Há meses decidi que era este ano (todos os anos digo o
mesmo) que ia fazer um piquenique como forma de festa de anos. A primeira vez
que espreitei as previsões do tempo, dava chuva para este sábado e fiquei de
orelha caída, mas na segunda-feira, já estava lá o sol amarelinho. Vai daí que
me pus a telefonar a toda a gente e sempre que alguém me dizia, “mas olha que
vai chover” eu respondia que não, que o mau tempo tinha sido adiado. Até terça-feira,
em que vi, que as nuvens de chuva tinham voltado para o quadradinho de dia 31
de Março. Raios partam isto, que tivemos um Inverno hiper-seco e logo este sábado
que queria piquenicar tá de chuva. Telefonemas para aqui, para ali e a combinação:
às 13h no Jardim do Cerco. Caso esteja a chover, às 13h na minha casa. E fiz
tudo para o bem-dito piquenique: quiches( de atum e espinafres, bacon e tomate),
queques, um bolo de chocolate com 33 velas, salada de feijão frade e atum,
salada de manjericão, tomate e queijo mozarella, salada de fusili e frango,
batatas fritas, pipocas, morangos, amendoins e tudo e mais alguma coisa. Ou
deixava na mesa, ou enfiava nos cestos e nos sacos e foge para o parque
enquanto podes. E fugimos todos. E foi muito bom, muitos miúdos felizes, todos
juntos e num parque óptimo e ainda para mais vazio (tal era o medinho da
chuva), beijinhos e abraços dos amigos que são, de facto, família. Qualquer dia
repetimos, ok?
A vida é uma maravilha. É mesmo, de verdade! E é por ser assim, tão preciosa e única que é tão fugaz. Nós por aqui somos 5 e somos muitos diferentes! 5 mais um cão e adoramos viver e todos os dias fazemos mais qualquer coisa para sermos mesmo felizes!
sábado, 31 de março de 2012
Há 5 anos a "maravilhar"

Março é também o mês do Vida Maravilha. E já lá vão cinco anos de blogue. Cinco anos bons. De muitas descobertas, de muitas surpresas, de contactos novos, de trabalho e diversão e empenho e satisfação. Gosto mesmo muito de ter o Vida Maravilha e de mostrar aqui o quanto fico maravilhada com a vida. O Vida Maravilha não nasceu do acaso, do "vamos lá ter um blogue que toda a gente tem", ou coisa que o valha. O Vida Maravilha apareceu porque sentia mesmo necessidade de escrever mais e viver mais para escrever mais. E ele tem-me ensinado tanto... Parabéns Vida Maravilha!
sexta-feira, 30 de março de 2012
Corram para ver “Rock the Ballet”

Na quarta-feira prometi aqui que dizia de minha justiça sobre o espectáculo “Rock the Ballet” em apresentação no Auditório dos Oceanos, no Casino Lisboa. Mas a verdade é que os últimos dias têm sido de tal maneira cheios que parecem ter 32 horas, tais têm sido as coisas que tenho feito, decidido, pensado, falado, organizado. Mas não posso deixar de vos gritar para não perderem o espectáculo que a companhia Bad Boys of Dance mostra até este domingo. Corram, corram a comprar o bilhete porque de facto vale a pena. Sobretudo para aqueles que como eu cresceu a pensar que a Escola Secundária da rua de baixo seria igual à que era mostrada em “Fame”, ou que numas quaisquer férias de verão em famílias, íamos esbarrar a qualquer momento com um Patrick Swayze que nos punha a dançar maravilhosamente em três tempos, como em “Dirty Dancing”, este é um espectáculo a não perder. É muito divertido, mas descansem que não saem de lá com dores de barriga de tanto rir. Não. É um espectáculo que acima de tudo nos faz ficar inquietos na cadeira. E pensei que ainda ia surpreender alguém no parque de estacionamento do casino a rodopiar sem parar. Mas não, ainda que aposte que estavam todos mortinhos para dar um passinho de dança. Há sim, uma coisa que é bem capaz de ficar a doer: as palmas das mãos, porque se aplaude vezes sem conta ao longo da apresentação e porque se pede mais do que uma vez para a companhia regressar ao palco, como se estivéssemos no concerto e entoássemos o tradicional “só mais uma”. Com músicas dos Black Eyed Peas, U2, Mickael Jackson, Prince e Queen (o momento inspirado pelo “Bohemian Rhapsody” é estrondoso), entre outros, a companhia entra no ritmo, com passos que seguem o rigor do ballet clássico. Todos os bailarinos são muito bons tecnicamente, muito simpáticos, alegres efusivos, e mais do que isso, toda a companhia transpira (literalmente) trabalho. É engraçado ver como aquele espectáculo que para alguns pode significar pouco, de pôr um conjunto de bailarinos a dançar músicas popo e rock, se nota que há um trabalho de fundo precioso. E daí o nome grande que envergam, porque, como todos sabemos o sucesso só pode ser alcançado com muito trabalho. E eles fazem de facto um trabalho notável. Notável. Muito bom. O espectáculo pode ser visto esta sexta-feira e sábado, dias 30 e 31 de Março, às 21h30, e domingo, 1 de Abril, pelas 17 horas. Os bilhetes custam 25 e 30 euros. Se não tiverem planos para estes dias, não deixem de ir.
Vocês sabiam...
que é nos concelhos da Amadora e Sintra que se regista o maior número de infecções de VIH/Sida de todo o país? Eu não sabia, fiquei a saber hoje, na reportagem que fiz de manhã. Para ler na próxima semana no Jornal da Região.
quinta-feira, 29 de março de 2012
Eu (já) sou dadora de medula óssea
Quem me conhece sabe sou a maria das listas de tarefas, de desejos, de objectivos, eu sei lá. E ser dadora de medula óssea há muito que passava de lista para lista e sempre lá no topo. Mas, a verdade é que há seis anos que ando de volta de gravidez, parto, pós-parto, gravidez, parto, pós-parto, e as prioridades acabam por mudar e às vezes até por cair no esquecimento. Ultimamente, desde que a minha filha mais nova fez um ano que ando, literalmente, a adiar a recolha de sangue de uma semana para a outra. Ou porque estou doente, ou porque eles estão doentes, ou porque tenho trabalho, ou porque me esqueço, sei lá, a minha visita ao Pulido Valente andava tremida. Até hoje. Sou menina de festas, brindes, velas, abraços e beijinhos, mas precisava de tornar este dia um pouco mais especial para mim. Às sete da manhã já estava a fazer um bolo que trouxe para o trabalho onde, mais que colegas, tenho a sorte de ter amigos, pessoas de quem gosto mesmo para lá da porta da rua. Logo à noite tenho jantar no sítio que escolhi e com a família reunida. No sábado a festa prossegue para gáudio da pequenada que vibra com estes dias. E por isso, não tinha porque estar a inventar mais um almoço, mais um encontro, mas nada. Precisava de fazer algo mais profundo. Algo que me fizesse de facto sentir bem. E ter ido fazer uma recolha de sangue para o banco de dadores de medula óssea fez-me sentir bem. Não é só o riscar de um desejo numa folha, que para mim também é importante, admito, mas é o sentimento de dever cumprido. Se eu puder ajudar alguém a atravessar a estrada, eu ajudo, se eu for chamada para salvar uma vida, eu vou. Dizer só que perdi (ganhei) meia-hora em todo o processo: estacionar, preencher o papel de inscrição e fazer a recolha. Não doeu nada, tal e qual uma análise qualquer, com a vantagem de ser ultra-rápido, já que só se enche um tudo de ensaio e não 50 mil, como no “estado de graça”. Não se paga e recebemos em troca um “muito obrigado” de quem nos atende. Quem é que ainda tem dúvidas em seguir caminho até ao Centro de Histocompatibilidade do Sul?
Hum... que bom!
29 de Março
Hoje, é o meu dia. E, qual menina de cinco anos, eu gosto de fazer anos. E já lá vão 33!
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