domingo, 27 de abril de 2008

“Começar de novo” – Para quem acredita no ‘tudo tem uma solução’


Li-o como um trago de água fresca neste fim-de-semana de autêntico Verão. (Provavelmente haverá dias em Agosto que não estarão tão quentes como estes!) O título e a capa eram-me sugestivos. Gosto de histórias leves e que me façam acreditar em finais cor-de-rosa. Mas, confesso, o início deste “Começar de Novo” desiludiu-me. Convinhamos: dois casais com histórias paralelas, duas traições, dois fins de casamento. Um dia, num elevador que encrava conhecem-se os dois que foram abandonados pelos respectivos companheiros e há logo uma atracção mútua. É um bocadinho forçado, não? Pois: aí é que se enganam, tal como eu! A verdade, é que isto é apenas um pontapé de saída para uma história muito mais engraçada do que podemos imaginar. É estabelecida uma teia de relações muito interessante que nos faz quere ler mais e mais. Parece que começa de mansinho e vai instalando-se em nós. E o fim não é de todo o que estamos à espera. Gostei. Margarida Fonseca Santos é a autora e vencedora do Prémio Revelação APE/IPLB. Eu percebo porquê! A edição é da Oficina do Livro.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

My Blueberry Nights: nota alta para Norah Jones



Não sei se hei-de começar por vos falar da Banda Sonora ou do filme propriamente dito. Numa sala muito, muito composta (tal era a curiosidade dos nossos críticos e jornalistas de cinema), assisti ao visionamento de “My Blueberry Nights – O Sabor do Amor”. Um filme que, deixem-me tentar definir, introspectivo. Sim, acho que ele é para ser visto e sentido por dentro. A linha condutora é um tema absolutamente banal: uma mulher que perde o amor da sua vida para uma outra mulher e vai a um café/restaurante tentar encontrá-lo e acaba a comer e a beber que nem uma desalmada com o dono do espaço. Adivinha-se logo à partida um romance entre eles, mas para isso acontecer são precisos 300 dias, onde não há absolutamente nenhum contacto entre ambos a não ser umas cartas que ela lhe vai escrevendo. Ela sai de Nova Iorque, vai para longe, para o meio no nada e sem conhecer ninguém. Arranja dois emprego para a tentar manter a cabeça ocupada e não pensar no amor perdido. Passados meses já não precisa assim tanto de estar ocupada, mas aproveita o dinheiro que vai juntando para comprar um carro. Pelo meio conhece as mais diferentes personagens, com histórias de vida dramáticas. Com problemas como os dela, como os de qualquer pessoa que ama ou já amou. Percebe o que quer e como quer. A história mostra-nos apenas que por vezes temos mesmo que sair de nós para nos encontrarmos, para encontrarmos um novo rumo, ou voltar de cabeça fresca ao que éramos. Pois eu gostei, e gostei sobretudo da Banda Sonora: belíssima. O Filme marca o arranque do IndieLisboa, hoje, dia 24, mas só estreia nas salas nacionais, com programação regular, no feriado, dia 1 de Maio.
Nota 20 para Norah Jones que considero estar muito bem no filme. Claro que a reconhecemos pela cara, mas ninguém diria que o seu talento é só ainda reconhecido enquanto cantora.

O que há neste fim-de-semana?



Com muitos a rumarem para fora de Lisboa neste fim-de-semana prolongado, não podia deixar de dar uma mãozinha em sugestões para quem fica. O Pavilhão Atlântico recebe no feriado uma banda que fez furor há 15 anos e no Casino Lisboa vive-se o fulgor do flamenco dos nossos vizinhos.
ESTREIAS DE CINEMA
Vestida para Casar (comentário publicado) – Alvaláxia, Amoreiras, Colombo, El Corte Inglés, Fonte Nova, Monumental, Twin Towers, CascaiShopping, Cascais Villa, LoureShopping, Odivelas Parque e Oeiras Parque
Tudo o que Perdemos (comentário publicado) – Alvaláxia, Amoreiras, Campo Pequeno, El Corte Inglés e Saldanha Residence
Uns Espartanos do Pior – Alvaláxia, Colombo, El Corte Inglés, Beloura, CascaiShopping, Feira Nova Mem Martins e LoureShopping
Semi-Pro- Alvaláxia, Campo Pequeno, Colombo, El Corte Inglés e Oeiras Parque
Blade Runner – Perigo Iminente – El Corte Inglés
Uma noite com o Rei – Alvaláxia
Boarding Gate – Monumental
ESPECTÁCULOS
“Los Vivancos” (na foto) no Auditório dos Oceanos, no Casino Lisboa. Sete irmãos espanhóis, todos homens, mostra como o Flamenco se pode misturar com outras formas de expressão corporal, como por exemplo, as artes circenses e artes marciais. Até dia 4 de Maio, de terça-feira a sábado, às 22 horas, e domingos, às 17 horas. Bilhetes de 30 e 35 euros.
MÚSICA
Os Backstreet Boys mostram no Pavilhão Atlântico, nesta sexta-feira, dia 25 de Abril, o novo CD “Unbreakable”. A partir das 20 horas, com bilhetes dos 25 aos 35 euros.
CRIANÇAS
Último fim-de-semana de Histórias Aluadas, na Quinta da Regaleira. O Teatro Tapafuros conta aos mais pequeninos segredos da Lua, num espectáculo para toda a família e onde se recomenda calçado confortável e um agasalho. No sábado, às 16 horas, e no domingo, pelas 11h30.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Quando a vida nos troca as voltas



Gostei do novo filme da realizadora dinamarquesa Susanne Bier, que estreia em Portugal nesta quinta-feira, dia 24, e que tem como protagonistas os já premiados com Óscares Halle Berry e Benicio Del Toro. No roiginal “Things we lost in fire”, o filme foi adaptado para português como “Tudo o que perdemos”, um título pobre a meu ver que não deixa perceber muito bem a história que ali é contada. Halle Berry é uma jovem mulher feliz que casou com o amor da sua vida e de quem tem dois filhos. Numa partida da vida, que qualquer um infelizmente pode sofrer a qualquer momento, ela fica viúva, depois do marido ser morto quando tentava ajudar um casal que se estava a agredir na rua. Tentando superar a dor, ela torna-se numa mulher hiper atarefada, sempre com muitas coisas para fazer em casa, afinal não pode deixar-se ir pela dor, tem dois filhos pequenos para cuidar. Vai à procura do melhor amigo do marido, que ela antes odiava, porque considerava uma má influência para a sua família, visto ser um advogado que depressa entrou no mundo da droga, passando a ser um verdadeiro toxicodependente, sempre aos caídos pela rua. Ele muda-se lá para casa e a partir de certa altura sente-se a tensão existente. Ele nunca quis substituir o amigo. Ela nunca quis substituir o marido. Ela apenas tem que gritar. É um filme que fala sobre a dor de aceitar o que menos queremos. Mostra-nos que temos obrigatoriamente de fazer luto quando a perda é grande, que temos direito a chorar, a gritar e até a revoltarmos-nos perante a vida, para conseguir dar a volta. É forte e intenso.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Azevias de Évora e Massagens Tibetanas!



Deixem-me falar-vos de uma loja que eu conheci na sexta-feira passada, dia 18, embora já exista há três anos, em Campo de Ourique: Portugal Rural. Se quiseremos encontrar aquilo que é verdadeiramente português e que pensamos já não se produzir, ou então que apenas podemos comprar nas regiões de origem, o melhor é espreitar esta loja, no n.º 115, d Rua Saraiva de Carvalho, uma das artérias de maior comércio de Campo de Ourique que vai dar à Igreja do Santo Condestável. Aliás, até podemos estacionar ali, no parque subterrâneo da Igreja do Santo Condestável, sendo depois preciso apenas andar uns metros. Ao longo desta semana, a loja tem uma programação especial dedicada ao Alentejo, mas é a totalidade de regiões que compõem o nosso Portugal que está ali representada, desde o tão tradicional Galo de Barcelos aos sempre encantadores lenços dos namorados. No entanto, apesar de bem representados, não são os artigos de decoração as principais estrelas da loja, pelo menos para mim. O que eu mais gostei foi de degustar alguns dos sabores mais tradicionais portugueses. A loja tem um recanto a que chamou de “taberna” e lá podemos apreciar verdadeiras iguarias. Eu comi uma sopa de tomate e uma salada de queijo fresco maravilhosas. Para terminar, experimentei uma Azevia de grão de Évora deliciosa. Mas há muito por onde escolher. Há mel, há compotas, há queijos, há azeites e vinagres com demais temperos. Há bolinhos típicos, há salgados... e tudo muito bom. Durante a minha visita, tive ainda o privilégio de experimentar as famosas “massagens Tibetanas” que já tinha ouvido falar, com que Vitória Duarte, do turismo rural “Monte Alerta”, em Monsaraz, presenteia alguns turistas! Ao longo de mais ou menos 45 minutos, somos embalados pelas vibrações do toque em tigelas, que a vibrar durante alguns segundos são colocadas nas mais diferentes partes do nosso corpo. O som é forte, mas muito relaxante e por incrível que pareça faz-nos sentir muitíssimo bem quando nos levantamos. As massagens são capazes de não encontrar, mas tudo o resto está por ali diariamente e vale muito a pena. Passem por lá até ao próximo sábado, dia 26, dia em que termina esta semana dedicada ao Alentejo, e deixem-se levar pelos sabores do sul, com provas de vinho ou degustação de óptimos petiscos. (no próximo Jornal da Região de Lisboa, distribuído na sexta-feira, dia 25,

podem ler a reportagem alargada!)

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Só há uma palavra para o Cirque du Soleil: ESPECTACULAR



A partir de hoje e durante as próximas seis semanas, Lisboa tem o privilégio de receber o espectacular Cirque du Soleil, a companhia mais famosa do mundo proveniente do Canadá, mas que congrega artistas de 40 nacionalidades diferentes. E sabem uma coisa? A acompanhá-los estão também 40 cozinheiros diferentes, para que cada um possa comer a sua gastronomia tradicional. Assisti ontem ao espectáculo, em antestreia, e garanto-vos: não tem nada a ver com aquilo que ao longo dos anos nos fomos habituando como circo. Podem ir para lá a esperar muito, que as expectativas não saem goradas. Muito bom mesmo. O espectáculo dura duas horas e há ainda um intervalo de meia hora, logo é bom saber que quem for até ao Passeio Marítimo de Algés, não sai de lá antes da meia noite, sobretudo porque mesmo depois de finalizado o espectáculo são muitas as palmas que eles merecem receber. Alegre, divertido e absolutamente inovador, o Cirque du Soleil, traz-nos números ímpares. Não tem animais, como é sabido, e centra-se sobretudo em acrobacias arrojadas e números de equilibrismo. Entre cada número há um separador com personagens divertidas que entretém o público como eu nunca vi. A banda sonora de todo o espectáculo também é completamente brilhante e é tocada ao vivo. Atenção, que qualquer um de nós pode também subir ao palco e participar na festa, porque é muito interactivo. O bilhetes custam entre os 30 e 95 euros. Vale a pena. Para ver de terça-feira a sábado, às 21h30, sábados, também às 17h30, e domingos, às 16h30 e 20h30. Não percam a oportunidade de ver em Lisboa “Quidam” do Cirque du Soleil, que finalmente passa por Lisboa, depois de fazer sucesso em praticamente todo o mundo.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

O que há neste fim-de-semana?



Num fim-de-semana com muitas estreias de cinema, eu dou uma ajuda e aponto “Nós Controlamos a Noite” como o filme a não perder. No entanto, é na música que mais coisas interessantes se passam nos próximos dias, não só porque são boas, como têm preços muito convidativos. Há até borlas nestas sugestões. Ora espreitem!
ESTREIAS DE CINEMA
Nós Controlamos a Noite (comentário publicado) – Alvaláxia, Amoreiras, El Corte Inglés e Monumental
Sob o Signo da Morte (comentário publicado) – Alvaláxia, Amoreiras, Vasco da Gama e Oeiras Parque
88 minutos – Campo Pequeno, Colombo, El Corte Inglés, Beloura, Odivelas Parque e LoureShopping
O Amor e a Vida Real – Alvaláxia, Amoreiras, Colombo, El Corte Inglés, Fonte Nova, Saldanha, Vasco da Gama, CascaiShopping, Odivelas Parque e LoureShopping
Donkey Xote (na foto) – Amoreiras, Colombo, El Corte Inglés, Beloura, CascaiShopping, Feira Nova Mem Martins, Odivelas Parque, Oeiras Parque e LoureShopping
O Olho – Alvaláxia, Colombo, Beloura, CascaiShopping, Odivelas Parque, Oeiras Parque e LoureShopping
Diário dos Mortos – Alvaláxia, Campo Pequeno e Cascais Villa
A Vida num só dia – Alvaláxia e El Corte Inglés
California Dreamin – Nimas
MÚSICA
GNR + GNR no Pavilhão Atlântico, sexta-feira, dia 18, a partir das 22 horas. A ousadia da banda de Rui Reininho volta a dar que falar quando decide acompanhar-se com os 120 elementos da banda da própria Guarda Nacional Republicana. Mário Laginha foi um dos músicos convidados para fazer os devidos e necessários arranjos musicais para a adaptação das duas formações. Bilhetes entre os 15 e 30 euros.
Dias da Música no CCB, esta sexta-feira, sábado e domingo, dias 18, 19 e 20. Há 70 concertos para ver e para todos as idades e gostos. “Duos, Trios, Quartetos e Outras boas Companhias” é o tema da edição deste ano que se revela muito mais abrangente. Bilhetes de 6 euros para todo o festival.
Casino Lisboa faz 2 anos e tem concertos à borla. No sábado, dia 19 podemos ver a irreverência de Natalie Choquette, pelas 22 horas, e uma hora e meia depois, assistir ao concerto de Pedro Abrunhosa que traz a Lisboa “Luz”, o último álbum, mas também todos os seus maiores êxitos.
CRIANÇAS
O “Romance do 25 de Abril” é o mote para mais uma sessão de Literaturinha, do Teatromosca, no Centro Cultural Olga Cavadal, em Sintra, no sábado, dia 19, às 16 horas. Trata-se de uma sessão de leituras encenadas que explica aos mais pequenitos a Revolução dos Cravos.