quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Quanto valem os nossos filhos?

Não me interpretem mal, que um filho não vale dinheiro, nem ninguém tem filhos a pensar no que vai receber, obviamente. Na verdade, um filho vale uma vida, vale a nossa vida. E é por isso mesmo que agora partilho esta tabela divulgada ontem pela Associação Portuguesa de Família Numerosas. Custa muito em Portugal não haver qualquer incentivo à natalidade. Ter um filho é caro, construir uma família não é fácil. Em Portugal só recebe apoio quem não tem mesmo um rendimento capaz. Porque ter um rendimento abaixo dos 628 euros não é um rendimento que proporcione qualquer qualidade de vida. É antes um rendimento que permite sobreviver. E nos dias que correm, cada vez com mais dificuldade. Eu tenho três filhos e não tenho qualquer abono. Houve um ano que cheguei a receber 11 euros por mês por um filho, uma quantia absolutamente ridicula que não chega sequer para um pacote de fraldas e num mês, um bebé gasta no mínimo dois...
Todos sabemos que nos outros países europeus as leis são diferentes. Todos sabemos que, sobretudo, nos países nórdicos há uma protecção impar às famílias, à natalidade, à vida.
Vejam a tabela e tirem as vossas conclusões.

3 comentários:

Marisa Luna disse...

Olá!
Adoro o teu cantinho e deixei-te um mimo no meu: http://simplesmentemarisa.blogspot.pt/

Beijocas

Ana Raquel Oliveira disse...

Muito obrigada Marisa! Não fazia ideia que também tinhas um blog. Fiquei leitora!! beijinho

Insatisfeita Inveterada disse...

Nunca pensei em ter filhos a pensar no abono que ia receber, claro. Mas quando recebia 11€ pela minha filha ria-me. O leite dela, que tinha de ser especial porque tinha refluxo, custava 18. Quando o meu filho nasceu, recebi uma carta a informar-me que passava a receber pelos dois 23€. Na semana seguinte recebi a carta a dizer que não ia receber nada.
Os meus filhos têm sorte. Temos possibilidade de os ter num infantário onde o Inglês faz parte da mensalidade. Mas com a crise isso implica que é à custa de terem menos roupa, menos brinquedos... Não morrem por isso, mas todos nós gostamos de coisas novas em vez de dadas...