quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Roteiro para este fim-de-semana


Aqui ficam mais umas dicas para o próximo fim-de-semana. Para além do cinema, desta vez elegi um espectáculo de riso, um bom concerto em Sintra e, claro, uma ideia para as mais novos. Novidade é a sugestão de uma ida a um centro comercial (que não parece mesmo coisa minha), mas a moda do Japão justifica.
ESTREIAS DE CINEMA
No Vale de Elah (comentário publicado) – Amoreiras, Campo Pequeno, El Corte Inglés, Saldanha Residence, Twin Towers e Cascais Villa
John Rambo – Alvaláxia, Campo Pequeno, Colombo, El Corte Inglés, Vasco da Gama, CascaiShopping, Feira Nova Mem Martins, LoureShopping, Odivelas Parque e Oeiras Parque
Uma Loira Sete Paspalhões (comentário publicado) – Colombo e Oeiras Parque
Vista pela última vez… (na foto) - Alvaláxia, Campo Pequeno, Colombo, El Corte Inglés, Fonte Nova, Monumental, Londres, Beloura e CascaiShopping
Tráfico, Bem-vindo à América - Amoreiras
ESPECTÁCULOS
Pedro Tochas regressa ao passado, num espectáculo de stand-up comedy, no Auditório dos Oceanos, no Casino Lisboa. Com o tema “Work in Progress”, dedicado aos artistas de rua, como também ele começou, o espectáculo acontece hoje, sexta e sábado, dias 7, 8 e 9, às 22 horas. Bilhetes de 18 e 20 euros.
MÚSICA
David Fonseca, no Centro Cultural Olga Cadaval, Sintra, sexta-feira, dia 8, às 22 horas. Com a primeira parte assegurada por Rita Redshoes, o antigo vocalista dos Silence Four apresenta o seu mais recente trabalho a solo “Dreams in Colour” que traz o tão famoso assobio de “Superstars”, o primeiro single do álbum. Bilhetes de 15 e 20 euros.
INICIATIVAS
Ao longo de toda a semana, até dia 17, o Oeiras Parque rende-se à cultura japonesa com exposições, ateliês e até workshops de Sushi e Sashimi. Quem é fã só tem vantagens em passar por lá.
CRIANÇAS
No Príncipe Real, o Teatro da Politécnica tem em cena, até dia 2 de Março, a peça infantil “Tomé em Grande”. Uma produção do Grupo Cassefaz-sub 21, para crianças dos 4 aos 12 anos. Há sessões às quintas-feiras, às 10h30 e 15 horas, aos sábados, às 16 horas, e aos domingos, às 11 horas.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Para quem tem gente pequena em casa…

Não é Natal, estamos longe do Dia Mundial da Criança e até das Férias da Páscoa, mas o Ruca passa pelo Pavilhão Atlântico no dia 1 de Março e os bilhetes já estão à venda. O conhecido desenho animado esteve na terça-feira de Carnaval no Jardim Zoológico para convencer os graúdos (porque os miúdos há muito que estão convencidos) a ir ver o espectáculo no início do próximo mês. Com uma mensagem positiva e que pretende incentivar à preservação do meio ambiente e dos oceanos (ou não estivesse o dito boneco no ‘palco’ da Baía dos Golfinhos!) o Ruca cantou e até tentou vender o seu CD “As canções do Ruca”, porque sem as saber de cor, as crianças não o podem acompanhar no Pavilhão Atlântico. “Ruca ao Vivo” é um musical infantil cantado inteiramente em português. Bilhetes obrigatórios a partir dos 3 anos de idade e com preços entre os 15 e os 35 anos. Ainda que fique só um dia em Lisboa, o espectáculo acontece às 11, 15 e 19 horas. Dia 8 de Março repete em Santa Maria da Feira.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Na pele de um magistrado


Desde que o Terreiro do Paço está vedado aos carros aos domingos que o Supremo Tribunal de Justiça abre duas vezes por mês para visitas do público em geral. Gratuitas, estas visitas acontecem à semelhança dos passeios organizados no edifício dos Paços de Concelhos. No entanto, se de manhã, Lisboetas e turistas podem visitar a Câmara Municipal, o Supremo Tribunal só está aberto da parte da tarde, mas com duas visitas disponíveis, às 15 horas e às 16 horas. As iniciativas têm moldes idênticos: o ambiente é descontraído, os guias completamente disponíveis para responder a todas as curiosidades de quem visita e a ideia passa por abrir ao público aquilo que normalmente está vedado ao trabalho diário. Estive neste último domingo no Supremo Tribunal de Justiça e fiquei muito agradada com o Salão Nobre. A visita é curta, mais pequena que a da Câmara Municipal, tem a duração aproximada de 45 minutos, e centra-se sobretudo no Salão Nobre, onde acontecem todas as sessões solenes, e na Galeria dos Presidentes onde encontrei uma arca de duplo segredo, a que os magistrados chamam de “Burra” e que servia em tempo para o transporte de documentos importantes de Lisboa para o Brasil. As más línguas dizem que regressava cheia de diamantes, sendo essa uma das histórias curiosas que nos contam ao longo da visita. Interessante é o facto também de nos possibilitarem a sentar nas cadeiras supostamente reservadas à audiência dos julgamentos e com a descrição do que costuma ali acontecer semanalmente, podermos ver “o filme” na nossa cabeça, de como tudo se processa. Sem necessitar de marcação antecipada, as visitas acontecem todos os primeiros e terceiros domingos de cada mês. Pelo sim, pelo não deixo o telefone para quem quiser saber mais informações. Tel. 213 218 900.

E por falar em artesanato, compras e Lisboa…


Agora, aos domingos é assim, há 1001 razões para andar por Lisboa a pé (desculpem a falta de originalidade da expressão, mas é um facto). Com o Terreiro do Paço vedado aos carros e aberto à população, o que não falta é animação. Com a música de fundo que vem do Pátio da Galé, do lado direito para quem está de frente para o Tejo, onde todos os domingos há música, espectáculos de dança, ateliês para criança e visionamento de documentário sobre Lisboa, tudo de entrada gratuita, cá fora, as arcadas da Praça do Comércio enchem-se de pessoas. Ali, todos os domingos, das 9 às 17h30 – 18 horas, há bancas com os mais variados artigos. Objectos decorativos para quartos de criança, de madeira, pintados com as mais coloridas cores, livros a preços mais convidativos, velharias, acessório de moda feitos em tricot ou de material reciclado. Há ainda artigos para coleccionadores, como moedas ou carros me miniatura. Os preços variam, mas são muito acessíveis na generalidade. Comprei um livro que, por sinal de manhã tinha estado a ‘namorar’ numa grande superfície e que felizmente não comprei e ali encontrei mais baratinho! Não digo que seja um ponto de passagem obrigatório, mas a verdade é que se torna numa sugestão a ter em conta num próximo domingo qualquer.

Artesanato do Tejo – muito bom!


Está integrado no Lisboa Welcom Center e dignifica e muito o melhor que se faz de arte(sanato) em Portugal. Na verdade, e ao nosso típico gosto de reduzir e criticar o que é nosso, até somos tentados a pensar “nem parece que é português”, mas é, embora assumidamente direccionado para turistas, tudo tem assinatura de artistas nacionais que apesar da originalidade e até ousadia em algumas peças, respeitam totalmente as nossas tradições. Na Rua do Arsenal, que liga a Praça do Município à Praça do Comércio, e mesmo em frente ao edifício da Câmara Municipal, o Artesanato do Tejo tem peças únicas, como Galos de Barcelos vanguardistas, mas também quadros bem tipicamente lisboetas, com cacilheiros ou eléctricos no centro das atenções. Tem azulejos com pinturas contemporâneas, mas também peças que imitam artes antigas lisboetas. Tem garrafas de vinho, mas também sardinhas enlatadas. Tem livros, cd’s, filmes e até acessório de moda, para além das típicas t’hirts a dizer Lisboa ou Portugal, para todos os gostos e tamanhos que não temos o hábito de comprar dentro de fronteiras, mas que é sem dúvida um dos “souvenirs” mais requisitados, seja em que país for. Passei por lá no último fim-de-semana e fiquei cliente. Os preços não são proibitivos, especialmente tendo em conta a originalidade das peças. O que quer dizer que, apesar de feito para “inglês ver”, esta loja pode muito bem ser para português comprar! Podem passar pelo site http://www.askmelisboa.com/ para terem uma noção mais aprofundada do que aqui vos falo.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Rock in Rio tem novas datas

Acabam de ser anunciadas novas datas para a realização da edição 2008 do Rock in Rio. Em vez do Festival acontecer nos dias 30 e 31 de Maio e 5, 6 e 8 de Junho, como estava previsto, os concertos realizar-se-ão nos dias 30, 31 de Maio e dia 1 de Junho (sexta, sábado e domingo), e dias 5 e 6 de Junho (quinta e sexta-feira). Garantidas estão já as presenças dos Metallica, Lenny Kravitz, Alejandro Sanz, Ivete Sangalo e Machine Head. Os bilhetes estão à venda a partir de dia 28 deste mês de Fevereiro. Fica a chamada de atenção.

Dois loucos no caos cosmopolita


Não sou conhecedora exímia da obra de Gonçalo M. Tavares, mas do que fui lendo deste que é um dos escritores sensação dos dias de hoje, é que carrega sempre nas suas histórias o peso das frustrações quotidianas e mundanas de quem vive ou sobrevive no meio da multidão ou completamente isolado dos outros. Esta peça que chegou há uma semana ao Teatro da Comuna, de nome simples “Berlim”, não difere muito dessa linha, para nos mostrar o desespero que podia ser o nosso, mas que no caso é de um homem e uma mulher que juntos ou sós percorrem as ruas de Berlim em busca de uma paz de espírito que as suas consciências não deixam encontrar. Ficamos com o dobro do peso quando carregamos as nossas frustrações. E aqui nesta peça, as frustrações tem a forma humana, como se Martha e Markus, as nossas personagens, tivessem duplos, literalmente acoplados a eles. Há alturas que tentam fugir deles, mas a consciência volta sempre e apanha-nos quando menos esperamos. No início da história parece que tudo aquilo podia acontecer numa qualquer cidade e que o nome Berlim tinha sido escolhido ao acaso. Mas ali não há coincidências e tudo o que ali se diz só faz realmente sentido se acontecer na capital alemã. O cenário, metaforicamente um parque infantil, é totalmente cinzento, como sem cor são aquelas vidas que gritam por “Socorro” ou “Vem cá abaixo imediatamente”, para ver se alguém, algures num lá em cima qualquer os pode ajudar. A peça tem música ao vivo, produzida por um só violoncelo e o narrador que à nossa chegada nos manda desligar, ele próprio, os telemóveis, deambula por entre as personagens e vai relatando o que as vozes dos próprios ou das suas consciências não conseguem dizer. A encenação é do grande senhor do teatro português João Mota, que nos mostra aqui um trabalho mais alternativo e sem dúvida menos comercial, e no elenco encontramos os nomes de Alvaro Correia , João Tempera, Mariana Filipa, Judite Dias, Tânia Alves, Marco Paiva , Miguel Sermão, Jorge Andrade e Alexandre Lopes. A peça está em cena até dia 8 de Março, de quarta-feira a sábado, às 21h30, e domingos, às 17 horas. Os bilhetes são de 5 euros.