sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Ainda ficam vegetarianos...


No dia 26 fomos ao cinema ver o "Ferdinando". Tinhamos visto a apresentação várias vezes nos últimos filmes que tínhamos visto e todos queríamos conhecer a história do Touro gigante com um coração ainda maior que não tem vaidade nenhuma, nem quer receber aplausos na ingrata arena das Touradas.
"Na vida, ou lutas ou vais para bifes". Foi uma máxima que os miúdos retiveram quando um dos Touros por não prestar para a Tourada é enviado para o matadouro. Matadouro? O que é o Matadouro? Perguntavam eles e nós sem sabermos muito bem como lhes explicar que era meio caminho para o Talho...
Saimos de lá apaixonados pelo Ferdinando e por todos os seus amigos de quatro patas e eu temi que a criançada me dissesse que nunca mais na vida comiam carne. Não disseram... até hoje.
Fui com eles ao supermercado e, claro, parei no talho. Azar dos azares estava lá um leitão inteiro que muita confusão vez à cabeça dos miúdos. Mas quem é que mata um porquinho bebé? Tentei desviar a atenção para outros lados, mas o que não faltavam era "ferdinandos" pendurados do outro lado da montra, mais à frente, coelhos empilhados, frangos inteiros. Às tantas só vejo a miúda mais nova com as lágrimas nos olhos a perguntar porque tinham morto tantos animais. Tantos...
Resultado, sai do supermercado sem um bife ou costeleta, tal a pressão dos miúdos todos para sairmos dali e não comprar nada.
Agora quero ver o que dirão ao jantar quando olharem para um prato de sopa e uma omeleta de espargos...

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

DIY do Dia #60 - Presentes de Natal


Dediquei este feriado aos presentes de Natal. Aliás, eu nem sei o que seria do meu Natal se o Dezembro não fosse generoso com os feriados como é!
Comprei papel pardo, bengalas, pequenos raminhos a fingir azevinho, washi tape com motivos natalícios e estive a dar cor a esta tarde cinzenta.
Gosto muito de embrulhos personalizados. Muitas vezes trago o presente já embrulhado da loja. Muitas vezes chego a casa e desfaço o embrulho para o voltar a fazer... outras vezes não tenho tempo. Gosto de etiquetas e fitas de tecidos. Gosto que se perceba que aquele presente foi mesmo pensado para aquela pessoa e que se perdeu tempo a tratar dele.
Para os mais pequenos, este ano preparei também saborosos trenós carregados de doces para os mais gulosos! Estou a tentar fazer um trenó para cada casa dos nossos amigos do coração. Vi a ideia no querido Pinterest e não resisti! Acho engraçado para colocar por cima de um presente simples, por baixo da árvore, ou, porque não, fazer do trenó o centro da mesa dos doces?
Para além da foto do trenó que estive a fazer, em cima, partilho também ideias para embrulhos feitos a partir de uma simples folha de papel pardo ou até de uma mera folha de papel branco, que encontrei a por esta internet fora. Espero que vos inspire!
Eu adoro...










domingo, 26 de novembro de 2017

Coco - O filme (mais genial de sempre!!!)


Eu não sou de radicalismos nem de certezas absolutas, mas desta vez vou arriscar dizer: Coco é o filme mais genial da Pixar. De sempre.
Não consigo muito bem imaginar como é que um dia alguém chegou aos escritórios da Pixar com a ideia de fazer um filme sobre a noite dos mortos. Mais do que isso, fazer um filme sobre isso, carregado de esqueletos, mas cheio de sentido, cheio de humor e cheio de amor.
Coco é um filme de animação sobre o poder da família e é para ser visto em família. Nos dias que correm nem sempre se protege, como deveria ser protegida, a família. A família como amor máximo e absoluto. Este filme mostra-nos isso, que é na família que está a nossa base, mas também é por ela que passa o nosso futuro. Eu que não sou nada fã de caveiras e esqueletos e cemitérios e todas essas coisas e nem sequer gosto de imaginar que possa existir, ou não, um mundo dos mortos, fiquei absolutamente deslumbrada com o filme. Os desenhos são geniais e se existir um mundo dos mortos, espero que seja tão espectacular como nos conta Coco. Às tantas, estava tão envolvida no filme que até me esqueci que era um filme de animação, porque não é um mero filme de animação para crianças: é para crianças e para adultos.
Fomos ver o filme ontem ao final do dia e ainda não parámos de falar sobre ele. Mesmo hoje ao almoço, quando os avós tocaram à campainha para vir almoçar e ainda por cima trazendo a "Vóvo" (a minha querida avó e, claro, bisavó dos meus filhos), os miúdos entreolharam-se e gritaram: "vem aí a mamã Coco!" A prova de que a mensagem chegou a todos, dos mais pequenos, aos mais crescidos.
Para quem tem miúdas pequenitas em casa, dizer ainda que o filme traz ainda um brinde com a passagem de uma curta metragem do Frozen sobre o Natal da Elsa e da Anna. Eu dispensava, mas para a miúda mais nova desta casa, foi a cereja no topo do bolo!

Unicórnios para a Magia dos 7 anos


Demorámos muito a planear o aniversário da Matilde. Pensámos em fazer uma mega festa do Circo, com muitas atividades divertidas para todos os amiguinhos, mas às tantas e atropelados pelo velocidade veloz do dia-a-da, chegámos à véspera sem tratar de nada. Eu tenho muito esta tendência de pensar nas coisas com muita antecedência e em grande, muito grande, mas nm sempre consigo fazer tudo o que sonho!
Sem querer, esbarramos um dia numas meias de unicórnios e numa camisola cheia de cor a condizer. Num outro dia, encontrei um unicórnio branco, lindo assim só, mas que poderia ganhar toda uma outra vida se fosse pintado por ela e foi assim que em minutos começou a desenhar-se uma festa de unicórnios para a miúda que tanta magia traz às nossas vidas. Parece um tema desenhado à medida para ela!
Não lhe contei, guardei segredo. Só no próprio dia de aniversário viu o bolo e os convites para entregar às amigas do coração. Ficou deslumbrada com os unicórnios, com as estrelas, com as cores. Sai mais cedo nesse dia e fomos buscá-la à escola com um mega balão que a deixou embasbacada.
Fizemos a mais simples festa que poderia ter, apenas com três ou quatro amiguinhas de sempre. Poder dedicar tempo de qualidade a conhecer as amizades dos nossos miúdos é altamente gratificante! Perceber como se tratam, como se ajudam e brincam, diz-nos muito sobre as atitudes que tomam! Já alguém dizia... "Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és". E aprendemos que menos é mais e que as mais simples festas podem trazer os maiores sorrisos.
Novembro significa cá em casa "Matilde". Tornou-se num dos nossos meses especiais e assim vai ser para sempre.
Parabéns minha filha Matilde. Que continues a ser assim cheia de magia.

domingo, 5 de novembro de 2017

Com a História de Portugal na ponta da língua


Ontem fomos assistir ao lançamento do novo CD - DVD das Canções da Maria - Especial História de Portugal. Cá em casa somos todos absolutamente fãs das Canções da Maria. Sabemos as músicas de cor e muitas vezes quando surge alguma dúvida, relembramos uma das canções e tudo fica logo resolvido. Tenho a sorte do lançamento dos vários CD's coincidirem com o percurso escolar da miúda mais crescida e que ficam claro como herança para os dois mais pequenos, funcionando por isso como excelentes aliados nesta coisas, nem sempre fácil, de estudar.
Pessoalmente, eu acho incrível o trabalho que a Maria Vasconcelos consegue fazer. Parece tão fácil que dei por mim a pensar que a nossa própria história parece ter sido escrita em verso. Claro que não foi. Claro que está ali um trabalho imenso, mas a verdade é que cantado desta forma tudo encaixa na perfeição e parece que não podia ser de outra forma.
Neste seu terceiro filho, a Maria Vasconcelos percorre a História de Portugal desde o tempo da Descoberta da Península Ibérica pelos vários povos, há muitos, muitos e muitos anos, até ao fim da Monarquia com o assassínio do Rei D. Carlos no Terreiro do Paço. Visita-se assim, em pouco mais de uma hora, as quatro dinastias da monarquia e os seus 35 reis. As fronteiras, as conquistas dos Descobrimentos, as diferentes classes sociais ou o Amor de Pedro e Inês são exemplos de temas que vão sendo cantados com rigor, mas ao mesmo tempo com humor e simplicidade. Aquela simplicidade que a Maria já nos habituou.
Para além do CD e DVD, esta "obra", como assim chama a própria autora, tem ainda um livro que já faz as delicias também das miúdas cá de casa. As ilustrações, do livro e do DVD continuam a cargo do Nuno Markl, acompanham o crescimento das filhas da Maria e estão como sempre muito giras. Mas neste trabalho, toda a família da Maria aparece em carne e osso várias vezes, o que sem dúvida vem piscar o olho aos miúdos que estão agora na pré-adolescência e têm a mania que já não gostam assim tanto de desenhos animados!
E sabem que mais? Já que não falta tudo para o Natal, acho que este é um presente muito giro para oferecer aos miúdos que estão no 5º e 6º anos.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Os miúdos é que sabem...!

O trânsito tem estado verdadeiramente infernal. Costuma ser assim, no inicio de cada novo ciclo escolar, com as primeiras chuvas e dias menos luminosos, mas a verdade é que que está um sol grandioso e mais parece verão... em tudo, menos na estrada. Saio cada vez mais cedo de casa, mas parece que acontece sempre alguma coisa que estraga tudo. Tal como hoje que demorei quase duas horas a chegar a Lisboa, na semana passada cheguei dois dias seguidos com um atraso de uma hora ao trabalho. Felizmente não tinha nenhuma reunião marcada para os primeiros minutos do dia, mas ainda assim, fico uma pilha de nervos com estas situações e claro, houve um dia na semana passada que resolvi por mim ficar a trabalhar até mais tarde.
Quando cheguei a casa muito mais tarde que o habitual, a minha filha mais pequenina perguntou o porquê de chegar mais tarde. Para além de lhe explicar que tinha trabalho para terminar, também lhe disse que de manhã também tinha chegado uma hora mais tarde, por causa de um acidente. Muito pronta, como só ela sabe ser, a Matilde respondeu:
- Quando for assim, explicas ao teu chefe que se chegaste uma hora depois por causa do trânsito não tiveste culpa e por isso tens que sair à mesma hora de sempre porque tens os teus filhos para cuidar.

Acham que argumentei?
Mais razão não podia ter. É incrível a sabedoria que os miúdos têm da vida. Pena termos a mania de complicar tudo quando nos tornamos adultos...

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Penha Garcia e Termas de Monfortinho



Todos os anos gostamos de deixar um fim-de-semana do verão para passar no campo. Apesar de sermos uma família de praia (!!!), a verdade é que o verão não é só areia e água salgada e há muito no nosso país por explorar.

Este ano fomos passar o último fim-de-semana antes do regresso à escola à Beira Baixa, mais precisamente Penha Garcia e Termas de Monfortinho. A ideia inicial era conseguirmos visitar também Monsanto, mas nós gostamos de vivenciar as terras e não apenas matar quilómetros e por isso acabámos por não ter tempo. Fica para uma próxima vez, porque pelo que visitámos na região é uma área que vale muito a pena conhecer.

Em Penha Garcia ficámos deslumbrados com o Pego, uma piscina natural junto à Barragem, com trilhos espetaculares por entre pedras cheias de fósseis. A água é fresca, pois claro, mas a paisagem compensa tudo! No meio dos penhascos desligamos de tudo e fica apenas os nossos ecos a acompanhar cada gargalhada e salpicos de água.

Ficámos mesmo no centro histórico, junto ao Castelo e adorámos conhecer aquelas ruas estreitas e passear junto a casas de pedras tão bem cuidadas. As pessoas são afáveis, como bons portugueses, e come-se muitíssimo bem, com destaque claro para o ensopado de cabrito que estava maravilhoso.

Fomos às festas da Senhora da Azenha e os miúdos deliciaram-se, como sempre com os animais que foram encontrando: ovelhas, cabras, vacas, cavalos e burros. O ambiente no campo tem sempre uma atmosfera muito particular e em Setembro é para nós a melhor altura para visitar, com dias ainda grandes e boas temperaturas, mas sem o calor exagerado que por ali se faz sentir no pico do verão.

Ainda tivemos tempo para experimentar a água das Termas de Monfortinho. Ali só se fazem tratamentos com prescrição médica, mas um copo de água não se nega a ninguém e todos nós pudemos comprovar como é uma água muito mais leve e com uma temperatura no ponto: não era fresca, nem morna, tinha uma temperatura mesmo diferente do que estamos habituados. Nos jardins das termas descobrimos uma plantação de Kiwis e os miúdos ficaram radiantes, já que estão habituados a comer muito Kiwi ao pequeno almoço.

Em Monfortinho fomos ainda a um clube de tiro que tem uma piscina muito, muito bonita. Pena não termos ficado para experimentar um mergulho, mas já tínhamos o almoço à espera…

Saímos de lá com muita vontade de regressar. Até porque nem tudo ficou visto.
Que país bonito que nós temos!