quinta-feira, 19 de junho de 2008

Parabéns Garfield


O Gato mais dorminhoco do mundo faz hoje 30 anos!
Está crescidinho!




quarta-feira, 18 de junho de 2008

Numa tenda: 7 artistas empoleirados em cabos de aço. O novo Circo do CCB


Da conferência de imprensa da apresentação da temporada de 2008/2009 do CCB, realizada hoje, retive essencialmente o espectáculo de Novo Circo “Le fil sous la neige”, que é como quem diz “números arrojados na corda bamba de um fio de aço de 2 mm”. Claro que esta não é uma tradução à letra, nem podia ser, mas é o que sugere. Pelas imagens que pude ver hoje e pelo que foi anunciado, parece-se um espectáculo grande a ter em conta na próxima Primavera. Trata-se de uma encenação de Antoine Rigot, numa tenda de Chapitô que vai estar no CCB em Abril do próximo ano. A administração do CCB fala em “coreografia no ar”, e eu pelo que pude assistir em vídeo, asseguro-vos que deve ser muito, muito bom. A temporada 2008/2009 do CCB assenta sobretudo na música, mas a dança e o novo circo estão em grande destaque. Já a partir de Setembro. Afinal de contas, já se respira Verão e há que alertar para o que estará por aqui depois das férias. Estejam atentos. O CCB é um palco que há muito tenta chegar a todos os público e não apenas ao erudito e a temporada 2008/2009 parece-me bastante interessante. Vou estando por aqui para vos alertar.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Passear de eléctrico em Sintra – refrescante e económico!



É certo que ainda não é possível fazer o percurso completo até à Praia das Maçãs, devido aos problemas causados na linha pelas chuvadas de Fevereiro, mas o Eléctrico de Sintra continua a ser um óptimo pretexto para dar um passeio por aquelas bandas, sempre tão refrescantes no Verão. Com uma tarifa única de apenas 0,50 euros por pessoa, sendo que crianças até aos 6 anos não pagam bilhete se viajarem ao colo, o eléctrico faz apenas o percurso de Sintra, junto ao Sintra Museu de Arte Moderna, até à Ribeira, onde está instalado o Centro de Ciência Viva. Dois pólos bastante interessantes de se visitar: o Sintra Museu de Arte Moderna e o Centro de Ciência Viva, que conseguem decerto agradar a toda a família. Por exemplo, o Museu ainda tem a vantagem de ao domingo ter entrada gratuita da parte da manhã, logo não há razão para não ir. Já o Centro de Ciência Viva é pago, mas justifica plenamente para quem tem gente miúda. As actividades são muitas e completamente diferentes do habitual. O eléctrico de Sintra está apenas em funcionamento para o público em geral, às sextas-feiras, sábados e domingos. É uma questão de apontar na agenda! Numa altura que tanto se fala de crise e preços altos, é bom saber que há porpostas económicas para fazer ao fim-de-semana!

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Teatroesfera incendeia-se com segredos de família



Estreou na última quinta, em Monte Abraão e, mais uma vez, eu recomendo. “Em Chamas”, a nova produção do Teatroesfera tem encenação do conhecido actor Rui Luís Brás (O Leonardo Ventura da “Vingança” ou o Maurício de “Resistirei”, para os mais distraídos) e centra-se em duas épocas distintas, mas cujos problemas e assuntos não são assim tão distantes. Entre 1908 e 2008 muitas coisas podem ter mudado, mas lá no fundo, a condição feminina, continua muito presa ao passado. Com diálogos geniais e com um cenário extraordinário, seguramente um dos melhores que já vi, a peça vai desvendado segredos, à medida que aquela caixa de madeira vai dando origem a diferentes cenários. Ora dentro de casa, ora num hospício, ora na rua, cada gaveta que sai e dá origem a uma cadeira, um banco de jardim ou até a uma cama, vai revelando segredos que prometem incendiar a trama. A peça está em cena até dia 13 de Julho, em Monte Abraão, mas depois do Verão, lá para meados de Outubro, vai passar no Teatro da Comuna, em Lisboa. Eu já vi, gostei e diverti-me. Passem por lá.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

O Alpendre... para comer em Arraiolos



Com entradas variadas e de bradar aos céus, O Alpendre revelou-se o melhor restaurante que conheci no último fim-de-semana em Arraiolos. Com uma decoração muito própria que faz lembrar uma adega ou uma casa de fados de Lisboa, o restaurante aposta nas mesas redondas. As entradas também são servidas numa tábua redonda giratória para qualquer pessoa da mesa poder chegar a todas. E são elas: Salada de grão com bacalhau, salada de feijão frade, cogumelos salteados, ovinhos de codorniz, ovos mexidos com espargos, presunto, e demais iguarias tipicamente alentejanas. Nos pratos principais, a nota máxima vai para as migas de bacalhau, e também para os grelhados de carne de porco acompanhados com migas de espargos. Delicioso. Os pratos são muito bem servidos e muito apresentáveis. No fim, somos convidados a visitar a montra dos doces que é uma autentica perdição. É, sem dúvida, um sitio para lá voltar.

Herdade dos Coelheiros para ficar em Arraiolos

Os quartos não têm televisão nem telefone. A decoração é do mais simples que pode haver, mas nem por isso descuidada, muito pelo contrário. Com a forma de uma casa de campo, com vista para muitos hectares de vinhas, é precisamente essa a experiência que a Herdade dos Coelheiros quer oferecer a quem a visita: viver o campo. Com dez quartos, a Herdade tem uma casa principal para alojar os hóspedes como se estivessem numa casa de família, onde para além dos quartos adaptados não só a duas pessoas, como também maiores para colher pais e filhos, há uma sala de estar enorme que possibilita o convívio a quem por ali pernoita. É ali que encontramos a televisão e o telefone. É ali que nos perdemos em conversas animadas, num espaço muitíssimo acolhedor, decorado com motivos de caça. O pequeno-almoço também é tomado numa sala de jantar que faz lembrar as de antigamente, não muito grande, mas com uma mesa majestosa ao centro com capacidade para 12 pessoas. Mais uma forma de partilhar ideias com quem não se conhece, tal como acontece na piscina da herdade, pequena e acolhedora. Em Arraiolos a temperatura quente não é noticia, pelo que dar um mergulho em plena planície alentejana sabe sempre bem. A Herdade dos Coelheiros tem várias castas de vinho, mas também animais, como veados e, claro, coelhos. Para quem gosta de turismo rural e de fugir um pouco à agitação citadina, eu recomendo.

“O Tapete está na Rua” em Arraiolos



Começou na última sexta-feira e prolonga-se até ao próximo domingo, dia 15. O concelho de Arraiolos está em festa com a já tradicional festa “O tapete está na Rua”. A iniciativa pretende manter viva a tradição da produção manual e artesanal dos conhecidos tapetes de Arraiolos e no centro histórico podemos vislumbrar vários modelos, de cores e desenhos diferentes entre si, entre carpetes de grandes dimensões, passadeiras e tapetes mais pequenos, pendurados às janelas. Mais do que isso, o centro histórico organiza pelas suas ruas mais emblemáticas uma exposição que vai desde as ovelhas (com uma já tosquiada e outra com pelo) até aos tapetes já prontos, passando pelos teares, criação dos desenhos, etc. Em cada banca estão as artesãs que continuam a querer passar o saber e quando alguém se chega perto não têm problemas em desvendar os segredos daquela arte. Eu passei por lá este fim-de-semana e gostei de ver. Sobretudo porque aprecio o esforço de tentar manter viva uma tradição tão genuinamente nacional. A acompanhar os festejos há música e o cartaz é de ter em conta. Depois de no sábado ter assistido ao concerto dos Clã, alerto-vos para o concerto desta noite, véspera de feriado, de David Fonseca, e do próximo sábado, dia 14, em que a cantora de jazz portuguesa, Jacinta, vai apresentar o seu último trabalho “Convexo”. Os concertos começam sempre às 22 horas e têm, claro, entrada gratuita. Para quem está de férias esta semana ou quer sair no próximo fim-de-semana que é prolongado para quem trabalha em Lisboa, aqui ficam as ideias.