A vida é uma maravilha. É mesmo, de verdade! E é por ser assim, tão preciosa que é tão fugaz. Nós por aqui adoramos viver e todos os dias fazemos mais qualquer coisa para sermos mesmo felizes!
quinta-feira, 5 de maio de 2011
E de repente, cresceu
O meu miúdo faz hoje 22 meses. Não costumo contar os meses a partir do momento em que as crianças fazem um ano. Mas, agora, ele acaba de adormecer ao meu colo e fiquei aqui a olhar para ele, como se não o visse há muito tempo. E lembrei-me que é dia 5 e como tal, faz meses. Está a chegar aos dois anos e a verdade é que nesta última semana cresceu tanto que até faz confusão. Deixou de chamar mamã a mim e às duas manas. Por mim grita mãe, a elas dirige-se como nana e nana bebé. Ao pai trocou o papá por pai. Diz carro e não pópó. Afirma com toda a convicção "É meu" se lhe tentamos tirar alguma coisa. Já consegue conversar com a irmã mais crescida, e é uma delícia ouvir essas conversas, e à irmã mais pequena dá beijos, faz festinhas e pede-me para lhe pegar ao colo. Pede comida, mas também já sabe dizer que não quer mais. Pede para ir para o chão, quando não quer estar na cadeira de comer e é incapaz de sair de casa sem casaco e chapéu na cabeça. Aliás, chapéus, bonés e gorros são as suas grandes paixões. Já está um menino grande, o meu bebé mais pequenino até há 5 meses atrás... Pareço uma velha a falar, mas a verdade é esta... como o tempo passa!
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Dia mundial da Higiene das Mãos. Hum???
Vocês desculpem o desabafo, mas já não tenho pachorra para tantos dias mundiais disto e daquilo. Agora, tenho aqui à minha frente um comunicado sobre as comemorações do Dia Mundial da Higiene das Mãos, amanhã, num hospital qualquer perto de nós. Surreal, para mim. Mas, o que é isto? Só devemos lavar as mãos aos dias 5 de Maio? Não, já sei. Só devemos ensinar os filhos que é importante termos as mãos limpas nos dias 5 de Maio? Também não. Já sei, já sei. Pela era consumista que atravessamos, provavelmente, amanhã é o dia de troca de sabonetes liquidos e sólidos, de cheiro floral ou de aveia ou lavanda (para os mais tradicionais) entre quem mais se ama... deve ser isso. A ver se não me esqueço de passar logo no supermercado...
terça-feira, 3 de maio de 2011
Raparigas na casa dos 80
Hoje, depois da minha caminhada lá fui beber o café ao sítio do costume, para não ficar mole e ceder ao cansaço, que há muito para teclar para estes lados. Estavam duas senhoras a falar de mesa para mesa sobre uma terceira senhora que pelos vistos estava a faltar há dias aos encontros pela manhã. "Ela teve uma pneumonia, e está em baixo". "Ah, pois, mas isso passa. É um momento, curando-se, ela volta a ficar bem". "Sim, até porque ela é uma rapariga para minha idade, não é?" Silêncio. Silêncio da interlocutora que parecia estar a fazer contas de cabeça. E silêncio meu que estava curiosa em ouvir o resto. "Sim, é rapariga com oitentas...." Ma-ra-vi-lho-so! Assim é que é, ter o espírito jovem. Fez-me logo lembrar a minha avó que de quando em vez diz qualquer coisa como isto quando nos fala de vizinhas: "coitada da velhota, também está sozinha, não tem ninguém que a ajude, patati patatá" e vamos a ver e essa tal velhota de quem ela tem pena, tem uns bons 10 anos a menos que ela... ahahahah!
Fim do cinema no Saldanha Residence
Acabo de receber um comunicado que dá conta do encerramento das quatro salas de cinema no Saldanha Residence, a partir da próxima segunda-feira, dia 9. Tenho Pena. Sério que tenho. É um espaço simpático e vi lá muitos filmes. Gosto daquela área de Lisboa. Os responsáveis apontam o dedo às desigualdades estimuladas pelos grandes grupos de distribuição. Será apenas isso ou a crise começa realmente a revelar-se? Ir ao cinema não é propriamente barato, mas sempre que vou encontro salas esgotadas. Será que começa a haver oferta a mais para a que podemos sustentar? É tudo uma bola de neve e é tão perigoso abdicarmos da cultura. Com um povo ignorante e infeliz (porque entendo que o cinema serve para nos instruir mas também para nos divertir), torna-se tudo muito mais complicado...
segunda-feira, 2 de maio de 2011
A maravilhosa multiculturalidade
Hoje foi dia de festejar o Dia da Mãe na escola da Carolina. O Recado era simples, cada mãe era convidada a passar pela sala e a brincar com o filho, a ler uma história, fazer desenhos, falar da profissão, organizar uma actividade com todas as crianças, enfim, aquilo que cada uma achasse melhor e soubesse ou pudesse fazer. Como ontem fomos à Feira do Livro achei por bem levar um dos livros que comprámos para ler para todos os amiguinhos. A Carolina saiu de casa radiante, mas queria que eu fizesse jogos com ela, que desenhasse com ela, pintasse com ela. E foi o que fiz, entreguei-me a eles, com jogos da sala, lápis de papéis. O livro ficou para a educadora ler... Entretanto, a Carolina tem na sala um coleguinha que é filho de uma japonesa e de um inglês. Escolheram vir viver este ano para a Ericeira por causa do sol e do mar, ao fim de 14 anos juntos no Japão. Ora, a mãe desse menino foi até à sala e ensinou-lhes a técnica do origami: a típica dobragem de papel. De casa levou logo um conjunto de bichos para oferecer a cada um deles, mas as flores cada um fez no momento. Fiquei encantada. Eu que adoro viajar, fico rendida a estes ensinamentos típicos de cada cultura. Eles divertiram-se e aprenderam uma coisa completamente diferente. Só temos a ganhar em conhecer pessoas de outros países...
Louca por puré
Se me contassem há uns tempos que a minha filha mais crescida vinha a ficar completamente doida por puré, eu não acreditava. Ela dizia que não gostava, porque assim, frito e cozido, patati, patatá. Eu acreditava, até porque ela não bebe leite. É mesmo uma coisa que a agonia. Come iogurtes, devora queijo fresco, mas leite, nem vê-lo. A primeira vez que fiz puré, fez uma fita que só visto, mas depressa dei a volta à questão e, sem ela ver, fui buscar as formas das bolachas e enchi o prato dela de puré de batata de formas divertidas: um cão, uma estrela, um coração... Ficou doida. Era carninha com batata especial de formas divertidas! Era assim que nos referiamos ao puré cá em casa até há pouco tempo: batata especial! Hoje, o jantar cá de casa é empadão e eu sei que ela vai ficar feliz! Até parece que já a estou a ver a bater palmas quando vir o tabuleiro a chegar à mesa! Por estar a organizar o jantar, lembrei-me desta história entre tantas e tantas que com certeza todas as mães têm para contar. Porque é tudo mais simples, sempre que nos reinventamos... Se é que ajudo alguém, fica a dica para quem não sabe como enfiar puré ou qualquer outra comida pela boca dos miúdos: brinquem (com todo o respeito, evidentemente) com a comida, é meio caminho andado.
domingo, 1 de maio de 2011
Dia da Mãe
Hoje acordei antes das sete para mudar fraldas e fazer biberões. Peguei ao colo, desejei os bons dias, três vezes, abracei, beijei e abri um presente feito pela minha princesa mais crescida. Tratei dos pequenos-almoços, fiz sopa para a mais pequenina e outra sopa para os mais crescidos. Vesti-os. Lavei dentes e cara. Passei o creme na cara e a escova no cabelo. Dei bolachas. Descaquei fruta. Calcei os ténis. Voltei a calçar. E mais uma vez. E outra e mais outra. Troquei mais fraldas. Sentei-os à mesa. Pedi para se portarem bem. Ralhei quando se portaram mal. Fomos ao sítio do costume e rumamos a casa dos avós. Todos juntos fomos à feira do livro. Comprei-lhes mimos. Empurrei carrinhos. Passei as mãos pela cabeça de cada vez que houve choro e torci o nariz ao disparate. Voltámos para casa cansados. Vesti pijamas e deixei roupa a lavar. Hoje foi Dia da Mãe e felizmente foi um domingo igual a todos os outros...
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