sexta-feira, 7 de março de 2008

A Loja dos Suicídios – mais criatividade, impossível!



Para o Le Parisien, é “Uma pérola de humor negro”. O Le Figaro fala em “uma loja de suicídios que está repleta de vida” e para mim, não podia ser um título mais despertador de interesse. Assim que recebi aqui a informação da edição deste livro pela Guerra & Paz, fiquei muito curiosa e, claro, quando ele chegou aqui à minha mesa de trabalhos ontem, não tive outro remédio senão ceder à tentação, e de uma empreitada só li mais de 40 páginas. “A Loja dos Suicídios” é um novo romance de Jean Teulé que tem já alguns livros adaptados para cinema. Não me admirava nada que este trabalho também surgisse num deste dias no grande ecrã e eu, a ver por aquilo que já li, seria seguramente uma das pessoas que ia de imediato comprar o bilhete. Conseguem imaginar como é uma loja de suicídios? Que coisas tem? Que tipo de pessoa é quem está à frente do negócio? Pois eu vou tentar explicar... Nesta loja, onde não entra sequer o sol, há de tudo um pouco para quem quiser pôr termo à vida. Sim, porque essa coisa que querer matar-se tem um cardápio imenso de soluções e sugestões para deixar ao gosto de cada um. O importante é não desanimar o cliente, porque a partir do momento que ali vai alguém, ele sai obrigatoriamente com o produto na mão e não um sem número de sugestões, não vá arrepender-se. Quem ali trabalha é uma família inteira, um casal e três filhos. Todos são super depressivos e nem se alongam muito em conversas com a cliente-la, não vá o Diabo tecê-las e o desabafo ter um efeito tranquilizador e quem queria já não quer mais matar-se. Não, ali, todos ajudam à morte. Todos menos um: o filho mais novo. Sempre com um sorriso nos lábios, o pequeno Alan despede-se até dos clientes como se eles tivessem outra oportunidade para lá irem fazer o aviário mais uma vez. Será que esse novo brilho vai acabar com o negócio da família? O livro é pequeno e dividido em capítulos muito breves, o que faz dele um livro de leitura muito rápida. Depois de uma semana onde praticamente só vos falei de cinema, pois que agora vos deixo esta sugestão de leitura.

Um comentário:

Anônimo disse...

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