terça-feira, 21 de agosto de 2018

Tavola Calda


Este ano andamos um pouco tímidos em saídas a dois, aproveitando o facto dos miúdos estarem de férias com os avós. Vamos-nos arrepender, já sabemos. Mas andamos de tal forma cansados que nos sabe bem voltar para casa após o trabalho e não ter que pensar em muita coisa, inclusivamente em voltar a sair para jantar.
Mas começamos a deixar a preguiça de lado e esta semana lá fomos experimentar a pizzaria Tavola Calda em Algés, da qual nos disseram maravilhas.

Gostámos. Gostámos sobretudo porque nos fez lembrar a nossa Lua de Mel em Roma onde comemos as pizzas mais fininhas e simples e maravilhosas de toda esta vida. Também na Tavola Calda a massa é finissima e não há muitas misturas de ingrediente: “3 é a Conta que Deus fez” e parece ser esse o segredo do sucesso no que toca a misturas.
O atendimento é simpático e o espaço bastante simples e agradável, inclusivamente com estacionamento fácil, o que é um achado em Algés!
Como foi um pouco por improviso, não tinha feito reserva e conseguimos mesa sem dificuldades, mas 15 minutos depois estava completamente cheio!

Para quem vive ali perto, ou trabalha como é o meu caso, é sem dúvida um restaurante a repetir várias vezes. E apontem na agenda: ao almoço têm menus de 10 euros que inclui a Pizza, uma bebida e um café.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

E lá fomos nós ao Sol da Caparica


A promessa estava feita à Matilde há um ano: este ano iamos todos ao festival Sol da Caparica, no dia dedicado às crianças. Os irmãos mais velhos já tinha ido com amigos e vinham sempre cheios de novidades e a miúda não se calava com a injustiça de nunca lá ter postos os pés.
Neste domingo lá fomos os quatro: eu com os três pintainhos, de mochila às costas e chinelos no pé para umas horas de diversão, entre música, insufláveis e demais jogos para todos os gostos e idades.
O Festival está muito bem organizado e sem dúvida que este dia dedicado aos mais pequenos foi uma óptima ideia porque todos os anos enche e faz a pequenada feliz. Só foi pena este ano estar um calor de ananáses como convém para um domingo de Agosto, mas que para um festival de miúdos que não querem parar um segundo à sombra de uma árvore, se tornou complicado de gerir!
A oferta é enorme e passa-se perfeitamente bem um dia inteiro por ali, a assistir a mini concertos, a ouvir estórias, a construir marionetas, a experimentar insufláveis para todos os gostos e feitos, a ter aulas de skate, a fazer jogos tradicionais e a levar com mangueiradas de água volta e meia, meia volta tal o calor abrasador. Há montes de coisas a acontecer ao mesmo tempo e há tempo que sobra para fazer tudo!
Nós não ficámos até às 17h, hora de fecho do festival. Assim como lhes tinha feito a promessa de irmos, também eles me prometeram que saiam sem birras mais cedo, para nos juntarmos ao resto da família na praia. E assim foi. Eu cumpri e eles também cumpriram. Não assistimos ao concerto da Rita Guerra que foi cantar os clássicos da Disney, mas estivemos nas primeiras filas a ouvir as Canções da Maria. Os meus três miúdos são super fãs da Família da Maria e sabem as canções todas de cor, o que se torna valioso quando por vezes surgem algumas dúvidas nas matérias escolares, em especial em História de Portugal! Ficámos também a conhecer "O Gato Pintor", projeto que junta Manuel Paulo e João Monge e que arrancou gargalhadas aos mais pequeninos.
Tirámos fotografias, ganharam brindes de algumas marcas presentes, correram e brincaram e eu, que não me apetecia nada estar ali devido ao imenso calor que se sentia, num domingo perfeito de praia, saí de lá de coração cheio, por saber que estavam felizes.
O bilhete é super em conta: cada miúdo (e adulto) paga 2 euros e pode andar em tudo. É sem dúvida um dos eventos a marcar na agenda para quem miúdos pequenos e não se importe de trocar a praia por um dia no Parque!

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Aretha Franklin - Respect [1967] (Original Version)



Porque era uma das vozes femininas mais inspiradoras de sempre. Porque esta é uma das minhas músicas preferidas. Porque se perdeu hoje. Mas porque permanecerá para sempre. Aretha Franklin. Respect.

O Bolo de Iogurte da Minha Mãe


Pode parecer o bolo mais simples de fazer e de facto a minha primeira experiência na cozinha foi a fazer um, o que prova de que facto é fácil de fazer, mas não há ninguém que faça um Bolo de Iogurte tão bom como o da minha mãe!
A receita não tem nada que saber e é a mesma há anos e anos, mas nas mãos da minha mãe ganha um toque especial. Fica muito alto e fofo e quando se começa a comer desaparece num instante! a minha mãe dá a receita a todas as pessoas que lhe perguntam como se faz. Todas repetem, tudo certinho, mas ninguém consegue um bolo tão bom como ela!


Talvez por eu gostar tanto (sempre foi o meu preferido desde muito pequenina) e de estar sempre a fazer, sobretudo nos fins de semana de inverno (sabe tão bem acordar a casa com o cheirinho de bolo no forno aos domingos…), este é claro o bolo preferido dos meus filhos. Eles que são super gulosos e não são esquisitos a cremes e recheios, se houver Bolo de Iogurte, sobretudo feito pela minha mãe, é a primeira escolha e é sempre o que pedem para levar para a escola em dia de aniversário.
Agora que os miúdos estão de férias com os avós, a minha mãe faz um bolo dia sim, dia não. Mas não se alarmem as mães que controlam com rigor as calorias ingeridas da criançada. Para além dos meus miúdos não pararem um segundo nas férias de verão, entre praia, piscinas, bicicleta, jogos de bola, apanhada e escondidas, o que permite alguns exageros nos doces, a minha mãe trocou há uns largos meses o açúcar refinado por açúcar amarelo, o que o torna mais saudável e lhe dá uma cor amarelo torrado e um sabor ainda mais especiais.  


Fica a receita para quem quiser fazer;
1 iogurte simples
3 copos de iogurte de farinha
3 copos de iogurte de açúcar amarelo
4 ovos (preferencialmente caseiros)
½ copo de óleo
1 colher sobremesa (mal cheia) de fermento


Mexer tudo e levar ao forno durante 30 a 35 minutos, numa temperatura à volta dos 180º.


Depois de feito, desenformar, mas deixar no forno para manter o calor!
Et voilá, têm o lanche perfeito quando regressarem da praia!

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

DIY do Dia #62 - Diários de Viagem


Tal como a grande, grande maioria de nós, desde que as fotografias passaram a cartão digital a ideia de imprimir e fazer álbuns começou a ficar apenas em projecto. A verdade é que por mais que pensemos em fazê-lo, na hora de imprimir as fotos são tantas (só poupávamos em disparos quando o rolo tinha que durar a viagem toda!), que o orçamento para pôr tudo em papel acaba por ser um entrave. Para quê gastar dinheiro em imprimir se as podemos ver no computador?
Mas a verdade é que abrir um álbum em papel tem uma aura mágica que uma pasta digital não tem. E até se pode mandar imprimir em formato digital, em fez que colar foto a foto em páginas em branco. Eu gosto dos dois formatos...mas fazer tudo á mão, com fotos cruzadas com apontamentos e recortes colados com washi tape enche-me as medidas dos projectos DIY.  

Confesso que tenho muitos álbuns em atraso. Para terem uma ideia, dos batizados dos meus miúdos só tenho um álbum em papel. Adivinhem de quem? Da mais velha, claro. Os filhos mais novos são tão prejudicados nestas coisas...!
Todos os anos digo para mim mesma que tenho que imprimir. Que tenho que fazer. Todos gostam de pegar e ver e não é justo só uma filha ter.
Para além dos álbum dos batizados, também gostava muito de ter tempo de fazer álbuns de diferentes viagens. Tirando Itália, da viagem de Lua de Mel que fizemos a Roma, Veneza e Florença, não tenho mais nenhuma viagem em papel. E é uma pena.
A Viagem a Cuba está no Disco Externo, a da Costa Rica, também. Idem para a viagem a Menorca, São Miguel, Biarritz, Madrid e tantas e tantas outras. E para além das fotos, de todas as viagens gosto de trazer os bilhetes de transporte e entradas em monumentos, cartões de restaurantes, folhas de árvores, o que são óptimos acrescentos às fotografias em si e resultam muito bem como testemunhos nos Diários.


Andei a pesquisar e o que não faltam são ideias deliciosas para fazer alguns de viagem em papel. E acho que por exemplo podem ser o mote para um presente de Natal, ou de aniversário de casamento muito personalizado.

Quem vai aderir? Acho difícil resistir a estes DIY...  
AS fotos foram todas retiradas do querido amigo "Pinterest"-





quarta-feira, 8 de agosto de 2018

A febre dos Parques Aquáticos


Cá em casa fomos atingidos pela Febre dos Parques Aquáticos e julgamos que é algo que não se cura assim tão facilmente. Vai daí que ainda agora viemos de férias e já estamos a fazer um potinho para mais um internamento em escorregas de água. Há quem tenha que ir todos os anos às termas. Parece que nós teremos que ir todos os anos a um parque aquático!
Quando era criança já tinha tido uma febre assim, repetidamente todos os verões lá tinha que ir mergulhar ao Onda Parque (na Costa da Caparica) e ao AquaParque no Restelo, onde aconteceram aqueles terríveis acidentes com as duas crianças. Não sei se foi a partir daí, senão (não consigo mesmo lembrar-me) desliguei-me do divertimento dos escorregas de piscina. Até ser mãe de crianças que começam a prestar atenção a anúncios e cartazes.
Julgo que foi há dois anos que nos estreamos nestas andanças, enquanto país, com uma ida às Piscinas de Santarém. Depois foi o Zoomarine e este ano lá cedemos aos pedidos e fomos parar ao Slide&Splash e deixem que vos diga: foi a melhor terça-feira deste verão para esta família de 5! Que divertido!!!
Não sou pessoa de gostar de grandes velocidades. Tudo aquilo que sinto fugir-me ao controlo, desagrada-me. Não sou fã de montanhas russas nem de kamikases. E quando chego a um parque aquático não me atiro para a primeira fila que encontro. Aliás, agora que os miúdos já estão mais crescidinhos, quase que são eles que me garantem que não há problema em ir naquele escorrega que não é muito rápido. Eles querem experimentar tudo, eu sou mais de observar e fico mais na retaguarda, mas andei em quase todos… quase! A miúda mais crescida só não conseguiu andar em todos (super atrevida nestas andanças) devido ao tempo que se perde nas filas, o maior senão da experiência.  Ficar numa fila mais de meia hora para escorregar 2 minutos é um desperdício de tempo e por isso, depois de começarmos a ver as horas a fugir, andámos sempre para baixo e para cima naqueles que tinham filas mais pequenas. Ainda fomos em Julho e o ambiente estava tranquilo, apesar de muito cheio, e por isso nem quero imaginar como será em Agosto.
Os bilhetes não são a coisa mais acessível do mundo. Para uma família de 5 são caros, mas é um dia que faz a diferença nas nossas memórias, sem dúvida. E se já é tão procurado com entradas caras, se os bilhetes fossem baratuxos ninguém conseguia entrar.
No Slide&Splash gostei francamente da organização e da oferta, muito diversificada. Há escorregas para todos os gostos, mais rápidos, mais fofos, fechados, completamente às escuras, com boias duplas ou de uma só pessoa. Há restaurantes com fartura, mas também se pode levar comida sem qualquer problema. Há um bom parque de estacionamento e há muitos quiosques para fazer uma pausa para um sumo ou um gelado. Ficámos tão contaminados com esta febre dos Parques Aquáticos que queremos lá voltar, queremos experimentar todos os outros do Algarve, ir a Amarante, meter pés a caminho até à Isla Mágica de Sevilha. Queremos tanto, tanto, que já começamos a fazer economias! Pode parecer tonto, mas fazer os miúdos perceber que ir aos vários parques é algo que pesa no orçamento, faz ainda adocicar mais o desejo e valorizar mais o dia!

terça-feira, 7 de agosto de 2018

O Dia da Festa do miúdo da casa


Com um mês de delay,  venho aqui recordar o aniversário do miúdo cá de casa. Na verdade, nos últimos tempos quase que só venho aqui quando algum dos meus filhos faz anos. Menos mal: tenho três e por isso está assegurada uma visita trimestral… ou quase! Mas a verdade é que eles são o meu mundo, o que me move nesta roda descontrolada que é a vida. Todos os dias corremos sem olhar para o lado para chegar cedo ao escritório e para não chegar muito tarde à escola deles. Somos todos iguais e os dias engolem-nos. Mas quando chega o dia deles... para tudo!

O Francisco fez nove anos em Julho e só tinha um pedido: partilhar um bolo de anos com os amigos. Só isso. O básico. O mínimo. Tão mínimo que chega a emocionar.  Quem faz anos no verão, percebe. Eu sei que quando chegar à idade adulta vai adorar fazer anos no Verão, poder fazer festas ao ar livre, combinar piqueniques do outro lado do mundo, não ter que ir trabalhar e apanhar trânsito num dia cinzento. Mas agora, agora, ele só queria fazer anos quando os amigos estão com ele e não quando estes já fugiram todos para o Alentejo, Minho ou Algarve.
Este ano teve sorte. Partilhou um bolo com os amigos do ATL onde estava nessa semana de férias. Não eram os amigos de sempre, mas foram os amigos desses últimos dias antes de irmos de férias e adoraram um bom bolo de anos! E comovia vê-lo tão feliz por poder levar um simples bolo para partilhar o dia.
À noite os dois amigos inseparáveis jantaram connosco no sítio que escolheu e isso fê-lo vibrar de alegria porque é uma sorte estarem por cá.
Dois dias depois, no sábado organizamos uma festa com a família e com os miúdos que ainda não tinham fugido para as praias longínquas. Não foram muitos, mas fizeram um banzé tremendo numa tarde de piscina, calor, gelados e uma mesa dedicada ao Mundial.

Mais alguém por aí com miúdos a fazerem anos durante as férias e por isso com desfalque nos convidados para a festa? 

As férias servem para redefinir prioridades


A azáfama dos dias normais, do Outono ao final da Primavera tem o condão de nos afastar daquilo que realmente somos e queremos para nós. Vivemos no mundo das obrigações, do que tem que ser feito. Do certo e do errado. Do, supostamente, importante.
O Verão não é a estação preferida de quase todos só porque traz com ele salpicos de água salgada, areia nos pés, corpos dourados e patuscadas com amigos pelas noites fora. O verão tem o dom de nos voltar a colocar no lugar. De nos trazer à nossa essência. De nos sacudir.
As férias servem para abrandar e para ser feliz. Trocar a respiração acelerada por suspiros profundos, sem ter medo de estar com isso a gastar tempo. Não temos que ser iguais aos outros e fazer o que os outros acham que é o mais divertido. Devemos saber parar e ver se o que fazemos todos os dias é de facto o que queremos para nós. E só no verão temos tempo para pensar nisso. Na praia, enquanto os miúdos corriam de um lado para o outro para apanhar ondas, caranguejos, areia, bolas, baldes e pás, dei por mim seriamente a pensar nisto: o que é que realmente me faz feliz?  
Ao contrário de quem vive no mundo digital que aproveita o Verão para se “desconectar”, eu aproveitei mais para colocar a leitura em dia dos blogues que gosto tanto, descobrir novas contas de Instagram que são uma verdadeira inspiração e para perceber de facto como me faz falta ter mais tempo para este meu blogue. Não porque o queira tornar famoso, não quero (nem tenho tempo para isso!)  mas porque escrever me faz bem à cabeça. É um hobbie (desculpem, mas odeio a palavra passatempo) e não ter tempo para os nossos hobbies é muito, muito mal sinal.

Há uns meses, participei numa formação profissional em que pediam a cada um que se apresentasse dizendo o nome, a profissão e os hobbies que tinha. Naquela altura estremeci. Hobbies? Hobbies? Mas eu já não tenho Hobbies…
Uma mãe de três crianças que passa muitas horas fora de casa a trabalhar e que este ano ainda está a tirar um curso avançado de executivos na Universidade Católica (talvez a melhor decisão da minha vida a nível profissional!) facilmente se esquece de reservar um tempo para Hobbies. Mas a verdade é que essa falta de tempo para nós vai nos transformando por dentro. Vai nos pintando de cinzento. Não ficamos melhores mães porque não dedicamos tempo a nós. Não ficamos melhores profissionais porque não dedicamos tempo a nós. Não ficamos. Pelo contrário.
Ter tempo é necessário e redefinir prioridades é urgente. Há sempre forma de fazer. Basta ligar o alarme para isso e não perder o norte.
O Blogue recomeça hoje.
Que venham daí novas aventuras!

sexta-feira, 27 de abril de 2018

DIY do Dia #61

Quem gosta de ananás?
Estou completamente apaixonada por estes ananases feitos de pinhas! Que óptima ideia para a decoração de uma festa de verão. Óptima, gira e barata! Só temos que pegar nas várias pinhas que andam lá por casa no cesto da lenha, pintar de amarelo (pode ser com spray que é ultra rápido) e acrescentar umas tiras de papel verde. É daqueles trabalhos que as próprias crianças podem fazer para decorar a festa de aniversário. Eles adoram participar e não tem como correr mal.

É muito engraçado porque o mais natural é associar as pinhas ao outono e inverno, à lareira e ao tempo frio, mas assim pintadas a fazer de ananás ficam mesmo frescas e podem ser um excelente centro de mesa numa festa junto à piscina. Há anos que chegamos a esta altura e as decorações disponíveis nas lojas para eventos andam sempre à volta de flamingos, catos e ananases. Estes são altamente ecológicos e fáceis de fazer!
E para além disso, quando chegar o inverno, talvez este ou um daqui a 10 anos, ainda se pode aproveitar para a lareira, não contribuindo para a cumulação de lixo em casa!
Quem alinha?

Acho que não podia ter arranjado petexto melhor para regressar aos meus post de Do it Yourself!

terça-feira, 24 de abril de 2018

Qual a livraria mais bonita do Mundo?

Não é segredo para ninguém que eu adoro livrarias. Aliás, se um dia tivesse um negócio próprio seria com livros de certeza. Até podia não ser uma livraria tradicional, mas seria um espaço, onde os livros estariam em destaque. Onde todas as pessoas pudessem mexer nos livros à vontade. Onde se podia pegar, mexer e onde estariam em destaque numa decoração leve e colorida.
Ontem, a propósito do Dia Mundial do Livros, todos ou quase todos, enchemos as redes sociais com as imagens dos livros que andamos a ler. Eu não o fiz. No entanto, passei por um sítio virtual qualquer, já não me lembro onde, que perguntava: “Qual a tua livraria preferida?” e fiquei presa a essa pergunta.
Ainda que me seja difícil responder assim, a frio, houve duas que me apareceram logo na cabeça: A Bulhosa, onde adoro ir tomar o pequeno almoço e ficar ali a ver as últimas novidades; e a livraria Ler Devagar, no LX Factory, onde entro muitas vezes só por entrar, mas de onde saio sempre com um livro na mão.

Gosto de livrarias grandes, luminosas, onde nos possamos perder. Talvez por isso goste tanto, mas tanto, da feira do livro. Há melhor sítio para comprar livros?
Ainda no domingo passado, estivemos todos na Fnac e os miúdos já estão à vontade para se sentarem a ler um livro enquanto eu e o pai bebemos café! É tão saudável!
Em Portugal há uma livraria de que o mundo inteiro fala: A Livraria Lello e Irmão, no Porto, com a sua famosa escadaria adaptada nos filmes do Harry Potter. Também adoro, mas está sempre tão cheia que acaba por perder o interesse… Sempre que lá vou sinto os olhares todos a perseguir-me com a chamativa “Proibido Tirar Fotos”!
Pela internet fora, existem vários rankings das mais belas livrarias do mundo e há duas delas que gostaria muito de conhecer: a ultra moderna Livraria da Vila, em São Paulo, Brasil, que muito faz lembrar uma biblioteca citadina, e a Cafebrebía (livaria e café) El Péndulo, na Cidade do México (na foto), que tem árvores naturais a enquadrar as últimas novidades literárias. Quem conhece? Quem quer ir?

Agora digam-me da vossa justiça, qual o vosso sítio preferido para estar entre os livros? Afinal, qual é a mais bonita livraria do mundo? Dizem-me?

segunda-feira, 23 de abril de 2018

De regresso aos livros, ao estudo... e à universidade!

Voltei à universidade para fazer um curso que há muito queria fazer e claro, não podia estar mais motivada e cheia de energia.
Terminei a minha licenciatura já a trabalhar e quando fiz a minha pós-graduação fiquei com a sensação que não ficaria por ali e iria regressar depressa aos estudos. Sabia que queria voltar a estudar. Fazer mais.
Não regressei depressa. Casei, fui mãe uma, duas, três vezes. Dediquei-me à familia sem descurar o trabalho. Fiquei sem trabalho, voltei ao mercado. Investi alto no trabalho e eis que agora me pareceu a altura certa para regressar aos estudos. Vai sair-me do pêlo, como se costuma dizer, já o comecei a sentir, mas também como todos nós sabemos, “No Pain, No Gain” e quando o esforço é muito a recompensa é melhor.
É quase um ano inteiro de aulas com férias pelo meio. São muitos livros para ler, a cabeça para desenferrujar. São pessoas novas. Novas rotinas também.  
No primeiro dia de aulas e percebendo bem o auditório que tinha à frente, o professor que nos falava da importância de sermos nós a fazer mais por nós, a mudarmos o mundo se assim o quisermos, projetou no quadro o provérbio africano que aqui reproduzo. Não podia ser mais adequado.



Não sou totalmente Gazela. Não sou totalmente Leão. Mas tenho a certeza que despertei. Fiz-me à estrada e agora já não posso parar esta corrida que iniciei!  Sou apaixonada por pessoas, por falar com pessoas e conhecer as suas histórias e vivências reais. Não tenho perfil para chorar o leite derramado e acho sempre que está em nós o primeiro passo para a mudança. Somos nós que devemos arregaçar as nossas mangas. Esperar não faz parte do meu perfil.
Regressei à universidade. Tenho a minha motivação lá bem no alto. Todos os dias estudo, todos os dias leio mais um bocadinho. E engraçado, sinto-me leve e mais forte ao mesmo tempo.
Custa-me a inércia, o não evoluir. Custam-me os dias que não me acrescentam nada de valor. Isso sim cansa-me mais do que tudo.

Claro que a ideia de me meter num projecto assim com trabalho árduo no dia-a-dia e uma casa de cinco para tratar, sem querer perder nada do crescimento dos meus miúdos,  assusta-me muito. Mas tudo se consegue quando temos força de vontade. E tenho a certeza que vai valer muito a pena. Já está a valer muito a pena.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Os doze


A Carolina fez 12 anos na semana passada. Há muito que falávamos deste dia porque para além de ser o dia de anos que para ela é sempre o Grande Dia (para quem não é?!), este ano era ainda mais especial porque "casava" os anos.
Tirei o dia de férias. Não era uma semana fantástica para ter menos um dia de trabalho, mas com mais umas horas na véspera e outras no dia seguinte, tudo se compôs e eu fiquei mesmo grata por poder partilhar o dia com ela e com as amigas dela. Quando há vontade, tudo se conjuga!
Durante a manhã andei numa roda viva a preparar tudo para que o dia fosse perfeito. Afinal, com horas extra nas vésperas não tinha nada adiantado, nem compras feitas, nem casa arrumada, mas tudo se fez a tempo!
Inspirei-me nos Donuts para a mesa dos doces. Queria um tema de adolescente, já nada infantil, mas sem ser demasiado senhoril, divertido, mas não óbvio e visto. Achei o tema dos Donuts perfeito, não só porque cá em casa todos gostamos, mas até porque queria ter um mote para fazer um centro de mesa com 12 fotografias, desde as fotos de bebé até às de hoje. O Bolo do não podia ser mais prático: dois bolos virados um contra o outro (optei por pão de ló) com chocolate derretido por cima e pepitas coloridas. Fácil e eficaz. Há alguém que não goste de pão de ló?
Quando as amigas chegaram com ela para o almoço adoraram a decoração! Os irmãos também vieram almoçar a casa e já não voltaram à escola. A vida não se repete e o amor e a partilha que viveram naquela tarde que seria apenas mais de umas horas de escola compenso-os largamente, tenho a certeza. Foi muito bom partilhar a mesa com 8 crianças. Ouvir as conversas das miúdas já tão pré-adolescentes. Perceber verdadeiramente como é cada uma delas. Ainda que conheça todas há muitos anos (andam juntas desde o pré-escolar), a verdade é que é muito importante conhecer ainda melhor as companhias dos nossos filhos, perceber as influências que cada um exerce neles, identificar de onde vêm por vezes certas atitudes. Fizeram jogos, riram muito alto, tiraram fotos, divertiram-se. Foram para o pátio, voltaram para casa, sentaram-se no chão da sala e em cima da cama dela. Tudo de seguida, tudo sem parar um minuto. Aos 12 é tudo muito rápido, tudo para já e para ontem. Jantámos em família e deixámos para sábado uma ida ao Bounce em Carnaxide. Prometia ser uma tarde bem passada e o balanço (literalmente) não podia ser mais positivo. Uau! Tanto salto! Ficámos com vontade de lá voltar e cá por casa já se fazem planos de agenda na mão!
Cá por casa gostamos e levamos muito a sério os dias de aniversário. E eu sei que este foi mais um dia para ficar na nossa memória!
Posso pedir apenas que os próximos 12 anos não passem tão rápido como passaram estes?!


sábado, 7 de abril de 2018

Matilde, a observadora


Este fim-de-semana temos cá em casa uma amiga da Matilde. Enquanto eu arrumava a cozinha depois do jantar, puseram-se a dançar a música surpresa (para os pais) do próximo sarau de Hip Hop. Às tantas, a amiga exclama que não podem ensaiar porque eu não posso ver, ao que a Matilde responde prontamente:

- Não há problema, a minha mãe esquece-se muito rápido.

Perante o olhar de espanto da amiga, ainda reforça:

- É porque ela trabalha muitas horas por dia.



Quase cai para o lado. Tantas já devem ter sido as vezes que me esqueci de coisas dela...

Os restaurantes que (A)provámos por Aveiro!

Porque o prometido é devido, regresso aqui para falar dos restaurantes que conhecemos em Aveiro.
Quando queremos fugir à rotina também temos que deixar de lado as dietas. Sobretudo quando vamos para norte onde se come tão bem! Aveiro tem restaurantes magníficos, de bom peixe, de boa carne e com muito bom ambiente, todos os modernos e sofisticados!
Neste fim de semana de Páscoa, saímos de casa com os restaurantes mais ou menos definidos. Queríamos repetir alguns que adoramos e queríamos conhecer outros novos. Afinal, quem não quer?


Manuel Júlio
Fica à saída de Coimbra para Aveiro e é um dos meus restaurantes de eleição porque tem um Cabrito no Forno de comer e chorar por mais. E como estamos na Páscoa, não pode falhar! Quando decidimos que passaríamos no Portugal dos Pequenitos, a linha abaixo do nosso roteiro preencheu-se automaticamente com “Almoço no Manuel Júlio”. Eu sei que o nome deixa assim um pouquinho a desejar, mas não se deixem enganar, é um restaurante virado para dentro e para a comida caseira. Aqui come-se muito, muito bem e termina-se sempre com um café um Pastel de Nata. O atendimento é simpático e é um óptimo sítio para reunir a família.


La Mamaroma
Com um ambiente super cool, esta Pizzaria no centro de Aveiro foi das maiores surpresas do fim-de-semana. Que restaurante giro para um grupo de amigos ou para um jantar a dois! Nós fomos em família e também não faltava lá miudagem e como os meus estão sempre prontos para comer uma bela pizza fomos ao sitio certo! As pizzas são fininhas, bem ao jeito italiano, as massas muito boas e a carne que passava para as mesas do lado deixou-me em modo alerta, mas era impossível comermos mais. Para acompanhar tinha-nos sido recomendada a cerveja artesanal Cinco Chagas (na foto) e foi um tiro certeiro! Eu não bebo cerveja e mesmo assim tive que provar tais eram os elogios e de facto tenho que reconhecer: é muito leve e suave.  Ainda terminámos com uns Profiteroles feitos na hora que estavam maravilhosos!


Batista do Bacalhau
Não é o restaurante mais fácil de encontrar em Aveiro. Está fora do centro histórico, fica junto ao Centro de Congressos, mas garanto que vale a pena procurarem se gostam de bacalhau. Arrisco-me a dizer que foi o melhor bacalhau assado que comi na vida. Tão macio…! Os miúdos têm a mania que não gostam de bacalhau, mas aqui nem pestanejaram. Não só comeram tudo como ainda repetiram! O bacalhau é acompanhado pela tradicional batata assada, mas também por migas de couve que são super leves.
Convém chegar cedo, quando a sala enche é por ordem de chegada e a fila à porta é uma constante.


Casa das Enguias, Ovar
Fomos um pouco “às escuras” sem nenhuma recomendação, mas ficou imediatamente aprovado. Com um ambiente muito familiar e franco, sem grandes luxos nem etiquetas, este restaurante mostrou pormenores muito simpáticos, desde as entradas às forma de disposição das mesas. Quando dissemos eu éramos 7, em vez de juntar as mesas e ficar uma mesa corrida, sem graça, juntaram dias mesas, mas pelas laterais, não pelos topos, formando um enorme quadrado. As doses são enormes e meia dose dá para duas pessoas… o que mostra como ali se come de facto muito bem. A comida é do mais caseira que há e o serviço muito eficiente. Descansem que não servem só enguias. Há muito boa carne para provar!

Obviamente que haverá muitos mais restaurantes que merecem uma visita e há uns que conhecemos e gostamos muito (como o Marinhas) e não tivemos oportunidade de revisitar, mas estes foram os que nos encheram a barriga (e a alma) neste fim-de-semana de Páscoa. Fica a dica se forem para aqueles lados.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Em Aveiro com a família toda!



O facto de ter feito anos na semana santa deu-me a possibilidade de escolher o destino para as mini-férias da Páscoa, sem dar grandes hipóteses de discussão ao resto do clã.
Aos 39 anos já temos legitimidade para dizer que não queremos mais nenhuma camisola, mais nenhuma carteira, mais num presente físico, embrulhado a papel de embrulho! Aos 39 anos já podemos dizer à família, que a única coisa que queremos é mesmo sossego, limpar a cabeça e a vista e sair por uns dias da rotina. Foi isso que fizemos e ninguém imagina como nos soube bem!

Aveiro foi o destino escolhido, mas antes ainda cumprimos uma antiga processa aos miúdos: visita o Portugal dos Pequenitos, em Coimbra. Há anos que queríamos ir, mas por isto e por aquilo, lá íamos adiando. Todos nós em criança fomos lá e por simpatia das memórias talvez também queríamos levar lá à miudagem. Não fiquei deslumbrada nem acho que seja um ponto de visita obrigatória. Foi simpático, não deixa de ser engraçado, os miúdos gostaram, mas não ficámos com vontade de repetir. Está tudo muito arranjadinho e tem pormenores curiosos, mas julgo que podia evoluir muito mais, deixar entrar a tecnologia para nos transportar para cada uma das nossas regiões. Não me lembro como era quando lá fui em criança, mas a sensação que tenho é que não deve ter evoluído muito. Fica a ideia para implementar umas melhorias.
De Coimbra a Aveiro pouco mais é que uma hora de carro, por isso decidimos continuar pela cidade dos Estudantes e ainda bem. A Universidade de Coimbra é maravilhosa e vale mesmo a pena andar por lá.

Apesar de já conhecermos quisemos viver Coimbra e Aveiro como verdadeiros turistas. Aliás, dois dias antes da partida, dei-me ao trabalho de fazer um guia e roteiro do que queria ver em Aveiro e não falhou um ponto de agenda. O São Pedro, ou a tempestade Irene, ameaçaram estragar os planos todos, mas não passou disso mesmo: uma ameaça. Tirando a valente chuvada que apanhámos quando subimos à Universidade de Coimbra, o fim-de-semana não esteve mau de todo e lá conseguimos andar a passear como tanto queríamos.
Poderá parecer ridiculo, mas algo que fazia parte dos nossos planos era mesmo andar de moliceiro nos canais de Aveiro. Se a volta poderia ser melhor? Podia. Podia ser mais completa, mais diferenciadora, mais personalizada e mais rica em conhecimentos da cidade, mas ainda assim considero que é para fazer. É algo único no nosso país e merece a pena.
Também fomos ao Museu da Vista Alegre, em Ílhavo, ao Farol da Barra, ao Cais dos Bacalhoeiros e claro à Costa Nova. Conhecemos a Torreira, S. Jacinto e Ovar e ficámos embasbacados com a largura da Ria de Aveiro. Impressionante. Aliás, basta pensar que se sairmos do centro do Aveiro para a Torreira, a outra ponta da Ria de Aveiro, demoramos quase uma hora…
Ficam algumas fotografias de um fim-de-semana que soube mesmo bem. E por falar em saber bem, de seguida prometo fazer um post dedicado aos restaurantes que conheci e que são maravilhosos!