sábado, 30 de novembro de 2013

Livro do fim-de-semana – 6


Aqui está um livro cuja capa não faz justiça ao divertido momento que o livro nos traz. Mas, atenção: o livro tem óptimas ilustrações, mas a capa não mostra como é rica esta história, apenas isso.
Não conhecia o livro até os miúdos o trazerem da escola e quando o vi não fiquei curiosa por aí além. Mas assim que o comecei a ler, percebi que estava outra vez perante uma história cheia de cor, movimento, ritmo e uma feliz mensagem: a amizade vence tudo. É preciso é estarmos unidos! E tem passagem tão cómicas, que nós que lemos rimo-nos tanto como os miúdos que nos ouvem.
A verdade é que os animais do campo sabem muito e estão prontos a dar uma lição (uma senhora lição) a uma raposa acabada de chegar da cidade. Ela bem pensava que era chegar à quinta e encher a barriga, mas afinal, não é bem assim. A história é contada pelo texto, mas também pelas imagens deliciosas que vamos mostrando, porque quando lemos o livro não estamos perante e só um texto corrido. É preciso mostrar pormenores aos miúdos que os desenhos nos dão e este livro é muito rico neste aspecto.
A edição é da “Minutos de Leitura”, com assinatura de Claire Freedman e Nick East, texto e ilustração, respectivamente.
Se estiverem na dúvida que livro comprar para oferecer neste Natal, esta é uma boa sugestão. Os miúdos divertem-se mesmo com esta história e nós também!

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Eu sou assim...

Às vezes tenho muitas dúvidas, muitas dúvidas sobre o caminho que escolhi fazer face às contrariedades que a vida me vai impondo. Há dias em que penso que só a escrever sou feliz, que nunca deixarei de ser jornalista. E acho mesmo que, ganhando ou não dinheiro com isso, nunca o deixarei de ser. Há dias em que desisto. Que acho tudo uma perda de tempo. Que fico à deriva. E aí, quase desisto. Ou desisto um pouquinho. Mas depois chegam aqueles dias em que temos uma ideia. Em que olhamos para o que temos e ganhamos ânimo e voltamos a acreditar em nós. Hoje foi um dia assim: fiz a mais simples das receitas e juntei-lhe um toque muito meu. Tirei uma (tantas...) fotografia e sei que há três pessoas que quando entrarem em casa e virem o que lhes preparei para o lanche vão ficar mesmo felizes. E, na verdade, isso é mesmo, mesmo, o que me faz feliz. Só de lhes adivinhar os sorrisos já valeu a pena...

Ana Carolina & Seu Jorge - É isso Aí



Eu não me canso de ouvir esta música. Não me canso...

"Amanhã, vamos ao circulo #"


# Francisco, 4 anos. Há um ano atrás dizia circo exactamente da mesma maneira e a irmã Matilde, por contágio, também diz assim...

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Personalizar a mesa de Natal

Já vos falei de embrulhos personalizados, decorações especiais e presentes feitos em casa com a ajuda das mãos pequeninas e preciosas das nossas crianças. Mas não nos podemos esquecer do centro de tudo: a mesa. Não sou a maior fã de coroas no centro da mesa. Não sou. Mas há tanta coisa que se pode fazer, mesmo com o material usado nessas coroas... como as pinhas, a bolas, as velas. Para mim é perfeitamente impensável fazer uma mesa de Natal sem um apontamento único, especial. Todos os anos faço a decoração da mesa com algo diferente. Já coloquei uma simples flor deitada, ao centro, já espalhei pedrinhas pequeninas vermelhas por toda a mesa (quando não tinha filhos), já fiz bonecos personalizados para indicar o lugar de cada um... argolas de guardanapos, bolas feitas de guardanapo... sei lá!
Já falta menos de um mês para a noite da consoada e é preciso reunir materiais, escolher cores, definir ideias. E o melhor é que há tanta, mas tanta coisa especial que se pode fazer sem gastar balúrdios...
Deixo-vos uma série de imagens para se poderem inspirar. Objectivo? Tornar a nossa mesa e o Natal ainda mais quente, mais especial, mais reconfortante para todos!


Quem não tem frascos de compota para reciclar? Aqui, basta juntar água, umas verduras que qualquer um pode apanhar e uma vela das mais baratas que há...
 Outra solução é colocar três velas em copinhos pequenos, envolve-los com azevinho...
 

Quem não tem uma travessa branca? Depois é só colocar velas, também brancas e frutos secos, mais simples não podia ser!

 Adoro esta ideia, mas para mim, Natal é crianças à mesa, em correrias, em voos rasantes à mesa e por isso, apesar de bonita, esta pode não ser a solução ideal para quem tem "confusão" na noite de Natal!
 Uma simples pinha a anunciar o lugar de cada um...
 Aqui podem aproveitar-se copos antigos, ou candelabros, ou, porque não, frascos de compota. Gosto.
 Gosto muito desta ideia de marcar o lugar com uma simples fita a envolver o guardanapo com um pau de canela. É bonito e dá um cheirinho bom à mesa e depois... o pau de canela pode ser usado no café!

Por último, frascos de todos os tamanhos e feitios, com velas e frutos secos diferenciados por cada um. Simples e muito quente...

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Celebrar o fado!


Faz amanhã dois anos que o fado foi elevado à categoria de Património Imaterial da Humanidade. Para assinalar a data, o Museu do Fado, que eu gosto particularmente e sobre o qual já falei aqui neste blogue inúmeras vezes, abre as portas para um dia de visitas gratuitas e ainda um concerto de Raquel Tavares e Ricardo Ribeiro, também de entrada gratuita, a partir das 21h30. Se para entrar no Museu não é preciso mais nada senão aparecer, para assistir ao concerto é necessária marcação prévia, pelo telefone 21 882 34 70, dada a lotação da sala. Se estão por Lisboa, se estão de férias ou mesmo desempregados, ou se estão a trabalhar mas têm igualmente tempo, tirem umas horas e visitem o Museu do Fado. Vale a pena… ainda para mais, quando a entrada é gratuita! Vamos celebrar o fado? Fica a dica para aproveitar melhor uma simples quarta-feira…

Ajuda de Mãe


Enquanto blogger e jornalista, fui convidada na semana passada a conhecer a Ajuda de Mãe. A fazer uma visita à casa, a ver os rostos, perceber a dinâmica. Foi um convite inesperado, mas ao qual disse imediatamente SIM. Não podia dizer outra coisa. Há muito que conheço a ajuda de mãe, mas convenhamos: uma coisa é conhecer de ouvir falar, de ler, de ajudar contribuindo com qualquer coisa para uma causa que sabemos ser maior. Mas outra completamente diferente é ir lá. Pisar aquele chão e olhar o rosto de quem precisa de ajuda e de quem a dá, de coração. Não estive lá mais do que um par de horas. Foi o quanto bastou para perceber toda aquela dinâmica. Não imaginava que houvesse tanta gente ali a trabalhar. Não imaginava que eles prestassem tantos e tão bons serviços. Como o projecto da amamentação. Eu tive muita dificuldade em dar de mamar. As coisas não me correram propriamente bem com nenhum dos três, e para além da pediatra poucas mais ajudas tive. Se fosse hoje não tinha dúvidas em ligar para ali para contar que a miúda não engordava nem por nada. Que me doía dar de mamar e que em vez de prazer, já tinha lágrimas a saltarem-me da cara só de pensar que estava a chegar mais um momento. Com o projecto amamentar, a Ajuda de Mãe presta apoio a qualquer mãe. Mesmo às que não pertencem à associação ou não estão identificadas como alguém que precisa de ajuda. Com este projecto, ajuda-se qualquer mãe. Qualquer uma, por mais possibilidades económicas que tenha. E tal como qualquer outra, não tem que pagar nada pelo serviço (ainda que qualquer donativo é sempre bem vindo). O serviço já respondeu a centenas de perguntas, já esperou por centenas de mulheres e já foi a casa de centenas de mães que precisam de ajuda. As pessoas ligam, falam, perguntam e se assim entenderem ainda solicitam uma visita ao domicilio e… mais uma vez, não pagam nada. Só têm um carro para este serviços e todos os dias fazem mais de duas visitas domiciliárias que tanto pode ser no bairro do lado, como na margem sul, ou nas Caldas da Rainha.

Mas para além da amamentação, há outros projectos, igualmente importantes, para as mães e para os bebés. Há a escola. Há o trabalho. Ter um filho na adolescência não implica ficar sem estudar. Há escolas próprias, onde qualquer menina feita mulher à força se vai sentir integrada e acompanhada. Ter um filho não implica deixar de conseguir trabalhar. Aliás trabalha-se, por vezes com os filhos ao lado, ou deixando-os bem entregues na creche, outra valência da associação. Ali, na casa mãe da Ajuda de Mãe, as mães são convidadas a fazer trabalhos de costura, a descascar fruta para as compotas, a limpar, a arrumar. Há espaço para todos os talentos… porque há tanta coisa que é precisa fazer.

A Ajuda de Mãe está a concorrer à Missão Sorriso, com o projecto Koala, que visa apoiar crianças com necessidades especiais, e já que somos nós que decidimos para quem queremos um donativo neste Natal, eu escolho a Ajuda de Mãe. Escolham também e acreditem que por ali faz-se muito e faz-se muito bem. Como sempre, não pagam nada na votação e por isso não têm mesmo porque não ajudar.

Se quiserem conhecer melhor a associação passem na página oficial do facebook e vejam as inúmeras campanhas que eles têm ou fiquem um pouco à conversa num próxima venda de Natal solidária onde estão sempre presentes, entre outras coisas com o apetitoso Doce de Abóbora, que eu trouxe para casa! Porque amigos nunca são demais, tornem-se amigos da Ajuda de Mãe aqui https://www.facebook.com/profile.php?id=100000220408990&fref=ts