Às vezes, com dias absolutamente doidos e feitos de
correrias penso como conseguiria fazer tudo se ainda estivesse presa na
redacção durante todo o dia. Provavelmente conseguiria. Provavelmente dormiria
menos, andava mais mal disposta e resmungona (ou não…), mas conseguiria. Uma
coisa era certa, não dava a mesma atenção aos meus filhos, às vidas dos meus
três filhos como agora dou. Saí não por opção minha, mas por ter sido empurrada
na enxurrada desta crise que até o verão nos levou, raios a partam. Mas a
verdade é que tenho descoberto tantas outras coisas, tantas outras coisas que
me fazem feliz que dou por mim a pensar se não foi bom o que aconteceu. Quer dizer,
bom, não foi que ninguém gosta de trabalhar para a aquecer, e a verdade é que
ainda tenho muitos salários em atraso e noites muito mal dormidas de tamanhas
preocupações, que nunca vou recuperar. Nem as noites perdidas, nem o dinheiro…
Mas é incrível esta capacidade de adaptação que o ser humano tem. Esta energia
em refazer-se, em reinventar-se. Sempre quis ser jornalista, desde muito
pequenina, mas no terceiro ano da faculdade vi-me com pena de não fazer outra
opção de especialização na área da comunicação, como a organização de eventos,
por exemplo. O jornalismo nunca esteve em causa, mas gostava também de fazer
outras coisas e foi por isso que fiz uma pós graduação em comunicação
institucional: para ter um bocadinho do outro lado da comunicação. Agora, 12
anos passados sobre a licenciatura estou a abraçar um projecto novo: da
organização de festas, porque sempre adorei, porque merecia permitir-me isso. Não
está a ser um caminho fácil. Sinto sobretudo que preciso de investir muito de
mim, de estudar muito, e talvez por isso também, esteja a ser tão enriquecedor
e importante. O caminho apenas começou agora e promete ser longo, muito longo. Mas
estou com a motivação lá no alto, apesar de toda esta conjuntura. O tempo não é
de festas, mas a verdade é que não podemos deixar de sonhar, de nos divertir. E
a mim, as coisas bonitas inspiram-me nas mais pequenas coisas e é de coisas
bonitos que quero fazer os meus dias.A vida é uma maravilha. É mesmo, de verdade! E é por ser assim, tão preciosa e única que é tão fugaz. Nós por aqui somos 5 e somos muitos diferentes! 5 mais um cão e adoramos viver e todos os dias fazemos mais qualquer coisa para sermos mesmo felizes!
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Acredito. Acredito mesmo!
Às vezes, com dias absolutamente doidos e feitos de
correrias penso como conseguiria fazer tudo se ainda estivesse presa na
redacção durante todo o dia. Provavelmente conseguiria. Provavelmente dormiria
menos, andava mais mal disposta e resmungona (ou não…), mas conseguiria. Uma
coisa era certa, não dava a mesma atenção aos meus filhos, às vidas dos meus
três filhos como agora dou. Saí não por opção minha, mas por ter sido empurrada
na enxurrada desta crise que até o verão nos levou, raios a partam. Mas a
verdade é que tenho descoberto tantas outras coisas, tantas outras coisas que
me fazem feliz que dou por mim a pensar se não foi bom o que aconteceu. Quer dizer,
bom, não foi que ninguém gosta de trabalhar para a aquecer, e a verdade é que
ainda tenho muitos salários em atraso e noites muito mal dormidas de tamanhas
preocupações, que nunca vou recuperar. Nem as noites perdidas, nem o dinheiro…
Mas é incrível esta capacidade de adaptação que o ser humano tem. Esta energia
em refazer-se, em reinventar-se. Sempre quis ser jornalista, desde muito
pequenina, mas no terceiro ano da faculdade vi-me com pena de não fazer outra
opção de especialização na área da comunicação, como a organização de eventos,
por exemplo. O jornalismo nunca esteve em causa, mas gostava também de fazer
outras coisas e foi por isso que fiz uma pós graduação em comunicação
institucional: para ter um bocadinho do outro lado da comunicação. Agora, 12
anos passados sobre a licenciatura estou a abraçar um projecto novo: da
organização de festas, porque sempre adorei, porque merecia permitir-me isso. Não
está a ser um caminho fácil. Sinto sobretudo que preciso de investir muito de
mim, de estudar muito, e talvez por isso também, esteja a ser tão enriquecedor
e importante. O caminho apenas começou agora e promete ser longo, muito longo. Mas
estou com a motivação lá no alto, apesar de toda esta conjuntura. O tempo não é
de festas, mas a verdade é que não podemos deixar de sonhar, de nos divertir. E
a mim, as coisas bonitas inspiram-me nas mais pequenas coisas e é de coisas
bonitos que quero fazer os meus dias.
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