
Descobri-o meio por acaso, há precisamente um ano atrás, com o fabuloso “Crónica de um Pássaro de Crónica”. Agora, neste fim-de-semana de chuva, deliciei-me com “Em Busca do Carneiro Selvagem”. Estou a falar, pois, do japonês Haruki Murakami, definitivamente, um dos autores internacionais mais aplaudidos da actualidade e, sem dúvida, um dos meus autores preferidos. Não é exagero quando se diz que quando se começa, não se consegue parar de ler uma história de Murakami. É mesmo assim. Eu, por exemplo, neste sábado, li as cem primeiras páginas, assim, num par de horas, não seguidas que a minha mais-que-tudo não deixa, pois claro, mas sem qualquer esforço adicional! Mais uma vez, a realidade e o surreal confundem-se no trabalho de Murakami. A história até começa de maneira mais ou menos convencional: é nos apresentado uma personagem, normalmente um homem, com algum problema ou questão por resolver, mas depressa passamos para o campo do inacreditável. Tão inacreditável, que até as próprias personagens pensam que estão a sonhar. O efeito é devastador. São histórias dentro de histórias, cada vez mais empolgantes. O autor está a ser editado em Portugal pela Casa das Letras e ainda recentemente lançou um novo romance. Eu recomendo vivamente. Revitaliza-nos!



