quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Arrumar por cores

Hoje acordei voltada para as arrumações. Acho que é do tempo. Esta chuva cansa e o temporal de ontem deu cabo da minha paciência. Não há nada a fazer e não vale e nada barafustar, é o inverno, tal qual ele é. Mas, na verdade fiquei a pensar em como podemos aproveitar esta época de frio e chuva e vento e tons cinzentos, para algo útil: arrumações. Daqui a nada o tempo muda e já não nos apetece ficar em casa nem por nada!
Acho piada porque sempre que peço à minha filha mais crescida para arrumar o quarto, ela delicia-se a colocar tudo por cores. Perde horas a tirar a roupa das gavetas e a pôr as cuecas e meias ordenadas por tons. Eu não me importo nada, aliás eu só quero que ela arrume e se assim lhe dá mais prazer tanto melhor. Na verdade, tudo fica até mais bonito, mais organizado e deixa-nos perceber, por exemplo nas camisolas, as cores que ela tem em demasia ou as que faz falta para comprar!
Para me ajudar a ter inspiração para arrumar, fiz também eu uma pesquisa. Uma simples pesquisa, e não há dúvida que a organização por cores me trouxe algum alento para mais um dia de chuva!
Nas lojas, nomeadamente retrosarias e lojas de roupa, é muito normal encontrarmos tudo organizado assim: dizem os entendidos que as peças até se sujam menos porque estão entre tons semelhantes!
Eu sou fã e acho até que traz um ar de arco-íris para dentro de casa.
Espreitem as imagens que selecionei!








 
Gostam?

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Por esse Alqueva fora...

 
Já foi há uns bons anos a minha primeira visita ao Alqueva, ainda a minha filha mais crescida era filha única! Na altura experimentámos fazer um passeio num barco casa e ficámos absolutamente rendidos àquela paisagem, àquele silêncio, às cores do Alqueva. O dia estava maravilhoso e foi memorável! Este fim-de-semana, como vos disse nuns posts atrás, voltámos lá. O dia não estava tão maravilhoso, porque este Inverno está feio, mas ainda assim, para o tempo que tem estado tivemos sorte: nada de chuva e até o sol deu um ar de sua graça. Desta vez experimentámos os serviços do Alquevaline, um operador de turismo fluvial que adapta os seus serviços às necessidades do cliente. Tanto faz passeios românticos para duas pessoas, como recebe grupos de vinte e duas! Tanto aluga barcos para pesca, como organiza uma mega festa abordo. Flexibilidade é mesmo a palavra chave desta empresa que não se limita a transportar turistas, mas a acolhê-los e a acolhê-los bem! Os passeios podem durar tanto apenas 30 minutos (não façam isso que aquilo é bonito de se ver) como até 48 horas! Nós, pela hora um pouco tardia em que acabámos por chegar estivemos no lago cerca de uma hora e meia e foi muito interessante, mais uma vez. Foi um passeio simples, mas que os miúdos, por exemplo adoraram. Não estavam lá muito interessados em saber de estávamos com uma profundidade de 90 metros ou apenas sete (eu estava!!!), se havia peixe ou não e que temperatura tinha a água (no verão chega aos fantásticos 28 graus - UAU!!!). Eles estavam doidos com toda a logística, com os coletes (obrigatórios para eles!), com os animais que víamos nas margens (cegonhas, cagados...) e, principalmente, com os bolinhos deixados em cima de uma mesa estrategicamente colocada ao centro do cruzeiro. Fomos ouvindo histórias e até ficámos a saber que entre as mais de 400 ilhas que o Alqueva tem, há uma que se chama a Ilha da Reconciliação, para onde levam os pares de namorados desavindos. Só saem de lá com as pazes feitas... demore o tempo que demorar! O pôr do sol é assim qualquer coisa de fenomenal e nós ficámos cheios de vontade de lá voltar no verão, não só para mergulhar num dia quente do nosso Alentejo, com água a 28º, mas também para fazer um picnic à sombra de uma Azinheira.
Quem é capaz de dizer não?!
Se quiserem saber mais, o Alquevaline tem site e página no facebook. Informação não falta!
Eu fiquei fã!

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

No facebook!

Ainda não tinha dito aqui, mas há dias criei a página do Vida Maravilha no facebook, para que seja mais rápido e fácil de comunicar, por onde ando, o que vejo, e tudo e tudo e tudo!
Quem quiser gostar, é aqui https://www.facebook.com/bloguevidamaravilha?ref=hl
Obrigada!

AXE PEACE | Make Love, Not War (Official :60)



Impossível não esboçar um sorriso face a este anúncio...

Já o tinham visto?

(N)As mãos do Chef Pedro Soudo!

 
Esta não foi a primeira vez (nem a segunda!!!) que participei numa aula de cozinha e por isso acordei no sábado de manhã com a energia toda e as expectativas lá no alto. Gosto cada vez mais de cozinhar (tal como gosto cada vez mais de comer bem!) e adoro toda esta dinâmica de um workshop à volta do fogão. O vinho que se bebe, enquanto se cozinha, as conversas que se cruzam, as confidências que se fazem, o riso que se torna fácil. Esta não foi a primeira vez que participei numa aula de cozinha, mas foi talvez uma das mais proveitosas experiências que tive. Em primeiro lugar porque aprendi a fazer Sericaia que é só a minha sobremesa alentejana preferida. Adoro. E sempre que estou no Alentejo é esta a sobremesa que escolho. Não é exageradamente doce, é leve, mas sacia, e tem aquele ar de ser complicada de se fazer. Achava eu... afinal é tão simples quanto boa! O Chef Pedro Soudo, o chef da cozinha do Refúgio da Vila Hotel Rural é das pessoas mais simples e descomplicadas que conheci, de trato fácil e com aquela máxima que nós adoramos ouvir: Improvisem! Contou-nos ele que a maior parte dos turistas estrangeiros que por ali passa, segue tudo muito à risca. As receitas são todas "by the book" e caso falte alguma coisa na despensa, como um dente de alho ou a folha de louro, já nada se faz. Pois, segundo o chef, o grande truque da cozinha passa mesmo por improvisar e a particularidade da cozinha alentejana passa por exagerar nos condimentos. Se a receita diz, duas ou três folhas de coentros, pica-se 50. Se diz um fio de azeite, tempera-se com muito. A cozinha alentejana é forte nos sabores, nas ervas aromáticas, e é nesse exagero que está o grande truque de tornar tudo mais saboroso, sem medo! Enquanto os meus filhos faziam lá fora bolachas, pão e salame de chocolate (por sinal divinais) e se riam a valer entre outras tantas crianças, todas de avental e rolo da massa na mão, eu e o pai, experimentávamos queijo de cabra fresco com mel e um bom vinho branco e mais tarde outro copo de tinto, já a acompanhar a carne de alguidar e as migas alentejanas. Adoro migas... a-do-ro! Picámos cebola a medo e aprendemos como um chefe o deve fazer, com os dedos para dentro para não haver acidentes! Fizemos salada de grão com bacalhau, esmagámos alhos, experimentámos molhar o pão no azeite de Portel. Cortámos queijo fresco aos cubinhos e, imagine-se... fizemos panados, como podem ver na foto (a primeira a seguir ao texto)! Uma entrada sofisticada, mas que resulta muito bem numa sobremesa: queijo de cabra fresco, cortado aos cubos, passado por farinha, ovo e pão ralado e, depois de frito, polvilhado com canela e mel... hum que delicia! Cada coisa que fizemos, cada coisa que comemos. O Chef não esteve ali a cozinhar para nós, mas a convidar-nos mesmo a participar, a cortar, a mexer, a temperar, tudo sempre de forma livre: cada um tempera como gosta...! Ali não havia colheres de degustação nem mini taças transparentes, ao melhor estilo gourmet. Ali havia tigelas de barro, boas tijelas de barro, frigideiras grandes e com histórias para contar. Ali havia alma alentejana!
E depois de uma hora e meia assim, com a mais pura satisfação no rosto e com o estômago já bem acarinhado, foi tempo de sentar à mesa e desfrutar. Porque a cozinha serve mesmo para isto: desfrutar!
Ficam algumas fotos! E o meu muito obrigada ao Chef Pedro Soudo por toda a disponibilidade!

 



Refúgio da Vila, um lugar para voltar

Já passei por vários hotéis e tenho cada vez mais noção que conseguir um quarto para cinco (ou três camas extra) não é de todo uma tarefa fácil. Na grande maioria das vezes, a solução passa por alugar outro quarto, mas com uma porta comunicante entre os dois quartos. Mas eles ainda são muito pequenos e eu sou uma pieguinhas e não fico lá muito descansada! Gosto muito da comodidade de um hotel: do pequeno-almoço mais sofisticado, com ovos, cereais, chá, leite, sumos, bolos caseiros e pão fresco e mais sei lá quantas coisas boas, mas tenho noção que é uma realidade que não posso repetir muitas vezes com três filhos, porque fica mesmo dispendioso. Pois no quarto do Refúgio da Vila, o Hotel Rural de Portel que nos acolheu tão bem este fim-de-semana, senti-me em casa, porque responderam exatamente às minhas necessidades. O quarto era tão grande, mas tão grande que para além das três camas extra, tinha ainda mais três sofás onde poderiam dormir mais três crianças perfeitamente! Que espetáculo! Cada um pode esticar-se à vontade com os seus brinquedos, eu própria adotei um sofá para me deliciar na leitura quando já os três dormiam, sem sentir aquela falta de ar de um quarto apinhado e sem poder fazer o mínimo barulho. Ali estávamos cinco, mas com todas comodidade e privacidade! Se há hotel que posso recomendar para uma estadia de família é este, onde as crianças tem um relvado enorme para poder brincar e jogar à bola, andar de escorrega e de baloiço, apanhar flores e fazer ramos inesperados!
O hotel está dividido em duas partes: o edifício central, com quartos glamorosos  e requintados, e os quartos do monte que ficam junto à piscina e têm o aspeto de singelas casas rusticas alentejanas. Com quatro estrelas, o Hotel tem ainda um restaurante maravilhoso, sob o comando do chef Pedro Soudo que nos brindou, não só com uma maravilhosa aula de cozinha (que vos falarei mais à frente) como nos foi dando a provar muitos e muitos petiscos típicos da região. Situado mesmo no centro histórico de Portel, com vista privilegiada para o Castelo, o Refúgio da Vila está a dez minutos do lago Alqueva, onde também fizemos uma passeata muito agradável. Na verdade, este fim-de-semana de 48 horas, como os outros, pareceu-nos incrivelmente maior, como se as horas esticassem no Alentejo: dormimos mais, comemos (muiiiito) mais e de forma mais demorada, passeamos mais, vivemos muito mais sem sentir aquele stress do tempo a fugir entre os dedos.
Dinâmico, o Hotel caracteriza-se por permitir aos hóspedes várias atividades para além do esperado, assumindo-se também como uma "Cooking School" para adultos, mas também para crianças, o que é absolutamente fenomenal.
Para um fim-de-semana a dois, aproveitando a proximidade do Dia dos Namorados, para uma escapada em família ou mesmo um fim-de-semana entre amigos, o Refúgio da Vila é  mesmo um lugar a marcar na agenda para quem procura um ambiente acolhedor, o sossego do Alentejo e a descoberta dos sabores genuínos do nosso sul.

E aqui para nós que ninguém nos ouve (!!!), o hotel está com uma campanha irresistível: a oferta de uma aula de cozinha por cada noite de reserva em quarto duplo ou single, sempre mediante marcação com o Hotel. Já imaginou manhã mais divertida entre amigos que fazer o seu próprio almoço alentejano?!





domingo, 2 de fevereiro de 2014

Ai, o Alentejo... recebe-nos sempre tão bem!

 
E o Refúgio da Vila - Hotel Rural melhor que ninguém!
Agora devia passar uma semana a maçãs e água, era o que era. Mas que foi mesmo bom, lá isso foi.
Amanhã conto-vos tudo!