segunda-feira, 4 de abril de 2011

E foi desta

A minha cria mais pequenina arranca-me dúzias de cabelos todos os dias. A sério. Sinceramente nem sei como não tenho já peladas na cabeça, sobretudo quando o do meio também se lembra de puxar pela minha, até agora, farta cabeleira. Pois que hoje, a dona Matilde arrancou-me o único cabelo branco que eu tinha. Se se concretizar a profecia que diz que ao arrancar um cabelo branco nascem logo sete, já sei a que pote vou buscar o dinheirinho para a pintura. Estou para aqui a brincar, mas estou cheia de medo de me olhar ao espelho nos próximos dias... essa é que é essa.

Parabéns JV

Lembram-se da história daquele menino da sala da Carolina, que está doente com uma leucemia? Faz hoje aninhos. Na sala fizeram uma tela conjunta para lhe enviar como presente, com a fotografia da cara de cada amiguinho e com o corpo desenhado por cada um deles. Muito original. Muito engraçado. Acho que ele vai gostar... Ele começou agora a segunda fase de tratamentos, mais uma série de quimioterapia. Mas no intervalo já veio a casa, já andou pelas nossas ruas, já dormiu na sua cama, com os seu brinquedos. Ontem, a Carolina, em conversa sobre quem fazia anos no mês dela, lá da sala, falou-me dele. Disse ela: "sabes, mãe, o JV perdeu o cabelo. A doença dele é muito má e ele pode não voltar à escola nunca mais. Ele pode morrer, mas eu não quero que ele morre." Foi dito assim, desta maneira atabalhoada, como só os miúdos sabem falar. Ainda bem que foi dito assim, cortou o dramatismo. Respondi-lhe que ele ia conseguir vencer a doença, com toda a certeza. E eu acredito nisso e, porque hoje é dia de pedir desejos para ele, quero que no próximo 4 de Abril ele receba um abraço de todos os meninos da escola, sem a barreira fisica deste ano. E eu faço questão de ir lá também! Parabéns JV!

domingo, 3 de abril de 2011

A conjugar o verbo Bolsar

Ela bolsa o leite Ela bolsa a papa Ela bolsa a sopa Ela bolsa de manhã Ela bolsa à tarde Ela bolsa à noite Ela bolsa em pé Ela bolsa sentada Ela bolsa deita E andamos nisto há quatro meses e meio...

sábado, 2 de abril de 2011

"Comer bem é mais barato"

À cerca do post aqui de cima

Acabo de ver uma reportagem sobre esta campanha e fiquei fascinada. Como é que uma refeição completa, com sopa, prato e fruta pode ficar por um euro? E as receitas são variadas, da perna de frango estufada com ervilhas a açorda de peixe ou bife de porco com arroz de legumes. E a verdade é que há bolos, ou sandes, ou sumos, ou batidos, que ultrapassam esse custo. Acho a iniciativa ainda mais maravilhosa, pessoalmente por sermos cinco cá por casa, e a nível geral porque estamos a viver uma verdadeira crise. Porque é um facto: semana para semana gasta-se mais dinheiro a trazer o mesmo para casa. Todas as informações em http://www.gulbenkian.pt/index.php?article=3043&format=404

Segunda tentativa

Hoje vamos experimentar a sopa pela segunda vez. Ontem a Matilde ficou apurada para o mundialito do cuspo e para o europeu do lançamento da chucha, tal era fúria. Acho que se pudesse, tinha cortado relações comigo... mãe sofre...

sexta-feira, 1 de abril de 2011

E vão viver felizes para sempre

Ontem, quando fui buscar a C à escola lá andava ela a correr que nem uma desalmada com o seu JP. Ora ela à frente, ora ele a fugir e a decidir novos caminhos. Felizes e contentes a saltitar. Chamei-a e vieram os dois... aflitíssimos para fazer xixi. Sentados de frente um para o outro, nas sanitas à sua medida, o que já por si dava um quadro cómico, diz-me ele: - Sabes, eu no Verão vou à casa da Carolina. Já combinei com o pai dela. - Vais pois. Para brincarem, darem um mergulho na piscina e lancharem. Está prometido. - disse-lhe eu, ao que ele respondeu, naqueles raciocínios de criança que nunca percebemos de onde vêm - Eu vou porque o meu pai faz anos no verão... - E o meu mano também - responde ela apressada - e a minha vovó também, e o meu tio Nuno também... - A sério? Oh Carolina, já sei: e se vivessemos lá os dois para sempre? Até fiquei cheia de tosse do riso que tentava controlar. Já no caminho para o carro, diz ela no seu sorriso embevecido: - Oh mãe, o JP pode viver na nossa casa para sempre? ... olha, não me faltava mais nada!!