O trânsito tem estado verdadeiramente infernal. Costuma ser assim, no inicio de cada novo ciclo escolar, com as primeiras chuvas e dias menos luminosos, mas a verdade é que que está um sol grandioso e mais parece verão... em tudo, menos na estrada. Saio cada vez mais cedo de casa, mas parece que acontece sempre alguma coisa que estraga tudo. Tal como hoje que demorei quase duas horas a chegar a Lisboa, na semana passada cheguei dois dias seguidos com um atraso de uma hora ao trabalho. Felizmente não tinha nenhuma reunião marcada para os primeiros minutos do dia, mas ainda assim, fico uma pilha de nervos com estas situações e claro, houve um dia na semana passada que resolvi por mim ficar a trabalhar até mais tarde.
Quando cheguei a casa muito mais tarde que o habitual, a minha filha mais pequenina perguntou o porquê de chegar mais tarde. Para além de lhe explicar que tinha trabalho para terminar, também lhe disse que de manhã também tinha chegado uma hora mais tarde, por causa de um acidente. Muito pronta, como só ela sabe ser, a Matilde respondeu:
- Quando for assim, explicas ao teu chefe que se chegaste uma hora depois por causa do trânsito não tiveste culpa e por isso tens que sair à mesma hora de sempre porque tens os teus filhos para cuidar.
Acham que argumentei?
Mais razão não podia ter. É incrível a sabedoria que os miúdos têm da vida. Pena termos a mania de complicar tudo quando nos tornamos adultos...
A vida é uma maravilha. É mesmo, de verdade! E é por ser assim, tão preciosa e única que é tão fugaz. Nós por aqui somos 5 e somos muitos diferentes! 5 mais um cão e adoramos viver e todos os dias fazemos mais qualquer coisa para sermos mesmo felizes!
terça-feira, 24 de outubro de 2017
quarta-feira, 13 de setembro de 2017
Penha Garcia e Termas de Monfortinho
Todos os anos gostamos de deixar um fim-de-semana do verão
para passar no campo. Apesar de sermos uma família de praia (!!!), a verdade é
que o verão não é só areia e água salgada e há muito no nosso país por
explorar.
Este ano fomos passar o último fim-de-semana antes do
regresso à escola à Beira Baixa, mais precisamente Penha Garcia e Termas de
Monfortinho. A ideia inicial era conseguirmos visitar também Monsanto, mas nós
gostamos de vivenciar as terras e não apenas matar quilómetros e por isso
acabámos por não ter tempo. Fica para uma próxima vez, porque pelo que
visitámos na região é uma área que vale muito a pena conhecer.
Em Penha Garcia ficámos deslumbrados com o Pego, uma piscina
natural junto à Barragem, com trilhos espetaculares por entre pedras cheias de
fósseis. A água é fresca, pois claro, mas a paisagem compensa tudo! No meio dos penhascos desligamos de tudo e fica apenas os
nossos ecos a acompanhar cada gargalhada e salpicos de água.
Ficámos mesmo no centro histórico, junto ao Castelo e
adorámos conhecer aquelas ruas estreitas e passear junto a casas de pedras tão
bem cuidadas. As pessoas são afáveis, como bons portugueses, e come-se
muitíssimo bem, com destaque claro para o ensopado de cabrito que estava
maravilhoso.
Fomos às festas da Senhora da Azenha e os miúdos
deliciaram-se, como sempre com os animais que foram encontrando: ovelhas,
cabras, vacas, cavalos e burros. O ambiente no campo tem sempre uma atmosfera
muito particular e em Setembro é para nós a melhor altura para visitar, com
dias ainda grandes e boas temperaturas, mas sem o calor exagerado que por ali
se faz sentir no pico do verão.
Ainda tivemos tempo para experimentar a água das Termas de
Monfortinho. Ali só se fazem tratamentos com prescrição médica, mas um copo de
água não se nega a ninguém e todos nós pudemos comprovar como é uma água muito
mais leve e com uma temperatura no ponto: não era fresca, nem morna, tinha uma
temperatura mesmo diferente do que estamos habituados. Nos jardins das termas
descobrimos uma plantação de Kiwis e os miúdos ficaram radiantes, já que estão habituados
a comer muito Kiwi ao pequeno almoço.
Em Monfortinho fomos ainda a um clube de tiro que tem uma
piscina muito, muito bonita. Pena não termos ficado para experimentar um
mergulho, mas já tínhamos o almoço à espera…
Saímos de lá com muita vontade de regressar. Até porque nem tudo ficou visto.
Que país bonito que nós temos!
segunda-feira, 4 de setembro de 2017
Sweet September
Sou pessoa do verão e dos dias grandes, cheios de luz. Mas, a verdade é que já me apetece muito voltar à rotina. Ainda temos muitos planos para viver estes últimos dias de verão fora de portas, mas começo a querer, devagar, regressar aos horários mais previsíveis e a ficar um pouco mais em casa. Apetece-me tratar da casa, mudar as coisas de lugar, começar um ano novo. Aproveitar o regresso à escola para instituir novas rotinas e hábitos. Setembro sabe-me sempre a "ano novo", a recomeçar, a vida nova.
Ainda quero fazer muita praia, aproveitar os dias bons com caminhadas e passeios ao ar livre, mas também quero começar a dar forma a sonhos e projetos que traçámos durante as férias e não há altura melhor para traçar planos que as férias! Queremos novas atividades para os miúdos e mais tempo de qualidade entre todos.
O verão serviu para instituirmos em família novos hábitos alimentares e começo a ficar inquieta para ver se conseguimos manter o foco depois do verão terminar. Sei que vamos manter!
Queremos voltar cheios de energia boa, de cabeça limpa e coração aberto. Queremos acreditar que tudo vai ser diferente. Que tudo vai ser ainda melhor.
Que Setembro seja doce!
quarta-feira, 23 de agosto de 2017
terça-feira, 22 de agosto de 2017
Regresso
O verão é um óptimo pretexto para regressar às leituras e
aos livros demorados. Sempre fui pessoa de levar livros para a praia, mas nos
últimos anos e tal é o carrego de toalhas, brinquedos e lanches para três
miúdos que os meus livros começaram a deixar de caber no saco da praia. Andava
a prometer-me o regresso às minhas leituras faz tempo, que uma revista por
outra não me sabia ao mesmo, e neste fim-de-semana vinguei-me com o novo livro
do Rodrigo Guedes de Carvalho. “O Pianista de Hotel” marca o regresso do
jornalista e escritor aos livros e que saudades tinha eu de o ler. Ainda vou
nas primeiras 100 páginas, que os miúdos já me permitem espaço no saco para o
meu livro, mas não assim tantos minutos sem atenção, mas posso dizer que já
estou completamente presa à história. Gosto muito da escrita do Rodrigo Guedes
de Carvalho. Descobri-o há uns bons anos, ainda eu não era mãe com o fabuloso
“A Casa Quieta”. Um livro tão forte que sempre que maldigo o caos da minha casa
com brinquedos espalhados pela sala e pilhas de roupa para passar a ferro me
lembro daquela história e passa-me a neura por não ter uma casa quieta. Prefiro
de longe uma casa caótica a uma casa quieta!
“O Pianista de Hotel” conta duas histórias em paralelo, que
acredito irão cruzar-se a qualquer momento e já produziu em mim aquela sede de
saber o que vem mais à frente. Os nomes das duas personagens centrais ecoam-me
na cabeça e quero muito saber o que se passa na vida deles e o que vem a
seguir!
Regressar às minhas leituras com o regresso aos livros do
Rodrigo Guedes de Carvalho também foi uma forma de me dar alento para regressar
aqui! Os últimos dois anos foram especialmente exigentes a nível profissional.
Trabalho fora de horas e cabeça completamente cheia fez com que deixasse este
meu canto mais esquecido. A rotina do dia a dia, numa casa de cinco e com três
miúdos cheios de afazeres escolares deixou-me se fôlego para continuar a
escrever, substituindo o blogue pelo instagram com o mesmo nome, para ir
registando o nosso dia a dia de uma foram muito rápida. Mas não é a mesma coisa
e eu sei disso. É Agosto e o tempo
parece que estica, mas não quero deitar foguetes e dizer que a partir de agora
volto aos posts todos os dias. Queria acreditar que sim, mas sem bem que nem
todos os dias vão ser assim. Mas vamos tentar! (Para já!) Estou de regresso!
quinta-feira, 13 de julho de 2017
Uma dúzia e meia de dias de verão
Quem me conhece sabe o quanto sou uma pessoa de verão. Adoro os dias grandes, a luz, o não precisar de casaco, as sandálias no pé... O verão é grande e passa num instante e muitas vezes parece que não sabemos muito bem como aproveitar verdadeiramente os dias melhores e maiores do ano. Desde que começou o verão que tenho publicado uma fotografia que representa o (meu) verão no Instagram. Um mergulho na piscina, uma fatia de melancia, uma conha apanhada num passeio pela praia. Fotos de um dia a dia simples, mas intenso. Porque não importa se as manhãs acordam com mais nuvens do que seria suposto, se está vento e não deveria estar, se as noites não estão tão quentes como gostaríamos que estivessem. O que interessa é que é Verão e temos que o aproveitar... todos os dias!
Já seguem o Vida Maravilha no Instagram?
terça-feira, 27 de junho de 2017
As férias grandes
Este ano letivo foi tão, mas tão intenso que ainda não acredito que já acabou. Acho que só me vou sentir de facto aliviada quando fizer as matriculas para o próximo ano e sair da escola dos miúdos mais novos para só voltar dali a dois meses e meio! Ter três filhos na escola oficial, com testes e trabalhos diários e provas de aferição que pairavam no ar como bicho papões para os dois mais crescidos, não foi de facto fácil. Já agora, se alguém me quiser explicar o que provas de aferição podem trazer de positivo a miúdos de 7 e 11 anos, estou disponível para aprender. Mas deixem-me dizer que não consigo ver interesse pedagógico algum nesta matéria. Desculpem a minha franqueza, mas acho apenas estúpido entupir as crianças com nervos desnecessários... mas enfim. A escola podia ser um sítio muito melhor. Podia sim.
Voltando ao ano letivo cá de casa:
Para além de tudo isto, das dificuldades das contas de matemática e dos erros de português, dizer ainda que as adaptações de cada um ao novo ano e às pressões que isso traz, foi ainda mais difícil de gerir. Os miúdos não são todos iguais e reagem das mais diferentes maneiras às condicionantes por mais que nos esforcemos em passar os mesmos valores a cada um.
O balanço do final do ano é positivo, claro, com classificações muito boas, de dever cumprido e com muitas lições aprendidas. A maior de todas? Nunca baixar os braços e trabalhar sempre!
As férias chegaram e por norma fico com a cabeça às voltas a pensar como ocupar-lhes o tempo. Mas este ano, este ano eu só queria que eles deixassem a escola e este ano letivo em particular para trás.
E vivam as férias! Já não era sem tempo...
Voltando ao ano letivo cá de casa:
Para além de tudo isto, das dificuldades das contas de matemática e dos erros de português, dizer ainda que as adaptações de cada um ao novo ano e às pressões que isso traz, foi ainda mais difícil de gerir. Os miúdos não são todos iguais e reagem das mais diferentes maneiras às condicionantes por mais que nos esforcemos em passar os mesmos valores a cada um.
O balanço do final do ano é positivo, claro, com classificações muito boas, de dever cumprido e com muitas lições aprendidas. A maior de todas? Nunca baixar os braços e trabalhar sempre!
As férias chegaram e por norma fico com a cabeça às voltas a pensar como ocupar-lhes o tempo. Mas este ano, este ano eu só queria que eles deixassem a escola e este ano letivo em particular para trás.
E vivam as férias! Já não era sem tempo...
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