quinta-feira, 6 de outubro de 2011

As coisas que me vêm parar à mesa...



Segundo consta, Zé do Pipo é uma espécie de Quim Barreiros dos dias recentes e, segundo consta também, o senhor, que se assume como "malandreco" e "mulherengo" vai estar em concerto no dia 5 de Novembro, no Tivoli, Lisboa. Para me dar conta disso, eis que o senhor me enviou esta garrafinha de licor de pêra rocha, porque também ele tem raízes no Oeste! As coisas que me aparecem aqui pela minha mesa de trabalhos...

Do dia feriado

Há dias em que as horas parecem fugir sem nos deixar tempo para nada, mas há outros em que parece haver espaço para tudo, espaço para todos. Ontem, dia feriado, foi um desses dias. Tive tempo de lavar roupa e estender e apanhar e passar a ferro e fazer as camas de lavado e pôr mais roupa na máquina e arrumá-la nos roupeiros e sacudir tapetes e lavar o chão, mas também tive tempo para ir com os miúdos para a praia, almoçar na sombra abrasadora de uma esplanada incrivelmente cheia e solarenga para o 5 de Outubro, ler uma revista na esplanada com os miúdos felizes e sem birras, pegar na tropa toda e cumprir a promessa de jantarmos pizza (a propósito, sabem que a Pizza Hut tem uma campanha em que os miúdos não pagam durante todo o mês, mas só se comerem o menu pizza?) e passarmos em algumas lojas, como a maravilhosa Imaginarium e a Disney, onde os miúdos (e nós também!) ficam absolutamente esmagados com todo aquele mundo imaginário. E a noite ainda acabou embalada com o maravilhoso filme “O Segredo de Brokeback Mountain” que a RTP 1 exibiu. Há filmes que, por mais anos que passem, são sempre bons.
Mas tudo isto, para dizer o quê? Para dizer que a mim (sem dúvida nenhuma a todos!) Fazia-me falta ter todas as quartas-feiras para organização doméstica e familiar. Gosto de trabalhar sobre pressão e preferia quase nem respirar às segundas, terças, quintas e sextas, e ter a quarta-feira para vestir a pele de gestora doméstica (nome pomposo, hum?). Mas seria mesmo isso, uma questão de organização: limpezas e supermercado. E ainda assim, com três filhos e sem ajuda de empregada alguma, chegado sábado e domingo e não ia parar à mesma nem um segundinho. Vai uma aposta?

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Um bom exemplo de como uma boa capa nos pode enganar (e um livro nos pode surpreender)

Pois, dizia eu, há umas horas atrás, que este "Até que o amor nos separe" deveria ser uma bela história romântica. Enganei-me. A verdade, é que a grande maioria dos livros que recebo, enquanto jornalista da área da cultura, chegam acompanhados por um press. Leio sempre as notas do livro, o autor, o assunto, o percurso literário. Este livro chegou sózinho e eu não conhecia o trabalho de José Gameiro, apesar de, sei agora, ter uma crónica no Expresso. Não é um romancista, mas um psiquiatra, terapeuta familiar e de casal. Ora, isso não implica que o livro não tenha dentro uma boa história de amor, por acaso até tem. Mas não é romanceada. Surge em jeito de diário. De um Manel e de uma Maria, que no fundo são qualquer um de nós, gente casada cuja vida nem sempre é um mar de rosas. Intercalado com os desabafos de cada um dos intervenientes, José Gameiro vai fazendo análises, vai dizendo o que acha sobre os problemas, dúvidas e ansiedades daquele homem e daquela mulher. E não é que estou mesmo a gostar de ler? Não se trata de fazer relatórios sobre a vida conjugal: o que devemos ou não fazer para ter um casamento feliz. O livro mostra essencialmente que os problemas que nós temos são muito comuns e com resoluções muito mais simples do que aparentam. Eu cá já me encontrei em muitas situações aqui refenciadas...
Fica feita a rectificação: românticos deste país não esperem um romance de lágrima no canto do olho, mas sim um livro que fala das inúmeras teias do amor.

"Até que o amor nos separe"



Impossível resistir ao livro que a Matéria Prima acaba de fazer chegar aqui à minha mesa de trabalhos. "Até que o amor nos separe", de José Gameiro, cativa logo pela capa dura, pela imagem cuidada ao estilo do melhor postal. É, pelo que me parece à primeira vista, um livro escrito a dois: o Manel e a Maria. "O que ela pensa, o que ele nunca diz, as feridas dos dois e aquilo que os une". Não sei, mas aposto numa boa história de amor. Todo ele transpira romantismo.

Hoje, é um dia especial

Parabéns, meu amor...

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O Melhor de Joss Stone



Chegou há minutos à minha secretária e está a fazer-me companhia nesta manhã de trabalho. "The best of Joss Stone 2003 - 2009" é um CD imperdível para quem é fã da cantora. E eu gosto mesmo da voz dela e, no fundo, da maneira dela estar em palco, descalça e entregue à música. A edição é da EMI e está à venda a partir deste início de Outubro.

Domingo em família sem gastar um 'tusto' – V




Este fim-de-semana, apesar do calor verdadeiramente convidativo a estar na rua, estivemos em casa de volta de tachos. Há alguma criança que não goste de cozinhar? Os miúdos foram à praia, à piscina e ao parque infantil, porque este Verão de Outono que se faz sentir, quase assim obriga, mas também vestiram a pele de cozinheiros. Eu gosto cada vez mais de cozinhar e gosto cada vez mais de cozinhar com eles. Adoram ter a colher de pau na mão e eu, mesmo no dia a dia não me importo nada de delegar árduas tarefas aos petizes, como pôr o esparguete na panela, fazer gelatina, misturar ingredientes para um bolo! Este fim-de-semana, a minha mãe ofereceu-nos uma abóbora. Maravilhosa, por sinal. Eu adoro abóboras. Nada que tenha a ver com o Halloween, que nunca o vivi verdadeiramente, mas porque me remete para o campo. Ninguém compra abóboras inteiras no supermercado. Os miúdos estão habituados a identificar abóboras com os cubos que são vendidos nas prateleiras do supermercado. Talvez por isso, tenham também eles ficado fascinados com aquele tamanho legume. Comecei por arranjá-la para a sopa, mas às tantas pensei: e se fizesse um pouco de doce de abóbora? Lá em casa somos verdadeiros fãs deste doce, especialmente, fazendo-o acompanhar de requeijão. Hum.... Enfim, lá me decidi a fazer o tal doce. Todos já me tinham dito que fazer compotas é demorado, mas nunca pensei que levasse tanto tempo. É preciso fazer tudo em lume brando e às tantas quase que falta paciência. Sei que deixei o tacho ao lume eram duas da tarde, altura em que almoçámos na varanda da piscina, e só desliguei o lume às nove da noite, depois de já termos jantado. Só aí é que o doce atingiu o ponto estrada. Gosto que os meus filhos percebam de onde vem a comida, o formato dos legumes, do que é feita a sopa (às vezes não dá muito resultado!). Gosto que respeitem a arte de cozinhar: é preciso lavar as mãos, é preciso ter cuidados com os alimentos, é preciso ter cuidado com o lume, é preciso limpar e ser paciente. Ao fim-de-semana e quando estamos para ali virados tudo é feito a preceito: três aventais vestidos, cadeiras junto à bancada para verem tudo, e muito riso à mistura. Como gosto destes pequenos pormenores, lembrei-me que esta é também uma tarefa feita com filhos que não implica gastar mais por isso. E daí, fica aqui em mais uma sugestão de domingos em família sem gastar um tusto!!!