romance. Há um ser maquiavélico sempre pronto a actuar, com ou sem disfarces físicos. Com uma consciência que se materializa num amigo-inimigo, Costner vive uma vida paralela entre a sua vida pública irreprimível e o gosto oculto de matar. O filme chega às salas nacionais no dia 23 de Agosto.
A vida é uma maravilha. É mesmo, de verdade! E é por ser assim, tão preciosa que é tão fugaz. Nós por aqui adoramos viver e todos os dias fazemos mais qualquer coisa para sermos mesmo felizes!
segunda-feira, 30 de julho de 2007
terça-feira, 24 de julho de 2007
Ver Lisboa a partir do Rio

Ontem tive o privilégio de ver Lisboa de uma perspectiva completamente diferente da que estamos habituados: num cruzeiro do Tejo. Desde 1993 que a Transtejo tem o serviço turístico “Cruzeiros do Tejo”, mas a verdade é que poucos são os portugueses que aceitam o desafio de passar duas horas a navegar no nosso rio. Contra a ideia de que só os rios mais estreitos é que possibilitam tirar mais partido deles, passear de barco e ver as cidades que os circundam, como o Porto, por exemplo, a verdade é que na Capital há essa possibilidade. Eu experimentei ontem à tarde. Embarquei às 15 horas, na Estação Fluvial do Terreiro do Paço e durante duas horas redescobri a cidade que tanto gosto, e que afinal de contas não conheço assim tão bem. Entre Lisboa velha, que nos permite apreciar o Castelo de S. Jorge e o Mosteiro de S. Vicente de Fora, por exemplo, e a nova Lisboa, nascida da Expo 98, os turistas são brindados com uma bebida e por momentos desviam o olhar daquela parte que infelizmente continua a existir de contentores de cargas e descargas. Uma vista menos bonita que não estraga o passeio, já que depois da parte norte, o Cruzeiro volta a passar pelo Terreiro do Paço para nos levar até Belém, a zona nobre da cidade. Achei curioso o Padrão dos Descobrimentos visto de frente. Tão estreito que ele é. Gostei também de passar por baixo da Ponte 25 de Abril. De ver aquela estrutura metálica de uma perspectiva única, na vertical. O Cruzeiro parte todos os dias às 15 horas, até ao final de Outubro e tem o preço de 20 euros por pessoa. Crianças e idosos têm o preço especial de 10 euros, e há também a possibilidade de alugar o barco para uma festa particular.
Simpsons regressam depois de amanhã no grande ecrã

Quem era fã da série televisiva “Os Simpsons” não pode perder o filme que esta semana estreia, não só em Portugal, mas em todo o mundo. Iguais a eles próprios, Bart, Homer, Marge, Lisa e Maggie são cada vez mais uma estranha família, com hábitos menos convencionais. Sobretudo o pai, que mais uma vez é o causador de grandes confusões, mas que, por causa dos seus muito queridos donuts, desta vez consegue mesmo pôr a vida de toda a comunidade de Spingfield em risco. Com piadas que a plateia não consegue deixar de traduzir em gargalhadas, porque como sempre, brinca com coisas sérias, Os Simpsons falam no filme dos problemas ambientais, brincam com a religião e até gozam com os constantes rodapés que a sua série, assim como quase tudo hoje em dia, ganha na televisão para anunciar os programas que são exibidos a seguir. Verdadeiros desenhos animados para gente crescida, “Os Simpsons – O Filme” mostra até o pequeno Bart completamente nú, numa das passagens mais engraçadas do filme. Eu vi hoje o visionamento e não tenho dúvidas em dizer que os fãs daquela família vão gostar desta longa metragem de uma hora e meia. A estreia é dia 26 deste mês.
sexta-feira, 20 de julho de 2007
“Fumo” surpreendeu-me
“Se tem remédio, porque te queixas?
Se não tem remédio, porque te queixas?”
“Fumo” de Pedro Rolo Duarte tem edição da Oficina do Livro.
quinta-feira, 19 de julho de 2007
Café Buenos Aires: para ir, estar e voltar

Ninguém imagina como me soube bem a noite de ontem em Lisboa. Há muito que não passeava pela cidade. E eu gosto tanto de andar por ali. No Bairro Alto, fui finalmente jantar ao Café Buenos Aires, na Calçada do Duque. Há muito tempo que fazia parte dos meus planos, mas nunca se tinha proporcionado. Até ontem. Já me tinham falado maravilhas do restaurante e eu fiquei fã também. É impossível não ficar. Só por aquela vista deslumbrante sobre Lisboa. Ainda por cima, como a noite estava boa e cheguei a horas decentes, jantei lá fora e vi cair a noite sobre a cidade, com os contornos do Castelo a ganharem a tonalidade alaranjada das luzes nocturnas. Deslumbrante. A comida também é óptima. Para além do “tradicional” Bife Argentino, um pedaço de carne suculento acompanhado por legumes, batatas fritas e uma salada maravilhosa, veio para a mesa “Torrentinos” um prato que quero voltar a comer. Maravilhoso, feirto com massa recheada com queijo, amêndoa e manjericão. A rematar, com o café um bolo de chocolate com doce de leite. Muito bom. Mesmo. A conta não assustou e o atendimento não podia ter sido melhor. Fiquei cliente.
“Um azar do caraças” chega em Outubro e vai contagiar
Estava aqui a controlar-me para não escrever sobre o filme que acabei de ver, mas não consigo. “Um azar do caraças” é um filme mesmo divertido. A sério que é. Tem piadas inteligentes, é de gargalhada fácil, mas com qualidade. Adorei. E sabem uma coisa? Até me emocionei. O filme é extremamente real. Puro. Há situações (não todas, felizmente!) onde até nos encontramos. Claro que o lado emocional chegou na altura do nascimento do bebé. Não posso contar mais senão perde a piada quando estrear. E o problema está aqui: na data de estreia. Eu não queria falar já deste filme, porque ele só chega às salas nacionais em Outubro. Extraordinariamente, a Lusomundo fez o visionamento com estes meses todos de antecedência. Não é costume, normalmente vejo os filmes duas ou três semanas antes da estreia, mas já que foi possível vê-lo hoje, não faltei e ainda bem. Vale a pena. Por estrear tão tarde, ainda nem sequer tenho fotografias autorizadas para vos mostrar. Fica apenas este testemunho. Prometo que na altura da estreia volto a falar nele.
quarta-feira, 18 de julho de 2007
Sabiam que Lisboa tem um borboletário?

Abriu no final do ano passado e há cerca de dois meses para cá que está complementado com uma exposição, pequena mas interessante sobre Borboletas. Falo do “Lagartagis”, o primeiro borboletário de Portugal que nos possibilita ver ao vivo e na vida quotidiana destes bichos, dez espécies diferentes de Borboletas e, claro, de minhocas, que se vão alimentando de espécies especificas de árvores e plantas. No Jardim Botânico da Universidade de Lisboa, na Rua da Escola Politécnica, no Bairro Alto, o “Lagartagis” é da responsabilidade do Centro de Conservação de Borboletas de Portugal e prima também por ser a primeira estufa de borboletas da Europa unicamente dedicada a espécies ibéricas. Quem ali vai não pode esperar encontrar aquelas borboletas enormes de cores exóticas, como eu vi por exemplo na Costa Rica, mas encontra espécies também bonitas e que representam as que voam pelas nossas bandas. Em maior número estão ali as Monarcas, que não se envergonham nada com a nossa presença e sugam até mais não as suas flores preferidas. Procurando nos ramos e debaixo das folhas encontramos lagartas de riscas que mais tarde vão dar origem às coloridas asas e até podemos ter a sorte de observar a passagem de lagarta a borboleta, com um recanto próprio para o efeito. A estufa é pequena, vê-se rapidamente, mas dentro do Museu Nacional de História Natural podemos ficar a saber mais com a exposição “Borboletas através do tempo”. Eu fui e surpreendeu-me.
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