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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Vem aí mais um ensaio solidário da UAU



De todas as últimas peças que a UAU estreou, esta talvez seja aquela que me desperta mais curiosidade ver. Se é da UAU já sabemos que é bom e já sabemos que vamos sair do Casino Lisboa de riso estampado no rosto e de olhos brilhantes de tanto rir. É sempre assim, não?

“Nome Próprio” estreia dia 9 de Setembro e junta em palco: José Pedro Gomes, Ana Brito e Cunha, Francisco Menezes, Joana Brandão e Aldo Lima. A história centra-se em torno de um jantar de amigos que pode tornar-se num campo de batalha. E porquê? Por causa de um nome de um bebé! “Nome Próprio” é uma comédia sobre a amizade, mas também sobre a hipocrisia, a mesquinhez e os não ditos. Se calhar temos muito a aprender com ela… digo eu!

A peça estreou em Paris e o sucesso tem percorrido o mundo um pouco por toda a parte, tendo inclusivamente já chegado ao cinema.

Eu quero muito ir ver!

Como sempre a UAU volta a fazer um Ensaio Solidário, no dia 7 de Setembro, que como já se disse muitas vezes, é um espetáculo em tudo igual a uma sessão normal, mas com dois pontos ainda melhores: preço mais barato e cariz solidário. Os bilhetes para assistir ao ensaio solidário custam 6 euros e a receita reverte a favor do JIFA – Jardim Infantil dos Anjos, que apoia famílias de diferentes rendimentos.

Quem avisa…

quarta-feira, 8 de abril de 2015

50 Sombras! - Comédia Musical


Eu devo ser a única pessoa neste país que não foi ao cinema ver o famosíssimo "50 Sombras de Grey". Se não for a única, com toda a certeza que ando lá muito perto. Na verdade, mais curiosidade tenho em ler a história, repartida por vários livros, do que ver o filme. Mas, deserta estou, isso sim, de ver a nova peça da UAU que deve ser de chorar a rir do principio ao fim. Tem mesmo cara disso. "50 Sombras! - Comédia Musical" estreia noa dia 16 de Abril, no Teatro Tivoli BBVA, mas como sempre a UAU organiza um ensaio solidário, na véspera, que vale sempre a pena aproveitar. Primeiro, porque o preço é super convidativo (apenas 6 euros cada bilhete), depois porque possibilita a quem vai assistir à peça ver antes de todas as outras pessoas e principalmente porque  permite ajudar uma instituição.
Desta vez, a receita reverte na integra para a HELPO, uma Organização Não Governamental para o Desenvolvimento, sem fins lucrativos. Com uma atuação inicial em países em vias de desenvolvimento, desde 2011 focou a sua atenção no território nacional. Sediada no Bairro das Fontaínhas, em Cascais, começou por implementar uma Ludoteca na área, oferecendo às crianças e jovens um espaço para acesso à informação e apoio à aprendizagem. Neste momento, trabalha na angariação de apoios que permitam reabilitar a área da cozinha de forma a poder prestar apoio alimentar à população mais carenciada. Mais informações sobre a instituição aqui: www.helpo.PT

Quanto ao musical, eu aposto que é uma paródia pegada!
O espetáculo estreia em Lisboa, mas já tem data também para ir ao Porto: dia 3 e 4 de Julho, no Coliseu!
Apontaram tudo na agenda?

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Os maravilhosos 40!

 
Na quarta-feira fui à estreia de "40 e então?" e assim de rajada posso já adiantar-vos que foi das peças da UAU que mais gostei. DE-LI-CI-O-SA!!! Só ainda não tinha vindo aqui gritar para irem ver, porque a minha quarta-feira foi de tal maneira cheia e avassaladora que me deixou KO para o resto da semana.
Eu já sabia, à partida que ia gostar. Só podia gostar. Com Fernanda Serrano, Ana Brito e Cunha e Maria Henrique, a peça prometia ser boa, mas confesso que ultrapassou em muito as minhas expectativas. Tão, mas tão gira. Tão real, tão divertidamente real. Chorei a rir com a interpretação de Ana Brito e Cunha de uma mulher sedenta para fazer uma plástica: na cara, no pescoço, na barriga, no rabo, nas pernas, nos braços, em todo o lado!!! Identifiquei-me a valer com a Fernanda Serrano e o quadro da mãe que é tratada por mãe desde que o bebé nasce e que no infantário é invadida por pedidos e recados de mil e uma espécie. Ri muito e ouvi rir muito, inclusivamente os homens que por ventura identificavam ali alguns dos dramas domésticos vividos em casa. No palco do Tivoli BBVA fala-se de tudo e quando digo tudo é mesmo tudo: do sexo, do amor, do trabalho, da maternidade, da flacidez, das rugas. Os textos (maravilhosos) são todos muito diferentes entre si, mas têm sempre um dominador comum: o humor. Não há nada como falar das coisas sérias com humor! Rita Ferro, Ana Bola, Ana Brito e Cunha, Helena Sacadura Cabral, Inês Maria Menezes, Leonor Xavier, Maria Henrique, Sílvia Baptista, Sónia Aragão (que encena a peça) e Rute Gil, assinam as histórias. E é de histórias de mulheres que vive esta peça. O cenário não podia ser mais simples e vazio: uma fila enorme de sapatos que as actrizes vão calçando à medida que mudam de personagem, e três bancos/caixas que sevem para sentar, para subir, para apoiar.
"40 e então?" está em cena de quinta-feira a sábado, às 21h30, e domingos, pelas 16h30. Não se esqueçam que à quinta-feira os bilhetes são mais baratos.
Vão. Não deixem se assistir. É uma das melhores peças dos últimos tempos.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Ai, os quarenta...

 
Deve ser gira, gira a nova peça da UAU, que estreia a 30 de Abril, no Teatro Tivoli BBVA. "40 e então?" volta a juntar em palco Fernanda Serrano, Ana Brito e Cunha e Maria Henrique, dez anos depois do sucesso de "Confissões das Mulheres de 30". As três atrizes, estão diferentes, são outras mulheres, passaram por vivências que provavelmente nunca imaginariam que passariam e vão estar em palco para as partilharem, sem tabus, nem adoçantes! Esta é por isso uma peça feita de muitas histórias, histórias novas, outras antigas, comoventes, divertidas, de afetos, que mostram no fundo como é encarar a vida aos 40 anos. Será que a idade muda alguma coisa no nosso olhar? E será que o passar dos anos assusta ou não assusta mesmo nada?
Os textos não são autobiográficos, mas partem de escritos assinados por Ana Bola, Ana Brito e Cunha, Helena Sacadura Cabral, Inês Maria Menezes, Leonor Xavier, Maria Henrique, Sílvia Baptista, Sónia Aragão, Rita Ferro e Rute Gil, que provavelmente podem refletir aquilo que qualquer mulher desta idade está a passar. Aposto que muitas se vão rir de si próprias!
E eu estou mesmo curiosa para ouvir o que as três têm para partilhar!
A peça vai estar em cena a partir de dia 30 deste mês, de quinta-feira a domingo, com bilhetes dos 10 aos 18 euros, mas... como sempre há uma oportunidade de pagar menos e ao mesmo tempo ajudar mais!

Como habitualmente, a UAU volta a fazer um ensaio solidário, desta vez com as receitas a reverterem para a EVITA - Associação de Apoio a Portadores de Alterações nos Genes Relacionados com Cancro Hereditário.
Como sempre este ensaio solidário (que funciona como qualquer uma sessão!) é aberto ao público em geral que assim pode assistir à peça pelo preço simbólico de 5 euros/bilhete, que reverte na totalidade para a associação. Este ensaio solidário acontece já no próximo dia 29 de Abril e, por esgotar rapidamente, aconselho todos a comprar já o bilhete!
Quem avisa...

terça-feira, 18 de março de 2014

A Galinha Ruiva (e gira!) do Teatro Bocage

Assim que recebi o convite para a estreia de "A Galinha Ruiva", no Teatro Bocage, não pensei duas vezes. É uma das histórias preferidas cá de casa, ao ponto de termos dois livros diferentes sobre ela! Tínhamos que ir! Só disse aos miúdos em cima da hora, porque já sabia que quando soubessem não paravam com as perguntas típicas: "falta muito?", "a que horas é?", "já estamos atrasados?", "é longe?", "é perto?" Os miúdos vivem estes dias com toda a intensidade e ficam fascinados sempre que entram numa sala de teatro. E eu fico feliz por isso! Mas e ainda que eu já estivesse à espera de tamanha alegria posso dizer-vos que nunca tinha visto o meu filho do meio tão, mas tão contente. Fiquei híper orgulhosa, porque dos três ele é sempre o mais contido... o mais receoso! Nunca o tinha visto rir assim, ao ponto das pessoas que estavam na fila à nossa frente virarem-se para trás para o ver, por contagiar de tal maneira o resto da plateia. Só pelas gargalhadas dele já tinha valido a pena tomar o pequeno-almoço de domingo em formato mais acelerado, mas como toda a peça está gira, gira, só posso mesmo dizer que foi uma manhã em cheio. A peça é protagonizada unicamente por dois atores: Sandra Soares é a divertida e trabalhadora Galinha Ruiva, e André Pardal desdobra-se nos três vizinhos interesseiros: o gato, o pato e o porco. Mas ele não entra com um fato de cada vez. O André veste um fato tripartido: de um lado gato, do outro pato e ao meio porco, e é verdadeiramente hilariante vê-lo em diálogos acelerados das três personagens. Muda de postura, de tom de voz, de tiques e manias em milésimos de segundo e faz-nos rir! O tema da peça já todos sabem: a amizade e a entreajuda. Quando a Galinha encontra uns grãos de trigo, em vez de os comer crus decide fazer pão para render mais e ter mais alimentos para os seus pintainhos e todos os habitantes da quinta, mas para isso é preciso semear, ceifar, moer e cozinhar e parece que ninguém está muito interessado em ajudar... a não ser quando já sentem o cheirinho bom do pão acabado de sair do forno! Merecem eles comer?
A encenação é de Leone de Lacerda que também assina a cenografia e os figurinos, também eles deliciosos!  A peça vai estar em cena nos próximos domingos deste mês: dia 23 e 30, sempre às 11 horas, e merece mesmo ser vista! Vão ao Teatro Bocage e vão ver como os miúdos se divertem. Afinal Março é o mês do teatro...
Mais informações aqui http://www.teatrobocage.com/# ou por aqui https://www.facebook.com/teatrobocage?fref=ts

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Pobre Milionário - É favor ir ver

Fotografia de Paulo Sabino
GE-NI-AL.
O texto é genial, o elenco é genial, o trabalho todo em palco é genial, a nova peça da UAU é genial. "Pobre Milionário" estreou ontem e é mais uma daquelas peças que não se pode perder. Apesar de nos fazer rir a bom rir ao longo das duas horas de acção, esta é uma peça que foge um bocadinho àquele conceito de comédia rápida, para nos deixar a pensar um bocadinho mais sobre a sociedade que temos. É uma comédia inteligente que nos retrata a todos com tamanha exatidão, neste universo que vive de aparências. Não interessa muito quem tu és nem o que realmente fazes, mas se tens dinheiro, ou se julgam que tens dinheiro, todas as portas estão abertas e podes dizer os maiores disparates que todos vão concordar contigo. Miguel Guilherme, que já outras vezes encabeçou cartazes da UAU, nomeadamente em "Jantar de Idiotas", do mesmo autor de "Pobre Milionário": Francis Veber, volta a ser protagonista num elenco que é praticamente todo ele estreante em peças da produtora: Rui Melo (que aceitou o desafio muito em cima da hora, mas está verdadeiramente brilhante em palco), Nuno Melo, Rita Loureiro, Maria João Abreu, Rita Calçada Bastos e Sinde Filipe.
Miguel Guilherme é Francisco Pinho, um homem como há tantos por este país fora - um desempregado que se vê morto para o mundo: os amigos desapareceram, a mulher troco-o por outro, o banco retirou-lhe os cheques e cartões. Na verdade, Francisco sente-se mesmo invisível, porque afinal que interessa aos outros um pobre desempregado, sem soluções à vista? Alguém perde tempo a olhar para um homem assim?
Agarrando-se a uma ideia repentina e verdadeiramente louca, este desempregado sem um tostão (ou cêntimo) no bolso pede para ser inspecionado pelas finanças. Mas porquê? Porquê? Precisamente porque ao ser inspeccionado pelas finanças, deixa a ideia de que afinal ele não é tão pobretanas assim. Aliás, fica a ideia que ele é multimilionário e, como golpe mágico, renasce outra vez perante a sociedade: a ex-mulher quer voltar, as outras mulheres cobiçam-no, os amigos re-aparecem e até o banco lhe volta a entregar cheques...
A encenação é de José Wallenstein.
Para ver e tirar as nossas próprias conclusões, no Casino Lisboa, de quinta-feira a sábado, às 21h30, e domingos, pelas 16h30. Bilhetes de 12 e 18 euros, sendo que às quintas-feiras há um bilhete único de 10 euros, sem lugar marcado. Fica a dica!

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Pobre Milionário

 
Estreia hoje e eu vou lá estar.
Amanhã conto-vos tudo, mas tenho quase a certeza absoluta que é uma das melhores receitas para aviar para afastar este cinzento com que Janeiro insiste em pintar o céu!

terça-feira, 22 de outubro de 2013

“ A Grande Estreia” só podia ser graaande!




2013 não tem sido um ano meigo para mim e do verão para cá muitos têm sido os dissabores. Demasiados. Há muito que ansiava por uma boa dose de riso. Rir tanto e tão alto que me fizesse esquecer tudo. E foi isso que fiz no sábado à noite. Fui ao Tivoli ver “A Grande Estreia” e muito se ouviram as minhas gargalhadas naquela tão bonita sala de Lisboa. Adoro andar por Lisboa à noite e ver tanta gente no teatro como vi na noite de sábado soube-me pela vida. É preciso dar vida a Lisboa!
Com Ana Bola e Pedro Diogo nos principais papéis, “A Grande Estreia” é uma sucessão de disparates, mal entendidos e confusões feitos por uma companhia de actores que têm tudo, menos jeito para representar. Imaginem os ensaios a dois dias da grande estreia em que ninguém sabe nada, nem o que dizer, nem como o fazer!  Tem tudo para correr… mal, certo? A Ana Bola e Pedro Diogo, que protagonizam a cena romântica menos romântica que alguma vez vi!, juntam-se Maria Henrique, Victor de Sousa, João Maria Pinto, Miguel Damião e Alexandra Rosa e só por eles, por este extraordinário elenco, vale a pena ir ver a peça. Encaixam tão bem em cada personagem que custa a crer que alguma vez a história tenha sido representada sem eles!
Escrita por Danielle Navarro e Patrick Haudecoeur“A Grande Estreia” é uma peça de reconhecido sucesso internacional, sobretudo em França onde venceu o Prémio Molière, de melhor comédia em 2011. Em Portugal, é encenada por António Pires.

Se ainda não viram e tal como eu estão a precisar de doses maciças de riso, vão ao Tivoli BBVA, na majestosa Av. da Liberdade, de quinta-feira a sábado, às 21h30, e domingos, às 16h30. Os bilhetes custam entre 12 e 18 euros, mas já sabem que às quintas há o bilhete especial e único de 10 euros. É de aproveitar!!!

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Nova peça UAU, Novo ensaio solidário


Ora toca a assinalar na agenda: Na próxima semana, na noite do feriado 1 de Maio, a UAU faz o ensaio geral com o público da nova comédia “Guru”. Uma comédia que se revela uma verdadeira mãos largas no que ao riso diz respeito. Quem disse que não temos motivpos para rir? Como habitualmente, este ensaio com o público, que resulta numa simples sessão (tão profissional como outra qualquer e com a vantagem de ser vista em primeira mão, antes da estreia, obviamente e com um preço muito mais em conta) tem um carácter solidário. Desta vez, as receitas revertem a favor da CrescerBem, uma associação de apoio no domicílio ao recém-nascido que apoia famílias menos protegidas, para que as crianças cresçam e se desenvolvam com estabilidade e dignidade quando saem do hospital. A Associação, em parceria com a área de Apoio Social, agiliza competências de forma a potenciar o bem-estar das famílias menos favorecidas, tendo como missão capacitar a família a que chegam de uma forma personalizada, para que adquiram autonomia e independência. Com sede no Hospital D. Estefânia, e a funcionar também no Hospital de Santa Maria e Hospital de S. Francisco Xavier, a CrescerBem é uma IPSS fundada em Março 2011, com o objectivo inicial de colmatar uma lacuna existente a nível do acompanhamento de famílias carenciadas com bébes e crianças.

Vamos rir e ajudar?
Resumindo: quarta-feira, 1 de Maio, pelas 21h30, no Auditório dos Oceanos, no Casino Lisboa. Bilhete único de 5 euros.
É comprar o quanto antes, que isto esgota logo!

terça-feira, 26 de março de 2013

Onde vão amanhã?


"Chove em Barcelona", Teatro dos Aloés
Dia 27 de Março é dia mundial do teatro e pela grande Lisboa não faltam sugestões para nos deixarmos encantar por esta arte de palco, com espectáculos gratuitos.
Por isso, a crise não é desculpa para ficar em casa e não sair. Há que aproveitar o dia-a-dia e as ofertas que nos dão.
O Teatro dos Aloés, nos Recreios da Amadora, apresenta “Chove em Barcelona” (na foto), uma peça de Pau Miró que nos leva até ao bairro Raval, recheado de povos e culturas diferentes. É lá que vive a prostituta Lali, o chulo Carlos e o cliente David. Todos eles personagens fortes e cheias de frustrações e com algo em comum: a chuva cai sem dó nem piedade nos quartos onde vivem.O espectáculo tem entrada gratuita, esta quarta-feira, 27 de Março, pelas 21h30.
Também não muito longe, em Linda-a-Velha, no Auditório Municipal Lourdes Norberto, o Intervalo Grupo de Teatro promete gargalhadas com “Mais vale rir do que chorar” que junta duas peças: “O chefe é um gajo porreiro”, de Courteline, e “Não andes nua pela casa” de Feydeau. É igualmente às 21h30 e com entrada livre.
Depois, há várias sugestões a ter em conta dentro de Lisboa, como acontece no sempre dinâmico Cine Teatro A Barraca, que dedica a data à companhia Freedom Theater, da Palestina, que continua a trabalhar apesar de todas as ameaças de morte que os actores são alvo. Também no Teatro Aberto, noutra ponta da cidade, há que ter em conta o lançamento do livro “No palco da memória”, da enormíssima actriz Carmen Dolores.
Ainda pensam ficar em casa?

sexta-feira, 15 de março de 2013

Ops… um tiro no pé (verdade, verdadinha)


E não é que ontem, a actriz Ana Brito e Cunha (de quem eu gosto muito e com quem é sempre tão bom conversar, e é sempre uma querida a cada entrevista) foi atingida num pé, por uma bala perdida,  depois de mais um espectáculo TOC TOC no Teatro Tivoli BBVA? Verdade, verdadinha. Por isso, a peça está neste momento suspensa. Não há espectáculo nem hoje, nem amanhã, sábado, mas no domingo, 17 de Março, volta tudo à normalidade.
Há horas do diabo, como se costuma dizer.
O Vida Maravilha deseja as rápidas, rapidíssimas, melhoras à Ana Brito e Cunha, que faz um óptimo trabalho na divertida comédia carregada de fobias e obsessões.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Ontem, no Tivoli BBVA, foi assim!


Rir do princípio ao fim, mesmo, nem mais segundo, nem menos segundo. Há peças, grandes comédias, que fazem rir a partir do primeiro minuto, “Toc Toc” faz soltar gargalhadas à primeira palavra dita, ao primeiro segundo… e até ao último!
O elenco, Eduardo Madeira, Manuel Marques, Ana Brito e Cunha, Maria Henrique, Marina Albuquerque e António Machado, é  irrepreensível. O texto brinca com um problema real, mas sem ofender, o cenário é simpático, muito simpático, e o trabalho é todo ele muito bom.
Por detrás da peça fica a história de António Feio, há três anos ter visto a mesma peça em Madrid e ter dito: temos que fazer esta peça. A UAU fez. Fez agora, infelizmente já sem o actor, mas com muitos e bons colegas que aceitaram o trabalho e elevaram-no. “Toc-Toc” é uma peça muito divertida que coloca seis doentes numa sala de espera. Todos eles têm um Toc  - Transtorno Obsessivo e Compulsivo, e esperam pela chegada do Dr. Cooper, ao que parece uma sumidade no tratamento destas doenças. Será?
Ali encontramos um homem que diz obscenidades compulsivamente, com as asneiras a saírem-lhe pela boca (nariz, ouvidos, olhos) fora. Encontramos outro que não pára de fazer contas: sabe quantos degraus subiu em toda a vida e em quantos segundos o fez. Uma mulher que tem tanto medo das doenças que está sempre a limpar tudo, a lavar as mãos, a abir a janela. Outra que precisa de estar sempre a confirmar tudo, para ver se não perde a cabeça, essencialmente. Há ainda aquela que diz tudo em duplicado porque tem medo de morrer e o outro que, qual jogo de criança, qual quê, não consegue pisar riscos e para andar, nem que escale montanhas (ou cadeiras), andar num chão com linhas desenhadas é que não.  Decidem-se por uma terapia de grupo, enquanto esperam, e o desfile de manias, taras e tiques faz o desenrolar dos risos no público.
Todos têm culpa no cartório, mas o que mais gargalhadas arranca é Eduardo Madeira. O actor tem um desempenho fabuloso neste trabalho. Claro que fazer rir quando se diz asneiras, sobretudo, quando não estamos à espera, pode parecer fácil, mas Eduardo Madeira não se limita a proferi-las e a fazer rir só pelo disparate, de forma gratuita. Eduardo Madeira é cómico ao dizê-las, é cómico a pedir desculpas por dizê-las e toda a sua expressão corporal contribui para apimentar ainda mais as cenas!

“Toc Toc” está em cena no Teatro Tivoli BBVA, na Avenida da Liberdade, de quinta-feira a sábado, às 21h30, e domingos, pelas 17h. Os bilhetes custam entre 15 e 20 euros, mas atenção que às quintas-feiras, o preço é de 10 euros, em sessões sem lugar marcado. É de aproveitar... são duas horas de riso, sem ouvir uma única vez a palavra "crise". Vale a pena!!!
 
(fotografia de Helder Mendes)

quarta-feira, 13 de março de 2013

sexta-feira, 1 de março de 2013

Gargalhar com “Toc Toc” e ajudar a Domus Mater


É dia 12 de Março, no Teatro Tivoli BBVA, às 21h30, e tem o preço único de 5 euros. Imperdível!
Trata-se, pois claro, de mais um grande ensaio com o público da nova peça da UAU, e que tem, como sempre, um caracter solidário, desta vez de apoio à Domus Mater.
“Toc Toc” junta Marina Albuquerque, Eduardo Madeira, Maria Enrique, Manuel Marques, Ana Brito e Cunha e António Machado e leva-nos até a uma sala de espera de um médico famoso, onde encontramos fobias, obsessões, manias e tiques que nos vão levar às lágrimas. É verdade que o dr. Cooper é uma sumidade no tratamento de TOCs (Transtornos Obsessivos e Compulsivos), mas ele nem sonha com os pacientes que tem do lado de fora da porta…
Mais uma vez relembro, que estes bilhetes, pelo preço extraordinário que têm esgotam logo, por isso apressem-se a comprar: é uma sessão como outra qualquer, a nível de profissionalismo, mas tem a vantagem de ter um valor mínimo por bilhete e permitir apoiar uma causa maior. Vão. Onde é que encontram os melhores espectáculos por apenas 5 euros?

Diz a UAU sobre a Domus Mater:
“Instituição sem fins lucrativos, juridicamente constituída e inscrita no Ministério da Segurança Social e dotada do estatuto de IPSS (Instituição Particular de Solidariedade Social), a Domus Mater, Associação de Famílias e Amigos do Doente com Perturbação Obsessivo-Compulsiva, foi fundada por um grupo de Pais e Amigos destes doentes, por sentirem que, perante o sofrimento diário, não encontravam apoio por parte do Estado, nem equipamentos devidamente estruturados capazes de responder aos problemas e aos quais pudessem recorrer em caso de urgência.
Sem apoio estatal, funciona em regime de voluntariado proporcionando consultas ao utente, na forma de terapias individuais e de grupo, apoios domiciliários e apoio aos familiares, coordenadas por 4 psicólogas especializadas na patologia. Com âmbito nacional e a única a actuar nesta área, conta já com um significativo número de doentes a que assiste, estando a preparar a abertura da primeira Delegação no Porto, onde já há um número elevado de pessoas em espera.”

 

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Teatro a 10 euros (obrigada UAU)


Uma das coisas que mais me assusta nesta crise por que estamos a passar é nas consequências culturais que isso vai trazer à nossa geração, à geração dos nossos filhos. O não haver abertura para ver um bom espectáculo. O não haver abertura cultural, a possibilidade de rasgar novos horizontes, de colocar à prova a nossa capacidade criativa. Claro que tenho medo da fome. Claro que sim, mas se chegarmos a esse ponto já ultrapassámos tudo, é apenas a luta pela sobrevivência. Nestes tempos que correm vamos fazendo muitas cedências, na roupa, nos jantares em restaurantes,  sobretudo no que toda a cultura. Gostávamos de ir àquele concerto, mas não dá. Os miúdos pedem para ir ver aquilo, mas não dá. Até gostávamos muito de viajar e mostrar-lhes a Torre Eiffel, pois, mas não dá. E aquele livro? Ui que caro que está! Custa-me ver gente capaz, cheia de ideias, a embrutecer por não ter dinheiro. Gente que quer saber, saber mais, mas que agora não pode. E este agora durará até quando? E terá que consequências na nossa cultural? Quantos anos andaremos para trás? Quanto recuaremos no nosso desenvolvimento. Todos nos apontam como um povo fechado, com anos de atraso face às potências desenvolvidas, mas com esta crise que trambolhão vamos dar. É por isso que hoje fiquei contente com a boa nova da UAU, uma das maiores promotoras culturais portuguesas. Durante o mês de Março, os bilhetes para assistir aos espectáculos no Teatro Tivoli BBVA custam, apenas à quinta-feira, 10 euros,  e o mesmo vai acontecer para os espectáculos de Abril no Auditório dos Oceanos, no Casino Lisboa. Ou seja, durante dois meses, as quintas-feiras vão ter teatro a preço de saldo: só 10 euros. Porque nos querem calar e manter afastados da vida social. Porque nos querem ver tristes e redimidos a trabalhar e a não falar. A sobreviver, em vez de viver. Porque é preciso mostrar que nós queremos mais, sair mais, conhecer mais, aprender mais, investir mais, eu faço uma vénia a esta iniciativa de uma empresa privada de baixar os preços da cultura. É de aproveitar. Sobretudo quando se sabe que estreia no próximo mês uma hilariante comédia com Eduardo Madeira, Manuel Marques e António Machado, entre muitos outros  e bons actores.

Não podemos deixar que nos tirem tudo…

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Velhos, casmurros e cheios de graça


Na sexta-feira fui finalmente ver “Os Reis da Comédia”, a peça que junta no Tivoli BBVA José Pedro Gomes, Rui Mendes, Jorge Mourato, Carla de Sá, Diogo Leite e Rui de Sá. E vocês nem imaginam o que eu me ri. Quer dizer, imaginar até devem imagina, aliás basta dizer que é interpretado por José Pedro Gomes para pernsarmos logo em gargalhadas das boas. José Pedro gomes e Rui Mendes são aqui dois velhos resmungões, outrora verdadeiros ícones da televisão, na idade de oro da comédia. Mas na vida real nem suportam ouvir falar o nome um do outro, apesar de todos os verem como uma dupla imbatível. Mas um programa especial para recuperar antigos fazedores de gargalhadas coloca a hipótese de voltarem a contracenar e nem eles se lembravam já o prazer que isso lhes dá. Estão velhos, resmungões, esquecidos como tudo, mas sabem como fazer rir. A peça tem encenação de Adriano Luz a partir do texto de Neil Simon e fez soltar boas gargalhadas. Sobretudo porque acreditei mesmo que aqueles dois senhores, surdos que nem portas e com a mania de serem os maiores e melhores lá do bairro, vivem num qualquer apartamento de Lisboa, com a família a tentar ter paciência para os aturar. Algo, indiscutivelmente, nada fácil de se conseguir! Nada, nada fácil!!!!
A peça está em cena até Fevereiro, de quinta a domingo, numa das salas mais bonitas da nossa Lisboa: O Tivoli!
Ide ver à confiança que vão ver que se divertem…

terça-feira, 27 de novembro de 2012

E viva o teatro!

Na semana passada a filha mais crescida foi ao Politeama ver o "Peter Pan". A miúda foi de parcas palvras, mas uma professora garantiu-me que foi verdadeiramente extraordinário, aliás, como é apanágio do senhor Felipe La Féria.
Hoje,  foi a vez de o Teatro Papa-Léguas, perito em peças infantis, ir à escola e fazer as delícias do meu bebé do meio. Delícias, delícias não fez lá muitas, porque assim que cheguei junto dele na escola disse logo: "tive medo, mãe". Mas ele não é, ainda, exemplo para ninguém, porque tem sempre medo de todos os espectáculos que vamos ver. Só passados uns dias, umas semanas, é que conta e pede para ir outra vez. Cada miúdo, sua pancada, certo! Eu ainda não vi esta nova peça "Ali Baba", mas que o Papa-Léguas é uma das melhores companhias de teatro para os mais pequeninos, ai isso é e esta peça não deve desiludir!
 
A mim, cabe-me apenas aplaudir esta escola por continuar a fazer uma vida normal, apesar da crise instalada. A educação dos miúdos passa pela cultura, pelo teatro, pela música, pelas experiências e nós pais, apesar de tudo, temos que zelar por isso e permitir que a escola seja este laboratório criativo. Por mais que isso pese no orçamento...

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Duas belas senhoras velhas e uma barrigada de riso

Estreia hoje e é para mim um dos espectáculos imperdíveis desta rentrée. “Lar, Doce Lar” com Maria Rueff e Joaquim Monchique é uma comédia hilariante, mesmo (não é cliché) e sobretudo frenética. Os dois actores desempenham um total de oito personagens: cinco para a Rueff, três para Monchique. Completamente diferentes entre si, do aspecto, à voz, aos tiques e propósitos. Os actores trocam de roupa em pouquíssimos segundos, tão poucos que às tantas pensamos que tal não é possível e que existe por ali algum duplo a funcionar. Mas não. Eu já fui ver a peça e tive oportunidade de falar com os dois actores no final e garantidamente, ali o trabalho é totalmente feito por eles. Sempre por eles, que conseguem mudar de roupa mais de 20 vezes durante a hora e meia da peça. A história centra-se em duas amigas prestes a completar 80 anos e que partilham um quarto numa residência para seniores, muito elegante e caríssima. Não é um lar qualquer. É um sítio distinto. Distinto como elas parecem ser até começarem uma luta desenfreada por um quarto individual que vagou e que querem muito ocupar. Pelo meio vai aparecendo o filho esquisito de uma, a filha snob da outra. Um velha maluca e a dona do lar de porte másculo. Uma empregada um tanto ou quanto alcoviteira e um médico sem paciência para grandes achaques. A peça parte de um escrito da autora Luísa Costa Gomes, mas é pensado ao pormenor pelos dois brilhantes actores, tão eficazes a arrancar-nos gargalhadas. Mão é uma peça que goze com os velhos, mas ao contrário que lhes presta uma grande homenagem. Eu adorei.

E atenção, o Joaquim Monchique e a Maria Rueff fizeram questão de colocar preços bem acessíveis, a partir dos 10 euros, para que ninguém fique sem acesso ao teatro, nesta crise tão profunda e real que Portugal atravessa.
Para ver no Casino Lisboa a partir de hoje.

(a foto é de Helder Mendes)

terça-feira, 12 de junho de 2012

Quem quer ir ver “É como diz o outro”?


Estreou em Setembro, mas já andou um pouco por toda a parte, de norte a sul do país. Há duas semanas regressou ao Casino de Lisboa e fica em cena, pela última vez, só até 1 de Julho. Estou a falar da comédia tantas e tantas vezes falada, e muito apreciada pela critica e pelo público, “É como diz o outro”, com os maravilhosos actores Miguel Guilherme e Bruno Nogueira. E a minha pergunta é: quem quer um bilhete duplo para a sessão do próximo domingo, 17 de Junho, às 17 horas, ali mesmo no Auditório dos Oceanos, do Casino Lisboa? Quem? Para ganhar, basta ser seguidor deste blogue e responder à pergunta, tão simples, tão simples, que chega a ser um atentado à vossa criatividade: Quem é o encenador da peça? Simples, não é? Então toca a responder. Ganha quem acertar primeiro. Estou à espera...

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Infiltrada

Foi assim que me senti ontem, no Tivoli, quando assisti à peça “As Mulheres não Percebem...”. Sabem aquele desejo que todos temos em alguma altura da vida de nos transformarmos em moscas invisíveis e ouvir o que os outros falam sem que saibam que estamos lá? Ontem parecia que estava num quadro desses. Três amigos a falaram de tudo e mais sexo, sempre sexo, sem saberem que os estavam a ouvir. E quando digo que eles falam mesmo de tudo, e mais sexo, sempre sexo, digo também que falam com todas as palavras impróprias que podemos imaginar. Assim, como três amigos falam, exactamente assim, à descarada. O texto é assinado por Frederico Pombares, Henrique Dias e Roberto Pereira e a encenação fica a cargo do grande José Pedro Gomes. Aldo Lima, André Nunes e Rui Unas são os homens do palco. Para ver no Teatro Tivoli, a partir de amanhã, 19 de Abril, de quinta-feira a sábado, às 21h30, e domingos, pelas 17 horas. Os bilhetes custam entre 12,50 e 18 euros, às quintas-feiras e aos domingos, e entre 15 e 20 euros, às sextas e sábados.