sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Quinta Pedagógica… uma delícia!


Resultou numa agradável surpresa a reportagem que fui fazer ontem à Quinta Pedagógica dos Olivais. Adorei. Achei o espaço muito bem estimado e, principalmente, com um número tão grande de actividades para realizar, que merece o meu aplauso. Acho que é mesmo de visita obrigatória para quem tem gente miúda em casa. Ali, eles podem fazer pão, compotas, queijo, sopa, dar de comer aos animais (burros, ovelhas, vacas e porcos), fazer a limpeza dos estábulos, e até vestir a bata de veterinário por uma hora e viver a pele de agricultor por outro tanto. Uma delicia. É certo que não têm uma quantidade avultada de espécies, afinal são animais da quinta (!), mas têm tantas actividades lúdicas para experimentar entre pais e filhos que merece a pena passar ali uma tarde. E melhor: é gratuito. Mais: os visitantes são convidados a levar para casa o excedente da horta. Para esse efeito lá está afixado o letreiro “Hoje há…” para completar todos os dias, com o que a terra vai oferecendo. Além disso, os trabalhos que as crianças fazem, o pão e as compotas, levam para casa, em frascos muito bem arranjados. E levam também a receita, para voltar a fazer em família. Eu recomendo. Fica mesmo em frente ao Olivais Shopping.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

FDS em Lisboa e ‘arredores’…


A partir de agora, vou tentar publicar aqui à quinta-feira um pequeno roteiro para o fim-de-semana, para quem está na Grande Lisboa. Apesar de tudo o que eu publico aqui ter data de abertura e encerramento, no caso de espectáculos, ou apenas da estreia, no cinema, a verdade é que constatei que é necessário algo mais prático. Um guia que nos ajude naquelas poucas horas que vemos que temos um tempinho para nós. Que responda à pergunta: “o que hei-de eu fazer agora?”! Então aqui fica, dividido por assuntos, o que está na berra e vale a pena saber. É impossível pôr tudo, mas sempre dou uma mãozinha.
CINEMA (estreias):
“Stardust – O Mistério da Estrela Cadente” (na foto)
“Vigilante”
“1408”
“Pintar ou Fazer Amor”
“Fay Grim”
“Sem Reserva”
TEATRO
"Os melhores sketches dos Monty Python", no Casino Lisboa
“A Bíblia”, no Teatro Estúdio Mário Viegas
“Cabeças no Ar”, no Teatro Municipal São Luiz
“Tanto Amor Desperdiçado”, no Teatro Nacional D. Maria II
“ O Construtor Solness”, no Teatro do Bairro Alto
MÚSICA
Bernardo Sassetti Trio, na Culturgest
1001 Músicos (celebração do Dia Mundial da Música), no CCB
CRIANÇAS
Teatro infantil com marionetas “Por alguns contos de Reis” e a exposição “A minha grande mostra de Marionetas”, de Delphim Miranda, ambos no Museu da Marioneta.
INICIATIVAS
Noites de São Bento - animação especial nos antiquários da Rua de São Bento

Agora talvez seja mais fácil lembrar o que há aí para fazer nos benditos fins-de-semana!

Sintra em Fotografia


Quem gosta de Sintra não pode deixar de comprar. E quem gosta de fotografia também não pode ignorar. Estou a falar do recém lançado livro de fotografia “Sintra – 7 Anos numa Ilha”, que a Texto Editores fez chegar esta semana aqui à minha mesa de trabalhos. É, sem dúvida, uma maneira de juntar e eternizar duas paixões: a fotografia e a Vila Património Mundial, que eu gosto tanto! Entre imagens a preto e branco e outras tantas a cores, onde são tão singulares os tons da vegetação da serra, o Livro mostra-nos recantos e momentos únicos de conjugação perfeita da luz, que fazem de Sintra um lugar perfeitamente idílico. O Palácio da Pena merece destaque, ou não estivesse ele tão bem situado, no topo da Serra a convidar-nos para mergulhar num autêntico conto de fadas. Bilingue (português – inglês), o livro tem autoria dos fotógrafos Emídio Gomes e Gustavo Figueiredo.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

“À noite logo se vê” é divertido


Desde que foi lançado, há alguns meses atrás, que tinha muita curiosidade sobre este novo romance de Mário Zambujal. O autor do famoso e brilhante “Crónica dos Bons Malandros” revolucionou a escrita nessa altura, década de 80, e agora volta a divertir com este livro, bem ao seu jeito, que mistura o humor com a investigação policial, mas que não segue em nada os passos convencionais da escrita. A titulo de exemplo, basta dizer que logo nas primeiras linhas tomamos o propósito da história, mas até ao final do livro, muitas são as histórias que se cruzam, com personagens enigmáticas e que gostaríamos de conhecer pessoalmente (acreditem) só nos remetendo novamente para aquilo que é suposto investigar, nas últimas páginas. Editado pela Oficina do Livro, esta é daquelas histórias que se lêem de um trago. É uma óptima sugestão para levar para a praia, se o tempo o permitir, ou deixar-se ficar no sofá embrulhado numa mantinha, agora que o Outono já começa a sentir-se. As personagens são deliciosas. Caricaturais, talvez, mas muito peculiares e divertidas. Chegamos a um ponto que parece mesmo que estamos a ver aquela gentinha na vidinha que Mário Zambujal nos conta. “À noite logo se vê” parece ser também um hino à língua portuguesa, porque tudo está “aportuguesado”. Ali encontramos “cruassã”, “okai” e muitas mais. Não deixam de dar um som “abrasileirado” ao texto, o que dá uma musicalidade divertida, ainda que por vezes tenhamos que ler e reler para perceber realmente o que ele quer dizer.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Versão (mais do que) animada de “A Bíblia” no Chiado


É fenomenal a interpretação de João Craveiro, Paulo Duarte Ribeiro e Tobias Monteiro em “A Bíblia: toda a palavra de Deus (Sintetizada)”. O cartaz fala de “uma comédia de bradar aos céus” e não engana. Fui ontem à antestreia, no Teatro Estúdio Mário Viegas, “casa” da Companhia Teatral do Chiado, e garanto-vos que ri mesmo de grande vontade. Com encenação de Juvenal Garcês, a peça tem verdadeiros momentos hilariantes, conseguidos não só através do texto, mas sobretudo das maravilhosas expressões dos actores. Não ofende, mas também não enaltece a religião, apenas brinca e de maneira muito divertida. “Sintetizada” em cerca de duas horas e meia de espectáculo (!), a peça passa em revista todas as partes do Livro Sagrado, nunca sem gerar problemas de interpretação entre os actores que, representando dentro da representação, param a exibição para ter inacreditáveis conversas de acertos de cena. A leitura dos dez mandamentos excluídos, porque nesta versão, afinal eram para ser 20 as “regras de ouro”, foi para mim uma das partes mais engraçadas. À sua semelhança e imagem, a Companhia esteve sempre em interacção com o público, chegando mesmo a levar ao palco uma dezena para fazer da melhor maneira o quadro da “Arca de Noé”. Com estreia marcada para hoje, quinta-feira, dia 20, a peça pode ser vista às quintas, sextas e sábados, às 21 horas.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

“Voo Nocturno” de Jorge Palma é de ter em conta


Em vésperas do concerto no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, não podia deixar de recomendar o novo CD de Jorge Palma: “Voo Nocturno”. Não recomendo o concerto porque ele há muito que está esgotado e, quem comprou não precisa dos meus conselhos (!) e quem não comprou já nada pode fazer. A não ser… ouvir este novo disco que eu recebi aqui na minha “mesa de trabalhos” directamente da EMI Music e que considero muito bom. Aliás, como é habitual no trabalho deste poeta-cantor. Muito ao seu jeito, o disco está cheio de canções com conteúdo, com letras que nos dizem algo, que no contam histórias e nos deixam visualizar as personagens que amam, temem, correm ou esperam a vida passar. “Encosta-te a mim”, é sem qualquer dúvida a grande estrela do CD, mas a faixa número 3 “Rosa Branca” levou-me até ao puro rock dos anos 80, cheia de guitarradas e ritmos mais acelerados. Acredito que vai ser outro grande sucesso de Jorge Palma. O disco, esse, já atingiu a marca de ouro.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Lisboa sobre carris


É das tais coisas que, por estar sempre à mão, qualquer dia havemos de fazer. E na quinta-feira passada foi dia! Estou a falar do passeio no eléctrico turístico da Carristur, que nos leva a percorrer ao ritmo descontraído, a cidade que julgamos conhecer. Com dois destinos à escolha: lado de Belém ou cidade antiga, eu optei pelo segundo, a que dão o nome de “Eléctrico das Colinas”. E gostei. Com saídas de meia em meia hora, da Praça do Comércio, o eléctrico leva-nos pelos bairros típicos, como Alfama, Graça, Baixa e até Lapa, num ambiente muito descontraído. Não há paragens, logo não se pode abandonar o eléctrico a meio do percurso nem ninguém pode entrar, mas para tirar uma fotografias, junto ao Panteão, Miradouro de Santa Luzia, Sé, Rua Augusta ou Elevador da Bica, o guarda freio faz questão de abrandar e se, for caso disso, parar mesmo para que ninguém fique sem a dita imagem gravada. O percurso é feito logo desde o início com o acompanhamento de um serviço áudio, em auscultadores, disponível em 8 línguas (até tem japonês!) que cada um selecciona no seu lugar. As explicações são muito interessantes e completas, o que permite ficar a saber muito mais de Lisboa. Sabem por exemplo porque se chama Praça do Comércio ao Terreiro do Paço, ou Terreiro do Paço à Praça do Comércio? São curiosidades sobre nós que muitas vezes nos passam ao lado e que sabe sempre bem aprender. Ainda que com menos eléctricos a partir do mês de Outubro (até Maio) pelo tempo menos bom, o Eléctrico das Colinas mantém-se em funcionamento durante todo o ano, e é um passeio a ter em conta.