segunda-feira, 30 de abril de 2012

Mallu Magalhães no Rock in Rio


Gosto muito da voz de Mallu Magalhães e gostei de saber que vai estar no Rock in Rio Lisboa, no palco Sunset, num dueto improvável com David Fonseca. Quando? No dia 3 de Junho. O mesmo dia em que Carminho vai partilhar o palco com Pedro Luís. Promete...

De livros percebe ela!


Quem diz que todas as idades dos filhos trazem o seu encanto tem absoluta razão. Nunca percebi muito bem aquela ideia de algumas mães querem prolongar o tempo de bebé dos filhos, porque, para mim, o verdadeiro encanto está em ver o desenvolvimento, o crescimento, nas pessoas em que se transformam. Com isto não quero dizer que não vou ter saudades dos meus filhos aquando bebés. Vou, com toda a certeza, mas a vida tem-me mostrado como é tão boa cada fase que atravessam. Exemplo disso foi a nossa visita ontem à Feira do Livro de Lisboa. Maravilhosa. Até aqui eu ia à Feira do Livro e levava os meus filhos. A partir de agora, tenho exacta noção, de que eu é que vou a acompanhar. Ontem, a minha filha mais crescida, de seis anos feitos há dias, chegou ao Parque Eduardo Sétimo e sabia exactamente que livros queria comprar. Muitos. Muitos mais do que comprámos e ainda assim trouxemos quatro! Mais engraçado do que saber o que queria, foi o facto de me contar a história de cada livro que reconhecia da biblioteca da escola. Sabe o nome das personagens de cor. Sabe que “adora”. Sabe que “odeia”. A mim, o universo da literatura infantil encanta-me. Mesmo. E ontem tivemos muita sorte nos livros do dia. Todos os que comprámos estavam com uma promoção extra para além dos dez por cento assegurados à partida pela feira. Contar-vos ainda que consegui comprar um livro por um euro. Que vi livros com descontos de 80 por cento. Que a Feira estava cheia de animação, o que se vê pela fotografia em que a Carolina vê ser pintada uma “Bruxa Mimi” na sua mão. E que pela primeira vez, pela companhia tão presa a cada stand das editoras, não tive tempo de percorrer a feira toda. Se calhar amanhã ou no próximo fim-de-semana, vou ter que lá voltar!

É segundósexta-feira e gosto disso!

Hoje a segunda-feira sabe um pouquinho a sexta e isso é bom. Claro que gostava mais de estar de férias numa qualquer praia de água azul turquesa e de muito calor. Mas à falta de melhor e visto estar a trabalhar, já me contento com um regresso à rotina que já é quebrado amanhã. Maravilha!

domingo, 29 de abril de 2012

Esta semana fiz I


Todos os dias faço refeições para cinco. Excepção feita ao fim-de-semana, dias em que desanuvio e vou comer a qualquer lado que quero experimentar ou porque cedo aos mimos da família e sento-me à mesa dos meus pais. Ainda assim, das quatro refeições quentes dos dois dias de suposto descanso, faço duas na minha cozinha, talvez. Ou seja, são precisas muitas ideias para não dar sempre a comer o mesmo. É por isso que hoje inauguro aqui uma nova rubrica. Não com periodicidade rígida, que já tenho compromissos a mais na minha vida e não gosto nunca de voltar a trás e deixar por fazer. Mas acho útil vir até aqui e dizer o que cozinhei nos últimos dias. Não para me gabar do que faço, mas, quem sabe, dar ideias a quem me lê e até servir de cábula para mim, em dias mais difíceis.

Então, esta semana fiz:
Esparguete à bolonhesa
Salmão grelhado com salada de alface
Cuscus de legumes
Perca grelhada com grelos e batata cozida
Frango de caril
Cabeça de cherne cozida com legumes e batata
Sopa de feijão verde
Sopa de nabiças
Sopa de alho francês

A acompanhar cada texto, aproveito e dou a conhecer um cantinho meu, da minha cozinha, da mesa, eu sei lá. Só não tiro é fotos às refeições do dia-a-dia, que o tempo já é suficiente curto para me pôr a inventar ainda mais!

sábado, 28 de abril de 2012

A Travessa, na Travessa do Rio


Os últimos dias têm sido demasiado preenchidos, no trabalho e em casa, ao ponto de eu deixar para trás coisas que merecem a pena ser partilhadas. Como esta que vos trago agora. Este ano, a minha mãe escolheu fazer o jantar de aniversário na “Travessa”, um espaço muito próprio, genuíno, caseiro e acolhedor, em Benfica. Fica situado precisamente na Travessa do Rio, uma travessa pequenina entre a Estrada de Benfica e a Avenida Gomes Pereira. Não é um restaurante de luxo, mas um sítio em que facilmente vamos querer voltar, sobretudo quando a intenção é ter uma refeição de boa qualidade, como as que as nossas avós e mães sempre conseguiram habituar-nos. O serviço é muito simpático, a garrafeira bem apetrechada e as escolhas de menu difíceis de fazer. Uma das especialidades é filetes de bacalhau fresco com arroz de gambas. Foi o que escolhi e gostei bastante. Mas antes disso, passou-me pelo estreito muitas e muitas entradas que agora já nem sei precisar. Lembro-me dos tradicionais e sempre apetecíveis rissóis e croquetes, morcela assada, salada de polvo, queijo fresco, torresmos soltos (e quentes), paios e chouriços, paté de sapateira e outros que tais. Uma delicia. Um atentado à dieta. Curioso é o facto do restaurante se chamar “A Travessa”, por alusão à morada que tem, mas não permitir que nenhuma travessa venha para a mesa. Ficam sempre em mesas ao lado, onde o empregado faz questão de empreitar sob o olhar de cada um. Como era jantar de aniversário e íamos ter bolo logo de seguida recusei-me a aceitar a carta das sobremesas, mas nas constantes idas ao WC com as minhas crias fui sempre espreitando a vitrina, para encontrar verdadeiros pecados, como encharcada de ovos, por exemplo. Os meus pais já lá tinham estado mais do que uma vez e há muito que me andavam a dizer que devia experimentar, porque era de certo um restaurante que ia gostar. É bom saber que os pais nos conhecem assim tão bem, às escuras, de olhos fechados, de trás para a frente. Ainda bem. Não tinha como não gostar.

Encerra às segundas-feiras. E se quiserem tomar nota, para o caso de morarem para aqueles lados, fica o contacto: 21 716 05 43.

(escusam de falar de mim ou deste blogue, que os senhores não me conhecem de parte alguma…)

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Saber ser feliz


Gosto muito deste anúncio do IKEA. E sempre vejo/oiço penso como de facto há coisas tão pequeninas que nos fazem tão bem: como estar entre amigos à conversa, ler um livro, apanhar sol na cara. Sei lá. A verdade é que a labuta desenfreada do dia-a-dia tolda-nos a alma e faz-nos esquecer como por vezes basta darmos oportunidade à simplicidade para sermos, de facto, mais felizes.

Tudo tem um lado bom

Mesmo o que parece ser apenas mau.
Hoje, por causa da otite da cria mais pequena andei a mil. Não tive direito a almoço, mas conseguir ir levantar uma encomenda que vai fazer alguém feliz. Quando cheguei ao colégio dela exactamente às 16h, o carro marcava 23º. Estava um céu azul acompanhado de sol simpático, bem simpático, na Ericeira e dado o antibiótico (é o que dá ser tudo resolvido ao minuto e ao telefone, não há receitinha de antibiótico, não há outro remédio senão ser eu a dar-lhe!) levei os três a lanchar e ao parque. Soube tão bem. Tão bem, que me esqueci que a miúda está doente. Os miúdos andaram todos de baloiço, correram, brincaram, riram, lancharam guloseimas que fazem tão mal e sabem sempre tão bem. Um luxo. Essa é que é essa. Agora segue-se os fazeres domésticos do costume: banhos, cozinhados, jantares, histórias e o que mais der. Mas acho que com as duas horas que ganhei em ter saído mais cedo, é bem capaz de ser um final de dia um bocadinho menos caótico que o costume... ou não, que com miúdos nunca se sabe bem o que esperar!