domingo, 21 de agosto de 2011

Obrigada, vovó!


Uma tem cinco anos, a outra faz 85 daqui a dias. Juntas foram apanhar flores e o resultado foi este totó digno de levar a um casamento real (não fossem os arranhões feitos pelo irmão). A mais pequena estava orgulhosa e vaidosa e não se cansava de dizer: "obrigada, vovó!", entre abraços que quase a derrubavam.
É uma delícia ver como duas gerações tão distantes se dão tão bem. Obrigada, minha avó, digo eu também!

sábado, 20 de agosto de 2011

E tudo se resolveria...

Diz-me a minha filha mais crescida a entrar em casa, ainda toda molhada da piscina.
"Eu gostava de ficar com os avós enquanto tu vais trabalhar."
"Olha, filha, eu também gostava, mas os teus avós ainda trabalham."
"Porquê"
"Porque têm que trabalhar, filha"
Depois de um breve silêncio, grita, com os olhos brilhantes, como se tivesse descoberto a solução de todos os problemas no mundo.
"Já sei. Se a avó tivesse um bebé. Um menino ou uma menina, ficava em casa a tratar dele e nós ficávamos com ela!"
...
É o que dá ter tido dois irmãos seguidos e ver-me agora a trabalhar em casa!

E foste acampar com os três miúdos?

E fui! E foi bom! De tal forma que conseguimos estar a acampar durante duas semaninhas inteiras. Viemos mais cansados para casa do que fomos de férias, mas os filhos passaram duas semanas de imensa alegria e isso compensa tudo. Aqui há três anos, quando ainda só eramos três fomos até à charmosa Biarritz fracesa assim, a acampar aqui e ali, no País Basco, nas Astúrias. Ora, foi de tal maneira bom, que a pequena, hoje a mais crescida do clã, nunca esqueceu essas férias e assim que viu unas tendas ao largo da piscina do colégio do irmão, a ideia invadiu-a e nunca mais a largou. "Podemos acampar, mãe?" Era a pregunta constante. Acedi. Num acto de loucura, com certeza, na opinião dos meus amigos. Mas não. A coisa até correu bem. Pelo menos, ninguém se perdeu, nem magoou. Estivemos em dois parques e sempre sem compromisso: assim que vissemos que a coisa estava a ficar descontrolada partiriamos para casa. Mas não. Foi até ao último dia. Sou pessoa que gosta de rotinas para manter a ordem em casa, mas nas férias entendo que se devem cortar todas... ou quase todas. E acampar com três filhos, entre os cinco anos e os 8 meses, foi sem dúvida uma quebra nas regras do dia a dia. Eles adoraram. Andavam livres, soltos. Olhavam os outros, falavam com os outros, tiravam lições dos outros. Viveram intensamente cada dia. Sempre com outras crianças ao pé, com outros exemplos, que ora admiravam, ora repudiavam. E isso é crescer. Apanhámos agua quentinha numa parte do Algarve, água gelada, no outro extremo. Muitas pessoas num lado, muito mais calmo e tranquilo do outro. Comemos bolas de berlim na praia, apanhámos conchas, passámos horas dentro da piscina. Bebemos caipirinhas, comemos percebes e finalizámos noites com pastéis de nata quentinhos, acabados de fazer. Ouvimos música e cantámos a plenos pulmões. Andámos pelas rochas a apanhar caracóis do mar. Fizemos castelos, enchemos piscinas insufláveis. Ficamos na praia até às oito da noite e saimos de lá sem qualquer frio. Andámos sempre de havaianas no pé, mal precisámos de casacos. Tivemos sorte e vivemos o Verão. O Verão que este ano decidiu revelar-se a estação mais timida dos últimos tempos.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Como eles dividem o mundo

Nestas férias e também nestes últimos fins-de-semana, temos tido a sorte de estar sempre rodeados de amigos, com os seus respectivos filhos, claro está. É engraçado ver como os miúdos decoram automaticamente o nomes uns dos outros miúdos. A Minha filha mais crescida fala do pai de A, B ou C, mas o filhote do meio, no auge dos seus dois anitos refere-se aos pais dos seus amigos como "o outro pai" ou "a outra mãe". Seria caso para nos envergonharmos ou não percebessemos logo que para ele o mundo é dividido por pais e filhos. Nós e os nossos amigos, vizinhos e conhecidos somos os pais, eles, a miudagem, os filhos. E, afinal, não somos todos uma família?! Por isso, se ouvirem por aí, um puto loirinho e muito bem parecido, cheio de pinta, a perguntar à mãe: "O outro pai, onde está?", não façam juizos precipitados. A mãe não é uma galdéria com muitos pais para os seus filhos, a criança é que divide assim, de modo tão deliciosamente simplista, o mundo...

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

The Printed Blog


Apaixonada como sou por blogues não podia deixar de comprar este primeiro número da versão portuguesa do The Printed Blog. Comprei-o ontem à noite e quando me deitei por volta da uma da manhã ainda consegui ler os textos dos bloguers que habitualmente sigo. Hoje fez-me companhia ao pequenos almoço e não há melhor maneira de começar o dia que acompanhar a comida com boas leituras. Do melhor.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Férias!











Digno de registo

O primeiro raio de sol de hoje na Ericeira registou-se às 18h24.
(Foi de maneira que o meu regresso ao trabalho custou um pouquinho menos...)