terça-feira, 16 de março de 2010

Faltam 4 meses...


Para o Toy Story 3, que por sinal também é em 3D.

Fica aqui o miminho de um dos cartazes já disponíveis para os verdadeiros fãs. Eu conheço alguns...!

Estreia dia 29 de Julho em Portugal.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Mais UAU a preços reduzidos


Como já vem sendo hábito, a UAU volta a organizar um ensaio geral de uma peça mediática, com o factor: baixo preço. Trata-se de uma sessão com a mesma qualidade de um dia de estreia, mas com preços francamente mais baixos. Desta vez, a peça contemplada é “Mais respeito que sou tua mãe”, com Joaquim Monchique e cuja estreia acontece dia 6 de Abril, no Casino Estoril. Antes disso, os interessados podem ver a peça primeiro que os outros, no ensaio geral, dia 3 de Abril, às 22 horas, com bilhetes unicamente a 5 euros, e cujas receitas vão reverter a favor da Casa do Artista. Ou seja, três vantagens face a uma sessão normal: os bilhetes são em conta, vê-se a peça em primeiríssima mão e ainda se contribui para uma causa maior. Melhor era difícil. Quanto à peça, digamos que encontramos em palco uma dona de casa da Baixa da Banheira em plena crise económica e com uma família, no mínimo, disfuncional. Agora corram, porque estes bilhetinhos low cost costumam esgotar num ápice. Quem avisa…

impossível não DESCOBRIR


Se há coisa que me deixa de nervos à flor da pele é encontrar erros ortográficos graves como este em produtos que são para crianças. Já as canções infantis, à força de fazerem rimas sem pés nem cabeça, têm por vezes verdadeiras aberrações e atentados à língua portuguesa. Mas encontrar numa revista infantil um erro destes consegue deixar-me louca. A Princesa cá de casa não sabe passar numa papelaria sem pedir uma revistinha nova (deve estar nos genes porque o que me dá mais gozo, sobretudo nesta altura em que o tempo convida a uma pausa mais demorada numa esplanada, é ler revistas, mas também livros, horas a fio e na rua). Se até aqui eu não me importanva com o balúrdio que uma ida à papelaria representava em cada fim-de-semana, agora começo a ponderar não comprar mais nada aos pequenos cá de casa. Em vez de estar a contribuir para a boa educação deles, acho que os estou a estragar. Não acham que devia pedir o reembolso?

segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia da Mulher

O problema não está apenas no facto das mulheres ganharam cerca de 30 por cento menos que os homens em posições profissionais semelhantes. O problema está no acesso a essas grandes posições hierarquicas. Enquanto o estigma da maternidade não se desvanecer, nada feito. Será demais lembrar aos senhores directores e presidentes dessas empresas por aí fora que também eles sairam da barriga de uma mulher, também eles mamaram no peito de uma mulher, também eles quiseram e se calhar ainda querem o colo de uma mulher?
Não sou particularmente fã do Dia da Mulher, aliás acho que não sou fã de nenhuma data exceptuando Natal e aniversário dos meus, mas se estes dias nacionais/internacionais/mundiais servirem para algumas notícias virem a lume, assino por baixo... não me venham é com flores em centros comerciais...

Sessão Extra

Eu bem avisei: o espectáculo dos The Voca People é uma preciosidade e a verdade é que os bilhetes esgotaram num ápice. Assim sendo, a UAU acaba de anunciar uma sessão estra, para este sábado, dia 13, às 17 horas. É aproveitar, é aproveitar!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Um povo extraordinário chamado “The Voca People”



Podia apenas dizer que os The Voca People são absolutamente extraordinários e por isso não podem perder mesmo a sua passagem por Lisboa. Era concisa e não estava de todo a faltar à razão. Foi, por ventura um dos espectáculos que mais gostei de ver em toda a minha vida, senão mesmo, o que mais gostei de ver alguma vez. Mas se a estreia de ontem no Casino Lisboa me deixou boquiaberta e sem palavras, hoje tenho aqui um conjunto de adjectivos que não podem ficar na gaveta. Com uma estadia curtíssima em Lisboa, infelizmente só até dia 14 deste mês, os The Voca People conseguem pôr, literalmente, uma plateia aos saltos, de braços no ar e a rir às gargalhadas, como poucas vezes se vê. Três mulheres e cinco homens surgem completamente vestidos de branco, a cara pintada também, deixando apenas os lábios vermelhos e os olhos arregalados transparecer algum ser. São extraterrestres que tal qual E.T de Spielberg anseiam regressar ao seu planeta, mas não sem antes conhecerem e deixarem-se enamorar pela raça humana. Durante uma hora e meia, nada mais se ouve que os sons gerados pelas suas cordas vocais. Sem qualquer instrumento recriam canções que todos sabemos cantarolar, que fizeram história e que contam a nossa história. Custa a acreditar que não há ali qualquer instrumentalização. Custa acreditar que aqueles sons provenham unica e exclusivamente das bocas. Mas é verdade, a mais pura verdade. E o mais incrivel de tudo e não ser isso, ainda que crucial, o principal. A verdade é que depois de encenarem o acender ou apagar de um candeeiro, um choque eléctrico ou o bater do coração, surge uma música que projecta uma voz absolutamente transcendente. Tenho para mim que os The Voca People têm algumas das melhores vozes do mundo inteiro. Vozes todas diferentes, assim convém para criar os diferentes sons de instrumentos, mas a cantar, a cantar simplesmente, são esmagadores. O espectáculo está recheado de boa disposição. É bem humorado. Tem bom gosto. É extremamente interactivo, com visitas regulares à plateia e levando muitas vezes o próprio público ao palco. Mas descansem os mais envergonhados que não lhe acontece nada do outro mundo. Os The Voca People podem ser vistos de terça-feira a sábado, às 22 horas, ou domingos, às 17 horas. Os bilhetes custam entre 30 ou 35 euros. Acreditem, é dinheiro bem gasto.

terça-feira, 2 de março de 2010

Os escritos de Sophia



Sophia de Mello Breyner é daqueles nomes que sempre fizeram parte da nossa vida, como se fosse alguém da família, mesmo sem nunca a termos conhecido pessoalmente. Foi dos primeiros nomes da literatura portuguesa que decorei e, lembro-me bem, o primeiro que escrevi na minha enciclopédia pessoal que fiz num caderno quadriculado, quando andava ainda na Primária, depois de descobrir que em casa não havia nenhuma enciclopédia digna desse nome. Lembro-me de aprender a ler e a minha mãe me ajudar a dizer bem o nome desta grande escritora, como ela me explicou logo na primeira apresentação. Foi por isso, que, respondi tal qual João Ratão à Carachicnha “quero eu, quero eu” quando a Guerra & Paz perguntou que jornalistas gostariam de ler a nova edição de “Correspondência 1959-1978” de Sophia de Mello Breyner e Jorge de Sena. Gosto de ler diários e prefiro sempre filmes baseados em factos reais do que entreter-me com grandes narrativas fantasiosas, por melhores que sejam, mas é a primeira vez, que me lembro, que estou a ler um conjunto de cartas. Ontem à noite, senti-me assim, como explicar, uma espécia de intrusa. Estou a ler correspondência alheia, para todo o caso. É um livro cheio de sentimentos. São cartas pessoais que fazem “um impressionante retrato social, histórico e moral do Portugal dos anos 60 e 70”, lê-se na contracapa. E de facto, digo eu, o livro faz-nos andar para trás e respirar uma atmosfera que eu nunca conheci. Mais do que um livro, apraz-me dizer que este é um documento chave da nossa literatura. A chancela é da Guerra & Paz.