terça-feira, 7 de agosto de 2018

O Dia da Festa do miúdo da casa


Com um mês de delay,  venho aqui recordar o aniversário do miúdo cá de casa. Na verdade, nos últimos tempos quase que só venho aqui quando algum dos meus filhos faz anos. Menos mal: tenho três e por isso está assegurada uma visita trimestral… ou quase! Mas a verdade é que eles são o meu mundo, o que me move nesta roda descontrolada que é a vida. Todos os dias corremos sem olhar para o lado para chegar cedo ao escritório e para não chegar muito tarde à escola deles. Somos todos iguais e os dias engolem-nos. Mas quando chega o dia deles... para tudo!

O Francisco fez nove anos em Julho e só tinha um pedido: partilhar um bolo de anos com os amigos. Só isso. O básico. O mínimo. Tão mínimo que chega a emocionar.  Quem faz anos no verão, percebe. Eu sei que quando chegar à idade adulta vai adorar fazer anos no Verão, poder fazer festas ao ar livre, combinar piqueniques do outro lado do mundo, não ter que ir trabalhar e apanhar trânsito num dia cinzento. Mas agora, agora, ele só queria fazer anos quando os amigos estão com ele e não quando estes já fugiram todos para o Alentejo, Minho ou Algarve.
Este ano teve sorte. Partilhou um bolo com os amigos do ATL onde estava nessa semana de férias. Não eram os amigos de sempre, mas foram os amigos desses últimos dias antes de irmos de férias e adoraram um bom bolo de anos! E comovia vê-lo tão feliz por poder levar um simples bolo para partilhar o dia.
À noite os dois amigos inseparáveis jantaram connosco no sítio que escolheu e isso fê-lo vibrar de alegria porque é uma sorte estarem por cá.
Dois dias depois, no sábado organizamos uma festa com a família e com os miúdos que ainda não tinham fugido para as praias longínquas. Não foram muitos, mas fizeram um banzé tremendo numa tarde de piscina, calor, gelados e uma mesa dedicada ao Mundial.

Mais alguém por aí com miúdos a fazerem anos durante as férias e por isso com desfalque nos convidados para a festa? 

As férias servem para redefinir prioridades


A azáfama dos dias normais, do Outono ao final da Primavera tem o condão de nos afastar daquilo que realmente somos e queremos para nós. Vivemos no mundo das obrigações, do que tem que ser feito. Do certo e do errado. Do, supostamente, importante.
O Verão não é a estação preferida de quase todos só porque traz com ele salpicos de água salgada, areia nos pés, corpos dourados e patuscadas com amigos pelas noites fora. O verão tem o dom de nos voltar a colocar no lugar. De nos trazer à nossa essência. De nos sacudir.
As férias servem para abrandar e para ser feliz. Trocar a respiração acelerada por suspiros profundos, sem ter medo de estar com isso a gastar tempo. Não temos que ser iguais aos outros e fazer o que os outros acham que é o mais divertido. Devemos saber parar e ver se o que fazemos todos os dias é de facto o que queremos para nós. E só no verão temos tempo para pensar nisso. Na praia, enquanto os miúdos corriam de um lado para o outro para apanhar ondas, caranguejos, areia, bolas, baldes e pás, dei por mim seriamente a pensar nisto: o que é que realmente me faz feliz?  
Ao contrário de quem vive no mundo digital que aproveita o Verão para se “desconectar”, eu aproveitei mais para colocar a leitura em dia dos blogues que gosto tanto, descobrir novas contas de Instagram que são uma verdadeira inspiração e para perceber de facto como me faz falta ter mais tempo para este meu blogue. Não porque o queira tornar famoso, não quero (nem tenho tempo para isso!)  mas porque escrever me faz bem à cabeça. É um hobbie (desculpem, mas odeio a palavra passatempo) e não ter tempo para os nossos hobbies é muito, muito mal sinal.

Há uns meses, participei numa formação profissional em que pediam a cada um que se apresentasse dizendo o nome, a profissão e os hobbies que tinha. Naquela altura estremeci. Hobbies? Hobbies? Mas eu já não tenho Hobbies…
Uma mãe de três crianças que passa muitas horas fora de casa a trabalhar e que este ano ainda está a tirar um curso avançado de executivos na Universidade Católica (talvez a melhor decisão da minha vida a nível profissional!) facilmente se esquece de reservar um tempo para Hobbies. Mas a verdade é que essa falta de tempo para nós vai nos transformando por dentro. Vai nos pintando de cinzento. Não ficamos melhores mães porque não dedicamos tempo a nós. Não ficamos melhores profissionais porque não dedicamos tempo a nós. Não ficamos. Pelo contrário.
Ter tempo é necessário e redefinir prioridades é urgente. Há sempre forma de fazer. Basta ligar o alarme para isso e não perder o norte.
O Blogue recomeça hoje.
Que venham daí novas aventuras!

sexta-feira, 27 de abril de 2018

DIY do Dia #61

Quem gosta de ananás?
Estou completamente apaixonada por estes ananases feitos de pinhas! Que óptima ideia para a decoração de uma festa de verão. Óptima, gira e barata! Só temos que pegar nas várias pinhas que andam lá por casa no cesto da lenha, pintar de amarelo (pode ser com spray que é ultra rápido) e acrescentar umas tiras de papel verde. É daqueles trabalhos que as próprias crianças podem fazer para decorar a festa de aniversário. Eles adoram participar e não tem como correr mal.

É muito engraçado porque o mais natural é associar as pinhas ao outono e inverno, à lareira e ao tempo frio, mas assim pintadas a fazer de ananás ficam mesmo frescas e podem ser um excelente centro de mesa numa festa junto à piscina. Há anos que chegamos a esta altura e as decorações disponíveis nas lojas para eventos andam sempre à volta de flamingos, catos e ananases. Estes são altamente ecológicos e fáceis de fazer!
E para além disso, quando chegar o inverno, talvez este ou um daqui a 10 anos, ainda se pode aproveitar para a lareira, não contribuindo para a cumulação de lixo em casa!
Quem alinha?

Acho que não podia ter arranjado petexto melhor para regressar aos meus post de Do it Yourself!

terça-feira, 24 de abril de 2018

Qual a livraria mais bonita do Mundo?

Não é segredo para ninguém que eu adoro livrarias. Aliás, se um dia tivesse um negócio próprio seria com livros de certeza. Até podia não ser uma livraria tradicional, mas seria um espaço, onde os livros estariam em destaque. Onde todas as pessoas pudessem mexer nos livros à vontade. Onde se podia pegar, mexer e onde estariam em destaque numa decoração leve e colorida.
Ontem, a propósito do Dia Mundial do Livros, todos ou quase todos, enchemos as redes sociais com as imagens dos livros que andamos a ler. Eu não o fiz. No entanto, passei por um sítio virtual qualquer, já não me lembro onde, que perguntava: “Qual a tua livraria preferida?” e fiquei presa a essa pergunta.
Ainda que me seja difícil responder assim, a frio, houve duas que me apareceram logo na cabeça: A Bulhosa, onde adoro ir tomar o pequeno almoço e ficar ali a ver as últimas novidades; e a livraria Ler Devagar, no LX Factory, onde entro muitas vezes só por entrar, mas de onde saio sempre com um livro na mão.

Gosto de livrarias grandes, luminosas, onde nos possamos perder. Talvez por isso goste tanto, mas tanto, da feira do livro. Há melhor sítio para comprar livros?
Ainda no domingo passado, estivemos todos na Fnac e os miúdos já estão à vontade para se sentarem a ler um livro enquanto eu e o pai bebemos café! É tão saudável!
Em Portugal há uma livraria de que o mundo inteiro fala: A Livraria Lello e Irmão, no Porto, com a sua famosa escadaria adaptada nos filmes do Harry Potter. Também adoro, mas está sempre tão cheia que acaba por perder o interesse… Sempre que lá vou sinto os olhares todos a perseguir-me com a chamativa “Proibido Tirar Fotos”!
Pela internet fora, existem vários rankings das mais belas livrarias do mundo e há duas delas que gostaria muito de conhecer: a ultra moderna Livraria da Vila, em São Paulo, Brasil, que muito faz lembrar uma biblioteca citadina, e a Cafebrebía (livaria e café) El Péndulo, na Cidade do México (na foto), que tem árvores naturais a enquadrar as últimas novidades literárias. Quem conhece? Quem quer ir?

Agora digam-me da vossa justiça, qual o vosso sítio preferido para estar entre os livros? Afinal, qual é a mais bonita livraria do mundo? Dizem-me?

segunda-feira, 23 de abril de 2018

De regresso aos livros, ao estudo... e à universidade!

Voltei à universidade para fazer um curso que há muito queria fazer e claro, não podia estar mais motivada e cheia de energia.
Terminei a minha licenciatura já a trabalhar e quando fiz a minha pós-graduação fiquei com a sensação que não ficaria por ali e iria regressar depressa aos estudos. Sabia que queria voltar a estudar. Fazer mais.
Não regressei depressa. Casei, fui mãe uma, duas, três vezes. Dediquei-me à familia sem descurar o trabalho. Fiquei sem trabalho, voltei ao mercado. Investi alto no trabalho e eis que agora me pareceu a altura certa para regressar aos estudos. Vai sair-me do pêlo, como se costuma dizer, já o comecei a sentir, mas também como todos nós sabemos, “No Pain, No Gain” e quando o esforço é muito a recompensa é melhor.
É quase um ano inteiro de aulas com férias pelo meio. São muitos livros para ler, a cabeça para desenferrujar. São pessoas novas. Novas rotinas também.  
No primeiro dia de aulas e percebendo bem o auditório que tinha à frente, o professor que nos falava da importância de sermos nós a fazer mais por nós, a mudarmos o mundo se assim o quisermos, projetou no quadro o provérbio africano que aqui reproduzo. Não podia ser mais adequado.



Não sou totalmente Gazela. Não sou totalmente Leão. Mas tenho a certeza que despertei. Fiz-me à estrada e agora já não posso parar esta corrida que iniciei!  Sou apaixonada por pessoas, por falar com pessoas e conhecer as suas histórias e vivências reais. Não tenho perfil para chorar o leite derramado e acho sempre que está em nós o primeiro passo para a mudança. Somos nós que devemos arregaçar as nossas mangas. Esperar não faz parte do meu perfil.
Regressei à universidade. Tenho a minha motivação lá bem no alto. Todos os dias estudo, todos os dias leio mais um bocadinho. E engraçado, sinto-me leve e mais forte ao mesmo tempo.
Custa-me a inércia, o não evoluir. Custam-me os dias que não me acrescentam nada de valor. Isso sim cansa-me mais do que tudo.

Claro que a ideia de me meter num projecto assim com trabalho árduo no dia-a-dia e uma casa de cinco para tratar, sem querer perder nada do crescimento dos meus miúdos,  assusta-me muito. Mas tudo se consegue quando temos força de vontade. E tenho a certeza que vai valer muito a pena. Já está a valer muito a pena.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Os doze


A Carolina fez 12 anos na semana passada. Há muito que falávamos deste dia porque para além de ser o dia de anos que para ela é sempre o Grande Dia (para quem não é?!), este ano era ainda mais especial porque "casava" os anos.
Tirei o dia de férias. Não era uma semana fantástica para ter menos um dia de trabalho, mas com mais umas horas na véspera e outras no dia seguinte, tudo se compôs e eu fiquei mesmo grata por poder partilhar o dia com ela e com as amigas dela. Quando há vontade, tudo se conjuga!
Durante a manhã andei numa roda viva a preparar tudo para que o dia fosse perfeito. Afinal, com horas extra nas vésperas não tinha nada adiantado, nem compras feitas, nem casa arrumada, mas tudo se fez a tempo!
Inspirei-me nos Donuts para a mesa dos doces. Queria um tema de adolescente, já nada infantil, mas sem ser demasiado senhoril, divertido, mas não óbvio e visto. Achei o tema dos Donuts perfeito, não só porque cá em casa todos gostamos, mas até porque queria ter um mote para fazer um centro de mesa com 12 fotografias, desde as fotos de bebé até às de hoje. O Bolo do não podia ser mais prático: dois bolos virados um contra o outro (optei por pão de ló) com chocolate derretido por cima e pepitas coloridas. Fácil e eficaz. Há alguém que não goste de pão de ló?
Quando as amigas chegaram com ela para o almoço adoraram a decoração! Os irmãos também vieram almoçar a casa e já não voltaram à escola. A vida não se repete e o amor e a partilha que viveram naquela tarde que seria apenas mais de umas horas de escola compenso-os largamente, tenho a certeza. Foi muito bom partilhar a mesa com 8 crianças. Ouvir as conversas das miúdas já tão pré-adolescentes. Perceber verdadeiramente como é cada uma delas. Ainda que conheça todas há muitos anos (andam juntas desde o pré-escolar), a verdade é que é muito importante conhecer ainda melhor as companhias dos nossos filhos, perceber as influências que cada um exerce neles, identificar de onde vêm por vezes certas atitudes. Fizeram jogos, riram muito alto, tiraram fotos, divertiram-se. Foram para o pátio, voltaram para casa, sentaram-se no chão da sala e em cima da cama dela. Tudo de seguida, tudo sem parar um minuto. Aos 12 é tudo muito rápido, tudo para já e para ontem. Jantámos em família e deixámos para sábado uma ida ao Bounce em Carnaxide. Prometia ser uma tarde bem passada e o balanço (literalmente) não podia ser mais positivo. Uau! Tanto salto! Ficámos com vontade de lá voltar e cá por casa já se fazem planos de agenda na mão!
Cá por casa gostamos e levamos muito a sério os dias de aniversário. E eu sei que este foi mais um dia para ficar na nossa memória!
Posso pedir apenas que os próximos 12 anos não passem tão rápido como passaram estes?!


sábado, 7 de abril de 2018

Matilde, a observadora


Este fim-de-semana temos cá em casa uma amiga da Matilde. Enquanto eu arrumava a cozinha depois do jantar, puseram-se a dançar a música surpresa (para os pais) do próximo sarau de Hip Hop. Às tantas, a amiga exclama que não podem ensaiar porque eu não posso ver, ao que a Matilde responde prontamente:

- Não há problema, a minha mãe esquece-se muito rápido.

Perante o olhar de espanto da amiga, ainda reforça:

- É porque ela trabalha muitas horas por dia.



Quase cai para o lado. Tantas já devem ter sido as vezes que me esqueci de coisas dela...