quarta-feira, 4 de abril de 2018

Em Aveiro com a família toda!



O facto de ter feito anos na semana santa deu-me a possibilidade de escolher o destino para as mini-férias da Páscoa, sem dar grandes hipóteses de discussão ao resto do clã.
Aos 39 anos já temos legitimidade para dizer que não queremos mais nenhuma camisola, mais nenhuma carteira, mais num presente físico, embrulhado a papel de embrulho! Aos 39 anos já podemos dizer à família, que a única coisa que queremos é mesmo sossego, limpar a cabeça e a vista e sair por uns dias da rotina. Foi isso que fizemos e ninguém imagina como nos soube bem!

Aveiro foi o destino escolhido, mas antes ainda cumprimos uma antiga processa aos miúdos: visita o Portugal dos Pequenitos, em Coimbra. Há anos que queríamos ir, mas por isto e por aquilo, lá íamos adiando. Todos nós em criança fomos lá e por simpatia das memórias talvez também queríamos levar lá à miudagem. Não fiquei deslumbrada nem acho que seja um ponto de visita obrigatória. Foi simpático, não deixa de ser engraçado, os miúdos gostaram, mas não ficámos com vontade de repetir. Está tudo muito arranjadinho e tem pormenores curiosos, mas julgo que podia evoluir muito mais, deixar entrar a tecnologia para nos transportar para cada uma das nossas regiões. Não me lembro como era quando lá fui em criança, mas a sensação que tenho é que não deve ter evoluído muito. Fica a ideia para implementar umas melhorias.
De Coimbra a Aveiro pouco mais é que uma hora de carro, por isso decidimos continuar pela cidade dos Estudantes e ainda bem. A Universidade de Coimbra é maravilhosa e vale mesmo a pena andar por lá.

Apesar de já conhecermos quisemos viver Coimbra e Aveiro como verdadeiros turistas. Aliás, dois dias antes da partida, dei-me ao trabalho de fazer um guia e roteiro do que queria ver em Aveiro e não falhou um ponto de agenda. O São Pedro, ou a tempestade Irene, ameaçaram estragar os planos todos, mas não passou disso mesmo: uma ameaça. Tirando a valente chuvada que apanhámos quando subimos à Universidade de Coimbra, o fim-de-semana não esteve mau de todo e lá conseguimos andar a passear como tanto queríamos.
Poderá parecer ridiculo, mas algo que fazia parte dos nossos planos era mesmo andar de moliceiro nos canais de Aveiro. Se a volta poderia ser melhor? Podia. Podia ser mais completa, mais diferenciadora, mais personalizada e mais rica em conhecimentos da cidade, mas ainda assim considero que é para fazer. É algo único no nosso país e merece a pena.
Também fomos ao Museu da Vista Alegre, em Ílhavo, ao Farol da Barra, ao Cais dos Bacalhoeiros e claro à Costa Nova. Conhecemos a Torreira, S. Jacinto e Ovar e ficámos embasbacados com a largura da Ria de Aveiro. Impressionante. Aliás, basta pensar que se sairmos do centro do Aveiro para a Torreira, a outra ponta da Ria de Aveiro, demoramos quase uma hora…
Ficam algumas fotografias de um fim-de-semana que soube mesmo bem. E por falar em saber bem, de seguida prometo fazer um post dedicado aos restaurantes que conheci e que são maravilhosos!










domingo, 4 de março de 2018

Não hibernei... mas quase.


O inverno dá cabo de mim. O frio imobiliza-me, deixa-me inerte e sem vontade de fazer nada. Durante a semana, depois da correria casa-trabalho-escolas-tpc's-actividades desportivas-banhos e jantar só me apetece enfiar debaixo da manta a vegetar em frente da TV. Não aguento mais de 20 minutinhos e é ver-me a esfregar os olhos para tentar nos adormecer antes dos gaiatos. Ao fim-de-semana são as compras, as festas de anos dos amigos todos, o leva e traz daqui e dali e vai-se a ver e pumba: foi-se o fim-de-semana. No entanto, nem tudo foi mau e era mesmo uma enorme injustiça reduzir os dois primeiros meses (como já passaram 2 meses?) a mantas e sofás. Em Janeiro andámos em pinturas e mudanças e organizámos os quartos dos miúdos como há muito queríamos fazer. Deu trabalhão daqueles: tirar TUDO, lavar paredes, desmontar camas e armários, comprar novos e pôr tudo no lugar outra vez. Queriamos ter continuado a embalagem e fazer o mesmo a TODAS as divisões da casa, mas meteu-se o carnaval e uns tantos contratempos e não fizemos mais nada. Na realidade, Fevereiro passou a voar. É certo que é um mês mais curto, mas não era preciso que passasse a correr como passou. Chegámos a Março, o meu mês e o mês em que mudamos para a hora de verão. O mês que traz a Primavera e a mim, em particular, um mega projecto. Estão à porta as mini férias da Páscoa e o fim do segundo período (mas como?). Podia pôr-me para aqui a dizer que vou estar mais presente por aqui, mas não me basta querer. Mas é meio caminho andado...

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

E foi assim 2017. Acredito em ti 2018!


2017 não foi um ano bom. Não posso dizer que tenha sido um ano mau porque não me aconteceu nada de mal, nem a mim nem aos meus e gosto sempre de ver o copo meio cheio, mas a verdade é que olho para traz e não gostei do não que passou. O que na verdade, pode ser mau, mas também pode ser um bom principio: sei que não quero voltar a repetir. Eu disse que gosto sempre de ver o copo meio cheio...?!
Olho para os últimos 12 meses e vejo-me demasiado entregue ao trabalho. Completamente mergulhada em papeis e computador, com muito pouco tempo para os meus, sem nenhum tempo para mim. Tivemos poucos momentos de descontração. Passeámos muito pouco. Não viajámos quase nada. Eu não escrevi nada...
No entanto também tomámos boas decisões, sobretudo mais na parte final do ano. Mudámos a nossa alimentação. Passámos a comer muito melhor. Cortámos no açúcar e nos hidratos de carbono. Na verdade consegui emagrecer 11 kg, mas porque tinham vindo a aumentar e a aumentar sem parar há mais de um ano. Se no Natal não comi? Fartei-me de comer, mas agora que as festas terminaram estou cheia de garra para voltar a comer melhor outra vez e isso mostra o que mudou na minha cabeça! Sinto-me tão melhor com menos kg! Vamos a isso!
Os miúdos também intensificaram as atividades extracurriculares: com Karaté, Natação e um clube de teatro e musicais para a miúda mais crescida.
Também fomos mais vezes ao cinema. Os miúdos gostam cada vez mais de filmes e aguentam-se cada vez mais tempo sentados numa sala!
Instituímos muito recentemente uma tarde de leitura. Uma vez por semana, quando voltam da escola em vez de ligarem a televisão como todos os dias o fazem, não pegam no comando, e vão buscar um livro. Os mais pequenos lêem-no por inteiro e contam o que leram. A mais crescida que já lê livros maiores lê nesse dia um capitulo e resume-nos o que leu.
São resoluções que queremos continuar e intensificar.
2018 é um ano para sair mais. Rir mais. Fotografar mais. Estudar, Aprender. Tirar um curso. Descobrir sítios novos. Experimentar restaurantes e comidas novas. É um ano para cuidar mais de mim. Manter o foco na balança. Cuidar mais da casa e se possível fazer algumas melhorias. Viajar mais cá dentro e se possível lá fora. Destralhar e viver com menos para viver mais. Mais leves. Na balança, na alma e à nossa volta.
2018: nós acreditamos em ti!
 

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Ainda ficam vegetarianos...


No dia 26 fomos ao cinema ver o "Ferdinando". Tinhamos visto a apresentação várias vezes nos últimos filmes que tínhamos visto e todos queríamos conhecer a história do Touro gigante com um coração ainda maior que não tem vaidade nenhuma, nem quer receber aplausos na ingrata arena das Touradas.
"Na vida, ou lutas ou vais para bifes". Foi uma máxima que os miúdos retiveram quando um dos Touros por não prestar para a Tourada é enviado para o matadouro. Matadouro? O que é o Matadouro? Perguntavam eles e nós sem sabermos muito bem como lhes explicar que era meio caminho para o Talho...
Saimos de lá apaixonados pelo Ferdinando e por todos os seus amigos de quatro patas e eu temi que a criançada me dissesse que nunca mais na vida comiam carne. Não disseram... até hoje.
Fui com eles ao supermercado e, claro, parei no talho. Azar dos azares estava lá um leitão inteiro que muita confusão vez à cabeça dos miúdos. Mas quem é que mata um porquinho bebé? Tentei desviar a atenção para outros lados, mas o que não faltavam era "ferdinandos" pendurados do outro lado da montra, mais à frente, coelhos empilhados, frangos inteiros. Às tantas só vejo a miúda mais nova com as lágrimas nos olhos a perguntar porque tinham morto tantos animais. Tantos...
Resultado, sai do supermercado sem um bife ou costeleta, tal a pressão dos miúdos todos para sairmos dali e não comprar nada.
Agora quero ver o que dirão ao jantar quando olharem para um prato de sopa e uma omeleta de espargos...

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

DIY do Dia #60 - Presentes de Natal


Dediquei este feriado aos presentes de Natal. Aliás, eu nem sei o que seria do meu Natal se o Dezembro não fosse generoso com os feriados como é!
Comprei papel pardo, bengalas, pequenos raminhos a fingir azevinho, washi tape com motivos natalícios e estive a dar cor a esta tarde cinzenta.
Gosto muito de embrulhos personalizados. Muitas vezes trago o presente já embrulhado da loja. Muitas vezes chego a casa e desfaço o embrulho para o voltar a fazer... outras vezes não tenho tempo. Gosto de etiquetas e fitas de tecidos. Gosto que se perceba que aquele presente foi mesmo pensado para aquela pessoa e que se perdeu tempo a tratar dele.
Para os mais pequenos, este ano preparei também saborosos trenós carregados de doces para os mais gulosos! Estou a tentar fazer um trenó para cada casa dos nossos amigos do coração. Vi a ideia no querido Pinterest e não resisti! Acho engraçado para colocar por cima de um presente simples, por baixo da árvore, ou, porque não, fazer do trenó o centro da mesa dos doces?
Para além da foto do trenó que estive a fazer, em cima, partilho também ideias para embrulhos feitos a partir de uma simples folha de papel pardo ou até de uma mera folha de papel branco, que encontrei a por esta internet fora. Espero que vos inspire!
Eu adoro...










domingo, 26 de novembro de 2017

Coco - O filme (mais genial de sempre!!!)


Eu não sou de radicalismos nem de certezas absolutas, mas desta vez vou arriscar dizer: Coco é o filme mais genial da Pixar. De sempre.
Não consigo muito bem imaginar como é que um dia alguém chegou aos escritórios da Pixar com a ideia de fazer um filme sobre a noite dos mortos. Mais do que isso, fazer um filme sobre isso, carregado de esqueletos, mas cheio de sentido, cheio de humor e cheio de amor.
Coco é um filme de animação sobre o poder da família e é para ser visto em família. Nos dias que correm nem sempre se protege, como deveria ser protegida, a família. A família como amor máximo e absoluto. Este filme mostra-nos isso, que é na família que está a nossa base, mas também é por ela que passa o nosso futuro. Eu que não sou nada fã de caveiras e esqueletos e cemitérios e todas essas coisas e nem sequer gosto de imaginar que possa existir, ou não, um mundo dos mortos, fiquei absolutamente deslumbrada com o filme. Os desenhos são geniais e se existir um mundo dos mortos, espero que seja tão espectacular como nos conta Coco. Às tantas, estava tão envolvida no filme que até me esqueci que era um filme de animação, porque não é um mero filme de animação para crianças: é para crianças e para adultos.
Fomos ver o filme ontem ao final do dia e ainda não parámos de falar sobre ele. Mesmo hoje ao almoço, quando os avós tocaram à campainha para vir almoçar e ainda por cima trazendo a "Vóvo" (a minha querida avó e, claro, bisavó dos meus filhos), os miúdos entreolharam-se e gritaram: "vem aí a mamã Coco!" A prova de que a mensagem chegou a todos, dos mais pequenos, aos mais crescidos.
Para quem tem miúdas pequenitas em casa, dizer ainda que o filme traz ainda um brinde com a passagem de uma curta metragem do Frozen sobre o Natal da Elsa e da Anna. Eu dispensava, mas para a miúda mais nova desta casa, foi a cereja no topo do bolo!

Unicórnios para a Magia dos 7 anos


Demorámos muito a planear o aniversário da Matilde. Pensámos em fazer uma mega festa do Circo, com muitas atividades divertidas para todos os amiguinhos, mas às tantas e atropelados pelo velocidade veloz do dia-a-da, chegámos à véspera sem tratar de nada. Eu tenho muito esta tendência de pensar nas coisas com muita antecedência e em grande, muito grande, mas nm sempre consigo fazer tudo o que sonho!
Sem querer, esbarramos um dia numas meias de unicórnios e numa camisola cheia de cor a condizer. Num outro dia, encontrei um unicórnio branco, lindo assim só, mas que poderia ganhar toda uma outra vida se fosse pintado por ela e foi assim que em minutos começou a desenhar-se uma festa de unicórnios para a miúda que tanta magia traz às nossas vidas. Parece um tema desenhado à medida para ela!
Não lhe contei, guardei segredo. Só no próprio dia de aniversário viu o bolo e os convites para entregar às amigas do coração. Ficou deslumbrada com os unicórnios, com as estrelas, com as cores. Sai mais cedo nesse dia e fomos buscá-la à escola com um mega balão que a deixou embasbacada.
Fizemos a mais simples festa que poderia ter, apenas com três ou quatro amiguinhas de sempre. Poder dedicar tempo de qualidade a conhecer as amizades dos nossos miúdos é altamente gratificante! Perceber como se tratam, como se ajudam e brincam, diz-nos muito sobre as atitudes que tomam! Já alguém dizia... "Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és". E aprendemos que menos é mais e que as mais simples festas podem trazer os maiores sorrisos.
Novembro significa cá em casa "Matilde". Tornou-se num dos nossos meses especiais e assim vai ser para sempre.
Parabéns minha filha Matilde. Que continues a ser assim cheia de magia.