sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

“Na sombra do caçador”, simplesmente genial


Dizer que este filme é uma das coisas mais fabulosas que já vi no cinema, corresponde inteiramente à verdade. Há minha verdade. Gostei mesmo de ver “Na sombra do caçador”. Não li criticas, nem me aprofundo sobre desempenhos de A, B, ou C, nem tão pouco quero pesquisar sobre a produção. Gostei, pura e simplesmente. No inicio do filme alertam-nos em forma de legenda para que unicamente “as coisas mais improváveis são as únicas que partem de factos reais”, para percebermos no final, que ali tudo é real, excepto as cenas hilariantemente criadas pelos produtores para nos arrancarem gargalhadas dentro de um assunto tão sério, como a guerra ou o terrorismo. A história é essencialmente passada na Bósnia e ainda que seja no pós-guerra, passados cinco anos, leva-nos ao passado para perceber porque é que um jornalista insiste em procurar o verdadeiro responsável por aquela chacina que o mundo inteiro conheceu. O jornalista, brilhante por sinal, viu morta, assassinada depois de violada, a mulher que amava e que esperava um filho seu. Só porque sim, só pelo prazer de matar. Ele sabe quem foi e nunca esquece. Por não conseguir ultrapassar o episódio, assume toda a perturbação em directo na televisão. Diz o que lhe passa na cabeça, directamente do fundo da alma, sem pensar em mais nada. Porque há uma grande diferença entre o que os jornalistas vêem, o que eles podem dizer, o que os outros querem que eles digam e o que os espectadores querem ouvir. Resultado: é completamente anulado no mundo do jornalismo, ao ponto dos amigos pensarem que morreu. Mas não, ele continua bem vivo e encarrega-se de procurar ele próprio, sem armas, sem medos, o maior criminoso do mundo. Com passagens absolutamente geniais, este filme ridiculariza-nos a todos, por acreditarmos que o mundo inteiro está empenhado em acabar com os crimes e terrorismo. Mostra que, efectivamente, quem procura encontra e se os grandes do mundo não encontram quem nós queremos, se calhar é porque não querem mesmo encontrar. Com distribuição da Lusomundo e com Richard Gere e Terrence Howard nos principais papéis, este filme estreia em Portugal na próxima quinta-feira, dia 6 de Março. Eu recomendo.

Um comentário:

Zulkijora disse...

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