No último fim-de-semana trocámos as voltas ao nosso gps
habitual e fomos até Malpica do Tejo, a terra do meu sogro. Tradicionalmente,
os meus sogros costumavam ir para lá uns dias nesta altura do ano e para o meu
sogro não ir sozinho, nesta nova etapa, decidimos transformar a jornada, numa
viagem a nove! E foi um fim-de-semana bem passado, com tempo e espaço para
tudo. Por estar muito calor acabámos por passar o dia de sábado nas piscinas de
Castelo Branco. Um espaço simples, mas bem conseguido e por estar praticamente
vazio, ainda mais apetecível. Eu, de facto, não tenho pachorra para sítios
cheios de gente e encontrar umas piscinas giras e com pouca gente, foi um tiro
certeiro. Os miúdos adoraram! Tal como também adoraram andar por ali, em
Malpica, a avistar burros, gente sentada às portas das casas, paredes de pedra,
ouvir os sinos da Igreja, avistar campos de oliveiras sem fim! Ficam algumas
fotos!
A vida é uma maravilha. É mesmo, de verdade! E é por ser assim, tão preciosa que é tão fugaz. Nós por aqui adoramos viver e todos os dias fazemos mais qualquer coisa para sermos mesmo felizes!
terça-feira, 10 de setembro de 2013
O que é um privilégio, mãe?
É termos amigos que têm árvores de fruto e que nos convidam
a apanhar belas peras (da melhor pera rocha que possam imaginar) e a comê-las
após uma breve passagem por baixo da torneira. É ter a sorte de comer fruta que
nós mesmo apanhamos, que não tem pesticidas ou químicos, sabermos exactamente
de onde vem e como chega a nós!
E na sexta-feira lá seguimos caminho para umas breves, mas
sempre deliciosas, horas no Oeste! Os meus miúdos agradecem!
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Salpicos do nosso sul...
Os dias continuam muito quentes e com os miúdos em casa, ainda de férias, temos aproveitado da melhor maneira estes últimos dias de verão. Temos a sorte de viver encostados à praia e por isso, mesmo com a rotina a voltar aos poucos, com a organização da casa, algum trabalho e preparação do início do ano escolar, a verdade é que continua a cheirar a férias. Férias que este ano se caracterizaram por muita companhia dos amigos. Foram muito poucos os dias, mesmo muito poucos, aqueles em que estivemos só os cinco. E isso deixa-me mesmo feliz, porque adoro gente, adoro boas conversas salpicadas pelas constantes gargalhadas da pequenada, mais feliz que nunca por serem tantos e tão bons! Fica apenas um pequeno, muito pequeno, cheiro dos dias passados no nosso sítio de sempre, a sul!
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Sem título (porque não tenho palavras)
Gostava de chegar aqui e falar-vos de como foram boas as
minhas férias. Cheias de sol, de amigos, de horas perdidas na praia, de piscina,
de jantaradas tardias. E na verdade, até foram. Mas acabaram de forma tão
abrupta, tão inesperada, tão trágica, que quando me perguntam se as férias
correram bem, acabo por nem saber o que responder, de quase as já ter
esquecido. A minha sogra faleceu. Pior que isso, a mãe do meu marido faleceu. A
avó dos meus filhos faleceu. Há muito que estava doente, mas a coisa parecia
controlada até ao último mês, em que parece tudo ter-se precipitado. Viemos a
correr do Algarve para Lisboa, mas no fundo a única coisa que conseguimos fazer
foi acompanhá-la nos últimos momentos de vida, em que já não é bem vida aquilo a
que assistimos. Foram três dias estupidamente dolorosos. Três dias em que sabíamos
já nada haver a fazer. E isso custa tanto, ficar assim, só à espera do fim
anunciado. Terrível. Terrível.
Já há muito que queria vir aqui, escrever, voltar a mim, mas
não consegui. Deixei o tempo passar e a cabeça parar de fazer viagens no tempo
a pensar em tudo. Em tudo o que foi, em tudo o que podia ter sido, se as coisas
fossem diferentes. Setembro já começou e eu gosto de Setembro, por representar
um novo ciclo. O regresso às aulas, à rotina, à vida dita normal. E eu quero
voltar à minha vida normal, ainda que a partir daqui as coisas sejam,
necessariamente, um pouco diferentes. Espero não voltar a ter que falar deste
assunto, ainda que o faça se achar que o devo fazer. Mas quero começar de novo
e cheia de energia. Amo a vida e cada vez acho mais e mais que a temos que a
aproveitar ao máximo. Sempre. Hoje e sempre. E é por isso que provavelmente o próximo post
fale apenas e só de coisas boas, mostre as fotos do nosso verão, conte as
aventuras dos nossos filhos, os abraços fortes dos nossos amigos, as partilhas
únicas vividas na nossa família, ou meras banalidades do dia-a-dia. Não vou
fingir que nada se passou, ou que tudo já passou, porque o que aconteceu nunca
chega a passar. É apenas o querer seguir em frente, o respeitar o nosso tempo,
porque mais do que nunca sabemos que o tempo não volta atrás…
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Junta, baralha e volta a dar!
Faz hoje uma semana que fiquei cá em casa com cinco
crianças. Ou seja para além dos meus três, ainda recebi mais dois amigos dos
meus filhos mais crescidos. A mãe das crianças ainda alegou que seria muito
trabalho, mas eu acho que resultou na perfeição assim: ela tinha a companhia da
amiga do coração, ele brincava com um dos amigos que mais gosta. E assim foi:
eles jogaram basket, futebol, matraquilhos… elas deram banho a Nenucos, deliciaram-se
com as Barbies, malinhas, missangas e
demais coisas de meninas. A filha mais nova foi-se dividindo, ora numa frente,
ora noutra! Foram todos à piscina, felizes e contentes e depois ainda
partilharam um lanche entre gargalhadas e conversas tontas! Eu adorei tê-los
por cá, porque como sabem adoro ter a casa cheia de gente. Mas foi óptimo também
para eles próprios desanuviarem, terem outras brincadeiras, contarem as
novidades. Além disso, acabaram também por me dar uma folga, porque ficaram
muito mais entretidos entre eles, sem estarem a gritar pela mãe a cada dois
minutos!
Hoje foi a vez de trocarem de casa. Foram os meus dois
mais crescidos visitar os mesmos amigos para uma casa, onde também são cinco. Por
isso fiquei apenas com a minha filha mais pequenina. É certo que não deu para
fazer grande coisa em casa, que isto para entrar na ordem seria preciso dias seguidos
de arrumações. Mas acima de tudo deu para abrandar o ritmo cá em casa, que isto
de já irmos com quase dois meses de pausa escolar tem muito que se lhe diga!
Posto isto: se assusta pensar em ter mais gente pequena
em casa que os nossos, especialmente quando já temos muitos, descansem. Eles todos
juntos dão menos trabalho, especialmente quando há afinidades reais entre os
miúdos. Eles brincam melhor, eles ficam melhor e são, efectivamente, mais
felizes! E depois… quando são eles a ir para a casa dos amigos, há muito para
aproveitar! Por isso: recebam, mimem, deixem-nos cimentar as amizades. Temos todos
a ganhar!
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Eles… na Aldeia do José Franco
Fica a pouco mais de cinco minutos da nossa casa. Passamos lá
vezes sem conta, sobretudo ao fim-de-semana, se queremos dar um pulo até Lisboa.
Talvez por isso, por estar sempre aqui à mão, eles nunca lá tivessem entrada. Mentira,
entraram um dia sim, quando o pequeno Francisco tinha um mês apenas e a Carolina
3 anos. Nem um nem outro se lembravam de lá ter estado, obviamente! E por isso
foi como uma estreia para os três, o passeio desta tarde à Aldeia do mestre
oleiro José Franco, em Mafra. Eu já estive inúmeras vezes, nomeadamente em
trabalho, mas achei o espaço mais cuidado desde a última vez que lá passei,
precisamente há quatro anos. Da última vez que lá fui deparei-me com alguns
baloiços em mau estado, mas agora os dois parques infantis que tem estão
seguros para a pequenada. E, apesar de terem entrado em todas as casinhas, de
terem gritado e apontado para aqui e para ali, naquele mundo em miniatura, acho
que foi mesmo dos baloiços, sobretudo o que fazem lembrar carrosséis, que os
meus filhos mais gostaram. Disso e do cheirinho a pão que nos acompanha sempre
em qualquer visita. Fomos lá lanchar em modo picnic improvisado e aquela que
seria uma tarde absolutamente banal de miúdos de férias em casa, tornou-se numa
tarde especial. E foi vê-los depois contar ao pai que chegou mais tarde a casa,
tudo o que viram, dos baloiços, às casinhas, dos pássaros, ao pão, mostrando o
quanto vale a pena sair da rotina e mostrar-lhes outras coisas.
A Aldeia do José Franco, construída há tantos e tantos anos
e com tanto valor, tem a singularidade de ser um espaço aberto, sem entrada
paga. É chegar, estacionar (e há estacionamento fácil ) e entrar. E os miúdos ficaram tão contentes de conhecer
um espaço, para eles, novo, que já me pediram para lá voltar outra vez! E
porque não?!
Vai um brinde a Agosto?
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