segunda-feira, 17 de setembro de 2007

“Morte num Funeral” traz puro humor britânico


Num misto de comédia e drama, o novo filme de Frank Oz tem momentos de puro humor, muito bem conseguido e muito ao estilo britânico. Passado em Londres, esta história desenrola-se única e exclusivamente num funeral, mas acreditem que se passa tanta coisa naquela cerimónia, que não aborrece. Nem um pouco! Ao longo de uma hora e meia vamos conhecendo os medos e segredos de uma família que é, precisamente igual a todas: muito estranha. A começar por um sobrinho do morto que, estudante de farmácia, leva no bolso um frasco de comprimidos alucinogénios. Até aí, nada demais, se os ditos comprimidos que fazem sonhar (!) não estivesse num frasquinho que entretanto se perde e onde está escrita a palavra Vallium. Afinal de contas em todos os funerais, há sempre o hábito de aconselhar e oferecer um calmantezinho para aguentar a dor. Conseguem imaginar as confusões que dali advêm, certo? Eu gostei. Houve cenas que me fizeram rir à séria e depois de me acostumar ao sotaque britânico, que parece um pouco irritante ao início, achei delicioso no fim. A estreia é já esta quinta-feira, dia 20.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Museu Berardo à noite


É uma das últimas novidades do Museu Berardo e eu não podia deixar de vos avisar. Então eu, que apoio tudo o que seja para aproximar cultura e público! Ontem, numa conversa muito simpática com o director do Museu, Jean-François Chougnet, no âmbito de mais uma reportagem minha em busca de boas sugestões para ocupar o tempo livre com qualidade, fiquei a saber que o Museu Berardo está, a partir de agora, aberto às sextas-feiras, até às 22 horas. Uma medida muito recente e que, por isso, ainda não ganhou grande visibilidade, mas que eu acho de louvar. Assim, não há mesmo desculpa para não ir até lá, ao antigo Centro de Exposições do Centro Cultural de Belém. O Museu tem peças interessantíssimas de arte moderna e contemporânea. Destaco os dois trabalhos de Paula Rego, sem dúvida uma das minhas artistas plásticas preferidas, em especial, “O celeiro”, uma peça que demorou seis meses a fazer e quem aspectos tão portugueses, num estilo de arte tão inglês! Outra das novidades do espaço é que, para além de ter visitas guiadas sempre que previamente solicitado, agora, com ou sem requisições anteriores, há todos os dias uma visita guiada para o público às 17 horas. E lembrem-se, o Museu continua a ter entrada gratuita até ao final deste ano. Vão até lá, porque vale muito a pena.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Diogo Infante vive “Hamlet” a partir de amanhã


Está soberba a peça que Diogo Infante apresenta a partir de amanhã (13 de Setembro) na sua “casa”, no Teatro Maria Matos. “Hamlet” de William Shakespeare é sobejamente conhecida de todo público e está especialmente bonita nesta versão encenada por João Mota, que celebra assim 50 anos de carreira e 35 anos que está à frente do Teatro Comuna. Muito intensa, a peça parte de uma tradução do mestre dramaturgo inglês, feita pela grande Sophia de Mello Breyner Andresen, e talvez por isso se note ainda mais o brilhantismo do texto. Tão forte, tão incrivelmente actual. A história todos a conhecem: Hamlet, Príncipe da Dinamarca, quer vingar a morte do pai, assassinado pelo próprio irmão para ficar com a rainha e com o reino. Diogo Infante, que sempre quis fazer este papel, tem aqui um dos seus grandes momentos de carreira, mas todo o elenco está maravilhoso. Todos sem excepção. A música é tocada ao vivo, o cenário é simples, mas visionário. São duas horas e vinte minutos de peça. São oito mortes. Mas nada assombros. A peça não dá sono, não aborrece, não nos faz querer sair de lá. Assisti ontem ao ensaio. Apeteceu-me aplaudir de pé, mas estava a trabalhar, não era público. Não o fiz. Faço-o agora, em jeito de recomendação viva para que não percam este grande espectáculo. A peça vai estar em cena até dia 21 de Outubro, de quarta-feira a sábado, às 21h30, e domingo, às 17 horas.
(Fotografia de Margarida Dias, cedida pela Produção)

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Festas de Ponte de Lima começam hoje


São muito concorridas e só pela paisagem justificam o salto até ao Minho. As festas de Ponte de Lima estão aí e animam aquela pitoresca vila até domingo, dia 16. Para quem não sabe o que fazer no próximo fim-de-semana, aqui fica a sugestão. Eu estive lá este fim-de-semana e tive a sorte de me cruzar com o Vitorino que deu um concerto no areal. A noite estava fria, foi pena, mas não estragou os planos dos muitos que já marcaram presença nos festejos. Adoro passear por aquelas bandas. As margens do rio Lima são um cenário perfeito para um passeio descansado. Agora, por ser altura dos festejos, Ponte de Lima está ainda mais bonita, com as luzes a contornarem os edifícios nobres do centro histórico a darem uma outra tonalidade à vila, tornando-a ainda mais idílica. Para jantar recomendo um espaço pequeno, mas muito típico, logo ali no centro: o restaurante Alameda. Conhecido por servir doses enormes, e verdade seja dita, são gigantes, o restaurante aposta sobretudo no Arroz de Sarrabulho e no Polvo. Depois, é seguir os passos de quem gosta de se deitar tarde e beber um copo, por exemplo, no apelidado, Bar do Che, um espaço animado completamente dedicado ao ídolo de Cuba, Che Guevara.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

World Press Photo termina no domingo


Último fim-de-semana para visitar a exposição conjunta da World Press Photo e do 7º Prémio Fotojornalismo Visão/BES no Museu da Electricidade. É um clássico dos meus programas culturais. Nunca falho um ano e, como tal, não podia deixar de passar em branco mais esta sua edição, tão espectacular como as outras, e que eu considero, por isso, uma exposição obrigatória. Se tiverem uns minutos neste fim-de-semana, não deixem de lá passar porque vale a pena. É impressionante como fotografias de reportagem, de realidades que na maior parte preferíamos que não existissem, de tornam objectos de arte, porque mais do que fotógrafos, estão ali trabalhos e testemunhos de artistas. O Prémio Visão/BES também demonstra uma qualidade equiparada ao concurso mundial e garanto que se misturassem as fotografias tiradas pelos portugueses e as outras tiradas pelos mais variados nomes internacionais, não seria fácil detectá-las. Destaco as fotografias da categoria de Natureza que são simplesmente maravilhosas. Temos um mundo que vale mesmo a pena conhecer e preservar. Por ser a primeira vez que a exposição está no Museu da Electricidade, deixem-me apenas dizer que o espaço não compromete em nada. Muito pelo contrário. O Museu da Electricidade, por si só já justifica o passeio. Com esplanadas cá fora, com vista para o Tejo, claro está, o espaço é muito agradável para passear. A exposição tem o preço de 3 euros por pessoa e está aberta, sexta e sábado, das 10 às 22h30, e no domingo, último dia, das 10 às 20 horas.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

“Um coração poderoso” … poderosíssimo







Estreia dia 13 deste mês. Não se pode perder. Aprendi que no jornalismo se deve começar por dizer o mais importante. E para mim, o mais importante neste momento é alertar-vos para um filme que está aí a chegar. “Um coração poderoso” estreia dia 13 deste mês e, para mim, é um filme a não perder. É um filme baseado numa história real e que foi amplamente divulgada na televisão. Gosto de filmes verídicos e gostei muito de ver “Um Coração Poderoso”. Todos ouvimos falar do caso do jornalista Daniel Pearl raptado por terroristas da Al Qaeda, no Paquistão. E agora todos temos oportunidade de ver com os nossos próprios olhos aquilo que realmente aconteceu. Angelina Jolie está impecável. Há quem diga que pode ser a interpretação da sua carreira. Eu apenas subescrevo. Quem associa Angelina Jolie à famosa heroína Lara Croft do filme Tomb Raider, que a catapultou para as luzes da ribalta, pode esquecer esse estereotipo. Também aqui ela é heroína, mas tão deliciosamente humana. O filme está mesmo muito bom. Está cheio de silêncios pesados. Não saímos de lá a rir, se calhar até há quem não consiga conter as lágrimas, mas saímos de lá com o coração reconfortado por saber que existem no mundo pessoas como esta Mariana Pearl, a mulher do jornalista raptado. Uma mulher cheia de força, determinação e coragem. Um exemplo. Fabuloso.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

As famosas e óptimas pizzas do Casanova


Já me tinham dito que eram as melhores pizzas de Lisboa e quem me disse sabe do que fala, pois com certeza. Eu não sei se são as melhores de Lisboa, mas que são muito boas, são. Mesmo boas. Só não digo que são as melhores porque detesto esses títulos que nos fazem parar de procurar melhor e como estou empenhada em descobrir e conhecer sempre mais e mais, digo apenas, que são muito boas. Estou a falar do Casanova, o restaurante pizzaria que fica no Cais da Pedra à Bica do Sapato. Só pelo espaço vale a pena lá ir. Ali, de frente para o Tejo, com os barcos a entrarem por Lisboa com as suas luzinhas sedutoras. Fui lá na semana passada e como a noite estava óptima sentámos numa mesa lá fora. Que bem que soube. As pizzas, muito diferentes das propostas habituais trazem-nos novos sabores, mais arrojados. A que escolhi, a Parmigiana, com manjericão e beringela estava verdadeiramente deliciosa. Mas provei mais cinco, porque foram seis as que vieram para a nossa mesa. Seis como seis adultos que nós éramos, mais a minha mais-que-tudo que teve direito a uma massa especial para crianças que ela devorou em três tempos. Das pizzas que circularam pelos pratos de todos destaco a Pesto, feita apenas com o famoso molho de manjericão e pinhões, e a pizza da estação que conjuga figos com presunto. Um toque agridoce que convence pela originalidade da mistura dos dois sabores. Não deixem escapar esta sugestão, mas atenção, vão preparados para a fila. Como não aceitam marcação, ali é entrar e esperar por uma mesa. Mas vale a pena!