segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Joaquim Monchique em "Júlio de Matos"

Mais uma vez com o selo de qualidade da UAU, Joaquim Monchique vai estrear na próxima semana uma nova peça no Teatro Armando Cortez, na Casa do Artista. "Júlio de Matos" é um monólogo para rir, como é apanágio do actor, mas também para pensar. A peça resume-se essencialmente a um Homem, o Júlio de Matos que vive completamente só, tendo-se a ele próprio e só a ele como companhia. Ao ponto de ficar completamente farto dele. Deixa de falar consigo, e por isso decide procurar-se dentro de si próprio para que um outro eu interceda por ele. E assim, numa sociedade cada vez mais próxima, mas onde as pessoas estão cada vez mais fechadas em si, dentro do Júlio de Matos aparecem muitos eus. O problema, vai ser mantê-los em harmonia...
Como sempre, a UAU vai fazer um ensaio geral com o público, uma sessão, acreditem, igual a qualquer outra, em termos de rigor cénico. A grande diferença está no carácter nobre e no preço do bilhete. O ensaio geral com o público tem o preço de 5 euros por bilhete e reverte a favor da Associação Ser+, uma associação que presta apoio a pessoas infectadas com o virus VIH/SIDA. Apressem-se a comprar o bilhete, que normalmente esgota num piscar de olhos. O ensaio está marcado para terça-feira da próxima semana, dia 15 de Novembro, pelas 21h30.

Idiossincrasias da minha vida de mãe

No sábado, eram 6h30 (da manhã, como se depreende!) e tinha as três crias acordadas. Hoje, segunda-feira, dia de escola, pelas 8h15 foi uma guerra para as tirar da cama...

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

"Ainda Bem" Marisa Monte - Clipe Oficial


O novo CD de Marisa Monte é editado esta segunda-feira. Chama-se "O que você quer saber de verdade". Esta música, com Arnaldo Antunes, é o primeiro single a passar nas rádios e eu gosto muito... e "Ainda Bem"!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Para quem quer seguir o exemplo




A Sonae tem um novo homem forte: Paulo Azevedo é filho de Belmiro de Azevedo e herdou do pai o espírito empreendedor e de liderança. É, pelo menos isso que nos tenta mostrar Blandina Costa, jornalista de 35 anos (já passou pela Visão e pela Focus, agora está dedicada à Webtexto, empresa que fundou em 2000 e onde eu, curiosamente, trabalhei em 2003-2004). Blandina fez uma série de entrevistas a amigos, familiares e até colegas de trabalho de Paulo Azevedo e traça agora o perfil do novo Homem Sonae. Segundo o livro “Nascido para liderar”, Paulo Azevedo “É rápido a decidir; prefere a razão à intuição; é informal e acessível; delega e exige; gosta de metas difíceis; quer sempre aprender mais e é insatisfeito por natureza”. A jornalista conta ainda mais e revela que Paulo Azevedo é “determinado e ambicioso, mas arregaça as mangas e faz voluntariado”. Eu, cá por mim, fiquei curiosa por saber um pouquinho mais e, quem sabe, seguir alguns exemplos. A edição cabe à Matéria Prima Edições.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Uma boa surpresa de nome “Mãe d'Água”






Se eu não soubesse para onde ia. Se eu não soubesse onde estava. Se eu tivesse adormecido mal entrei no carro, que nem uma criança. Se de repente sem esperar abrisse os olhos e estivesse dentro do Mãe d'Água sem saber nem como nem porquê, iria jurar que estava num bonito e requintado restaurante de Lisboa. Sem estar a contar, ontem fui conhecer um dos restaurantes que entrou definitivamente para a lista dos melhores em que já estive. Sem pensar duas vezes. O Mãe d'Água abriu há sete anos, ocupou um edifício centenário (antigamente servia para arrefecer o cal e mais recentemente era armazém de fruta). O restaurante tem três pisos, mas está tão bem conseguido que nos esquecemos disso, porque não há mesas por cima de mesas. Os pisos são desnivelados, desencontrados, e apesar de serem patamares diferentes, sente-se que é uma sala única. Em baixo são apenas as casas de banho, cuidadas, e uma pequena fonte de água onde encontramos tartarugas. O ambiente é o mais acolhedor possível, decoração simples, mas atenta, serviço muito simpático, e, claro o mais importante, uma cozinha irrepreensível. Escolhemos um prato de peixe e um de carne: Medalhões de Garoupa e Entrecote de Vaca ao Amendoim. E agora? Como dizer-vos qual deles o melhor? Maravilhoso. O prato de carne é talvez mais banal, é um bife de vaca ultra-tenro com molho de natas, acompanhado por esparregado, salada e batata frita. A diferença está no amendoim, que dá gosto ao molho e aparece disposto em cima do bife. Já os Medalhões de Garoupa traduzem-se por ser filetes de Garoupa com uma cebolada por cima que contém passas e pinhões. A acompanhar legumes, de onde salta a vista meia courgette gratinada. As sobremesas, as entradas e até a sopas, também de levar o dedo à orelha. A comida não é apenas disposta em pratos, mas compõem quase obras de arte. A quantidade é boa, nem de mais, nem de menos. Quanto ao preço, o justo. Um casal pode comer com direito a tudo (vinho, entradas, sobremesas e café) por 50 euros. Muito, muito bom. O Mãe d'Água fecha ao domingo à noite e segunda-feira todo o dia e pode ser contactado pelo 262 605 408.
Vão por mim, se estão a pensar ir para aquelas bandas, não deixem de passar no Mãe d'Água.

O admirável mundo Buddha de Berardo




Depois de adiamentos por tudo e por nada e mais não sei bem o quê, ontem, finalmente, foi dia de conhecer o Buddha Eden Garden, de Joe Berardo, existente no Bombarral. Um espaço que cabe todo numa palavra: magnífico. É de louvar a ideia de Berardo de aproveitar grandiosas esculturas afegãs que não tinham outro destino senão a destruição e o lixo e fazer um jardim tão diferente daqueles que tínhamos por cá. Depois de uma primeira fase gratuito, o espaço tem agora entrada paga: custa 2,50 euros por adulto (até aos 18 anos é gratuito), mas no final cada bilhete é trocado por uma garrafa de vinho tinto JP de Azeitão. Não me importei de pagar. Fiquei surpreendida por que pensava que era gratuito, mas a verdade é que já paguei muito mais para ver jardins por essa Europa fora que não têm a pinta deste, por exemplo. Merece a pena e merece ser pago, se essa for uma maneira de o preservar. Li num blogue que se pode levar mantas e fazer piqueniques. O site oficial diz que isso é proibido e a verdade é que não vi ninguém a merendar e não há nenhum espaço para esse fim. Tem um café/restaurante muito simpático, com esplanada e há ainda um outro ponto de mesas e cadeiras junto a um quiosque de gelados. Os meus filhos deliciaram-se a olhar para os enormes Budas, sentaram-se junto ao exército e beberam um iogurte que lhes tinha levado. Pegaram nas bolachas e deram ao patos e era contagioso ver a alegria deles, sobretudo na árdua tarefa de acertar com o pedaço junto dos patos mais pequenos que quase não podiam chegar junto a nós pelos maiores não deixarem. Andámos muito, mas teríamos andado muito mais se não fossem os carrinhos de bebé. Há pedaços do jardim que não combinam bem com as quatro rodas de um carrinho... quanto mais de dois! Gostei muito. Não vivi verdadeiramente aquela atmosfera zen de que alguns falam, porque isso é impossível quando se vai acompanhado por três crianças, mas acredito que seja um local fantástico para um par de namorados se esquecer das horas. A única nota negativa é não haver qualquer seta, indicação, placa na estrada. Enfim, não é por acaso que as indicações de trânsito sempre foram um “calcanhar de Aquiles” em Portugal, e ali não é excepção. O Buddha Eden Garden está aberto todo o ano, mas no Inverno fecha às 17h30, até porque depois é noite cerrada! Vale a pena conhecer.

Hoje é Dia de Pão por Deus



E que boas que estavam as típicas broas de batata doce da Ericeira, feitas no colégio do F e da M. São maravilhosas e os saquinhos que eles fizeram também estavam lindos. A ver vamos se hoje a mais crescida tem sorte e pode viver em pleno o Pão por Deus. Já ontem andou por lá com o seu saquinho, ela e o F, de olhos brilhantes de cada vez que alguém pegava numa mão cheia de rebuçados e punha lá dentyro, mas a tradição manda que seja hoje o peditório. Com bom tempo as escolas saem para a rua, coisa que me parece não vai acontecer hoje...