terça-feira, 31 de maio de 2011

Adivinhas

Qual é coisa, qual é ela que:
É verde;
Está contaminado;
Comprei ontem para o jantar?

O pepino, muito bem.

Adivinha 2:
Qual é coisa, qual é ela que:
É verde;
Está Contaminado;
Comprei ontem para o jantar
E foi direitinho para o lixo?

O pepino, muito bem...

é o que dá andar com CD's dos miúdos no carro e em casa não ligar sequer a TV numa tentativa (maior parte das vezes vã) de manter a mais pequena a dormir para eu poder trabalhar. Ou seja, andar verdadeiramente desligada do mundo.
Depois chega o marido para o jantar e diz: "Então, compraste pepino, logo hoje?"

segunda-feira, 30 de maio de 2011

É como murros no estômago

Ver pessoas cheias de valor, empreendedoras, trabalhadoras, positivas e honestas a sair de Portugal porque já não aguentam as despesas, desorienta-me. Tenho amigos nesta situação, conhecidos também que achava que não seriam capazes de deixar para trás filhos e mulher. Para não os prejudicar. Para que continuem a ter a vida mais ou menos igual. Na mesma escola, com os mesmos amiguinhos. Pais que saem do país, que deixam de os ver crescer todos os dias, para que continuem bem. Hoje soube de mais um caso destes e fiquei com a cara no chão. Reconhecer que por vezes a vida é mesmo madrasta é como levar murros no estômago. Logo eu que acredito sempre numa solução...
Soubessem os governantes deste país a quantidade de gente de valor que temos por cá e são obrigados a ir para longe para sobreviver e deixavam de campanhas esteris como é esta em que não se discutem ideias, mas apenas lugares ao sol. Portugal tem tanto potencial deitado ao lixo...

domingo, 29 de maio de 2011

Ora, nem mais

Não sou visionária nem tenho um dedo que adivinha, mas quase que aposto que meio país pensa assim. Meio país ou país inteiro...
Domingo é apenas um dia para votar, provavelmente para não resolver grande coisa, apenas votar...
(obrigada, Ana!)

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Entre a realidade e a fantasia


pelas 8h da manhã, mais coisa menos coisa:
- Uau, mãe, tens sandálias com pedras preciosas...
(ela adora tudo o que são histórias de principes e princesas, reis e rainhas... e pedras preciosas!)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Na engorda


Ora eu que sempre tive filhos no percentil 90, e ainda tenho os dois mais crescidos, agora ando aqui num trabalho árduo de insuflar a mais pequena. Ditam os números dos percentis que a minorca cá de casa é isso mesmo: minorca. Muito provavelmente por bolsar tanto, na opinião da pediatra. Vai daí que tem luz verde para se deliciar com bolachas Maria (e o sorriso diz tudo, hum?!), come papa que quase segura a colher em pé. Deito papa no biberon do leite, para o engrossar ainda mais, ele que já é um AR, super pesado. Está a tomar umas vitaminas e dou-lhe um xarope antes de cada refeição que deve ser tipo cola, para não deixar escapar nada cá para fora, embora eu não note diferança alguma. Nem eu nem as camisolas, constemente molhadas...
Mas, enfim, a ordem é para engordar e eu estou cá para cumprir. Daqui a uns tempos, quero ver quem é que a incentiva a manter a linha!

20x4

Não gosto de falar de dinheiro. Não gosto. Sempre foi uma coisa que os meus pais me ensinaram. Não é bonito. Mas como as regras, abro uma excepção, só por causa da meia hora que acabei de viver. Saio de casa para ir buscar os miúdos às escolas. Olha, deixa cá levar 20 euros para ir à Feira do Livro. Tinha prometido à Carolina que iamos hoje à feira do livro da escolinha dela. Olha, e deixa-me também levar o edredon para limpar e aproveito já que vou lá a baixo e ponho os sapatos no sapateiro. Chego à lavandaria, limpeza mais branqueamento (que a minha cama faz de manta de piquenique de manhã, com os três a tomarem lá o pequeno almoço), e foram os vinte euros à vida, que não havia multibanco, mais precisamente 19,50. Sigo viagem para o sapateiro e levanto 20 euros, não posso ir para a escola sem dinheiro. No sapateiro, meias solas e capas, pimbas, vinte euros certinhos. Volta ao multibanco e passo pela farmácia: leite e papa para a pequena e mais vinte euros, felizmente pagos com cartão que já não tinha mais pachorra para voltar ao multibanco...
E pensar que eu apenas sai de casa para ir buscar os miúdos à escola, mas queria ter dinheiro para comprar um livrito à mais crescida.
Ah, claro, na Feira do Livro escolhemos dois. Ela escolheu um, de actividades, eu escolhi o primeiro livro de Luisa Ducla Soares. E mais 18,60. E assim, em meia hora foram cerca de 80 euritos à vidinha. Assim, nas coisas (quase) básicas do dia-a-dia...

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Hoje, estive aqui


E vim de lá maravilhada. Pela casa, extraordinária, pela paisagem, de uma paz que só ela, pelo ambiente, pelo conforto, mas sobretudo pelas pessoas. Neste caso, a pessoa, a proprietária e criadora de todo aquele conceito, Elisabeth Árias. Uma mulher absolutamente encantadora, capaz de nos fazer sentir em casa, numa casa que é dela. Excelente conversadora, pessoa interessantíssima, com quem se consegue estar horas a conversar, mas bem, sem ser falar por falar. A Quinta dos Bons Cheiros apresenta-se como um Country Design Bed and Breakfast e é também uma Casa Galeria, com peças de autor, da própria Elisabeth, que os visitantes podem comprar. Tem dois quartos para alugar, na casa principal, e uma casinha contingua para quem quiser ficar mais recatado. Cozinha há só uma e garanto-vos que é a cozinha mais bonita em que já estive. A ideia é partilhar refeições entre quem recebe e quem fica hospedado. Com bicicletas disponíveis para quem quiser fazer uma passeata e também cestos de piquenique para quem estiver disposto a dar corda aos sapatos e ir até às praias de Sintra ou Ericeira, ou passar, quem sabe, um dia no campo, em plena Tapada de Mafra, a Quinta dos Bons Cheiros é uma agradabilíssima surpresa em Odrinhas.
Ora espreitem aqui para verem como tenho razão http://www.bonscheiros.com/