quarta-feira, 11 de maio de 2011

O (extraordinário) Livro da Avó Alice



Queiram desculpar-me a frontalidade, mas “O Livro da Avó Alice” foi das melhores coisas que li ultimamente. Anda por aí muito escritor que dizem que é bom e tal, mas escrever com a simplicidade e ao mesmo tempo grandeza de Alice Vieira ainda mais evidenciado quando se fala das coisas simples e maravilhosas da vida, há poucos. Este livro é direccionado às avós, não às dos carrapitos na cabeça, mas avós de hoje, algumas delas mais ocupadas que as próprias mães. O livro foi apresentado há uma semana pela Ana Bola, uma avó tal como Alice Vieira, muito fora do normal, e logo ali, na sessão de apresentação fiquei apaixonada pelo livro e agora que já o li comprovo que é simplesmente extraordinário. Queria oferecê-lo à minha mãe, também ela uma avó sem carrapito e fora de série, mas este livro é também uma inspiração para as mães e por isso lá vou ter que comprar outro. Não o li em três dias, mas em três momentos. É impossível deixar de o ler e ao mesmo tempo estou cheia de pena que ele tenha acabado. Acho que o vou deixar ali na minha mesa de cabeceira, para ir relendo, sempre que precisar de me sentir bem, feliz. Porque de facto, a Alice Vieira é uma avó feliz, tem uma casa feliz e faz por fazer dos seus dias, por mais banais que poderiam ser, dias felizes. Nunca fui a casa da senhora, nem sei onde fica, mas, mesmo sem ver, adoro a mesa dela da sala. Até parece que a oiço a ranger. É lá que a família se reúne para almoçar, para desenhar, escrever, pintar, fazer telejornais, imagine-se! Ela conta que a mesa já esta empenada, torta e a ranger. E eu digo ainda bem, é sinal que é usada, vivida. De que nos vale ter móveis novos em casa, sem estórias? Não gosto de casas desmazeladas, acho que ninguém gosta, mas adoro casas com vida. Talvez por isso sempre tenha querido uma família grande. Se acham que ela tem ideias iguais às de outras tantas avós, o que me dizem ao facto de ela fazer da sala uma praia, sem areia, mas com alguidares de água, para no Verão os netos não terem tanto calor? São formidáveis as histórias que nos conta, permitindo-nos perceber realmente que não há nada de mal em sermos um pouco loucos de quando em vez. O país precisa de gente que trabalhe, que produza, pois precisa, mas precisa ainda mais de gente feliz e a felicidade é uma inspiração para trabalhar. Este é daqueles livros mesmo obrigatórios de ler, sobretudo as avós apaixonadas pelos netos, que usufruem deles ao limite, sem pretensões a mais nada que não seja a de criar felicidade. Muito, muito bom! A edição é da Lua de Papel.

terça-feira, 10 de maio de 2011

“A um metro do chão” – giro, giro



Chegou-me há dias à minha mesa de trabalhos, mas ainda não tinha tido tempo de vir aqui não só agradecer à Oficina do Livro, pela oferta, como dizer que o livro é giro que se farta. É assim, com estas palavras todas, sim senhora, que aqui não há espaço para grandes cerimónias. Com texto publicados em muitos lados, Inês Teotónio Pereira apresenta agora em livro aquilo que há uns tempos publica no blogue “A um metro do chão”. É mãe de cinco filhos, só por si um feito maravilhoso, e tem a capacidade de aproveitar a maternidade na sua devida plenitude, apesar de trabalhar (e muito), de ter as tarefas domésticas para organizar (quem não tem?) e tudo o que uma mulher precisa de tratar e sempre de sorriso na cara. Ou quase sempre… O livro conta com prefácio de José Diogo Quintela, prestes a iniciar-se nestas andanças de ser pai e que me fez rir a bom rir com a sua perspectiva sobre os petizes e os seus progenitores. Porque de facto há quem complique o que não é complicado… Se estivesse no facebook, clicava já no pulgarzinho do “Gosto”, como não estou digo que Gosto Muito… sempre é mais fiável. Recomendo sobretudo para quem é mãe e desempenha essa “tarefa” maravilhada, assim como eu!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Pirilampo Fashion



É prateada a versão deste ano do conhecido e mediático Pirilampo, o conhecido bonequinho solidário cujas receitas das vendas revertem a favor das Cercis do país. Para além de ser prateado o Pirilampo tem este ano um fita preta e não a habitual branca, em que todos os anos é gravada a data da edição. Eu compro-o desde sempre, na altura através da carteira da minha mãe, que por sinal continua a comprar agora para dar aos netos. Ontem comprámos um cá para casa e os miúdos ficaram contentes e juntaram-no logo à enorme colecção. E vocês já ajudaram?

domingo, 8 de maio de 2011

Os cinco... no minigolfe



Que a mais pequenita nos obrigasse a andarmos de um lado para o outro a passeá-la e a trocá-la de colo em colo para todos podermos jogar, já estávamos à espera, mas que ele não deixasse ninguém jogar, não nos tinha passado pela cabeça. Estava doido com a bola e sempre que alguém a punha no chão raramente a deixava seguir caminho. O pequeno F ficou fã acérrimo de golfe. Por enquanto do mini, que sempre é mais económico! Dizer apenas que até, dentro dos condicionalismos, até nos divertirmos bastante em mais um pedaço de um fim-de-semana em que, praticamente em exclusivo, vivemos para eles.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Susana Félix


Já aqui o disse mais do que uma vez: o melhor da minha profissão são as pessoas que ela me permite conhecer. Hoje, troquei meia hora de palavras com a Susana Félix, a propósito do seu novo CD "Procura-se" e confirmei aquilo que ela própria transmite a quem a vê e ouve cantar ao vivo ou através do ecrã da televisão. É um encanto de pessoa, com um sentido profundo do significado da vida. Daquilo que realmente interessa. Gostei muito de a conhecer a ela e à Raquel que trabalha com ela. Maravilhosa, esta coisa de se conseguir juntar trabalho e prazer. Espero mesmo voltar a encontrá-las por aí.
Deixo o sigle de apresentação do novo CD da Susana Félix. Uma música gira gira, assim como todo o disco, que pude já ouvir duas vezes seguidas enquanto fazia o caminho de regresso a casa. Muito bom.

Diálogo surreal na Segurança Social (Medo, muito medo)

- Bom dia. Eu recebi esta carta em casa e gostava de perceber que valor é este que tenho de restituir ao estado...
- Deixe cá ver... Ora isto é um subsídio monoparental. Decidiu agora juntar-se com o pai do seu filho, foi?
- Como? Não. Sou casada...
- Pois, mas foi mãe solteira, certo? E agora é que se casou com o pai do seu filho.
- Não. Sou casada vai para sete anos, temos três filhos... a primeira filha nasceu há cinco anos, depois do casamento...
- Que estranho. Mas isto é um monoparental. Mas estão todos no mesmo agregado familiar? Vivem juntos?
- Siiim.
- É que podiam ser ainda casados e estar separados de facto.
- Hum? Então, mas o BI ou Cartão do Cidadão não diz que somos casados?
- Sim, mas quer dizer, podiam ter-se casado, divorciado e já serem casados com outras pessoas...

Passando à frente o resto do diálogo que parecia uma conversa de surdos. Parece que me foi pago um subsídio monoparental, enquanto mãe solteira e agora o estado descobriu que sou casada com o pai dos meus filhos. Provavelmente terei que pedir desculpas a alguém por ter uma família normal. A verdade é que nunca requeri tal subsídio, a própria funcionária admitiu que provavelmente houve um engano, mas agora tenho que pagar 45 euros ao estado porque durante 4 meses me depositaram 11 euros e tal... Pois se me pagaram indevidamente, apesar de eu não ter nada a ver com isso, eu devolvo. Quando peço para pagar diz-me a senhora. "Olhe, eu não posso receber. A minha colega da tesouraria não está, foi a um consulta no médico, tem que cá voltar noutro dia."
E é este o país que temos.
Sem palavras. A não ser: medo, muito medo de ir à segurança social.

Hoje, a vida não está fácil

Nem para mim, nem para a criatura mais nova que passou a noite inteira a chorar, como já não acontecia há meses. De manhã não quis comer e ora chora desalmadamente, ora adormece que nem um anjinho. E o pior é que daqui a minutos vamos às vacinas. Cheira-me que vai ser um dia daqueles bem jeitosos...