domingo, 5 de novembro de 2017

Com a História de Portugal na ponta da língua


Ontem fomos assistir ao lançamento do novo CD - DVD das Canções da Maria - Especial História de Portugal. Cá em casa somos todos absolutamente fãs das Canções da Maria. Sabemos as músicas de cor e muitas vezes quando surge alguma dúvida, relembramos uma das canções e tudo fica logo resolvido. Tenho a sorte do lançamento dos vários CD's coincidirem com o percurso escolar da miúda mais crescida e que ficam claro como herança para os dois mais pequenos, funcionando por isso como excelentes aliados nesta coisas, nem sempre fácil, de estudar.
Pessoalmente, eu acho incrível o trabalho que a Maria Vasconcelos consegue fazer. Parece tão fácil que dei por mim a pensar que a nossa própria história parece ter sido escrita em verso. Claro que não foi. Claro que está ali um trabalho imenso, mas a verdade é que cantado desta forma tudo encaixa na perfeição e parece que não podia ser de outra forma.
Neste seu terceiro filho, a Maria Vasconcelos percorre a História de Portugal desde o tempo da Descoberta da Península Ibérica pelos vários povos, há muitos, muitos e muitos anos, até ao fim da Monarquia com o assassínio do Rei D. Carlos no Terreiro do Paço. Visita-se assim, em pouco mais de uma hora, as quatro dinastias da monarquia e os seus 35 reis. As fronteiras, as conquistas dos Descobrimentos, as diferentes classes sociais ou o Amor de Pedro e Inês são exemplos de temas que vão sendo cantados com rigor, mas ao mesmo tempo com humor e simplicidade. Aquela simplicidade que a Maria já nos habituou.
Para além do CD e DVD, esta "obra", como assim chama a própria autora, tem ainda um livro que já faz as delicias também das miúdas cá de casa. As ilustrações, do livro e do DVD continuam a cargo do Nuno Markl, acompanham o crescimento das filhas da Maria e estão como sempre muito giras. Mas neste trabalho, toda a família da Maria aparece em carne e osso várias vezes, o que sem dúvida vem piscar o olho aos miúdos que estão agora na pré-adolescência e têm a mania que já não gostam assim tanto de desenhos animados!
E sabem que mais? Já que não falta tudo para o Natal, acho que este é um presente muito giro para oferecer aos miúdos que estão no 5º e 6º anos.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Os miúdos é que sabem...!

O trânsito tem estado verdadeiramente infernal. Costuma ser assim, no inicio de cada novo ciclo escolar, com as primeiras chuvas e dias menos luminosos, mas a verdade é que que está um sol grandioso e mais parece verão... em tudo, menos na estrada. Saio cada vez mais cedo de casa, mas parece que acontece sempre alguma coisa que estraga tudo. Tal como hoje que demorei quase duas horas a chegar a Lisboa, na semana passada cheguei dois dias seguidos com um atraso de uma hora ao trabalho. Felizmente não tinha nenhuma reunião marcada para os primeiros minutos do dia, mas ainda assim, fico uma pilha de nervos com estas situações e claro, houve um dia na semana passada que resolvi por mim ficar a trabalhar até mais tarde.
Quando cheguei a casa muito mais tarde que o habitual, a minha filha mais pequenina perguntou o porquê de chegar mais tarde. Para além de lhe explicar que tinha trabalho para terminar, também lhe disse que de manhã também tinha chegado uma hora mais tarde, por causa de um acidente. Muito pronta, como só ela sabe ser, a Matilde respondeu:
- Quando for assim, explicas ao teu chefe que se chegaste uma hora depois por causa do trânsito não tiveste culpa e por isso tens que sair à mesma hora de sempre porque tens os teus filhos para cuidar.

Acham que argumentei?
Mais razão não podia ter. É incrível a sabedoria que os miúdos têm da vida. Pena termos a mania de complicar tudo quando nos tornamos adultos...

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Penha Garcia e Termas de Monfortinho



Todos os anos gostamos de deixar um fim-de-semana do verão para passar no campo. Apesar de sermos uma família de praia (!!!), a verdade é que o verão não é só areia e água salgada e há muito no nosso país por explorar.

Este ano fomos passar o último fim-de-semana antes do regresso à escola à Beira Baixa, mais precisamente Penha Garcia e Termas de Monfortinho. A ideia inicial era conseguirmos visitar também Monsanto, mas nós gostamos de vivenciar as terras e não apenas matar quilómetros e por isso acabámos por não ter tempo. Fica para uma próxima vez, porque pelo que visitámos na região é uma área que vale muito a pena conhecer.

Em Penha Garcia ficámos deslumbrados com o Pego, uma piscina natural junto à Barragem, com trilhos espetaculares por entre pedras cheias de fósseis. A água é fresca, pois claro, mas a paisagem compensa tudo! No meio dos penhascos desligamos de tudo e fica apenas os nossos ecos a acompanhar cada gargalhada e salpicos de água.

Ficámos mesmo no centro histórico, junto ao Castelo e adorámos conhecer aquelas ruas estreitas e passear junto a casas de pedras tão bem cuidadas. As pessoas são afáveis, como bons portugueses, e come-se muitíssimo bem, com destaque claro para o ensopado de cabrito que estava maravilhoso.

Fomos às festas da Senhora da Azenha e os miúdos deliciaram-se, como sempre com os animais que foram encontrando: ovelhas, cabras, vacas, cavalos e burros. O ambiente no campo tem sempre uma atmosfera muito particular e em Setembro é para nós a melhor altura para visitar, com dias ainda grandes e boas temperaturas, mas sem o calor exagerado que por ali se faz sentir no pico do verão.

Ainda tivemos tempo para experimentar a água das Termas de Monfortinho. Ali só se fazem tratamentos com prescrição médica, mas um copo de água não se nega a ninguém e todos nós pudemos comprovar como é uma água muito mais leve e com uma temperatura no ponto: não era fresca, nem morna, tinha uma temperatura mesmo diferente do que estamos habituados. Nos jardins das termas descobrimos uma plantação de Kiwis e os miúdos ficaram radiantes, já que estão habituados a comer muito Kiwi ao pequeno almoço.

Em Monfortinho fomos ainda a um clube de tiro que tem uma piscina muito, muito bonita. Pena não termos ficado para experimentar um mergulho, mas já tínhamos o almoço à espera…

Saímos de lá com muita vontade de regressar. Até porque nem tudo ficou visto.
Que país bonito que nós temos!

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Sweet September


Sou pessoa do verão e dos dias grandes, cheios de luz. Mas, a verdade é que já me apetece muito voltar à rotina. Ainda temos muitos planos para viver estes últimos dias de verão fora de portas, mas começo a querer, devagar, regressar aos horários mais previsíveis e a ficar um pouco mais em casa. Apetece-me tratar da casa, mudar as coisas de lugar, começar um ano novo. Aproveitar o regresso à escola para instituir novas rotinas e hábitos. Setembro sabe-me sempre a "ano novo", a recomeçar, a vida nova.
Ainda quero fazer muita praia, aproveitar os dias bons com caminhadas e passeios ao ar livre, mas também quero começar a dar forma a sonhos e projetos que traçámos durante as férias e não há altura melhor para traçar planos que as férias! Queremos novas atividades para os miúdos e mais tempo de qualidade entre todos.
O verão serviu para instituirmos em família novos hábitos alimentares e começo a ficar inquieta para ver se conseguimos manter o foco depois do verão terminar. Sei que vamos manter!
Queremos voltar cheios de energia boa, de cabeça limpa e coração aberto. Queremos acreditar que tudo vai ser diferente. Que tudo vai ser ainda melhor.

Que Setembro seja doce!

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Carolina Deslandes - A Vida Toda



Uma das músicas mais bonitas deste ano...

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Regresso


O verão é um óptimo pretexto para regressar às leituras e aos livros demorados. Sempre fui pessoa de levar livros para a praia, mas nos últimos anos e tal é o carrego de toalhas, brinquedos e lanches para três miúdos que os meus livros começaram a deixar de caber no saco da praia. Andava a prometer-me o regresso às minhas leituras faz tempo, que uma revista por outra não me sabia ao mesmo, e neste fim-de-semana vinguei-me com o novo livro do Rodrigo Guedes de Carvalho. “O Pianista de Hotel” marca o regresso do jornalista e escritor aos livros e que saudades tinha eu de o ler. Ainda vou nas primeiras 100 páginas, que os miúdos já me permitem espaço no saco para o meu livro, mas não assim tantos minutos sem atenção, mas posso dizer que já estou completamente presa à história. Gosto muito da escrita do Rodrigo Guedes de Carvalho. Descobri-o há uns bons anos, ainda eu não era mãe com o fabuloso “A Casa Quieta”. Um livro tão forte que sempre que maldigo o caos da minha casa com brinquedos espalhados pela sala e pilhas de roupa para passar a ferro me lembro daquela história e passa-me a neura por não ter uma casa quieta. Prefiro de longe uma casa caótica a uma casa quieta!

“O Pianista de Hotel” conta duas histórias em paralelo, que acredito irão cruzar-se a qualquer momento e já produziu em mim aquela sede de saber o que vem mais à frente. Os nomes das duas personagens centrais ecoam-me na cabeça e quero muito saber o que se passa na vida deles e o que vem a seguir!
Regressar às minhas leituras com o regresso aos livros do Rodrigo Guedes de Carvalho também foi uma forma de me dar alento para regressar aqui! Os últimos dois anos foram especialmente exigentes a nível profissional. Trabalho fora de horas e cabeça completamente cheia fez com que deixasse este meu canto mais esquecido. A rotina do dia a dia, numa casa de cinco e com três miúdos cheios de afazeres escolares deixou-me se fôlego para continuar a escrever, substituindo o blogue pelo instagram com o mesmo nome, para ir registando o nosso dia a dia de uma foram muito rápida. Mas não é a mesma coisa e eu sei disso.  É Agosto e o tempo parece que estica, mas não quero deitar foguetes e dizer que a partir de agora volto aos posts todos os dias. Queria acreditar que sim, mas sem bem que nem todos os dias vão ser assim. Mas vamos tentar!
(Para já!) Estou de regresso!

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Uma dúzia e meia de dias de verão



Quem me conhece sabe o quanto sou uma pessoa de verão. Adoro os dias grandes, a luz, o não precisar de casaco, as sandálias no pé... O verão é grande e passa num instante e muitas vezes parece que não sabemos muito bem como aproveitar verdadeiramente os dias melhores e maiores do ano. Desde que começou o verão que tenho publicado uma fotografia que representa o (meu) verão no Instagram. Um mergulho na piscina, uma fatia de melancia, uma conha apanhada num passeio pela praia. Fotos de um dia a dia simples, mas intenso. Porque não importa se as manhãs acordam com mais nuvens do que seria suposto, se está vento e não deveria estar, se as noites não estão tão quentes como gostaríamos que estivessem. O que interessa é que é Verão e temos que o aproveitar... todos os dias!
Já seguem o Vida Maravilha no Instagram?