sexta-feira, 30 de novembro de 2007

“O Sonho comanda a vida” (nunca o provérbio fez tanto sentido!)


Acabei de chegar do visionamento de “The Good Night”, o filme de Jake Paltrow que tem tradução para português para “O Sonho Comanda a Vida”. É costume meu criticar os títulos portugueses, mas acho que este não podia ter sido melhor escolhido. O filme que junta Gwyneth Paltrow, Martin Freeman, Danny DeVito e Penélope Cruz é completamente alternativo e foge ao ‘politicamente’ esperado. Não é para rir, não é para chorar. Quebra todas as ideias feitas. Eu gostei. É muito diferente. A estreia está marcada para dia 13 de Dezembro e acredito que não vá estar em muitas salas, porque foge ao conceito comercial. Gosto de uma boa comédia. Gosto de uma boa história, mas às vezes sabe bem também ver este cinema… mais à frente, como alguns dizem! Martin Freeman está soberbo na pele de Gary, um músico que, insatisfeito com a sua vida, resolve apostar tudo nos sonhos que anda a ter. Quer eternizá-los. Quer dormir o máximo que puder, para viver aquela vida imaginária. Enquanto destrói a casa para a transformar numa câmara escura para nada perturbar o sono e despertá-lo dos sonhos, a vida real desaba. Violentamente. E pensar que todos nós já tivemos aquela sensação de nos querermos refugiar nos sonhos…

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

E que tal subir ao Castelo??


Ainda que já não esteja muito acalorado, este Outono continua tão seco que não podemos deixar de andar na rua a aproveitar o sol. E que tal ir até ao Castelo de S. Jorge? Com a aproximação do fim-de-semana eu propunha um passeio até lá e, claro, a pé. Estive lá no outro dia a fazer uma reportagem e mais uma vez adorei. Não há vez nenhuma que não suba ao Castelo de S. Jorge que venha de lá desgostosa. Sabe bem estar ali. Olhar Lisboa, respirar outro ar. Proponho a subida a pé, porquê? Não só pelo estacionamento, que para aquelas bandas é sempre tão complicado, mas também porque com a aproximação do Natal e com tantas pessoas a apregoarem o gosto pelo comércio tradicional, então porque não juntar o útil ao agradável e andar por ali à ‘cata’ de presentes e visitar mais um monumento nacional. E depois lá em cima há o tempo todo do mundo para repor o fôlego, por exemplo, na esplanada… Fica a sugestão. Só um alerta para quem vive em Lisboa, os residentes não pagam, logo não esqueçam o BI para confirmar a residência.

Roteiro para este fim-de-semana






Com o fabuloso Cirque du Solei, no Pavilhão Atlântico, esgotadíssimo há meses, e o Circo de Natal a tomar conta do Coliseu dos Recreios, começam a dispersar-se os espectáculos para os restantes dias da semana. No entanto, e porque esta rubrica se destina mesmo ao fim-de-semana que é quando todos temos mais tempos, ficam outras sugestões em palcos diferentes.
ESTREIAS DE CINEMA
Uma História de Encantar (na foto) – Alvalade, Amoreiras, Campo Pequeno, Colombo, Fonte Nova, CascaiShopping, Cascais Villa, Feira Nova Mem Martins, Beloura, Dolce Vita Miraflores, Oeiras Parque, Odivelas Parque, Loures Shopping, Saldanha Residence, Vasco da Gama e El Corte Inglés
Promessas Perigosas – CasciaShopping, Cascais Villa, Londres, Campo Pequeno, Vasco da Gama, Monumental, Amoreiras e El Corte Inglés
Conversas com o meu Jardineiro – Alvalade
Hitman – Agente 47 – Alvalade, Campo Pequeno, Colombo, Odivelas Parque, Oeiras Parque, Beloura, Feira Nova Mem Martins, Loures Shopping, Vasco da Gama, Twin Towers e El Corte Inglés
Paranoide Park – Porca Miséria – Fonte Nova, Monumental e King
MÚSICA
Rui Veloso e Mariza, sexta-feira, dia 30, às 22 horas, em Seteais, Sintra. Concerto integrado num ciclo de espectáculos que pretende animar os sete monumentos eleitos Maravilha Nacional. Este, onde participam duas das maiores vozes nacionais, faz a ponte para o dignificante Palácio da Pena. Bilhetes entre os 15 e 20 euros.
Mário Laginha Trio, sexta-feira, dia 30, às 22 horas, no Centro Cultural Olga Cadaval, Sintra. Para mim, um dos maiores valores do jazz português.
CRIANÇAS
“Átchi, o mercador de sonhos”. Peça infantil do Teatro Papa-Léguas que estreia este sábado, dia 1 de Dezembro, no Auditório Carlos Paredes, na Junta de Freguesia de Benfica. A peça está em cena até dia 22 deste mês, aos sábados, às 16 horas, e tem o bilhete de 6 euros.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Joana Rios lança inéditos

Já que estou numa de falar de música...


Nome conhecido do universo jazzístico português, Joana Rios apresentou no final da tarde de segunda-feira, no BBC, o seu primeiro CD de originais “Universos Paralelos”, há muito prometido. Pelo que pude ouvir, no CD que entretanto já levei para casa, é o esperado: muita alma e muita voz. Ali entre o jazz e o bossa nova, Joana Rios promete. Ela que muitos ouviram com o projecto onde interpretava Ella Fitgerald canta agora as suas próprias músicas e não desilude. Há quem acredite que seja a revelação da música deste ano. Vamos ver! Uma nota especial para a estética do CD, definitivamente com uma imagem muito boa. A edição é da Editora Música das Esferas.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Chico Buarque em DVD e CD Duplo


Porque as sugestões para aproveitar o tempo frio em casa não podem passar apenas pela pequenada, falo agora do novo DVD e CD de Chico Buarque, um dos grandes do Brasil. Depois do no ano passado ter voltado a Portugal, após uns anos bons de ausência, para apresentar “Carioca”, a EMI acaba de lançar um DVD e um CD duplo que recordam precisamente essa digressão. “Carioca ao Vivo”é daqueles discos que não se pode ignorar. Eu tenho o DVD, que foi gravado a partir de uma espectáculo no Rio de Janeiro, e acho soberbo. Sou suspeita eu sei, porque sou fã, mas acho que é um marco. É uma voz inconfundível, e o que é engraçado ver no DVD é a simplicidade de Chico Buarque que não faz esforço nenhum a cantar. É a voz dele, pura e dura. E não precisa de mais nada. Eu recomendo!

Ágata também escreve para crianças!


Depois de se tornar conhecida na música popular portuguesa, a cantora Ágata estreia-se agora na escrita de histórias infantis, com os dois contos: “Diana, a Princesa Bailarina” e “Diana e o Irmão Ruben”. O lançamento aconteceu neste último sábado e eu já tenho os dois exemplares para a minha pequenita. Muito simples, as histórias falam do quotidiano e da realidade do nosso dia-a-dia, mas, claro, de forma ligeira. O segundo título, por exemplo, fala do problema tão presente em tantas casas, que é a separação dos pais. Porque afinal, há maneiras meigas de falar do que é menos bom! As ilustrações, assinadas por André Marques, são muito fortes, nada ingénuas e, a meu ver, até um bocadinho reais de mais para os olhos de uma criança, mas certo é que a minha mais-que-tudo não se assustou enquanto eu numa noite destas lhe contei as duas histórias. Este meu destaque aqui no Vida Maravilha destas duas obras prende-se não tanto pelo mediatismo da autora, mas pelo facto da venda destes livros estar associada a uma acção de solidariedade, já que Ágata prescinde dos seus direitos autorais da primeira edição dos dois livros, a favor da Associação Portuguesa de Crianças Desaparecidas. Os livros são editados pela Centralivros.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Abóboras de todos os tamanhos e feitios


Até ao início de Janeiro, o Museu da Cidade, no Campo Grande, tem patente a engraçada e original exposição “O B.I. da Abóbora”. Uma mostra promovida pela Associação As Idades dos Sabores, que quer implantar o Museu das Artes Culinárias em Portugal, e que nos conta muitos segredos relacionados com aquele tão familiar tubérculo. De entrada gratuita, a exposição é muito pequena, mas muito rica. Tem artigos dos mais variados cantos do mundo, como cantis de cabaça da América Latina e de países africanos, como até cachimbos muito ao estilo de Sherlock Holmes, feitos com pontas de cabaça. Com exemplares de abóboras de todos os tamanhos e feitios (alguns deles que se não tivesse visto não acreditava que fossem abóboras verdadeiras), a exposição tenta alargar-nos as vistas além daquilo que vemos quotidianamente. Mais: a exposição mostra-nos iguarias que nunca julgávamos serem feitas com abóbora, como o Chouriço de cabaça. Muito atractiva visualmente, esta exposição esta guarnecida com guloseimas da época, onde não falta o Bolo Rei e as Azevias de Chila. Eu fui lá hoje fazer uma reportagem e gostei muito do que vi. Acima de tudo, da originalidade do tema e do espírito empreendedor de quem está a organizá-la. Acho este, um óptimo pretexto para voltar ao Museu da Cidade, um espaço que me devolve a mim sempre a ideia de entrar no campo, em plena cidade de Lisboa, com a Segunda Circular ali colada. A exposição pode ser visitada até dia 6 de Janeiro, de terça a domingo, das 10 às 13 e das 14 às 18 horas.